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Você pode

Por Diego Nascimento

Hoje quero ser objetivo ao registrar dicas que podem mudar o rumo de sua vida profissional. Conheço gente que tem “escalado uma montanha cheia de obstáculos” mas que são recompensadas com uma grande vista ao chegar ao topo. Por outro lado, há pessoas que têm mergulhado de ponta em incertezas e riscos completamente desnecessários; algumas aventuras não valem a pena. Foi pensando nisso que criei uma lista TOP10 do “Você pode”. Pare, avalie, planeje e tome uma atitude:

1)Você pode achar que investir tempo e recursos financeiros em qualificação profissional seja desnecessário, afinal, você já coleciona diplomas e certificados. Cuidado: a arrogância intelectual costuma provocar tombos desastrosos;

2)Você pode achar que está no caminho certo até descobrir que um aparente êxito (fama, finanças…) exija o abandono de valores nobres como honestidade e respeito. Se isso ocorrer, sugiro que faça o retorno e pegue outra rota;

3)Você pode pensar que autoritarismo e prepotência oferecem uma imagem de domínio e liderança, mas, no final das contas, perceberá que o mercado de trabalho e os ciclos sociais não sustentam relacionamentos duradouros com indivíduos que se bastam;

4)Você pode achar que estudar um segundo idioma é luxo e ostentação, pelo contrario: é uma necessidade e quando menos imaginar se lembrará dessa advertência;

5)Você pode achar que uma grande soma monetária em sua conta bancária resolverá todos os seus problemas. Triste engano: grandes soluções registradas na história não tiveram custo algum; foram sanadas por meio de uma conversa franca e sincera;

6)Você pode justificar postagens indevidas e descontroladas nas redes sociais com base na liberdade de expressão prevista em lei. Na prática a possibilidade de “queimar o filme” ou perder amizades são muito comuns em ocasiões dentro e fora do ambiente profissional.

7)Você pode achar que o que acabou de ler no item 5 não é verdade. Entenda que muitos recrutadores observam os perfis on line para avaliação de currículos. Eu sou um deles;

8)Você pode pensar que seguir as regras faz parte de modelos de liderança do passado. Pensamento errado: até as grandes corporações reconhecidas internacionalmente por momentos de ludicidade ao longo da jornada de trabalho fazem questão de programar os “deveres do profissional”;

9)Você pode achar que fofoca é algo corriqueiro e inocente. Grande mentira: semear discórdias é uma ação negativa e condenada na própria Bíblia Sagrada;

10)Você pode optar por fugir dos livros e abraçar formas de entretenimento fúteis e momentâneas. Depois não reclame de “passar aperto” ao redigir textos mais complexos em processos de vendas, atendimento, concursos públicos, etc…

Você pode refletir sobre esses pontos ou simplesmente ignorar esse texto. É uma questão de escolha. Confesso que não sou o dono da razão, porém, quinze anos no mercado de trabalho têm oferecido oportunidades únicas de observação, aprendizagem e prática. Crescer na vida exige tempo e inclui uma longa jornada em prol de uma mente branda com respostas sábias. Optei por essa estrada. Vamos caminhar juntos?


Uma questão de sabedoria

Por Diego Nascimento

O silêncio pode ser manifestado de diferentes formas e não importa a idade: cada ser humano tem a chance de fazer da comunicação verbal uma segunda opção. Já escrevi sobre fofoca na vida e no ambiente de trabalho, a respeito de discórdias onde palavras não foram medidas durante o diálogo e até contei aventuras de alguns leitores que se depararam com recados totalmente sem sentido e divulgados por meio de outdoors, placas, etc…  Se hoje você está esperando um ensinamento nessa linha, acalme os ânimos e raciocine comigo.

Vou resumir o que chamarei de “Prática do Silêncio” em quatro grupos. Todas as definições são minhas e baseadas em observações do cotidiano:

  • O Silêncio do Respeito: é tradicional e geralmente encontrado em igrejas, peças de teatro, óperas e eventos onde uma ou mais pessoas coordenam atividades que exigem atenção e concentração (a menos que o interlocutor peça a interação do público);
  • O Silêncio da Cumplicidade: é perigoso, nocivo e mais comum do que se imagina. Faz parte da realidade de pessoas que sabem que são cúmplices ou praticantes de algo errado e, quando confrontadas sobre o problema, optam por “calar a boca” e deixar rolar mesmo que a situação conflite com princípios familiares e até confessionais;
  • O Silêncio da Reflexão: acontece em momentos de alegria ou amargura. É quando você precisa ficar só, para pensar sobre uma excelente notícia, uma vitória alcançada ou desafio a ser enfrentado;
  • O Silêncio Corporativo: longe de abranger profissionais apáticos no ambiente profissional (esse é assunto para outro dia), o Silêncio Corporativo está ligado à concentração, rendimento do trabalho e respeito mútuo. Uma conversa ao longo do expediente faz bem, desde que seja na hora certa, no devido tom de voz para o local e com assuntos que valham a pena. Fora isso, o silêncio é uma atitude que em muitos casos rende bons frutos para a empresa e para o profissional (tarefas feitas com mais atenção, cumprimento de prazos … e a lista continua).

Faço parte de um grupo de empreendedores que escreve a ministra palestras sobre diversos assuntos. A internet é rica em materiais que tratam do foco no trabalho mas o Rei Salomão, que segundo a Bíblia foi o homem mais sábio na face da Terra, buscou a inspiração divina para registrar um ensinamento a respeito do tempo certo, incluindo o silêncio na lista de prioridades. Eclesiastes, capítulo 3, versículo 7 diz: “tempo de calar, tempo de falar.” O livro de Provérbios,  capítulo 17, verso 18 enfatiza: “Até o insensato passará por sábio se ficar quieto e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento.”

Sugiro que visite os tipos de silêncio que registrei e avalie se você conhece alguém que precisa de um pequeno ajuste por falar demais, provocando o desentendimento nas relações humanas ou mesmo sendo instrumento para a falta de concentração dentro da empresa. Sabedoria não se encontra em livros: ela é fruto de vivência e observação. Que a boa Conduta no Mundo Corporativo e na Vida possa impactar pessoas a todo instante.


O peso da responsabilidade

Por Diego Nascimento

Você sabe que a ministração de palestras e treinamentos faz parte de minha jornada profissional. Certa vez, quando perguntei a um grupo sobre o real motivo do esforço no trabalho, recebi várias respostas. Uma delas marcou muito: um homem de meia idade disse que gostaria de conquistar o maior número de bens para garantir uma vida confortável aos filhos no futuro. Os demais ofereceram justificativas semelhantes, mas ninguém entendeu a essência da mensagem. Dei um desconto, afinal, eu estava no início do treinamento e muita água ainda correria embaixo da ponte.

O motivo de minha preocupação é abstrato e não concreto. Mas antes quero dizer algo: vejo como louváveis atitudes similares ao personagem do primeiro parágrafo. Trabalhamos paraconquistas diversas e isso inclui aquela casa dos sonhos, um carro ou moto na garagem, uma viagem inesquecível e sim: o bem estar dos filhos.

Voltando ao assunto de minha preocupação: considero um legado ainda maior o conjunto de valores e situações que as pessoas trazem à mente quando seu nome é pronunciado.Certamente você já ouviu: “Fulano de tal foi exemplo… a forma como lidava com os desafios era incrível…” ou coisas assim: “Faz tempo que não vejo ciclano… ainda bem… só fala besteira”. E não venha dizer que desconhece essas expressões. O ambiente de trabalho também não foge de cenários assim. Entendeu agora a importância das referências no momento de uma contratação? Recrutadores são expert nessa missão.

Dizem que a esperança é a última que morre; prefiro acreditar nisso ao invés de “jogar a toalha”, no exato tempo em que você e eu temos que fazer a diferença. É por isso que sigo com os treinamentos, palestras, consultorias. Independente da função que ocupe, seja profissional autônomo ou dentro de uma empresa, lembre: o peso da responsabilidade está sobre o seus ombros. Faça e diga algo que valha a pena. Simples assim!


Eu leria se fosse você

Por Diego Nascimento

Na última semana fui ao supermercado comprar alguns itens. Ao caminhar pelas gôndolas fiquei assustado por dois motivos: o primeiro foi o preço das mercadorias; mostrando de forma prática a instabilidade econômica. O segundo foi uma exibição gratuita de má educação e total ausência de liderança. Vou contar como foi: ao comparar o preço de pacotes de pipoca (gosto das tradicionais, preparadas sem o uso de micro-ondas), percebi a silhueta de uma mulher ao meu lado. Poucos metros adiante um funcionário, que organizava os produtos nas prateleiras, fitou os olhos naquela jovem e passou a ouvir palavras de baixo nível. Em poucos segundos percebi que ambos já se conheciam previamente (atuavam no mesmo supermercado mas em setores diferentes) e, por algum desentendimento, decidiram alinhar a conversa ali mesmo. A falta de decência foi encerrada logo em seguida, quando os dois perceberam minha presença.

Numa fração de tempo fiz uma reflexão que quero compartilhar com você:

  • Postura: faça chuva ou faça sol seu local de trabalho não é seu quarto. Assuntos delicados são (ou deveriam ser) tratados longe do ambiente profissional. Por mais que alguém pense ter o controle da situação, não vale a pena arriscar;
  • Vocabulário: felizmente fui criado em um ambiente familiar em que os ditos palavrões passam longe. Alguns até desconheço. Tenho certeza de que essa é uma realidade de muita gente. Defendo que até uma “boa discussão” entre os interlocutores exige classe;
  • Bom senso: cada vez mais raro hoje em dia. A demonstração gratuita de agressividade e falta de auto controle exibiram uma necessidade de qualificação ou mesmo de substituição de ambos os funcionários;
  • Liderança: a gerente do estabelecimento, alertada com o “calor da emoção” do casal descontente, foi até o local mas agiu com indiferença. A pergunta que surgiu em minha mente foi: “Será que é algo corriqueiro por aqui?”

Esse fatídico relato mostra que, de fato, muitas empresas, independente do tamanho, ainda abrigam pessoas que se esquecem dos limites. Ao mesmo tempo acredito na lapidação e muitos podem “se salvar” de comportamentos assim. É por isso que continuo minha jornada ministrando palestras e cursos.Transformar o status quo de um profissional, para o lado do bem, não tem preço.

Encerro esse artigo citando Zig Ziglar, autor de Automotivação, Alta Perfomance: “Os otimistas são cheios de paixão. Eles acreditam que estão nesta terra por causa de um propósito e não têm a menor intenção de parar enquanto esse propósito não for cumprido. As atitudes dos otimistas são positivas. Sua perspectiva é para a eternidade, e o entusiasmo que demonstram é contagiante!”

Ao infinito e além!


Você e eu

Por Diego Nascimento

Eu tinha 22 anos de idade quando subi a Cordilheira dos Andes pela primeira vez. À medida que a estrada atingia níveis mais altos, o frio se tornava mais intenso. Os picos tomados pela neve exibiam um espetáculo natural mas alertavam sobre os perigos da ousadia. Em certo trecho da jornada avistei uma casa feita de pedras, em estilo rústico. Uma pequena construção visivelmente antiga e que guardava um significado profundo.

Assim que atingi três mil metros de altitude perguntei aos nativos que estavam próximos do meu grupo o que aquela cabana de pedras fazia ali. A resposta foi marcante: a casa servia de refúgio a quaisquer pessoas que optassem por seguir viagem ou que precisassem de guarida, principalmente em períodos de nevasca. O mais impressionante é que os hóspedes temporários tinham o hábito de deixar cobertores e comida para os próximos viajantes ou esportistas que necessitassem do abrigo. Um verdadeiro e profundo senso de coletividade.

O relato que acabo de fazer mostra uma atitude cada vez mais escassa no ambiente profissional. O “eu” supera o “nós”. O mercado de trabalho não tem espaço para “pessoas que se bastam”. Ninguém vive sozinho. Somos parte de uma cadeia de ações conjuntas. Independente do tamanho da empresa ou do projeto a ser desenvolvido, é fundamental pensarmos que atividades em equipe são peças-chave para o sucesso. Lamentavelmente há pessoas que não pensam assim e que fazem do individualismo uma marca registrada. Vejam o exemplo que eu trouxe: os forasteiros que fazem uso da cabana não fazem ideia de quem será o próximo hóspede mas mesmo assim fazem questão de dividir o mantimento. Pudera toda empresa ter equipes que seguissem o mesmo ritmo. Quantos casos de vitória não compartilharíamos diariamente?

O mais triste nisso tudo é que o individualismo profissional tem avançado para dentro das famílias. Conheço gente que é capaz de trapacear a própria mãe simplesmente por um desejo egoísta, esquecendo que família também é trabalho em equipe.

Sou observador. Alguns minutos de conversa são claramente capazes de mostrar o senso de individualismo ou coletividade das pessoas. As palavras transmitem sentimentos e a linguagem corporal também. Que tenhamos cuidado em nosso cotidiano. O mercado de trabalho é muito precioso e constante para perdermos tempo com sentimentos de orgulho e egoísmo.


Acidente ou proposital?

Por Diego Nascimento

Uma amiga conversou comigo essa semana sobre um interesse fato: ao visitar uma loja, ela percebeu que a empresa havia reformulado o logotipo por meio da distribuição aleatória das letras. A ideia era clara: por meio da junção das sílabas o cliente veria o nome completo do estabelecimento. Sem sombra de dúvidas uma ideia moderna e artística. O mais curioso é que além da identificação da loja, duas vogais e duas consoantes foram posicionadas aparentemente sem uma apuração e se destacaram no centro da “marca”. O pior é que, somando todas as quatro letras, a palavra que apareceu foi ERRO. Isso mesmo, ERRO.

Isso é mais comum do que se imagina. Muita gente, ao tentar inovar acaba “pulando de um precipício”. Criatividade é fundamental para o sucesso nos negócios e na vida pessoal, porém, precisa surgir com base em planejamento. No caso da loja citada, a aparição da palavra ERRO dentro da marca da empresa pode ter sido acidental ou proposital. Prefiro pensar na primeira opção, pois, se foi proposital, as consequências poderão ser sérias. O desejo de compra tem total conexão com a psicologia. Cores, formas, sons e imagens são capazes de atrair pessoas ou fazer com que nunca mais voltem. Visitar um local onde a mente se vê ligada ao ERRO pode, de forma automática, espantar potenciais consumidores sem que eles percebam como tomaram essa decisão.

E não pense que isso ocorre apenas com empresas. Diariamente publicizamos ideias por meio de nossas roupas, mensagens em camisetas, fala, escrita, gestos…. determinadas ações são uma verdadeira ponte quebrada prestes a desmoronar. Cuidado para não agir de forma precipitada com alguém que, amanhã, pode ser a pessoa que irá entrevistar você para aquela tão sonhada vaga de emprego.

Em resumo: preste muita atenção antes de divulgar qualquer item. Há quem diga que uma imagem vale mais do que mil palavras mas o contrário também pode acontecer.


Identifique-se, por favor

Por Diego Nascimento

Faz alguns dias que visitei uma família muito estimada. Após alguns instantes de conversa que envolveu história e cultura internacional caminhei por alguns cômodos e cheguei a um pequeno museu que, entre relíquias e imagens raras, guardava o pedaço de um uniforme da Segunda Guerra Mundial.  Observei atentamente e percebi que aquele pano registrava uma mensagem em Inglês e, paralelo ao texto, o mesmo conteúdo em algum idioma asiático. Como a curiosidade é minha companheira perguntei o propósito daquilo e descobri que o avô dos meus amigos, que havia integrado as forças de combate norte-americanas, era piloto de avião e aquela mensagem tinha a missão de identificá-lo no caso de um pouso de emergência ou queda da aeronave. Imediatamente um filme passou por minha mente e fiquei imaginando por quantos cenários aquele pedaço de tecido havia passado.  História tem dessas coisas…

Qual a relação desse fato com o texto de hoje? A resposta é simples: nossa jornada enquantoprofissionais nos presenteia com momentos de vitória e, também, de perdas. Precisamos estar prontos para ambos. O que me preocupa é que conheço gente que detesta a palavra “perda” e sempre tenta desconectar o nome de eventos em que a imagem pessoal é, de alguma forma,comprometida. Tentam a todo custo “apagar a identificação” dessa ou daquela situação por puro orgulho.  Eu já fui assim um dia. Mas aprendi que algumas quedas servem de impulso para saltar obstáculos maiores. Talvez você se pergunte: “Mas e se as perdas e quedas forem constantes na vida profissional de alguém?” É certo que algo de muito sério está acontecendo e um diagnóstico precisa ser realizado para um tratamento que gere resultados; mas isso é assunto para outro artigo.

Interessante como a era digital divulga uma felicidade fria e sem significado. Abra alguma rede social, por exemplo, e veja as fotos: a impressão que se tem de grande parte delas é que todos vivem em harmonia, felizes com tudo e em paz com o próximo. Mentira. Ostentação desnecessária e longe dos desafios reais. Poucos realmente retratam o sentido verdadeiro dos sorrisos.  São fatos assim que fazem com que eu defenda assumirmos os erros e celebrarmos as vitórias, sempre! Falou algo que não devia? Peça desculpas. Tomou uma decisão no calor das emoções?Volte e corrija (se ainda houver tempo). A lista é extensa, mas a harmonia que se busca no lar também é fundamental no ambiente de trabalho. Embora você e eu não sejamos perfeitos precisamos ter foco em fazer o melhor.

Encerro dizendo o seguinte: a exemplo do nosso aviador herói e vitorioso (citado no primeiro parágrafo) mantenha sua identificação estampada caso esteja voando alto, caso necessite de um pouso de emergência ou, na pior das hipóteses, cair. Aquele homem estava pronto para qualquer uma dessas situações e seu nome estaria marcado em todas elas. E na sua vida profissional: você está pronto e preparado para tudo? Se sua resposta for sim, parabéns! Se sua resposta for não, sugiro que inicie um tratamento riscando de seu dicionário de vida duas palavras perigosas: orgulho e soberba! Até a próxima!


Mediocridade, jamais!

Por Diego Nascimento

Sou um observador das reações humanas dentro e fora do ambiente de trabalho. Uma das características que mais prezo é a educação. Esqueça os títulos universitários por um instante e foque no “jeito de ser” gentil com as pessoas. É desse tipo de educação que estou falando.

Já teve a chance de conviver com pessoas que enfrentam problemas externos e enxergam você como um verdadeiro para-raios para descarregarem toda a amargura, mau humor e indecisão? Por incrível que pareça isso é mais comum do que se imagine. Há quem pense que falta de simpatia e educação simboliza autoridade ou superioridade. Triste engano. Ao contrário do que muitos imaginam atitudes assim refletem indivíduos que lidam com algum incômodo de longa data. E o pior: afasta as pessoas seja em casa, no trabalho ou mesmo em uma compra no supermercado. Costumo chamar isso de mediocridade.

Com frequência sou requisitado para indicar pessoas a assumirem cargos em empresas. Além de requisitos como postura, habilidades de comunicação e pró-atividade, a capacidade de relacionamento é um fator básico. A Inteligência Emocional tem um valor incalculável e jamais será comprovada por meio de um currículo. Convivência é a única alternativa para um diagnóstico certeiro.

Recentemente li um artigo científico produzido pelo Professor Jean-François Chanlat, da Ecole des Hautes Etudes Commerciales de Montreal, Canadá. Embora tenha sido publicado em 1992, o estudo traz uma afirmação que ainda permanece atualizada em nosso cotidiano nas relações humanas: “O mundo se transforma em um reflexo deles mesmos. As relações que eles desenvolvem com os outros são impregnadas de frieza, desligamento e instrumentalidade. Tais atitudes têm muito em comum com as características dos universos tecnoburocráticos onde a impessoalidade, o funcional e o cálculo reinam como mestres.”

Agir com educação, principalmente no trabalho, contribui significativamente para a harmonia ao longo de horas e mais horas de atividades. Procure ser lembrado por ser ponte entre as pessoas, jamais barreira ou sinônimo de apreensão. Seja qual for seu cargo, salário ou tempo de casa, sugiro o seguinte: sorria! Fugir de um estilo de vida medíocre é uma questão de escolha!


Tragédia anunciada

Por Diego Nascimento

Escrever sobre ética nos negócios e na vida não é tarefa fácil. Digo isso em função do tempo, pois, em relação aos temas a lista é ampla e contínua  (Triste, não é mesmo?). Mas vamos seguir em frente e colocar nossos neurônios para funcionar (risos…).

O mundo todo recebeu notícias sobre a tragédia que atingiu a região de Mariana, no estado de Minas Gerais. Uma mineradora, cujas causas ainda estão sob investigação, teve duas barragens rompidas e um mar de lama com diversos detritos aparentemente tóxicos invadiu comunidades, cidades, matou gente, peixes, animais do campo e poluiu rios e mares. Alguns especialistas dizem que a catástrofe é irreversível e os danos, incalculáveis. A mídia e as autoridades governamentais tentam, há quatro meses, encontrar um ou mais culpados. O “jogo de empurra” ainda vai durar um bom tempo. A questão é que muitas famílias perderam o rumo do presente e do futuro. Estão à mercê de uma briga sem precedentes.

A sua vida já foi invadida por um lamaçal de problemas, daqueles capazes de deixar sujeira por todos os lados? Eu não posso dizer a proporção mas eu tenho certeza que você, mesmo em seu íntimo, respondeu com um grande SIM! Esse tipo de rompimento acontece no trabalho, em casa, nos estudos, nos relacionamentos e tem relação direta com suas decisões. É isso mesmo: alguns rompimentos são previsíveis e outros chegam sem hora marcada. Tem gente que com muita dificuldade luta contra a lama mas existe um grupo que perde as forças e se afoga.

Eu não sou o dono do amanhã e tampouco você.  Mas algumas coisas já são tragédia anunciada e conheço pessoas que ainda insistem no erro. Se avaliarmos na perspectiva empreendedora, as grandes marcas são fruto de atos de verdadeira loucura e risco. Nesse caso precisamos levar em consideração uma série de fatores que podem dizer se um negócio funcionará ou não. Isso também se reflete em seus relacionamentos, estudos e qualquer sonho que vier à sua mente. Viver perigosamente não compensa. Até a criação do mundo em que vivemos foi fruto de planejamento; o que dirá a sua vida.

Se você cometeu algum erro assuma e prometa para você mesmo que o evento não se repetirá. Se sua ideia não funcionou sugiro que respire fundo, olhe para a frente, e estude novas oportunidades. Embora sejamos parte de uma sociedade em que cada vez mais se prega o individualismo, as vitórias e desafios pessoais refletem no  grupo: sua família, departamento, vizinhos, grupo de amigos … tudo faz parte de uma grande conexão.

Cuidado: alguns rompimentos causam estragos de arrasar, a exemplo do que contamos no início do texto. Deixemos o egoísmo de lado e de fato entendamos que estamos aqui para somar com os outros. Defenda a verdade, crie oportunidades e caminhe com os “pés no chão”. 


A grande mentira

Por Diego Nascimento

A primeira coisa que faço quando estou esperando por um embarque no aeroporto ou na rodoviária é procurar uma livraria. Passear os olhos pelas bancas de exibição traz uma sensação de bem estar sem igual. Entre revistas e livros ficam os tradicionais “cursos motivacionais” que prometem curar suas tristezas e trazer respostas às questões que te incomodam todos os dias. Quero alertar você sobre como encontrar a motivação sem criar expectativas em publicações aparentemente milagrosas.

Eu trabalho com gerenciamento todos os dias. A cada instante vejo alegria, tristeza, empolgação e frustração nas pessoas. Mesmo que não falem sobre isso a expressão facial condena (linguagem corporal). Há quem compare a vida a um armário de cozinha: para cada situação abra a gaveta certa. Não é assim que funciona. Seu cérebro é uma máquina incrível de produção de reações e sentimentos e mesmo com os avanços da tecnologia não chegamos a 10% do que ele é capaz de fazer.

Sinto dizer, mas você jamais encontrará a motivação disponível para compra em prateleiras de supermercado, livrarias, farmácias ou lojas de roupas. E na lista de aplicativos do meu tablet e celular? Sem chance. Motivação é comportamento. Tem origem no seu íntimo. Está aí dentro, esperando para ser despertada. Conheço gente que investiu altos valores em palestras e cursos e voltaram para casa do mesmo jeito que saíram: apáticos e sem ânimo. Quero deixar claro que admiro o trabalho de profissionais que lidam com essa área. O que eles fazem não é motivar e sim mostrar caminhos para que você seja capaz de encontrar a motivação.

Há vários estudos sobre como nosso organismo reage aos impulsos quando está motivado ou desmotivado. A Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, disponível na biblioteca virtual da Universidade de São Paulo (USP), é uma das várias publicações que traz artigos a respeito (passe lá se quiser ampliar seus conhecimentos sobre o assunto). David Crech e Richard S. Crutchfield certa vez afirmaram que motivação está ligada a razão por fazer algo: “Um motivo é uma necessidade ou desejo acoplado com a intenção de atingir um objetivo apropriado”.

Falando de maneira prática: o que quer para hoje? Seguir em frente ou ficar parado vendo a chuva cair? Você pode ser presenteado com uma estadia no melhor hotel do planeta, com alguns milhões de dólares em sua conta bancária e com a viagem de seus sonhos e, no final da semana, acordar com a mesma desmotivação do mês passado. A razão é simples: o assunto do artigo de hoje não tem qualquer relação com conquistas materiais (que são uma consequência do trabalho) mas com seu esforço de ficar de pé e seguir a jornada da vida independente de seus recursos.

Se quiser falar sobre motivação estou pronto para ouvir. Compartilhe e busque orientação com quem pode somar com você de forma sincera. Se precisar da ajuda de profissionais, não se envergonhe. Em certos momentos necessitamos de auxílio. Faça algo logo. Fuja da acomodação. Essa atitude pode tirar você de uma grande mentira!


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