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O silêncio das heroínas

Por Diego Nascimento

Rute, a personagem bíblica, enfrentou o sol escaldante para cuidar dela e da sogra que na oportunidade eram viúvas. Leonor da Aquitânia faleceu aos oitenta e dois anos e foi uma das rainhas mais proeminentes da Idade Média, onde exerceu um governo histórico e marcado por sua inteligência (era fluente em oito idiomas). A Rainha Vitória I, da Inglaterra, governou o Reino Unido por mais de sessenta anos durante o século 19 e fez da Revolução Industrial um de seus maiores legados. A Princesa Isabel, regente brasileira, assinou a Lei Áurea em 1888 e assumiu o Império durante um período muito desafiador. Carlota Kemper foi uma educadora e empreendedora norte-americana que mudou a vida de muitos brasileiros. Em 1869 fundou um dos mais antigos educandários do país; morreu aos 90 anos de idade no interior de Minas Gerais com o coração alegre pelo dever cumprido. Amelia Earhart foi a primeira mulher a voar o Oceano Atlântico em 1928; desapareceu com seu avião em 1937 tentando dar a volta ao mundo. Winnie the Welder foi uma das 2 mil mulheres que trabalharam em navios durante a Segunda Guerra Mundial. Rachel de Queiroz, escritora, foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras. A catarinense Zilda Arns quebrou todos os paradigmas ao assumir um projeto de dimensão internacional: perdeu a vida durante um terremoto no Haiti em 2010. Maria da Penha lidera movimentos em defesa do direito da mulher e dá nome à lei que aumenta o rigor das punições em casos de violência contra o público feminino; se desloca em uma cadeira de rodas em virtude de uma agressão pelo seu cônjuge. Nilza é minha mãe. Hoje acordou cedo para preparar o café, “acordar a casa” e ir trabalhar.

Concordo com você: a lista é grande mas poderia ser muito, muito maior. Ao longo desse mês tenho gravado vídeos e preparado mensagens que tratam do papel do homem e da mulher no mercado de trabalho. Durante uma recente transmissão mostrei como o empreendedorismo tem uma participação ativa do público feminino, comprovado em números e até estudos internacionais. Meu objetivo não é dizer quem é melhor ou quem sai na frente: a ideia é entendermos que o mercado de trabalho anseia por talentos e, nesse caso, homens e mulheres são iguais. Há espaço para todos.

Recentemente ministrei uma palestra sobre “Trabalho em equipe” para uma associação de artesãos. 90% do público presente era composto por mulheres donas de casa, que exerciam um papel de liderança e em alguns casos de provedoras do lar. Esse cenário se repete em todos os cantos do país. Se formos para a esfera executiva veremos cada vez mais a mulherada assumindo o comando de grandes negociações, fusões, etc… Evidente que cada grupo tem suas particularidades, porém, se perde muito tempo em discussões desnecessárias em virtude do preconceito (digo para ambos os lados).

Nos meus 15 anos de atuação no mercado de trabalho preciso dizer e reconhecer que as mulheres contribuíram de forma significativa para meu crescimento profissional. Elas fazem parte da minha vida e isso inclui aquelas que estão em minha família. Sei perfeitamente que a maioria jamais será capa de revista ou temas de reportagem. Por isso intitulei esse artigo de o “Silêncio das heroínas. ” Há muitas que lutam caladas em prol da família, do desenvolvimento, da harmonia e no mais profundo abismo enxugam as lágrimas originadas do assédio, da agressão verbal, física ou simplesmente pela indiferença.

Encerro tomando a liberdade de, mais uma vez, alterar uma tradicional frase citada em discursos: não é atrás de todo grande homem que existe uma grande mulher; é ao lado e, muitas vezes, à frente!

Meus caros colegas da massa masculina: façamos a diferença!


As sete técnicas da conquista

Por Diego Nascimento

Acho que muita gente abriu esse artigo esperando dicas de paquera. Sinto muito, mas não falarei a respeito de romance. A conquista da qual falo está ligada ao mundo das vendas. Qual o segredo para eu vender mais? A resposta é mais complexa do que se imagina. Caminhe comigo nessa leitura e entenderá.

Preciso confessar que sou fã de supermercados. O simples fato de andar pelas gôndolas, mesmo que eu não compre nada, costuma ser mais refrescante do que banho de piscina em dia de sol quente. É um dos maiores aprendizados para quem vende produtos ou prestação de serviço. É nesse cenário que aconteceu uma das mais trágicas situações da minha vida como consumidor (que drama hein?? Rs…). Fui comprar um simples refrigerante e a fome sugeriu que eu ampliasse a lista. Eu não tinha muito domínio da estrutura da loja e perguntei à uma funcionária onde ficava “o produto tal”. Sem olhar em minha direção ela disse: “acho que do outro lado. ” Estranhei a reação mas segui dica. Para variar era alarme falso. Gastei um tempo precioso para descobrir que lá não tinha o “tal produto. ” Para completar a jornada cheguei ao caixa e me deparei com uma cena esquisita: a funcionária não percebeu minha chegada pois estava muito ocupada contando para uma colega onde havia ido no final de semana (lembro até o nome da balada rs…) … Acho que sou paciente até demais: “avancei” até a esteira, fiz com que minha presença fosse notada, embalei o refrigerante e fui embora para nunca mais voltar. O pior é que isso se repetiu antes, na mesma rede de supermercados.

Cenas assim são mais comuns do que se imagina. Podem ocorrer na farmácia, no salão de beleza, na pastelaria, na loja de móveis, na concessionária de veículos e assim por diante. O segredo da conquista está conectado na tão famosa manutenção do cliente. Atender bem não é virtude, é obrigação. Oferecer o efeito de ‘continuidade’ é o grande trunfo do vendedor. Imagine que você represente uma empresa de maquiagens. Certamente quer que aquele batom produza, no futuro, pedidos maiores abrangendo cremes, perfumes …. Concordo que a qualidade do produto ou serviço contribua e muito para uma nova aquisição, porém, a atitude de venda antes, durante e depois fala alto. Pensando nisso sugiro:

  • Observe e avalie seu potencial cliente. Traçar o perfil ajudará na abordagem;
  • Cumpra o horário. Em um mundo onde tudo é urgente saiba que o tempo é precioso;
  • Fale a verdade, acima de tudo. Confiança é difícil de ganhar e fácil de perder;
  • Tenha limites: evite contatos quando seu cliente está no trabalho, a menos que tenha autorização e ferramentas para isso (SMS,
  • Seja discreto: conduza o diálogo para captar quais oportunidades futuras podem surgir (novas vendas);
  • Pró-atividade: jamais espere o cliente manifestar necessidade de compra. Mantenha um diálogo sincero e atento à próxima demanda;
  • Tenha mansidão: nunca tente ganhar no grito. Grandes negociações são marcadas pela serenidade.

Encerro dizendo que o segredo da conquista está associado à boa conduta. O livro bíblico de Provérbios, capítulo 22, verso 1 diz: “A boa reputação vale mais que grandes riquezas; desfrutar de boa estima vale mais que prata e ouro. ”

Boas vendas!


Totalmente “sem noção”

Por Diego Nascimento

Por diversas vezes escrevi em meus artigos que a conduta nas redes sociais pode trazer consequências sérias. Seja na vida ou no mercado de trabalho confirmo que determinadas postagens costumam manchar o seu currículo. Quero listar algumas das gafes de tirar o sono de qualquer pessoa:

1) Erros gramaticais: a Língua Portuguesa é um desafio e sei disso. Mas tem gente que lança no Facebook, Twitter, Instagram (e a lista continua…) palavras e frases totalmente erradas na concordância e na ortografia. Tenho que dizer que isso é muito triste;

2) “Uma imagem vale mais do que mil palavras”: em alguns casos isso funciona, mas é preciso ter o máximo de cuidado. Estamos na “era do visual”, mas isso não significa que você tem o direito de postar tudo o que registra pela frente. Sua privacidade está incluída nessa afirmação. Recentemente fiquei perplexo ao ver que um casal resolveu simular o “Jardim do Éden” e fizeram fotos de si mesmos, atrás de arbustos, brincando de Adão e Eva. Não preciso dizer que esse fato já é uma das pérolas do mundo digital;

3) Leia antes: o conteúdo de um simples bilhete que levava semanas ou até meses para chegar ao Japão, por exemplo, reduziu a viagem para apenas alguns segundos em escala mundial. Preste muita atenção ao que digitou/gravou. Depois que você apertar ou clicar no botão “Enviar”sua carreira pode estar em jogo em virtude de algo feito por impulso;

4) Gerencie seu tempo: o aparelho celular deixou de ser apenas uma ferramenta para fazer ligações ou trocar SMS. Por meio dele pagamos contas no aplicativo bancário, trabalhamos, observamos o trânsito, assistimos filme e por aí vai…. mas certas funções não exigem uma dedicação exclusiva que te faça ficar “pendurado” na timeline dos outros o dia inteiro. Conheço casos de pessoas que se enrolaram no atendimento a clientes ou atrasaram a preparação de relatórios pois se distraíram navegando nas redes sociais no horário de trabalho. Há o tempo certo para tudo!

5) Falta de prudência: expor tudo o que faz ao longo do dia não fará de você mais especial ou com o rótulo de “plugado na rede”. Nada contra os compartilhamentos, muitos são saudáveis, mas há situações que dizem respeito unicamente a você, sua família, seu casamento e que não necessitam de audiência.

Eu poderia ampliar a lista mas prefiro manter os cinco pontos. Computador é benção; internet também. Redes sociais fazem parte do meu cotidiano, aliás, são minhas ferramentas de trabalho. Seja feliz compartilhando momentos felizes. Seja reflexivo ao postar convites à reflexão. O problema maior não está na conexão a cabo ou wifi, no aparelho tablet ou laptop; o problema é quem está atrás da tela. Lamentavelmente, mesmo na era pós-moderna, encontramos muitas pessoas intransigentes e, como dizem por aí, “sem noção”. Fuja disso. Façamos a diferença, de uma maneira simples, em um mundo onde a aparente normalidade tem levado as pessoas à um ritmo de vida onde a felicidade momentânea acaba depois da ressaca de atitudes “sem pensar”.

Provérbios 21:23 diz o seguinte: “O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias.” Pensemos nisso


Rota 66

Por Diego Nascimento

São vários os filmes que assisto em que a Rota 66 surge como caminho para viajantes e fugitivos. Hollywood tem uma grande responsabilidade por fazer essa tão lendária estrada permanecer na mente de pessoas por todo o mundo. O que pouca gente sabe é que a Rota 66 teve seu declínio por volta de 1956, quando o presidente Dwight D. Eisenhower assinou o ato pela construção das autoestradas interestaduais, oferecendo 66 mil quilômetros de acesso entre várias localidades nos Estados Unidos. Enquanto isso a Rota 66 permaneceu com sua estrutura original e, em muitos trechos, carecendo de reparos. Décadas mais tarde uma associação criada por residentes e admiradores da estrada iniciou a busca de recursos financeiros pela manutenção de vários trechos, o que teve apoio do governo federal. Mesmo sendo peça de museu, a Rota 66 permanecerá com seu glamour e importância para a história norte-americana.

O que acabei de relatar pode servir como reflexão para sua vida profissional e até pessoal. Imagine sua existência como uma estrada. Decisões erradas causam feridas profundas e que levam tempo para serem curadas; por outro lado existem aquelas que facilitam seu “deslocamento” na progressão da carreira. No caso da Rota 66, os trechos desgastados foram reformados com concreto e asfalto. Sua vida é diferente: o misto de emoção e razão exige sabedoria e diálogo para que finais felizes possam vir à tona. Faz pouco tempo que conversei com uma pessoa que se sentiu excluída no ambiente de trabalho.  Durante a entrevista ela me contou que a outra pessoa, sem qualquer motivo aparente, evitava diálogos, cumprimentos e até olhares. Após uma profunda avaliação descobri que a “vítima de exclusão” incomodava a tal colega em virtude de suas habilidades no serviço, fazendo com que houvesse certo destaque entre os demais. Agora avalie comigo: a pessoa que se sentia incomodada poderia, por iniciativa própria, optar por “uma estrada de boa convivência”, sabendo que somos limitados e que podemos aprender com os demais.  Isso pode ser traduzido por humildade.

O livro de Colossenses, capítulo 3, verso 12 diz: “Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.” A Ética dos Negócios deve refletir esse ensinamento. Seja onde estiver, lembre que traçar rotas é muito importante para uma viagem tranquila e saudável.


Digo com todas as letras

Por Diego Nascimento

Para muitos o trabalho em equipe está no DNA humano e ponto final. Aparentemente é uma regra fácil de ser seguida e, nos lugares onde ocorre, a harmonia e o sorriso nos rostos é algo constante e natural o tempo todo, certo? Nem sempre! O trabalho de grupo é um desafio diário e exige paciência, humildade, pontualidade e preocupação com o próximo. Prova disso são os milhões de televisores e/ou dispositivos móveis que estão sintonizados nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Uma parcela considerável desse público certamente viu o que uma atitude de individualismo pode causar dentro de uma competição e fazer com que anos de trabalho sejam destruídos em segundos.

As atletas Ingrid Oliveira e Giovanna Pedroso, da equipe de saltos ornamentais, foram tema de reportagens em vários veículos de comunicação. Uma briga entre as duas, antecedente as Olimpíadas e agravada durante o evento, fez com que ambas “olhassem para si próprias” e esquecessem que estavam representando quase 250 milhões de brasileiros. Embora o motivo principal do desentendimento eu não aborde no texto de hoje, quero chamar nossa atenção sobre ação e reação. Calma: não vou ministrar uma aula de física; vamos falar de relacionamento.

Por mais que vivamos em uma sociedade democrática é fundamental entendermos que a conquista e a manutenção de clientes é algo relacional e não especificamente material. Quantas pessoas não optam por pagar um pouco mais caro em certo produto ou prestação de serviços simplesmente para receberem um atendimento de qualidade? Ou se caminharmos na direção oposta e refletirmos sobre quantos potenciais clientes deixaram de concretizar uma compra porque o funcionário lá na “ponta do balcão” fez com que um árduo serviço de venda fosse por água abaixo. Isso acontece todos os dias em qualquer lugar (enquanto você lê esse conteúdo alguém está sofrendo com isso). No caso das atletas o resultado já era esperado: ficaram em última posição no ranking e anunciaram a separação.

Sejamos realistas: com crise ou sem crise não temos o direito de andar na contra mão do bom senso. Sempre digo que o que você faz tem impacto sobre um grupo muito maior, com  consequências positivas ou negativas a curto, médio e longo prazo. Trabalho em equipe é algo sério e promove crescimento, desenvolvimento, rentabilidade e boa impressão, desde que realizado da maneira certa.

Encerro citando o mais espetacular conjunto de livros já lançando: a Bíblia. Na Carta aos Efésios, capítulo 6, versos 7 e 8 diz: “Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens, porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre.”

Por isso digo com todas as letras: abra os olhos enquanto há tempo. Tem gente te observando!


O segredo começa com R

Por Diego Nascimento

Fui convidado a falar sobre internacionalização para um grupo de formandos de uma tradicional universidade brasileira. Aceitei no ato. Jamais escondi minha satisfação em tratar desse tema; lido com esse trabalho todos os dias e acredito fortemente nos benefícios da globalização e do Inglês como segundo idioma. Confesso que tive boas memórias da faculdade quando ingressei na sala, fiz uso de uma das carteiras e fiquei sob os olhares atentos e curiosos daqueles futuros administradores.

O fato de eu também atuar como professor universitário permitiu uma participação extremamente harmoniosa no evento. Diferente de uma palestra onde há o momento de explanação e o período para esclarecimento de dúvidas, toda a minha fala foi conduzida por perguntas feitas pelos estudantes à medida que eu tratava dos benefícios e dos desafios de trabalhar internacionalmente.

A quarta questão veio de uma moça muito gentil. Com um sorriso no rosto ela perguntou qual era a principal dica para o sucesso das relações exteriores. Imediatamente eu disse que “O segredo começa com R.”. Seja qual for o idioma, geografia, sistema político e religião evidenciei que o RESPEITO não escolhe continente. A ausência desse atributo foi e continua sendo responsável por inúmeros transtornos ao redor do planeta. Deixei claro que essa atitude começa dentro de casa e reflete diretamente no cotidiano profissional. O RESPEITO se encaixa em toda e qualquer situação.

É possível que você esteja pensando: “Hoje o Diego está tratando de algo que não é novidade para ninguém.” Sim, se esse foi o seu raciocínio, parabéns! Está totalmente correto. Meu alerta não é sobre o significado dessa palavra, mas sobre a prática. Vivemos em uma sociedade onde ser educado é uma virtude. Isso não é normal. Educação é item básico e a partir do momento que é considerada um diferencial significa que algo está errado.

Após um bom momento relatando experiências sobre a internacionalização e o relacionamento com diferentes povos, enfatizei que o combate ao individualismo é um dos grandes desafios da atualidade. O pensar em si e esquecer-se do outro já explica o motivo de tantas empresas enfrentarem problemas internos e de alguns grupos ainda perderem oportunidades de intercâmbio cultural, empresarial e social. Após quase sessenta minutos com aqueles estudantes percebi que numa era em que a internet redefiniu o significado de distância, precisamos abrir os olhos para as atitudes que transformam.

Encerro pedindo que reflita comigo. O exercício do RESPEITO começa com aqueles que moram debaixo do mesmo teto que você, se expande para as relações de trabalho, estudos, fila do banco, da casa lotérica e até na igreja. Da próxima vez que alguém te perguntar se há um caminho para o sucesso diga que “O segredo começa com R.”.

 


A dor de cabeça

A dor de cabeça

Por Diego Nascimento

Na minha infância eu tinha constantes crises de dor de cabeça. Fui ao médico e após vários exames nada foi constatado. À medida que fui crescendo os intervalos de dor diminuíram e hoje, na casa dos 30 anos, tenho uma perfeita saúde mas quando o incômodo chega, sei que é fruto de uma noite mal dormida, excessos na frente da tela do computador ou mesmo uma má digestão. Uma boa soneca (quando possível) e um tradicional remedinho (de conhecimento do médico) são capazes de deixar minha mente novinha em folha. Mesmo assim sei de casos mais delicados que exigem um diagnóstico detalhado e tratamento. Mas se você pensa que o artigo de hoje é sobre saúde, se engana.

Ao exemplificar minha dor de cabeça, mostrei que ela é passageira e tratável. Mas essa mesma expressão está presente em cenas do cotidiano pessoal e profissional. Quem já não disse: “Nossa, essa situação está gerando uma dor de cabeça…” ou “Jamais imaginei que a decisão que tomei geraria tamanha dor de cabeça”. Nesse caso, a dor tão citada não é física, mas emocional. É causada por escolhas feitas no impulso e sob uma aparente justificativa de liberdade e autonomia. O que mais pode te deixar perplexo é que muitos desses sintomas não são fruto de uma “inocência” mas de falta de sabedoria. É nesse ritmo que ocorrem os chamados tropeços na liderança de uma equipe, na formulação de uma regra de atendimento, na expansão de atividades sem o devido preparo ou mesmo na expedição de uma ordem que pode gerar muito desconforto entre os colegas de trabalho, sem necessidade. É literalmente “agir sem pensar”.

Um dos mais brilhantes livros de administração pessoal e profissional que leio é Provérbios, parte integrante da Bíblia Sagrada. O Rei Salomão, reconhecido como o líder mais sábio que já existiu, deixou um registro marcante totalmente inspirado por Deus. No capítulo 3, versos 5 e 6 está: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.” Isso nada mais é buscar uma referência digna de ser seguida, planejar e antecipar potenciais riscos. Mesmo em 2016, na chamada era pós-digital, há pessoas que insistem em se aventurar por meio de diálogos inadequados, de um estilo de vida guiado pela “maioria” e subtraindo do cargo e da responsabilidade os valores morais tão clamados por uma sociedade fragilizada por tombos e tropeços.

Seja no trabalho ou em sua vida pense “um milhão de vezes” antes de falar algo, tomar alguma decisão ou conduzir qualquer projeto. Integridade é um valor apreciado e precisa ser refletido por todos os lados: da liderança para a equipe e da equipe para a liderança e acredite: isso influencia até nos resultados financeiros da empresa. Independente de onde esteja faça o melhor. Você é observado. Esteja atento: há dores de cabeça que duram uma vida inteira.


Você pode

Por Diego Nascimento

Hoje quero ser objetivo ao registrar dicas que podem mudar o rumo de sua vida profissional. Conheço gente que tem “escalado uma montanha cheia de obstáculos” mas que são recompensadas com uma grande vista ao chegar ao topo. Por outro lado, há pessoas que têm mergulhado de ponta em incertezas e riscos completamente desnecessários; algumas aventuras não valem a pena. Foi pensando nisso que criei uma lista TOP10 do “Você pode”. Pare, avalie, planeje e tome uma atitude:

1)Você pode achar que investir tempo e recursos financeiros em qualificação profissional seja desnecessário, afinal, você já coleciona diplomas e certificados. Cuidado: a arrogância intelectual costuma provocar tombos desastrosos;

2)Você pode achar que está no caminho certo até descobrir que um aparente êxito (fama, finanças…) exija o abandono de valores nobres como honestidade e respeito. Se isso ocorrer, sugiro que faça o retorno e pegue outra rota;

3)Você pode pensar que autoritarismo e prepotência oferecem uma imagem de domínio e liderança, mas, no final das contas, perceberá que o mercado de trabalho e os ciclos sociais não sustentam relacionamentos duradouros com indivíduos que se bastam;

4)Você pode achar que estudar um segundo idioma é luxo e ostentação, pelo contrario: é uma necessidade e quando menos imaginar se lembrará dessa advertência;

5)Você pode achar que uma grande soma monetária em sua conta bancária resolverá todos os seus problemas. Triste engano: grandes soluções registradas na história não tiveram custo algum; foram sanadas por meio de uma conversa franca e sincera;

6)Você pode justificar postagens indevidas e descontroladas nas redes sociais com base na liberdade de expressão prevista em lei. Na prática a possibilidade de “queimar o filme” ou perder amizades são muito comuns em ocasiões dentro e fora do ambiente profissional.

7)Você pode achar que o que acabou de ler no item 5 não é verdade. Entenda que muitos recrutadores observam os perfis on line para avaliação de currículos. Eu sou um deles;

8)Você pode pensar que seguir as regras faz parte de modelos de liderança do passado. Pensamento errado: até as grandes corporações reconhecidas internacionalmente por momentos de ludicidade ao longo da jornada de trabalho fazem questão de programar os “deveres do profissional”;

9)Você pode achar que fofoca é algo corriqueiro e inocente. Grande mentira: semear discórdias é uma ação negativa e condenada na própria Bíblia Sagrada;

10)Você pode optar por fugir dos livros e abraçar formas de entretenimento fúteis e momentâneas. Depois não reclame de “passar aperto” ao redigir textos mais complexos em processos de vendas, atendimento, concursos públicos, etc…

Você pode refletir sobre esses pontos ou simplesmente ignorar esse texto. É uma questão de escolha. Confesso que não sou o dono da razão, porém, quinze anos no mercado de trabalho têm oferecido oportunidades únicas de observação, aprendizagem e prática. Crescer na vida exige tempo e inclui uma longa jornada em prol de uma mente branda com respostas sábias. Optei por essa estrada. Vamos caminhar juntos?


Uma questão de sabedoria

Por Diego Nascimento

O silêncio pode ser manifestado de diferentes formas e não importa a idade: cada ser humano tem a chance de fazer da comunicação verbal uma segunda opção. Já escrevi sobre fofoca na vida e no ambiente de trabalho, a respeito de discórdias onde palavras não foram medidas durante o diálogo e até contei aventuras de alguns leitores que se depararam com recados totalmente sem sentido e divulgados por meio de outdoors, placas, etc…  Se hoje você está esperando um ensinamento nessa linha, acalme os ânimos e raciocine comigo.

Vou resumir o que chamarei de “Prática do Silêncio” em quatro grupos. Todas as definições são minhas e baseadas em observações do cotidiano:

  • O Silêncio do Respeito: é tradicional e geralmente encontrado em igrejas, peças de teatro, óperas e eventos onde uma ou mais pessoas coordenam atividades que exigem atenção e concentração (a menos que o interlocutor peça a interação do público);
  • O Silêncio da Cumplicidade: é perigoso, nocivo e mais comum do que se imagina. Faz parte da realidade de pessoas que sabem que são cúmplices ou praticantes de algo errado e, quando confrontadas sobre o problema, optam por “calar a boca” e deixar rolar mesmo que a situação conflite com princípios familiares e até confessionais;
  • O Silêncio da Reflexão: acontece em momentos de alegria ou amargura. É quando você precisa ficar só, para pensar sobre uma excelente notícia, uma vitória alcançada ou desafio a ser enfrentado;
  • O Silêncio Corporativo: longe de abranger profissionais apáticos no ambiente profissional (esse é assunto para outro dia), o Silêncio Corporativo está ligado à concentração, rendimento do trabalho e respeito mútuo. Uma conversa ao longo do expediente faz bem, desde que seja na hora certa, no devido tom de voz para o local e com assuntos que valham a pena. Fora isso, o silêncio é uma atitude que em muitos casos rende bons frutos para a empresa e para o profissional (tarefas feitas com mais atenção, cumprimento de prazos … e a lista continua).

Faço parte de um grupo de empreendedores que escreve a ministra palestras sobre diversos assuntos. A internet é rica em materiais que tratam do foco no trabalho mas o Rei Salomão, que segundo a Bíblia foi o homem mais sábio na face da Terra, buscou a inspiração divina para registrar um ensinamento a respeito do tempo certo, incluindo o silêncio na lista de prioridades. Eclesiastes, capítulo 3, versículo 7 diz: “tempo de calar, tempo de falar.” O livro de Provérbios,  capítulo 17, verso 18 enfatiza: “Até o insensato passará por sábio se ficar quieto e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento.”

Sugiro que visite os tipos de silêncio que registrei e avalie se você conhece alguém que precisa de um pequeno ajuste por falar demais, provocando o desentendimento nas relações humanas ou mesmo sendo instrumento para a falta de concentração dentro da empresa. Sabedoria não se encontra em livros: ela é fruto de vivência e observação. Que a boa Conduta no Mundo Corporativo e na Vida possa impactar pessoas a todo instante.


O peso da responsabilidade

Por Diego Nascimento

Você sabe que a ministração de palestras e treinamentos faz parte de minha jornada profissional. Certa vez, quando perguntei a um grupo sobre o real motivo do esforço no trabalho, recebi várias respostas. Uma delas marcou muito: um homem de meia idade disse que gostaria de conquistar o maior número de bens para garantir uma vida confortável aos filhos no futuro. Os demais ofereceram justificativas semelhantes, mas ninguém entendeu a essência da mensagem. Dei um desconto, afinal, eu estava no início do treinamento e muita água ainda correria embaixo da ponte.

O motivo de minha preocupação é abstrato e não concreto. Mas antes quero dizer algo: vejo como louváveis atitudes similares ao personagem do primeiro parágrafo. Trabalhamos paraconquistas diversas e isso inclui aquela casa dos sonhos, um carro ou moto na garagem, uma viagem inesquecível e sim: o bem estar dos filhos.

Voltando ao assunto de minha preocupação: considero um legado ainda maior o conjunto de valores e situações que as pessoas trazem à mente quando seu nome é pronunciado.Certamente você já ouviu: “Fulano de tal foi exemplo… a forma como lidava com os desafios era incrível…” ou coisas assim: “Faz tempo que não vejo ciclano… ainda bem… só fala besteira”. E não venha dizer que desconhece essas expressões. O ambiente de trabalho também não foge de cenários assim. Entendeu agora a importância das referências no momento de uma contratação? Recrutadores são expert nessa missão.

Dizem que a esperança é a última que morre; prefiro acreditar nisso ao invés de “jogar a toalha”, no exato tempo em que você e eu temos que fazer a diferença. É por isso que sigo com os treinamentos, palestras, consultorias. Independente da função que ocupe, seja profissional autônomo ou dentro de uma empresa, lembre: o peso da responsabilidade está sobre o seus ombros. Faça e diga algo que valha a pena. Simples assim!


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