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Um sentimento medíocre

Por Diego Nascimento

Dominar o inglês como segundo idioma tem permitido que eu dialogue com profissionais de vários países. Em meio a essa diversidade cultural descobri que há um sentimento comum nesse mundo pós-moderno e que preocupa meus colegas de trabalho, independente da nacionalidade ou posição geográfica: a inveja. Essa característica é mais comum do que se pensa. Ao passo que deveríamos ter mais maturidade nas falas e atitudes, parecemos estar caminhando rumo ao abismo da perdição. E você não precisa ir longe para atestar isso, posso garantir.

Mediocridade: essa é a palavra que uso para caracterizar os que fazem da inveja uma aliada diária. Essa característica corrói a alma, machuca o corpo. Celebra desavenças e constrói os mais sórdidos cenários no trabalho e até dentro de casa. Fico imaginando quem alimenta esse sentimento: passa a vida correndo atrás do vento e nunca está satisfeito com nada. A boa notícia é que existe cura para esse mal que atravessa eras na história humana e que tem espaço garantido em lugares inimagináveis.

A inveja é acompanhada do orgulho; aquela sensação de soberania que lamentavelmente alguns profissionais têm. O grande livro de Provérbios, que não canso de dizer que é parte da base fiel e sagrada de ensinamentos para o relacionamento humano, registra no capítulo 14, verso 23, um profundo alerta: “O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos. ” Como eu disse, a saúde emocional é capaz de apontar caminhos para o sucesso ou para o fracasso. A cura para os “profissionalmente doentes” está na humildade, na mansidão e na busca pela referência em quem deu a maior prova de amor ao próximo.

Você conhece alguém com esses sintomas? Embora eu saiba a sua resposta sugiro que aja com misericórdia em casos assim. Mas saiba que ninguém é inocente a ponto de ser praticante ocasional desse sentimento que tem destruído carreiras e até famílias. Se houver abertura, dialogue. Do contrário, apenas observe. A cada dia que passa o mercado de trabalho se fecha para gente que gosta de ser medíocre. 


Vou contar só para você

Por Diego Nascimento

Tenho o hábito de dizer que a palavra Comunicação está em minha sequência de DNA. Nos últimos quinze anos tenho estudado vários segmentos dessa ciência tão vasta. Um deles trata da interação com os clientes por meio do e-mail. Um correio eletrônico bem produzido é capaz de oferecer oportunidades inimagináveis. Pensando nisso oferecerei cinco dicas para que o sucesso seja uma característica marcante quando fizer uso dessa ferramenta.

O que vem antes do @: sempre recebo currículos com apelidos antes do @. Não faça isso. Palavras pejorativas ou sem seriedade empobrecem a sua imagem e fogem das boas práticas do Marketing Pessoal. Sugiro que use seu nome e sobrenome e, no caso de empresas, uma sequência curta e fácil de guardar na mente;

Título: seja objetivo. Dependendo do que inserir no campo “Assunto” sua mensagem será prioridade ou “algo pra depois. ” ;

Ortografia/Gramática: sempre correta. Não importa se o destinatário é seu irmão ou seu patrão. Lembre que a leitura é o único exercício para aperfeiçoar sua escrita;

Assinatura: coloque seu nome completo, endereço de e-mail e telefone (de preferência que funcione). No mundo corporativo a facilidade de retorno é mais do que necessária para o “fechamento” de negócios;

E agora por último, mas não menos importante:

Feedback: responda aos seus e-mails. Que seja um “confirmado, recebi…” não mate o remetente de angústia para saber se a mensagem chegou corretamente. O tráfego de informações na rede é muito alto e, acredite, congestionamentos e desvios de rota podem acontecer. Além do mais a resposta ao e-mail é um exemplo claro de respeito mesmo que resulte em um diálogo face a face.

Faça a diferença! Esteja atento aos pequenos detalhes!


Não fez mais do que a sua obrigação

Por Diego Nascimento

Ao longo de minha vida tenho exercido a prática do agradecimento. Tudo bem: sei que essa é uma regra básica do cotidiano para o bom relacionamento interpessoal. Pelo menos na teoria. Conheço gente que é afiliada ao grupo que diz “não fez mais do que a sua obrigação. ” Eu repudio esse tipo de pensamento. Seja na linha da gentileza ou parte da agenda diária de atividades no trabalho, um “Muito obrigado” é a ponte para o senso de acolhimento tão necessário na era pós-moderna.

Contarei de duas experiências: uma antiga e outra recente. A primeira trata de uma tarde de diálogos que tive com o ex-goleiro Taffarel. Isso mesmo. Taffarel foi aquele atleta que defendeu os pênaltis na Copa do Mundo de 1994 e fez parte do elenco tetracampeão no futebol de campo. Recordo, como se fosse ontem, a atitude de companheirismo e liderança exercida por ele. Isso foi fundamental para o trabalho em equipe que resultou em mais um título para o Brasil. Anos mais tarde, em certo momento de nossa conversa, expressei o meu “Muito obrigado” ao homem que viu de perto o jogador italiano Roberto Baggio errar um chute histórico e que poderia redefinir a coleção de estrelas no lado esquerdo da camisa da Seleção Brasileira de Futebol.

A segunda experiência envolve algo inédito. Aos sete anos de idade sofri uma queda no intervalo das aulas. Como toda criança eu gostava de correr pelo pátio. Mas nesse dia choquei o joelho esquerdo violentamente contra o chão e instantaneamente lágrimas e muita dor decidiram fazer companhia à minha pessoa. Com total instinto materno uma das funcionárias da cantina me conduziu para um local mais calmo e, com métodos caseiros, preparou um refrescante líquido que contribuiu significativamente para minha calmaria e cura. Essa cena ficou marcada em minha mente. Mudei de escola e nunca mais vi aquela senhora. Vinte e três anos mais tarde, ao caminhar pela rua em minha cidade, reconheci um rosto no ponto de ônibus. Com a idade avançada a funcionária da cantina estava aguardando a condução para retornar ao lar. Não pensei duas vezes: fui até ela e disse: “Certamente a senhora não se recorda de quem sou. Duas décadas atrás sua atitude trouxe paz ao coração de um garotinho que chorava copiosamente depois de um tombo na escola. O menino cresceu e está agora conversando contigo para dizer o mais sincero “Muito obrigado. ” Foi uma cena emocionante.

Se no mercado de trabalho a gentileza sincera pode se tornar um diferencial, o que dizer da própria Bíblia que nos orienta a agradecer sempre? O livro de Tessalonicenses, capítulo 5, verso 18, inicia com um direto e profundo “Em tudo dai graças …”. Avalio que esse tipo de atitude esteja nas pessoas que fazem do bom senso um parceiro diário. Quer uma dica que vale a pena? Conscientize os que estão à sua volta sobre os benefícios do verbo agradecer. As recompensas serão inimagináveis. Pratique essa ideia!


O exemplo do cardume

Por Diego Nascimento

Recentemente fiz um trajeto de barco para conhecer uma área de mata fechada; a única forma de acesso era por meio de um rio largo e profundo. Além dos equipamentos de segurança disponíveis na embarcação havia um sonar que exibia com detalhes o movimento de qualquer coisa que estivesse submersa. Fiquei perplexo ao ver o elevado número de cardumes que se deslocava sob nós realizando uma série de cadências de nado sincronizado. Embora eu não estivesse praticando mergulho aquele equipamento ofereceu uma visão clara da quantidade de peixes que havia naquela região e, além disso, trouxe a confirmação de que até a natureza tem exemplos práticos do trabalho em equipe.

Sem sombra de dúvidas a biologia tem estudos que detalham os efeitos dos cardumes para a sobrevivência de determinadas comunidades marinhas. Trazendo esse cenário para o cotidiano profissional podemos refletir sobre qual é nosso papel no “cardume”. Será que nossa equipe caminha unida na busca de bons resultados para a empresa? Ou ainda há aqueles que insistem em se isolar dos esforços do grupo sob a desculpa do “eu trabalho sozinho?…” Imagine qual seria o resultado de certas batalhas históricas caso os pelotões optassem por atuar individualmente. O Brasil reuniria cinco títulos em Copas do Mundo se os jogadores estivessem cada um por si? Uma equipe médica teria êxito em uma complexa cirurgia caso não houvesse diálogo entre eles? Na sua casa há união ou uma disputa desnecessária que faz as pessoas “patinarem no gelo? ”

O trabalhador multifuncional tem grandes chances de progressão de carreira se observada uma série de características. Uma delas é a habilidade de compartilhar conhecimento, instruções e fazer da equipe o reflexo prático da sintonia. Nessa forma de análise quero sugerir o seguinte:

  • Ouça. Aprender a ouvir é uma atitude básica para oferecer direcionamento;
  • Fale. Compartilhe seu conhecimento tendo a humildade como balança para cada palavra emitida;
  • Sinta. Temos sentimentos e precisamos ter tato para lidar com o próximo;
  • Reveja seu potencial. Você tem muito a oferecer e uma avaliação sincera pode revelar habilidades que jamais imaginou.

Jesus é outro grande exemplo de liderança pautada na equipe: seu grupo realizou um trabalho tão extraordinário que mesmo após dois mil anos temos muito a aprender com os discípulos de Cristo. O livro de Lucas, capítulo 6, versos de 12 a 16 traz informações sobre como ELE os chamou.

Que esse seja um ano onde o individualismo configure algo do passado e que o trabalho em equipe esteja cada vez mais presente e visível em nossas vidas. Contamos com você nessa jornada.


Queda livre

Por Diego Nascimento

Não. Não irei falar sobre saltos de paraquedas ou bungee jumping. Minha preocupação mais recente é sobre o que você fez mais cedo: curtir uma postagem nas redes sociais. Por meio de um laptop, computador pessoal, celular ou tablet essa ação contribuiu para mudanças no significado da palavra relacionamento. A instantaneidade das informações e o vislumbre diante das telas têm um preço muito alto.

A cada minuto mais e mais pessoas perdem a capacidade de dialogar face a face. Tenho feito essa constatação por meio de palestras com estudantes, entrevistas de recrutamento e constantes artigos científicos e jornalísticos que evidenciam essa realidade. Já vi comportamentos arredios não serem fruto de timidez, mas de individualismo. Quantas vezes você tentou conversar com alguém que divide o olhar entre o interlocutor e a tela do smartphone? Será que essa manifestação demonstra uma pessoa multifuncional? Eu discordo. Do jeito que as coisas andam a próxima geração lerá nos livros que, antigamente, a sociedade tinha o hábito de se reunir para bater um papo, tomar sorvete ou mesmo saborear um delicioso café.

Por outro lado, preciso ser honesto: faço uso das ferramentas tecnológicas. A internet tem me conectado a leitores, clientes, facilitado reuniões intercontinentais, divulgado meu trabalho (a exemplo desse artigo) e oferecido informação séria em tempo real. A diferença é que busco equilibrar necessidade com prioridade e, nesse último quesito, as relações humanas vêm em primeiro lugar. O mundo corporativo tem sentido isso na pele. Está cada vez mais difícil encontrar candidatos dispostos a se doar pela empresa, com escrita e fala equilibradas e aptos para o trabalho em equipe e para a liderança.

A maré da conectividade veio para ficar e estamos navegando por ela. O segredo é a forma como conduzimos nossa “jornada” nesse mar tão revolto e com ondas tão repentinas. A artificialidade não pode tomar lugar do bom senso. O modelo tradicional de estabelecer relacionamentos está em queda livre e não duvido disso. Entrevistas de emprego que seguem um parâmetro sério de avaliação medem, de forma profunda, as habilidades de interação dos candidatos. A boa notícia é que já temos, no mínimo, duas pessoas aptas a oferecer um ponto de equilíbrio entre tecnologia e vida real: você e eu. Pense nisso!


Pise no freio

Por Diego Nascimento

Eu preciso confessar algo: gosto muito de dirigir. Seja na cidade ou pelas estradas assumir o comando de um automóvel faz com que eu desfrute de uma fantástica sensação de conforto. Por outro lado, liderar uma máquina sobre quatro rodas que ao menor descuido pode ferir outras pessoas é uma grande responsabilidade. Já perdi a conta de quantas vezes precisei frear por causa da imprudência de uns e ousadia de outros. É a famosa direção defensiva.

A vida profissional reflete a mesma intensidade do trânsito e para que haja um bom fluxo na tomada de decisões existe o momento certo para acionar os pedais do acelerador ou do freio. Durante uma fase de minha carreira atingi altas velocidades em meus serviços, a ponto de fechar os olhos para coisas simples ao meu redor. Após muita reflexão percebi que era um workaholic, ou seja, um viciado em trabalho.

Engana quem pensa que escrevo esse artigo sentando em uma cadeira de praia à beira mar. Continuo trabalhando muito. Exerço funções novas e, a cada dia, tenho recebido mais desafios como jornalista, gerente, professor, consultor e palestrante. A única diferença é que aprendi a conduzir minha jornada dentro de uma velocidade onde tenho conseguido oferecer atenção a detalhes pequenos da minha existência. Meu organismo deu um sonoro “Obrigado” por meio de resultados de exames que disseram estar “tudo em ordem”.

Ter a oportunidade de praticar o verbo trabalhar é uma honra. Sabe aquele sentimento de prazer que você sente quando está comendo chocolate? Acontece comigo, mas quando estou atuando. A diferença é que aprendi a “pisar no freio” e manter uma direção sadia, segura e constante no meu conjunto diário de profissões. O mais importante disso tudo é que continuo a correr atrás de meus sonhos, projetos e criando oportunidades que espero ter a chance de contar aos meus netos.

A Bíblia, no livro de Provérbios 16:32 diz,mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade. ”  A ambição (no sentido positivo da palavra) é minha companheira e me incentiva a passos mais largos. Mas ter equilíbrio é o segredo para uma carreira de sucesso e uma vida saudável. Você está conduzindo seu cotidiano em alta velocidade, a ponto de não perceber quem está a sua volta? Tenho uma grande recomendação: vá com calma!


Plano de voo: organize sua vida, estudos e carreira

Por Diego Nascimento

Faço parte do aeroclube de minha cidade desde os meus 22 anos. Já perdi a conta de quantas vezes sobrevoei a região e observei cada detalhe visto lá de cima. Confesso que preciso retomar essa prática que tanto aprecio, principalmente porque foi a bordo de um monomotor modelo Cessna que aprendi uma das maiores lições de empreendedorismo e comunicação: quanto maior a altitude mais ampla é a visão. Embora eu não tenha me tornado um piloto, necessitei colocar em prática uma série de comandos que garantissem a estabilidade da rota de voo mais interessante que já conheci: a minha própria vida. É nessa trajetória que convido você a pensar comigo.

Tomamos decisões a todo instante. Algumas involuntárias; outras totalmente conscientes. Irei comparar esse momento à decolagem de uma aeronave. Qualquer falha de cálculo pode gerar consequências sérias e ameaçar a segurança do condutor e dos passageiros. Será que por impulso ou pela emoção você disse ou fez algo que a curto ou médio prazo trará dores de cabeça para sua família, clientes e colegas de trabalho? Atitudes individuais refletem em grupos que você nem imagina.

Mesmo com tantos equipamentos na cabine todo piloto enfrentará uma turbulência. É um fenômeno que a natureza explica. Balança o avião por inteiro, mas a perícia do comandante faz toda a diferença para que essa fase da viagem seja, digamos, imperceptível em alguns casos. Você tem passado por alguma turbulência? Discutiu na empresa ou em casa? Reconheceu seus erros? O que tem feito para retomar o equilíbrio e o bom senso?

Por último vem o pouso, um dos momentos mais desafiadores da arte de voar. Sempre vejo gente agarrada nos braços das poltronas na mais pura manifestação do medo. Quando menos percebem já estão em terra firme. Mas um procedimento aparentemente simples é fruto de uma série de regras que fazem da cabine do avião um enorme centro de operações, de sintonia e inteligência. Seguindo essa ideia quero fazer duas perguntas:

  1. Aquela decisão que você tomou teve um “pouso de sucesso”, ou seja, trouxe os resultados que você esperava?
  2. Está pronto a “pousar” seus sonhos e objetivos com tranquilidade? Precisa de ajuda ou você se basta?

Criei esse cenário para mostrar como nossa jornada de estudante universitário, profissional do mercado de trabalho, aposentado, etc… exige prudência, sabedoria e limites. No início do texto eu disse que “quanto maior a altitude, maior a visão. ” Embora eu tenha experiência em certas situações sempre peço ajuda para AQUELE que tem a mais ampla visão mesmo quando as aeronaves não passavam de um rascunho no caderno de cientistas. A Bíblia ensina que Deus é sabedor de todas as coisas e conhece você e eu desde quando estávamos no ventre de nossas mães. É NELE que deposito minha confiança e direção quando tenho que preparar um texto na função de jornalista, um ensinamento no cargo de professor/palestrante/consultor, quando tenho que tomar uma decisão no papel de gerente ou simplesmente quando tenho que perdoar e amar alguém na função de ser humano.

Seja qual for seu cargo, área de atuação, idade ou endereço saiba que no voo da vida as turbulências virão. Muitas serão fruto de deslizes vindos de nós mesmos. Se o texto de hoje tocou seu coração e mente peço que reavalie suas atitudes e voe alto. Mas lembre-se de preparar seu Plano de Voo conforme o que está escrito no livro de Isaías, capítulo 40, verso 31 (Bíblia Sagrada): “Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.”

Quer repensar algo que tenha feito no calor da emoção? Aja! Pode ser que ainda tenha conserto!


A Inteligência começa pela boca

Por Diego Nascimento

Semana passada fui até a farmácia. O que seria uma ação simples se tornou, em segundos, um trágico episódio para quem atua com vendas e atendimento. Acompanhe meu relato e não se acanhe caso lágrimas comecem a rolar por sua face. É triste mesmo. Pessoas comprometidas costumam se emocionar (risos…).

Estacionei o carro e debaixo de uma abóboda celeste, repleta de estrelas e com uma lua inesquecível, caminhei pelo centro da cidade até alcançar a porta de entrada daquele “estabelecimento da cura”. As gôndolas estavam cheias de medicamentos, shampoos, cosméticos e placas promocionais distribuídas em diversos pontos. Cheguei ao balcão e pedi pelo remédio: para minha sorte havia caixas em estoque. Foi nesse exato instante em que a bomba foi armada. Percebi que uma das funcionárias a quem chamarei de X estava muito empolgada com assuntos da vida alheia e falava com as colegas de turno como se estivesse dentro de um boteco. Minha observação foi interrompida pelo balconista que perguntou: “O Sr. tem o cartão da farmácia para desconto? ” Enquanto isso a funcionária X encerrou provisoriamente a exibição e caminhou para a frente da loja. Eu fiz o mesmo, afinal, é lá onde os caixas ficam.  Quando cheguei à fila percebi que X estava conversando com outra colega sobre uma possibilidade de folga. De forma exaltada a X soltou um palavrão de doer os ouvidos e que jamais pertencerá ao vocabulário corporativo, tão pouco humano. Minhas pupilas dilataram e senti minha frequência cardíaca aumentar consideravelmente. Logo em seguida ouvi a chamada “Próximo! ”. Não resisti e disse para a funcionária do caixa: “Sua colega está fora do bom senso. ” Visivelmente envergonhada com toda a cena a garota respondeu: “Não liga não. Ela está empolgada. ” Devolvi dizendo: “Que ótimo. Se estivesse trabalhando comigo seria demitida nesse exato momento. ” Agradeci o atendimento e fui embora.

Quero esclarecer que doses de irritabilidade são normais a qualquer ser humano, porém, domínio próprio é uma recomendação bíblica e que se aplica a qualquer área da nossa vida. No relato acima mostrei minha perplexidade como cliente. Imagine se eu fosse um dos sócios-proprietários da rede e estivesse de passagem pela cidade. Demissão na certa! Quanta gente não perdeu aquela venda ou “queimou o filme” da empresa, da marca e do resto da equipe por causa de uma falta de postura? E não se espante: mesmo em 2016, na chamada era pós-moderna, você encontrará no interior e em grandes centros pessoas com essa “habilidade” de manchar o currículo sem, ao menos, ter o trabalho de entender que cordialidade e equilíbrio fazem parte do Pacote da Obrigação.

Vendas e atendimento andam juntos, seja por meio de produtos ou pela prestação de serviços. Trabalho com essa área faz tempo e acredite: você não faz ideia de quanto ainda o mundo carece de melhorias. Quer uma dica para iniciar uma reflexão que pode mudar vidas e fidelizar os seus clientes? Comece pelo seu discurso: avalie o que fala e o que você não fala. Será que tocar nesse ou naquele assunto realmente vale a pena?

Um dos primeiros sinais de inteligência começa pela boca! Pense nisso!


O silêncio das heroínas

Por Diego Nascimento

Rute, a personagem bíblica, enfrentou o sol escaldante para cuidar dela e da sogra que na oportunidade eram viúvas. Leonor da Aquitânia faleceu aos oitenta e dois anos e foi uma das rainhas mais proeminentes da Idade Média, onde exerceu um governo histórico e marcado por sua inteligência (era fluente em oito idiomas). A Rainha Vitória I, da Inglaterra, governou o Reino Unido por mais de sessenta anos durante o século 19 e fez da Revolução Industrial um de seus maiores legados. A Princesa Isabel, regente brasileira, assinou a Lei Áurea em 1888 e assumiu o Império durante um período muito desafiador. Carlota Kemper foi uma educadora e empreendedora norte-americana que mudou a vida de muitos brasileiros. Em 1869 fundou um dos mais antigos educandários do país; morreu aos 90 anos de idade no interior de Minas Gerais com o coração alegre pelo dever cumprido. Amelia Earhart foi a primeira mulher a voar o Oceano Atlântico em 1928; desapareceu com seu avião em 1937 tentando dar a volta ao mundo. Winnie the Welder foi uma das 2 mil mulheres que trabalharam em navios durante a Segunda Guerra Mundial. Rachel de Queiroz, escritora, foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras. A catarinense Zilda Arns quebrou todos os paradigmas ao assumir um projeto de dimensão internacional: perdeu a vida durante um terremoto no Haiti em 2010. Maria da Penha lidera movimentos em defesa do direito da mulher e dá nome à lei que aumenta o rigor das punições em casos de violência contra o público feminino; se desloca em uma cadeira de rodas em virtude de uma agressão pelo seu cônjuge. Nilza é minha mãe. Hoje acordou cedo para preparar o café, “acordar a casa” e ir trabalhar.

Concordo com você: a lista é grande mas poderia ser muito, muito maior. Ao longo desse mês tenho gravado vídeos e preparado mensagens que tratam do papel do homem e da mulher no mercado de trabalho. Durante uma recente transmissão mostrei como o empreendedorismo tem uma participação ativa do público feminino, comprovado em números e até estudos internacionais. Meu objetivo não é dizer quem é melhor ou quem sai na frente: a ideia é entendermos que o mercado de trabalho anseia por talentos e, nesse caso, homens e mulheres são iguais. Há espaço para todos.

Recentemente ministrei uma palestra sobre “Trabalho em equipe” para uma associação de artesãos. 90% do público presente era composto por mulheres donas de casa, que exerciam um papel de liderança e em alguns casos de provedoras do lar. Esse cenário se repete em todos os cantos do país. Se formos para a esfera executiva veremos cada vez mais a mulherada assumindo o comando de grandes negociações, fusões, etc… Evidente que cada grupo tem suas particularidades, porém, se perde muito tempo em discussões desnecessárias em virtude do preconceito (digo para ambos os lados).

Nos meus 15 anos de atuação no mercado de trabalho preciso dizer e reconhecer que as mulheres contribuíram de forma significativa para meu crescimento profissional. Elas fazem parte da minha vida e isso inclui aquelas que estão em minha família. Sei perfeitamente que a maioria jamais será capa de revista ou temas de reportagem. Por isso intitulei esse artigo de o “Silêncio das heroínas. ” Há muitas que lutam caladas em prol da família, do desenvolvimento, da harmonia e no mais profundo abismo enxugam as lágrimas originadas do assédio, da agressão verbal, física ou simplesmente pela indiferença.

Encerro tomando a liberdade de, mais uma vez, alterar uma tradicional frase citada em discursos: não é atrás de todo grande homem que existe uma grande mulher; é ao lado e, muitas vezes, à frente!

Meus caros colegas da massa masculina: façamos a diferença!


As sete técnicas da conquista

Por Diego Nascimento

Acho que muita gente abriu esse artigo esperando dicas de paquera. Sinto muito, mas não falarei a respeito de romance. A conquista da qual falo está ligada ao mundo das vendas. Qual o segredo para eu vender mais? A resposta é mais complexa do que se imagina. Caminhe comigo nessa leitura e entenderá.

Preciso confessar que sou fã de supermercados. O simples fato de andar pelas gôndolas, mesmo que eu não compre nada, costuma ser mais refrescante do que banho de piscina em dia de sol quente. É um dos maiores aprendizados para quem vende produtos ou prestação de serviço. É nesse cenário que aconteceu uma das mais trágicas situações da minha vida como consumidor (que drama hein?? Rs…). Fui comprar um simples refrigerante e a fome sugeriu que eu ampliasse a lista. Eu não tinha muito domínio da estrutura da loja e perguntei à uma funcionária onde ficava “o produto tal”. Sem olhar em minha direção ela disse: “acho que do outro lado. ” Estranhei a reação mas segui dica. Para variar era alarme falso. Gastei um tempo precioso para descobrir que lá não tinha o “tal produto. ” Para completar a jornada cheguei ao caixa e me deparei com uma cena esquisita: a funcionária não percebeu minha chegada pois estava muito ocupada contando para uma colega onde havia ido no final de semana (lembro até o nome da balada rs…) … Acho que sou paciente até demais: “avancei” até a esteira, fiz com que minha presença fosse notada, embalei o refrigerante e fui embora para nunca mais voltar. O pior é que isso se repetiu antes, na mesma rede de supermercados.

Cenas assim são mais comuns do que se imagina. Podem ocorrer na farmácia, no salão de beleza, na pastelaria, na loja de móveis, na concessionária de veículos e assim por diante. O segredo da conquista está conectado na tão famosa manutenção do cliente. Atender bem não é virtude, é obrigação. Oferecer o efeito de ‘continuidade’ é o grande trunfo do vendedor. Imagine que você represente uma empresa de maquiagens. Certamente quer que aquele batom produza, no futuro, pedidos maiores abrangendo cremes, perfumes …. Concordo que a qualidade do produto ou serviço contribua e muito para uma nova aquisição, porém, a atitude de venda antes, durante e depois fala alto. Pensando nisso sugiro:

  • Observe e avalie seu potencial cliente. Traçar o perfil ajudará na abordagem;
  • Cumpra o horário. Em um mundo onde tudo é urgente saiba que o tempo é precioso;
  • Fale a verdade, acima de tudo. Confiança é difícil de ganhar e fácil de perder;
  • Tenha limites: evite contatos quando seu cliente está no trabalho, a menos que tenha autorização e ferramentas para isso (SMS,
  • Seja discreto: conduza o diálogo para captar quais oportunidades futuras podem surgir (novas vendas);
  • Pró-atividade: jamais espere o cliente manifestar necessidade de compra. Mantenha um diálogo sincero e atento à próxima demanda;
  • Tenha mansidão: nunca tente ganhar no grito. Grandes negociações são marcadas pela serenidade.

Encerro dizendo que o segredo da conquista está associado à boa conduta. O livro bíblico de Provérbios, capítulo 22, verso 1 diz: “A boa reputação vale mais que grandes riquezas; desfrutar de boa estima vale mais que prata e ouro. ”

Boas vendas!


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