Por Diego Nascimento

Enquanto você inicia a leitura desse artigo existe alguém por aí fingindo ser o que não é. A começar pelo currículo o mercado de trabalho está cheio de gente boa em fazer promessas, mas péssimas em cumprir o divulgado ou o acordado. Essa configuração está presente nas áreas emocional, social, religiosa, acadêmica e profissional. O assunto é amplo e, por isso, manteremos nosso foco em Carreira.

Frédéric Bourdin é um francês conhecido pela mídia como “O Camaleão.” Ficou famoso após ter assumido a identidade de um garoto texano desaparecido na década de 1990 e, por um tempo considerável, conseguir enganar os familiares, amigos e vizinhos do jovem. Um investigador local suspeitou da história e resolveu pesquisar o caso. Meses após o “miraculoso” reaparecimento a verdade veio à tona e Frédéric foi preso acusado de fraude no passaporte e perjúrio. Ficou seis anos preso até ser deportado para a França. Já a família enganada continua a aguardar por informações do filho que saiu para brincar e nunca mais foi visto.

Utilizei esse caso verídico para alertar sobre impostores da vida profissional. São pessoas insinceras consigo mesmas e que não cumprem o mínimo que é exigido no cargo em que assumiram. Optam por enganar os colegas de trabalho, clientes e a empresa de forma geral ao justificar a falta de pró-atividade e compromisso nas tarefas diárias por meio de mentiras arquitetadas meticulosamente. No vocabulário informal são chamados de “enroladores”. A boa notícia nisso tudo é que a profissionalização da gestão empresarial nas instituições, não importa o tamanho ou a natureza (pública, privada ou terceiro setor), tem facilitado a identificação desses elementos ainda no Processo Seletivo. Mas não confunda o assunto de hoje com o efeito Dunning-Kruger que trata de pessoas com pouco conhecimento sobre alguma área ou assunto e se julgam superiores aos outros. Esse será um tema para outro artigo.

Recentemente ministrei uma palestra sobre Ética Empresarial para associados do Rotary Club International, e pude compartilhar uma receita básica de postura para o Profissional do Futuro baseada em cinco itens: Referência, Controle Emocional, Pontualidade, Assiduidade e Responsabilidade Social. Ao longo de minha fala exemplifiquei de forma prática o que faço para somar com os que estão ao meu redor, principalmente na família e no trabalho.

A observação é uma ferramenta básica para avaliar a ação dos “impostores profissionais”. Eles contribuem consideravelmente para a baixa em resultados do mês e no posicionamento ou reposicionamento de um produto ou prestação de serviços.  São aqueles que apenas fazem o registro do ponto no início do expediente e fingem trabalhar ansiosos pela hora de ir embora. Não se engane pensando que isso acontece apenas em determinadas funções, pelo contrário, cargos de liderança também são “premiados” com gente assim.

Termino com uma recomendação direta: faça o melhor independente de onde e como; é uma questão de honra. Um trecho bíblico enfatiza essa missão por meio do livro de Eclesiastes, capítulo 9, verso 10: “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força,”.  Sigamos em frente e trabalhemos com força e garra!

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