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Acidente ou proposital?

Por Diego Nascimento

Uma amiga conversou comigo essa semana sobre um interesse fato: ao visitar uma loja, ela percebeu que a empresa havia reformulado o logotipo por meio da distribuição aleatória das letras. A ideia era clara: por meio da junção das sílabas o cliente veria o nome completo do estabelecimento. Sem sombra de dúvidas uma ideia moderna e artística. O mais curioso é que além da identificação da loja, duas vogais e duas consoantes foram posicionadas aparentemente sem uma apuração e se destacaram no centro da “marca”. O pior é que, somando todas as quatro letras, a palavra que apareceu foi ERRO. Isso mesmo, ERRO.

Isso é mais comum do que se imagina. Muita gente, ao tentar inovar acaba “pulando de um precipício”. Criatividade é fundamental para o sucesso nos negócios e na vida pessoal, porém, precisa surgir com base em planejamento. No caso da loja citada, a aparição da palavra ERRO dentro da marca da empresa pode ter sido acidental ou proposital. Prefiro pensar na primeira opção, pois, se foi proposital, as consequências poderão ser sérias. O desejo de compra tem total conexão com a psicologia. Cores, formas, sons e imagens são capazes de atrair pessoas ou fazer com que nunca mais voltem. Visitar um local onde a mente se vê ligada ao ERRO pode, de forma automática, espantar potenciais consumidores sem que eles percebam como tomaram essa decisão.

E não pense que isso ocorre apenas com empresas. Diariamente publicizamos ideias por meio de nossas roupas, mensagens em camisetas, fala, escrita, gestos…. determinadas ações são uma verdadeira ponte quebrada prestes a desmoronar. Cuidado para não agir de forma precipitada com alguém que, amanhã, pode ser a pessoa que irá entrevistar você para aquela tão sonhada vaga de emprego.

Em resumo: preste muita atenção antes de divulgar qualquer item. Há quem diga que uma imagem vale mais do que mil palavras mas o contrário também pode acontecer.


Identifique-se, por favor

Por Diego Nascimento

Faz alguns dias que visitei uma família muito estimada. Após alguns instantes de conversa que envolveu história e cultura internacional caminhei por alguns cômodos e cheguei a um pequeno museu que, entre relíquias e imagens raras, guardava o pedaço de um uniforme da Segunda Guerra Mundial.  Observei atentamente e percebi que aquele pano registrava uma mensagem em Inglês e, paralelo ao texto, o mesmo conteúdo em algum idioma asiático. Como a curiosidade é minha companheira perguntei o propósito daquilo e descobri que o avô dos meus amigos, que havia integrado as forças de combate norte-americanas, era piloto de avião e aquela mensagem tinha a missão de identificá-lo no caso de um pouso de emergência ou queda da aeronave. Imediatamente um filme passou por minha mente e fiquei imaginando por quantos cenários aquele pedaço de tecido havia passado.  História tem dessas coisas…

Qual a relação desse fato com o texto de hoje? A resposta é simples: nossa jornada enquantoprofissionais nos presenteia com momentos de vitória e, também, de perdas. Precisamos estar prontos para ambos. O que me preocupa é que conheço gente que detesta a palavra “perda” e sempre tenta desconectar o nome de eventos em que a imagem pessoal é, de alguma forma,comprometida. Tentam a todo custo “apagar a identificação” dessa ou daquela situação por puro orgulho.  Eu já fui assim um dia. Mas aprendi que algumas quedas servem de impulso para saltar obstáculos maiores. Talvez você se pergunte: “Mas e se as perdas e quedas forem constantes na vida profissional de alguém?” É certo que algo de muito sério está acontecendo e um diagnóstico precisa ser realizado para um tratamento que gere resultados; mas isso é assunto para outro artigo.

Interessante como a era digital divulga uma felicidade fria e sem significado. Abra alguma rede social, por exemplo, e veja as fotos: a impressão que se tem de grande parte delas é que todos vivem em harmonia, felizes com tudo e em paz com o próximo. Mentira. Ostentação desnecessária e longe dos desafios reais. Poucos realmente retratam o sentido verdadeiro dos sorrisos.  São fatos assim que fazem com que eu defenda assumirmos os erros e celebrarmos as vitórias, sempre! Falou algo que não devia? Peça desculpas. Tomou uma decisão no calor das emoções?Volte e corrija (se ainda houver tempo). A lista é extensa, mas a harmonia que se busca no lar também é fundamental no ambiente de trabalho. Embora você e eu não sejamos perfeitos precisamos ter foco em fazer o melhor.

Encerro dizendo o seguinte: a exemplo do nosso aviador herói e vitorioso (citado no primeiro parágrafo) mantenha sua identificação estampada caso esteja voando alto, caso necessite de um pouso de emergência ou, na pior das hipóteses, cair. Aquele homem estava pronto para qualquer uma dessas situações e seu nome estaria marcado em todas elas. E na sua vida profissional: você está pronto e preparado para tudo? Se sua resposta for sim, parabéns! Se sua resposta for não, sugiro que inicie um tratamento riscando de seu dicionário de vida duas palavras perigosas: orgulho e soberba! Até a próxima!


Mediocridade, jamais!

Por Diego Nascimento

Sou um observador das reações humanas dentro e fora do ambiente de trabalho. Uma das características que mais prezo é a educação. Esqueça os títulos universitários por um instante e foque no “jeito de ser” gentil com as pessoas. É desse tipo de educação que estou falando.

Já teve a chance de conviver com pessoas que enfrentam problemas externos e enxergam você como um verdadeiro para-raios para descarregarem toda a amargura, mau humor e indecisão? Por incrível que pareça isso é mais comum do que se imagine. Há quem pense que falta de simpatia e educação simboliza autoridade ou superioridade. Triste engano. Ao contrário do que muitos imaginam atitudes assim refletem indivíduos que lidam com algum incômodo de longa data. E o pior: afasta as pessoas seja em casa, no trabalho ou mesmo em uma compra no supermercado. Costumo chamar isso de mediocridade.

Com frequência sou requisitado para indicar pessoas a assumirem cargos em empresas. Além de requisitos como postura, habilidades de comunicação e pró-atividade, a capacidade de relacionamento é um fator básico. A Inteligência Emocional tem um valor incalculável e jamais será comprovada por meio de um currículo. Convivência é a única alternativa para um diagnóstico certeiro.

Recentemente li um artigo científico produzido pelo Professor Jean-François Chanlat, da Ecole des Hautes Etudes Commerciales de Montreal, Canadá. Embora tenha sido publicado em 1992, o estudo traz uma afirmação que ainda permanece atualizada em nosso cotidiano nas relações humanas: “O mundo se transforma em um reflexo deles mesmos. As relações que eles desenvolvem com os outros são impregnadas de frieza, desligamento e instrumentalidade. Tais atitudes têm muito em comum com as características dos universos tecnoburocráticos onde a impessoalidade, o funcional e o cálculo reinam como mestres.”

Agir com educação, principalmente no trabalho, contribui significativamente para a harmonia ao longo de horas e mais horas de atividades. Procure ser lembrado por ser ponte entre as pessoas, jamais barreira ou sinônimo de apreensão. Seja qual for seu cargo, salário ou tempo de casa, sugiro o seguinte: sorria! Fugir de um estilo de vida medíocre é uma questão de escolha!


Tragédia anunciada

Por Diego Nascimento

Escrever sobre ética nos negócios e na vida não é tarefa fácil. Digo isso em função do tempo, pois, em relação aos temas a lista é ampla e contínua  (Triste, não é mesmo?). Mas vamos seguir em frente e colocar nossos neurônios para funcionar (risos…).

O mundo todo recebeu notícias sobre a tragédia que atingiu a região de Mariana, no estado de Minas Gerais. Uma mineradora, cujas causas ainda estão sob investigação, teve duas barragens rompidas e um mar de lama com diversos detritos aparentemente tóxicos invadiu comunidades, cidades, matou gente, peixes, animais do campo e poluiu rios e mares. Alguns especialistas dizem que a catástrofe é irreversível e os danos, incalculáveis. A mídia e as autoridades governamentais tentam, há quatro meses, encontrar um ou mais culpados. O “jogo de empurra” ainda vai durar um bom tempo. A questão é que muitas famílias perderam o rumo do presente e do futuro. Estão à mercê de uma briga sem precedentes.

A sua vida já foi invadida por um lamaçal de problemas, daqueles capazes de deixar sujeira por todos os lados? Eu não posso dizer a proporção mas eu tenho certeza que você, mesmo em seu íntimo, respondeu com um grande SIM! Esse tipo de rompimento acontece no trabalho, em casa, nos estudos, nos relacionamentos e tem relação direta com suas decisões. É isso mesmo: alguns rompimentos são previsíveis e outros chegam sem hora marcada. Tem gente que com muita dificuldade luta contra a lama mas existe um grupo que perde as forças e se afoga.

Eu não sou o dono do amanhã e tampouco você.  Mas algumas coisas já são tragédia anunciada e conheço pessoas que ainda insistem no erro. Se avaliarmos na perspectiva empreendedora, as grandes marcas são fruto de atos de verdadeira loucura e risco. Nesse caso precisamos levar em consideração uma série de fatores que podem dizer se um negócio funcionará ou não. Isso também se reflete em seus relacionamentos, estudos e qualquer sonho que vier à sua mente. Viver perigosamente não compensa. Até a criação do mundo em que vivemos foi fruto de planejamento; o que dirá a sua vida.

Se você cometeu algum erro assuma e prometa para você mesmo que o evento não se repetirá. Se sua ideia não funcionou sugiro que respire fundo, olhe para a frente, e estude novas oportunidades. Embora sejamos parte de uma sociedade em que cada vez mais se prega o individualismo, as vitórias e desafios pessoais refletem no  grupo: sua família, departamento, vizinhos, grupo de amigos … tudo faz parte de uma grande conexão.

Cuidado: alguns rompimentos causam estragos de arrasar, a exemplo do que contamos no início do texto. Deixemos o egoísmo de lado e de fato entendamos que estamos aqui para somar com os outros. Defenda a verdade, crie oportunidades e caminhe com os “pés no chão”. 


A grande mentira

Por Diego Nascimento

A primeira coisa que faço quando estou esperando por um embarque no aeroporto ou na rodoviária é procurar uma livraria. Passear os olhos pelas bancas de exibição traz uma sensação de bem estar sem igual. Entre revistas e livros ficam os tradicionais “cursos motivacionais” que prometem curar suas tristezas e trazer respostas às questões que te incomodam todos os dias. Quero alertar você sobre como encontrar a motivação sem criar expectativas em publicações aparentemente milagrosas.

Eu trabalho com gerenciamento todos os dias. A cada instante vejo alegria, tristeza, empolgação e frustração nas pessoas. Mesmo que não falem sobre isso a expressão facial condena (linguagem corporal). Há quem compare a vida a um armário de cozinha: para cada situação abra a gaveta certa. Não é assim que funciona. Seu cérebro é uma máquina incrível de produção de reações e sentimentos e mesmo com os avanços da tecnologia não chegamos a 10% do que ele é capaz de fazer.

Sinto dizer, mas você jamais encontrará a motivação disponível para compra em prateleiras de supermercado, livrarias, farmácias ou lojas de roupas. E na lista de aplicativos do meu tablet e celular? Sem chance. Motivação é comportamento. Tem origem no seu íntimo. Está aí dentro, esperando para ser despertada. Conheço gente que investiu altos valores em palestras e cursos e voltaram para casa do mesmo jeito que saíram: apáticos e sem ânimo. Quero deixar claro que admiro o trabalho de profissionais que lidam com essa área. O que eles fazem não é motivar e sim mostrar caminhos para que você seja capaz de encontrar a motivação.

Há vários estudos sobre como nosso organismo reage aos impulsos quando está motivado ou desmotivado. A Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, disponível na biblioteca virtual da Universidade de São Paulo (USP), é uma das várias publicações que traz artigos a respeito (passe lá se quiser ampliar seus conhecimentos sobre o assunto). David Crech e Richard S. Crutchfield certa vez afirmaram que motivação está ligada a razão por fazer algo: “Um motivo é uma necessidade ou desejo acoplado com a intenção de atingir um objetivo apropriado”.

Falando de maneira prática: o que quer para hoje? Seguir em frente ou ficar parado vendo a chuva cair? Você pode ser presenteado com uma estadia no melhor hotel do planeta, com alguns milhões de dólares em sua conta bancária e com a viagem de seus sonhos e, no final da semana, acordar com a mesma desmotivação do mês passado. A razão é simples: o assunto do artigo de hoje não tem qualquer relação com conquistas materiais (que são uma consequência do trabalho) mas com seu esforço de ficar de pé e seguir a jornada da vida independente de seus recursos.

Se quiser falar sobre motivação estou pronto para ouvir. Compartilhe e busque orientação com quem pode somar com você de forma sincera. Se precisar da ajuda de profissionais, não se envergonhe. Em certos momentos necessitamos de auxílio. Faça algo logo. Fuja da acomodação. Essa atitude pode tirar você de uma grande mentira!


Faça algo por alguém

Por Diego Nascimento

Em minhas palestras e aulas na faculdade já tive a chance de dizer que, de fato, a vida é um livro repleto de capítulos. Alguns marcantes, outros nem tanto. O desejo de alçar voos mais altos na carreira profissional é corriqueiro, mas poucas pessoas compreendem que sucesso não está necessariamente ligado ao “recheado” extrato da conta bancária. Os bons resultados também são medidos pela sua maneira de agir, falar e dedicar tempo a tarefas, projetos e à comunidade.

A história que vou relatar agora é verídica e minha família foi e continua sendo testemunha ocular de um exemplo incrível de equilíbrio, sacrifício e sensibilidade. Sempre que tenho a oportunidade gosto de contar esse fato para confirmar a tese de que  “doar o seu tempo ao próximo” é capaz de revolucionar vidas.

Um garoto entre seus 5 e 7 anos residia em um orfanato. Assustado com tanta gente ao seu redor, aquele menino que desconhecia sua origem e seus pais foi transferido para outro lar de crianças onde foi educado por uma equipe de missionários comprometidos com o plantio de esperança. Os anos se passaram e o menino foi adotado por uma família estrangeira, residente na América do Norte. Lá, ele continuou a receber os princípios da verdade, cursou a graduação e começou a trabalhar. Não bastasse a sua nova trajetória, aquele jovem profissional sabia que poderia ir além. Reorganizou sua agenda pessoal, embarcou em um avião e dedicou um precioso período de sua mocidade como voluntário no pequeno orfanato brasileiro que por anos cuidou dele. Foi nesse intervalo que, recém-casado, o jovem tomou uma grande decisão: “Fui adotado. Que tal fazer o mesmo?” Após uma grande batalha burocrática, o país estrangeiro que o abraçara recebia agora outra criança. A história se repetia. Décadas se passaram e o garotinho do início desse relato é hoje um homem feito, pai de cinco filhos, avô de três netos, esposo exemplar, amigo fiel e dono de uma carreira profissional digna de um livro, literalmente. Mas essa saga não para por aqui: mesmo residindo em outro país, ele e toda a família continua a doar seu tempo em prol de outras crianças que vivem naquele mesmo orfanato que há mais de 50 anos tem revolucionado gerações.

Agora pense comigo: além do trabalho, trabalho e trabalho qual a sua dedicação ao próximo? Talvez você não tenha o objetivo ou mesmo a chance de participar de um projeto de adoção nos moldes tradicionais, mas, em seu tempo livre pode “adotar” o espaço na agenda de alguém que precisa de alguns minutos de diálogo, de calor humano. Existem muitas formas de somar ao seu “currículo de vida” atitudes simples e que são capazes de fazer muita, muita diferença.

Às vezes pode você chegar ao final de sua história sem ver resultados de seu esforço. Não se preocupe com isso. Os maiores frutos não precisam de publicidade. E tem mais: se hoje eu tenho o English as a Second Language (ESL) – Inglês como Segundo Idioma – e atuações como tradutor escrito e consecutivo, revelo que a semente foi plantada antes de eu nascer. É isso mesmo: a jornada desse garoto, que você acabou de ler, continua a refletir também no meu presente e no meu futuro. Ele sabe disso!

 Antes de dormir hoje sugiro: faça algo por alguém! 


Estou sem tempo

Por Diego Nascimento

Quem já não disse ou ouviu essa famosa frase: “Estou sem tempo.” Creio que 99,9% da população mundial já teve a chance de praticar essa expressão. Às vezes sinto que 24 horas não são suficientes para tantas tarefas diárias (e você balançou a cabeça concordando comigo rs…).Quero deixar claro que em nosso diálogo de hoje não irei recriminar sua falta de espaço na agenda, pelo contrário: faço o convite para avaliarmos se, de fato, os preciosos minutos do relógio têm sido aproveitados de maneira inteligente.

Recentemente tive a oportunidade de dialogar com um grupo de jovens. Fiquei espantando de como a futilidade consome uma fatia considerável do dia de cada um deles. Começaram a reclamar sobre a falta de oportunidades no mercado de trabalho. Iniciamos um debate e registrarei a seguir as conclusões dessa jornada:

Afirmam “Estar sem tempo” para dedicar aos estudos quando, de maneira involuntária ou proposital, desperdiçam várias horas deslizando o dedo na tela de um celular para dar gargalhadas de postagens em redes sociais sem conteúdo e que chegam ao limite do ridículo;

Afirmam “Estar sem tempo” para melhorar o vocabulário e a escrita por meio da leitura, quando têm total disponibilidade para avançar a noite em meio ao carvão, churrasco e cerveja. Não conseguem enxergar valor, por exemplo, na aquisição de um livro que, em média, custa menos de 40% menos dos itens que citei agora pouco;

Relataram “Estar sem tempo” para buscar informações sobre o que acontece no Brasil e no mundo quando, no final do dia, são capazes de citar todos os detalhes de novelas e intimidades de participantes de reality shows que são um verdadeiro desserviço para a sociedade.

A lista é grande e não vou tomar ainda mais o seu TEMPO. Afinal de contas isso é assunto em todas as famílias e uma preocupação entre pais, educadores e empresários. Há uma geração quem tem se deixado levar pelo relativismo, ou seja: “Tudo é normal. Relaxa, é assim mesmo”. Como profissional da Comunicação e Educação preocupo com os índices de qualidade na prestação de serviços e nas diversas áreas que movimentam a economia do Brasil e o nosso bolso.

Certa vez alguém me disse: “A culpa é da televisão, da internet.” Lamento dizer, mas essas duas personagens não podem ser réus sozinhas nesse julgamento diário. O problema não é o monitor de TV, tablet, telefone ou laptop: se avaliarmos com cuidado a falha está no usuário, em que está atrás desses equipamentos. Temos discernimento entre o certo e o errado e mesmo assim ainda tem gente que opta em andar por uma rua sem saída, simplesmente por uma felicidade momentânea e artificial.

Encerro fazendo um pedido: junte-se ao movimento daqueles que, de alguma forma, nadam contra essa maré de “Tudo normal” que agita nossa sociedade. Não há nada de errado em descansar, sair, curtir a vida e interagir com os amigos e familiares por meio da internet. Apenas precisamos saber os limites e viver o que é sadio. No final das contas os grandes beneficiados serão você e eu!Pode ter certeza que o mercado de trabalho vai agradecer, e muito!


Estado de choque

Por Diego Nascimento

Você sabia que no mundo há mais de 6900 idiomas ainda praticados? É o que diz o compêndio Ethnologue, publicado por uma editora norte-americana e que organiza por meio de pesquisas, mapas e gráficos a comunicação verbal nesse planeta que abriga mais de 7 bilhões de habitantes. Em meio a tantas palavras quero chamar sua atenção para um conjunto de letras e vogais que pode te deixar em “estado de choque” dependendo da abordagem.

O Professor António Nóvoa, docente catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Portugal, compartilhou recentemente os resultados de sua pesquisa a respeito da palavra gratidão. No vídeo, António conta sobre a preparação de uma aula magna para a Universidade de Brasília, onde decide falar do Tratado de Gratidão escrito por Tomás de Aquino. O documento, escrito na idade média, cita os três níveis/fases do agradecimento. Funciona assim: a primeira fase é superficial e o foco é no reconhecimento intelectual. A segunda é intermediária e corresponde ao dar graças a alguém por algo feito de maneira repetitiva, no dia a dia. A terceira é considerada a mais profunda: é quando criamos um vínculo emocional com a pessoa ou grupo e literalmente agradecemos com o coração. O Professor Nóvoa encerra a apresentação dizendo que o termo ‘Muito obrigado’, em Português, é capaz de expressar de forma clara a essência do terceiro nível de gratidão.

Minha experiência de vida, que até agora se resume aos 30 anos de idade, mostra que o agradecimento pode até ser dividido em graus, mas, independente da origem linguística, é item básico para as relações humanas. Já tive a chance de agradecer e de receber agradecimento em vários idiomas e digo uma coisa: a sinceridade dessa expressão está na pessoa que, sem esperar algo em troca, manifesta a gratidão em coisas aparentemente insignificantes. Cenas assim podem ser vistas em eventos dentro de nossa própria família e até em indivíduos que mal sabem escrever o próprio nome.

É nesse ritmo que manifesto meus sinceros agradecimentos pela chance de, a cada 15 dias, visitar você por meio dos meus artigos que são compartilhados via e-mail e site. Em muitos casos essa parceria completa cinco anos e já conta com leitores fiéis em mais de 20 países, distribuídos em cada continente desse planeta cercado por oceanos tão azulados e com uma vasta diversidade cultural. O site www.diegonascimento.com.br , veiculado nas versões Português e Inglês, tem se mostrado uma conexão positiva entre diferentes povos numa época onde o acolhimento tem se dissipado.

Encerro esse texto “pegando carona” no terceiro nível de gratidão proposto por Tomás de Aquino e expressando da forma mais sincera e direta que se possa imaginar o meu “Muito obrigado”!


A marca mais valiosa do mundo

Por Diego Nascimento

Ela foi criada com muito cuidado, mas é claro que em alguns casos surgiu como uma surpresa. Recebeu investimentos e por anos foi alvo de sacrifícios. Várias pessoas conheceram suatrajetória: a maioria era amiga do empreendimento; outras apenas de ouvir falar. Os anos foram passando e a necessidade de aprimoramento e antecipação de tendências chegou. Mesmo com recursos escassos grandes sementes foram plantadas. Hoje, alguns anos depois, essa empresa possui a marca mais valiosa de todos os tempos: VOCÊ!

É isso mesmo: se sua vida for equiparada a uma empresa perceberá que se trata do item maisvalioso. Ela é única. A solidificação da estrutura pode ser equiparada à criação em família, o que inclui os valores de honestidade, verdade e respeito. O treinamento da equipe é similar ao período que passamos na escola: educação básica, técnica, superior ou qualquer outro tipo de aperfeiçoamento. A conquista de clientes nada mais é do que nosso networking: a rede de relacionamentos que construímos ao longo de nossa existência. A reputação da marca é sinônimo de todos os esforços que concentramos em prol da transparência e da harmonia em tudo o que fazemos.

Garanto que jamais fez essa comparação, não é mesmo? Conheço gente que gasta muito dinheiro com acessórios ali, carro aqui e já digo que não sou contra as aquisições. Vivemos em uma sociedade capitalista e num mundo que oferece muitas coisas boas. Estamos na mesma jornada. O que está em jogo aqui é a prioridade. Se separamos um determinado recurso para itens materiais, por que não investirmos também em qualificação profissional, por exemplo? Ou nacompra de um livro ou qualquer outra ação que possa a curto, médio e longo prazo contribuir com minha jornada humana ou carreira profissional?

Sejamos felizes! Vivamos a vida dentro dos limites. Realizemos nossos sonhos! Mas é importante lembrar que o que ficará eternizado é seu nome. Embora o início desse artigo esteja no passado, lembre que a educação é uma constante e nesse exato momento você pode tomar uma decisão que poderá transformar o seu destino.

Faça o melhor pela marca mais valiosa já criada: VOCÊ!


O intérprete

Por Diego Nascimento

Em 2005 tive a chance de iniciar minha jornada como tradutor consecutivo: ainda dava os primeiros passos no aperfeiçoamento do Inglês como Segundo Idioma, mas a oportunidade fez com que eu entendesse a Comunicação como fator principal das relações humanas. Desde então a tradução de reuniões, palestras, aulas e até discursos faz parte da minha vida.

Seja qual for o número de pessoas presentes na plateia minha obrigação é ser o mais fiel possível ao transmitir a mensagem. A tarefa é desafiadora. Preciso ter raciocínio rápido para receber a frase em Inglês, adaptar o conteúdo para o Português, decodificar para o perfil do público e finalmente ser o porta voz da informação. Tudo isso em questão de segundos. Sem sombra de dúvidas é uma grande responsabilidade. Imagine agora os profissionais da tradução que atuam em reuniões e cúpulas internacionais. Um deslize de informação pode causar a terceira guerra mundial (risos…).

É nesse espírito de “ser compreendido” que avalio a forma como eu dialogo com as pessoas ao longo do dia, principalmente no meu idioma original. Sabemos que o tom de voz pode afastar ou aproximar alguém de você. Mas faz algum tempo que tenho percebido como nossa “postura” nacomunicação escrita tem o mesmo efeito. Longe de fazer uso de palavras inadequadas ou grosseiras, a forma como expomos um assunto pode trazer interpretações equivocadas por quem lê. Cuidado ao enviar mensagens de texto via e-mail, redes sociais ou SMS do telefone celular. São dispositivos eletrônicos que não têm a capacidade de “falar” por você. Ambos não têm sentimento. Já vi casos em que um simples recado escrito  causou grandes problemas de relacionamento.

Ao longo da vida somos intérpretes: nossos níveis de emoção podem criar/ampliar oportunidadesou fazer com que mergulhemos em precipícios difíceis de serem escalados. Isso pode ocorrer dentro de casa, no trabalho, nos estudos, no trânsito, na fila do supermercado. Se perceber que alguma mensagem enviada resultará em algum desconforto para quem recebe ou para quem envia, sugiro um contato face a face ou mesmo telefônico (voz). Somos seres humanos e nosso coração é movido a emoções.

A tecnologia existe para ser utilizada. Você está lendo essa mensagem escrita (agora) justamente por causa dela. É o teor do assunto e/ou a maneira como fazemos uso da ferramenta que pode provocar um “incêndio” de grandes proporções. Onde quer você esteja lembre-se de uma coisa:“Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura”: Provérbios 12:18.


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