Por Diego Nascimento
Na última semana fui ao supermercado comprar alguns itens. Ao caminhar pelas gôndolas fiquei assustado por dois motivos: o primeiro foi o preço das mercadorias; mostrando de forma prática a instabilidade econômica. O segundo foi uma exibição gratuita de má educação e total ausência de liderança. Vou contar como foi: ao comparar o preço de pacotes de pipoca (gosto das tradicionais, preparadas sem o uso de micro-ondas), percebi a silhueta de uma mulher ao meu lado. Poucos metros adiante um funcionário, que organizava os produtos nas prateleiras, fitou os olhos naquela jovem e passou a ouvir palavras de baixo nível. Em poucos segundos percebi que ambos já se conheciam previamente (atuavam no mesmo supermercado mas em setores diferentes) e, por algum desentendimento, decidiram alinhar a conversa ali mesmo. A falta de decência foi encerrada logo em seguida, quando os dois perceberam minha presença.
Numa fração de tempo fiz uma reflexão que quero compartilhar com você:
- Postura: faça chuva ou faça sol seu local de trabalho não é seu quarto. Assuntos delicados são (ou deveriam ser) tratados longe do ambiente profissional. Por mais que alguém pense ter o controle da situação, não vale a pena arriscar;
- Vocabulário: felizmente fui criado em um ambiente familiar em que os ditos palavrões passam longe. Alguns até desconheço. Tenho certeza de que essa é uma realidade de muita gente. Defendo que até uma “boa discussão” entre os interlocutores exige classe;
- Bom senso: cada vez mais raro hoje em dia. A demonstração gratuita de agressividade e falta de auto controle exibiram uma necessidade de qualificação ou mesmo de substituição de ambos os funcionários;
- Liderança: a gerente do estabelecimento, alertada com o “calor da emoção” do casal descontente, foi até o local mas agiu com indiferença. A pergunta que surgiu em minha mente foi: “Será que é algo corriqueiro por aqui?”
Esse fatídico relato mostra que, de fato, muitas empresas, independente do tamanho, ainda abrigam pessoas que se esquecem dos limites. Ao mesmo tempo acredito na lapidação e muitos podem “se salvar” de comportamentos assim. É por isso que continuo minha jornada ministrando palestras e cursos.Transformar o status quo de um profissional, para o lado do bem, não tem preço.
Encerro esse artigo citando Zig Ziglar, autor de Automotivação, Alta Perfomance: “Os otimistas são cheios de paixão. Eles acreditam que estão nesta terra por causa de um propósito e não têm a menor intenção de parar enquanto esse propósito não for cumprido. As atitudes dos otimistas são positivas. Sua perspectiva é para a eternidade, e o entusiasmo que demonstram é contagiante!”
Ao infinito e além!