Por Diego Nascimento

Quem já não teve a sensação de correr atrás de algo e, no fim, não chegar a lugar algum? Quantas empresas e indivíduos investiram pesado em projetos e tiveram a sensação de ‘morrer na praia’ ou ter quilos e mais quilos de material inutilizado? Prometer um milhão de oportunidades e entregar o dobro em decepções? A lista é ampla e precisamos ser honestos em reconhecer que, por algum momento, fizemos parte desse enredo ou corremos o risco de sermos personagens de uma jornada de fracasso. Mas esse cenário pode ser alterado ou evitado se claramente traçarmos objetivos para nossos sonhos. Isso mesmo: objetivos.

Vou ser prático nessa abordagem: tenho desenvolvido um projeto particular e resolvi pedir a opinião de uma rede de contatos internacional de profissionais do marketing. São cinco pessoas que, embora tenham a mesma formação acadêmica, estão situados em países diferentes, com culturas diversificadas e com um currículo vasto em “histórias pra contar.” Nem mesmo o fuso-horário é empecilho para nossos diálogos intermediados pelo idioma universal, o Inglês. Por Skype ou WhatsApp somos capazes de somar e trocar experiências inacreditáveis que nem mesmo os melhores artigos científicos poderiam oferecer. Nesse contexto, todos os membros do grupo, sem exceção, foram diretos ao perguntar: “Diego, o que você quer com isso? Quais os objetivos do projeto?” Um questionamento simples, mas com respostas que podem abrir portas ou evitar terríveis dores de cabeça.

Confesso que passei bons momentos refletindo sobre erros e acertos e qual (ou quais) é meu objetivo em cada projeto de vida para os próximos cinco anos. Marketing pessoal vai muito além de falar corretamente, cuidar da aparência e manter uma higiene impecável; abrange nossa capacidade de organização e de previsibilidade sobre nossos sonhos. Acontece muito em entrevistas de emprego: é fácil perceber quando o candidato está na estratosfera do exagero ou com os pés no chão.

Em seu livro Goals and Goal Settings (Metas e seu estabelecimento) o escritor Larrie Rouillard indica quatro elementos de fácil uso para traçarmos nossos objetivos. São eles: 1) Escolha um verbo de ação, 2) Escolha uma forma de medir o resultado, 3) Estabeleça prazos e 4) Estabeleça limites (zona de segurança). Não há mistério nenhum. O Professor Larrie, na verdade, reforça a necessidade de colocarmos na ponta do lápis cada fase, cada centavo, esforço e avaliarmos os prós, os contras e, se necessário, consultar alguém de sua confiança.

Diante de tudo isso, quero que entenda que nossa humanidade nos faz imperfeitos e nos traz a responsabilidade de vigiar a todo o instante. “Tiros no escuro” podem ferir quem não tem relação alguma com os acontecimentos e demonstra despreparo, medo ou resistência em ouvir por causa da pura e simples explosão do ego. Em tempos de tanta instabilidade no Brasil e mundo afora recomendo prudência e a imediata definição de objetivos. Dez minutos pensando hoje evitarão dias ou anos em busca de uma solução que talvez nunca chegue.

2 Responses

  1. Estou enviado um pouco dos meus “tiros no escuro”. A Palavra de Deus, nos da ensinamentos

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