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Rota 66

Por Diego Nascimento

São vários os filmes que assisto em que a Rota 66 surge como caminho para viajantes e fugitivos. Hollywood tem uma grande responsabilidade por fazer essa tão lendária estrada permanecer na mente de pessoas por todo o mundo. O que pouca gente sabe é que a Rota 66 teve seu declínio por volta de 1956, quando o presidente Dwight D. Eisenhower assinou o ato pela construção das autoestradas interestaduais, oferecendo 66 mil quilômetros de acesso entre várias localidades nos Estados Unidos. Enquanto isso a Rota 66 permaneceu com sua estrutura original e, em muitos trechos, carecendo de reparos. Décadas mais tarde uma associação criada por residentes e admiradores da estrada iniciou a busca de recursos financeiros pela manutenção de vários trechos, o que teve apoio do governo federal. Mesmo sendo peça de museu, a Rota 66 permanecerá com seu glamour e importância para a história norte-americana.

O que acabei de relatar pode servir como reflexão para sua vida profissional e até pessoal. Imagine sua existência como uma estrada. Decisões erradas causam feridas profundas e que levam tempo para serem curadas; por outro lado existem aquelas que facilitam seu “deslocamento” na progressão da carreira. No caso da Rota 66, os trechos desgastados foram reformados com concreto e asfalto. Sua vida é diferente: o misto de emoção e razão exige sabedoria e diálogo para que finais felizes possam vir à tona. Faz pouco tempo que conversei com uma pessoa que se sentiu excluída no ambiente de trabalho.  Durante a entrevista ela me contou que a outra pessoa, sem qualquer motivo aparente, evitava diálogos, cumprimentos e até olhares. Após uma profunda avaliação descobri que a “vítima de exclusão” incomodava a tal colega em virtude de suas habilidades no serviço, fazendo com que houvesse certo destaque entre os demais. Agora avalie comigo: a pessoa que se sentia incomodada poderia, por iniciativa própria, optar por “uma estrada de boa convivência”, sabendo que somos limitados e que podemos aprender com os demais.  Isso pode ser traduzido por humildade.

O livro de Colossenses, capítulo 3, verso 12 diz: “Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.” A Ética dos Negócios deve refletir esse ensinamento. Seja onde estiver, lembre que traçar rotas é muito importante para uma viagem tranquila e saudável.


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