:::: MENU ::::

Where is the Danger?

Where is the Danger?

By Diego Nascimento

I am often invited to attend various lectures and demonstrations. In this world, I notice how people have faulty thinking starting with dress, body posture, tone of voice, grammatical agreement and, finally, slides that are designed to catch the eye of the audience. This is where danger lies.

A presentation prepared in the traditional Power Point or any other resource is only a support. Never put your trust in the colors, animations or other tools offered by software. Whether in the academic environment or at work, know what details make the difference. Let me share the following quick and useful tips with you:

  1. Long texts are for books, letters and manuals. Slides / transparencies were made for objective texts / images.
    2. Beware of visual scandal. Too much color distracts the viewer’s focus; the opposite is also true.
    3. When entering the information, opt for san-serif fonts. Examples: Arial, Calibri, Tahoma, etc.
    4. Spell-check all content.
    5. Make your words the focus. Continuously reading slides demonstrates unpreparedness and loses the interest of the listener.
    6. Match the number of slides / transparencies according to the presentation time. The balance between delivery and speech creates more interaction with the audience.
    7. Master the subject you are speaking on. The first impression is vital to your future.
    8. Underestimating the public is a thing for amateurs. Surprise them!
    9. Train, train, and train.  Preparedness is linked to good results.

Public speaking is one of my specialties, and professional / academic presentation techniques are part of the training that I offer. I have a moral duty to share what I have observed throughout my career, and I suggest you do the same. Teamwork can change lives.


Onde mora o perigo?

Por Diego Nascimento

Com frequência sou convidado a assistir palestras e demonstrações diversas. Nesse universo percebo como as pessoas cometem equívocos desnecessários a começar pela vestimenta, postura corporal, tom de voz, concordância gramatical e, por fim, os slides que são projetados para vislumbre da audiência. É aqui que mora o perigo.

Uma apresentação preparada no tradicional Power Point ou qualquer outro recurso é apenas um suporte. Jamais deposite sua confiança nas cores, animações ou outra ferramenta oferecida pelo software. Seja no ambiente acadêmico ou no trabalho saiba que detalhes fazem a diferença. Compartilharei a seguir dicas rápidas e úteis para você:

  1. Textos longos são para livros, cartas e manuais. Slides/lâminas foram feitos para textos/imagens objetivas;
  2. Cuidado com o escândalo visual. Cores em excesso tiram o foco do espectador; o inverso também;
  3. Ao digitar as informações opte por fontes sem serifa. Ex.: Arial, Calibri, Tahoma, etc.;
  4. Faça a revisão ortográfica de todo o conteúdo;
  5. Mantenha o foco em seu discurso verbal. A leitura contínua do slide demonstra despreparo e desmotiva o ouvinte;
  6. Sintetize o número de slides/lâminas de acordo com o tempo de apresentação. O equilíbrio entre exibição e a fala cria mais interação com o público;
  7. Domine o assunto que for falar. A primeira impressão é fundamental para o seu futuro;
  8. Subestimar o público é coisa para amadores. Surpreenda!;
  9. Treine, treine e treine. Tentativas estão ligadas aos bons resultados.

A Oratória é uma das minhas especialidades e as técnicas de apresentação profissional/acadêmica contemplam a grade curricular dos treinamentos que ofereço. Tenho um dever moral em compartilhar o que tenho observado ao longo de minha carreira e sugiro que você faça o mesmo. O trabalho em equipe é capaz de mudar vidas. 


The Impostor

By Diego Nascimento

As you begin reading this article there is someone out there pretending to be what they are not. Starting with the resume, the job market is full of good people making promises, but they are bad at fulfilling what has been promised or agreed upon. This dynamic is present in the emotional, social, religious, academic and professional areas. This subject is broad, so therefore we will focus on careers.

Frédéric Bourdin is a Frenchman known by the media as “The Chameleon.” He became famous after he assumed the identity of a missing Texan boy in the 1990s and, for a considerable time, managed to fool his family, friends and neighbors. A local investigator suspected his story and decided to investigate the case. Months after the “miraculous” reappearance the truth came to the fore, and Frédéric was arrested and accused of fraud in regard to his passport and perjury. He was imprisoned for six years until he was deported to France. Still the deceived family continues to wait for information of their son who left to play and was never seen again.

I used this truth story as a warning about impostors in professional life. They are people who are insincere with themselves and who do not fulfill the minimum that is required in the position in which they took over. They choose to deceive co-workers, clients, and the business in general by justifying the lack of being proactive and commitment in daily chores through meticulously constructed lies. Using slang they are called “posers.” The good news in all this is that the professionalization of corporate management in institutions, regardless of size or type (public, private or third sector), has facilitated the identification of these elements while still in the Selective Process. But do not confuse today’s issue with the Dunning-Kruger effect that deals with people with little knowledge about some area or subject who consider themselves superior to others. This will be a topic for another article.

I recently lectured on Corporate Ethics for Rotary Club International members, and I was able to share a basic recipe for a stand for the Professional of the Future based on five things: Reference, Emotional Control, Punctuality, Attendance, and Social Responsibility. Throughout my speech I exemplified in a practical way what I do to build into those around me, especially in my family and at work.

Observation is a basic tool for assessing the action of “professional impostors.” They contribute considerably to the dip in monthly results and in the positioning or repositioning of a product or service commitments. They are the ones who just do some work early on in the day and pretend to work anxiously when it is time to leave.  Make no mistake; if you think that this happens only in certain roles, on the contrary, leadership positions are also “rewarded” with people like that.

I will end with a direct recommendation: do your best regardless of where and how; it’s a question of honor. A Biblical passage emphasizes this mission through the book of Ecclesiastes, chapter 9, verse 10: “Whatever you put your hands to, do it with all your might.” Let’s move forward and work hard and strong!


O impostor

Por Diego Nascimento

Enquanto você inicia a leitura desse artigo existe alguém por aí fingindo ser o que não é. A começar pelo currículo o mercado de trabalho está cheio de gente boa em fazer promessas, mas péssimas em cumprir o divulgado ou o acordado. Essa configuração está presente nas áreas emocional, social, religiosa, acadêmica e profissional. O assunto é amplo e, por isso, manteremos nosso foco em Carreira.

Frédéric Bourdin é um francês conhecido pela mídia como “O Camaleão.” Ficou famoso após ter assumido a identidade de um garoto texano desaparecido na década de 1990 e, por um tempo considerável, conseguir enganar os familiares, amigos e vizinhos do jovem. Um investigador local suspeitou da história e resolveu pesquisar o caso. Meses após o “miraculoso” reaparecimento a verdade veio à tona e Frédéric foi preso acusado de fraude no passaporte e perjúrio. Ficou seis anos preso até ser deportado para a França. Já a família enganada continua a aguardar por informações do filho que saiu para brincar e nunca mais foi visto.

Utilizei esse caso verídico para alertar sobre impostores da vida profissional. São pessoas insinceras consigo mesmas e que não cumprem o mínimo que é exigido no cargo em que assumiram. Optam por enganar os colegas de trabalho, clientes e a empresa de forma geral ao justificar a falta de pró-atividade e compromisso nas tarefas diárias por meio de mentiras arquitetadas meticulosamente. No vocabulário informal são chamados de “enroladores”. A boa notícia nisso tudo é que a profissionalização da gestão empresarial nas instituições, não importa o tamanho ou a natureza (pública, privada ou terceiro setor), tem facilitado a identificação desses elementos ainda no Processo Seletivo. Mas não confunda o assunto de hoje com o efeito Dunning-Kruger que trata de pessoas com pouco conhecimento sobre alguma área ou assunto e se julgam superiores aos outros. Esse será um tema para outro artigo.

Recentemente ministrei uma palestra sobre Ética Empresarial para associados do Rotary Club International, e pude compartilhar uma receita básica de postura para o Profissional do Futuro baseada em cinco itens: Referência, Controle Emocional, Pontualidade, Assiduidade e Responsabilidade Social. Ao longo de minha fala exemplifiquei de forma prática o que faço para somar com os que estão ao meu redor, principalmente na família e no trabalho.

A observação é uma ferramenta básica para avaliar a ação dos “impostores profissionais”. Eles contribuem consideravelmente para a baixa em resultados do mês e no posicionamento ou reposicionamento de um produto ou prestação de serviços.  São aqueles que apenas fazem o registro do ponto no início do expediente e fingem trabalhar ansiosos pela hora de ir embora. Não se engane pensando que isso acontece apenas em determinadas funções, pelo contrário, cargos de liderança também são “premiados” com gente assim.

Termino com uma recomendação direta: faça o melhor independente de onde e como; é uma questão de honra. Um trecho bíblico enfatiza essa missão por meio do livro de Eclesiastes, capítulo 9, verso 10: “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força,”.  Sigamos em frente e trabalhemos com força e garra!


Forget your Fear of Heights

By Diego Nascimento

Several times I have talked to people who claimed to be afraid of heights. They avoided getting near balconies, windows, or close to any environment that would take them from within easy reach of floor or offer a risk of falling. I still remember the first time that, in the air club, I participated in a stall exercise or, as it is said in Brazil, a free fall. Everything is based on the takeoff of the plane, then reaching a safe altitude for the maneuver and, seconds later, feeling the aircraft dive towards the ground. Needless to say, my adrenaline shot to unimaginable levels, but how can you be sure everything happened within recognized safety standards (I am alive and well to be able to write today’s article – ha, ha).

In the professional life, a fear of heights causes serious problems. It is because of this that many fail to “rise in life” and choose to stay where they are without any desire to learn more or have something to offer others. I affirm and will say it again:  there is a horizon just ahead of you. Have you learned a second language? Learn a third language. Have you perfected your writing skills? Take a speaking class. Did you graduate? Consider a post graduate course and so on. I know people who confuse stability with being comfortable, and this type of reasoning is toxic and capable of “contaminating” other people.

Journalist and writer David Cohen in the book “Culture of Excellence” comments on research done by Dr. Carol Dweck, a professor at Stanford University in the United States. Dweck divides the human mind into two groups. In the first, called afixed mindset, we find people who believe they have a steady growth level and that their talents will not change throughout their lives. In the second group, called a growth mentality, professionals come together who believe in the evolution of intelligence, that the brain can be shaped and that talent is built. Which of the two most catches my attention? The second, of course.

Changing the world is much more linked to the citizen’s entrepreneurial profile than to political ideals. The stall maneuver so famous in the aeronautical universe, requires a deep technical knowledge by the pilot and the co-pilot. Succeeding in life is like that as well, but much more than the theoretical baggage–practice humility, courage and teamwork is a basic consideration for anyone, whatever the position or academic background.

I will close by sharing a phrase I have recently created that might touch your heart: “What are you hoping to achieve? This is a very common question for those who enjoy good results. Do not be afraid!”


Esqueça o medo de altura

Por diversas vezes conversei com pessoas que alegavam ter medo de altura. Evitavam chegar perto de sacadas, janelas e qualquer ambiente que as tirasse da proximidade do chão e que oferecesse risco de queda. Ainda recordo a primeira vez que, no aeroclube, participei de um exercício de estol ou, como se diz no Brasil, perda. Tudo se baseia em decolar o avião, chegar à uma altitude segura para a manobra e, segundos depois, sentir a aeronave mergulhar em direção ao solo. Nem preciso dizer que a adrenalina disparou a números inimagináveis, mas como pode perceber tudo ocorreu dentro dos padrões de segurança (estou vivo e inteiro para escrever o artigo de hoje – risos).

Na vida profissional o medo de altura traz sérios problemas. É por causa dele que muitos deixam de “subir na vida” e optam por ficar onde estão, sem qualquer desejo de aprender mais e contribuir com os outros. Afirmo e reafirmo: há um horizonte além do que está à sua frente. Aprendeu um segundo idioma? Corra atrás do terceiro. Aperfeiçoou suas habilidades na escrita? Faça um curso de oratória. Concluiu a graduação? Faça uma pós-graduação e assim por diante. Conheço gente que confunde estabilidade com acomodação e esse tipo de raciocínio é tóxico e capaz de “contaminar” outras pessoas.

O jornalista e escritor David Cohen no livro “Cultura de Excelência” comenta sobre uma pesquisa feita pela Drª Carol Dweck, professora da Universidade Stanford nos Estados Unidos. Dweck divide a mentalidade humana em dois grupos. No primeiro, intitulado mentalidade fixa, encontramos pessoas que acreditam ter um nível de crescimento constante e que seus talentos não mudam ao longo da vida. Já no segundo grupo, batizado de mentalidade de crescimento, reúne profissionais que creem na evolução da inteligência, que o cérebro pode ser moldado e que o talento é construído. Qual dos dois mais chama a minha atenção? O segundo, claro.

Mudar o mundo está muito mais ligado ao perfil empreendedor do cidadão do que com ideais políticos. A manobra de estol tão famosa no universo aeronáutico, exige um profundo conhecimento técnico do piloto e do co-piloto. Subir na vida também, mas muito mais do que a bagagem teórico-prática a humildade, a coragem e o trabalho de equipe são considerações básicas para qualquer pessoa, seja qual for o cargo ou a formação acadêmica.

Encerro compartilhando uma frase que criei recentemente e que pode tocar o seu coração: “O que é a tentativa? Uma palavra muito comum para aqueles que celebram os bons resultados. Não tenha medo!”

Saudações!


Stellar Career

by Diego Nascimento

What is the connection between Lava Jato and your professional journey? The answer is simple: there can be no link. You are deceiving yourself if you think I’m talking about the possibility of having your name involved in this scandal worthy of the adjective “disgusting.” When we make an in-depth analysis of all occurrences that touch on this subject, the word that best represents this scenario is dishonesty. The Houaiss dictionary carries some synonyms that “pains us” for this noun:falsification of the truth; insincerity, bad faith.

Have you heard of the Stellar Career, the one gains success beyond the stars? It is the term that I have created for people who, in the workplace, reach positions of great responsibility, and who their own free will, for good or bad, impact the lives of various people.  The worst thing is that there are dishonest “professionals” who are dishonest with others and with themselves. But how is this possible? Calm down, let me explain! Attitudes of authoritarianism, pride, arrogance, individualism and self-sufficiency toward leaders and followers and those who have the same “power” in the hierarchy already exhibit a poverty of spirit, to the point of practically showing “I’m it.” People like this suffer from within and without, offering drastic consequences in the short, medium and long term.

The sense of impunity does not always involve monetary corruption. The insincerity present in “gaining the trust” of others via an apparent theatrical sympathy is totally toxic and opens the door to gossip, for “making a way” and having an imbalance in human relationships. I am not here to cry out for a perfect world, after all, in the midst of our postmodern world things seem to be more misaligned than in the Stone Age. But we can make a difference at a time when greeting someone with a sincere GOOD MORNING is a virtue!

Returning to Lava Jato: some characters from the Stellar Career of national politics and entrepreneurship, who recently testified in Congresses, Symposiums and Mega Events in Brazil and abroad have become key pieces in a scheme that shakes the whole nation. What good is taking shortcuts to climb the ladder in life, if the most precious thing (YOUR NAME) is slung in the mud? And I do not care if we have short memories. What matters is sincerity with yourself.

Dr. Phil McGraw, author of numerous publications related to human behavior, records in “The Code of Life” a phrase worthy of reflection. He says, “Being a victim, however, is different from being a change agent.” If we stop to think, there are a lot of people acting like victims just to justify insincerity and bad faith. And remember this is not just about slamming the millionaires, but also in regard to the way you relate to your department colleagues. It does not matter what job you’re in.

To be humble is to understand that you do not exist alone. It is to know that the very challenging “Organizational Climate” needs very little to function as expected. It is to realize that success has more to do with the example given than with the amount of zeros in the bank account. Think about it!


Carreira Galaxy

Qual a ligação entre a Lava Jato e a sua jornada profissional? A resposta é simples: não pode existir qualquer elo. Se engana quem pensa que estou tratando da possibilidade de ter seu nome envolvido nesse escândalo digno do adjetivo “nojento”. Ao fazermos uma análise profunda sobre todas as ocorrências que falam do tema, a palavra que melhor representa esse cenário é a desonestidade. O dicionário Houaiss traz alguns sinônimos de “doer a alma” para esse substantivo: falseamento da verdade; insinceridade, má-fé

Conhece a Carreira Galaxy, aquela onde se busca o sucesso além das estrelas? É o termo que criei para pessoas que, no mercado de trabalho, alcançam cargos de enorme representatividade e que por meio do livre-arbítrio, para o bem ou para o mal, impactam a vida de várias pessoas. O mais lamentável é que existem “profissionais” desonestos com os outros e consigo mesmos. Mas como isso é possível? Calma, vou explicar! Atitudes de autoritarismo, soberba, arrogância, individualismo e auto-suficiência para com líderes e liderados ou para quem tem o mesmo “poder” na hierarquia já exibem um indivíduo com pobreza de espírito, a ponto de mostrar de forma prática o “eu me basto”. Gente assim sofre por dentro e por fora oferecendo consequências drásticas a curto, médio e longo prazo.

A sensação de impunidade nem sempre envolve a corrupção monetária. A insinceridade presente no “ganhar a confiança” dos outros via uma aparente simpatia teatral é totalmente tóxica e abre margem para a fofoca, para o “jeitinho” e para um estilo desequilibrado de relacionamento humano. Não estou aqui para clamar por um mundo perfeito, afinal, em plena pós-modernidade as coisas parecem estar mais desalinhadas do que na Idade da Pedra. Mas podemos fazer a diferença numa fase em que saudar alguém com um BOM DIA verdadeiro é virtude!

Voltando a falar da Lava Jato: alguns personagens da Carreira Galaxy da política e do empreendedorismo nacional, que há pouco tempo atrás eram referências em Congressos, Simpósios e Mega Eventos no Brasil e no exterior passaram a ser peças-chave em um esquema que estremece toda uma nação. Do que adianta pegar atalhos para subir na vida, se o item mais precioso (SEU NOME) é jogado na lama? E pouco me importa se temos memória curta. O  que vale é a sinceridade consigo mesmo.

O Dr. Phil McGraw, autor de inúmeras publicações ligadas ao comportamento humano, registra em “O Código da Vida” uma frase digna de reflexão. Ele diz: “Ser uma vítima, no entanto, é diferente de ser uma agente de mudança.” Se pararmos para pensar tem muita gente se fazendo de vítima apenas para justificar a insinceridade e a má-fé. E lembre que isso não tem haver apenas com assaltos milionários, mas com a maneira como você se relaciona com seus colegas de departamento, não o importa o cargo que você ocupe. 

Ser humilde é entender que você não existe sozinho. É saber que o tão desafiador “Clima Organizacional” precisa de muito pouco para funcionar como se espera. É perceber que sucesso tem mais ligação com o exemplo que é dado do que com a quantidade de zeros na conta bancária. Pensemos nisso!


A falsidade mata; entenda o motivo

Por Diego Nascimento

O fato de eu estudar e ensinar sobre Marketing Pessoal faz com que eu cumpra uma nobre missão: mostrar às pessoas os malefícios de uma palavra corrosiva e mortal: a falsidade. Lamentavelmente esse tipo de atitude está presente em culturas e idades diversas, além de ser diretamente conectada à mentira. Seja na vida pessoal ou profissional a falsidade tem sido responsável pelo apodrecimento de grandes oportunidades.

Meus estudos sobre as relações humanas ultrapassam uma década. Por meio da literatura científica e observação adquiri algumas habilidades importantes para um simples diálogo dentro de casa ou para o ensino de uma matéria na universidade. A cultura da “mentirinha sadia” é velha e pode abrir margem para outras práticas nojentas e vergonhosas. Isso envolve desde uma saudação artificial (aquela que é feita quando não há como escapar de ver a pessoa A ou B) ou a aprovação superficial de costumes errados simplesmente para uma “aceitação no grupo. ”

O Dr. Paul Ekman, um dos pioneiros no estudo científico da Psicologia da Emoção, realizou uma bateria de testes para apontar as reações da falta de sinceridade no cotidiano humano. Há quem viva de máscaras para única e exclusivamente buscar benefícios próprios. O perigo é que isso não funciona com todas as pessoas e quando o descrédito surge, a falsidade age como um veneno social.  Nas palavras do próprio Ekman “A frequência de nossos episódios emocionais é outra característica crucial para o entendimento de nosso perfil individual. ” Resumindo: temos controle sobre quando e como agir e não agir.

Por mais que essa situação seja delicada eu defendo o uso da sinceridade em tudo. Compreendo perfeitamente que há muita gente ressentida por aí, mas a falta de sinceridade pode criar armadilhas dolorosas. A situação está insustentável? Crie coragem e dialogue para resolver o problema; jamais tape o sol com a peneira. Mais cedo ou mais tarde suas emoções poderão te trair e o perdão, por exemplo, se tornará algo cada vez mais distante (se for esse o caso).

Confesso que hoje tenho um amadurecimento muito maior na leitura das expressões corporais e verbais no trabalho, na família e até em discursos televisivos. Será que você, leitor desse texto, já foi alvo de minhas observações em diálogos face a face? Bem provável que sim. Opto por ligar meu “detector de mentiras/falsidade” quando é realmente necessário. Por outro lado, digo que essa habilidade pode funcionar em até 80% dos casos para quem realmente é comprometido com esse estudo. O que for fora disso pode levar o “observador” ao julgamento e isso não é nem um pouco sadio.

Costumo dizer que a falsidade é amarga e a sinceridade é doce. A Bíblia Sagrada registra em Provérbios 24:26 o seguinte versículo: “A resposta sincera é como beijo nos lábios. ” O mesmo livro mostra que não vale a pena crescer na vida por meio dessa prática tão medíocre: “É melhor ter pouco com retidão do que muito com injustiça. “ Provérbios 16:8.

A falsidade, que eu tanto repudio, mata amizades antigas, oportunidades de negócio e a capacidade de enxergarmos o mundo como ele é. O fato de eu ter condições de detectar essa característica nas outras pessoas (consigo ler um sorriso mecânico, um olhar vazio e ouras reações inimagináveis) me obriga a ser um soldado com sede de fazer a diferença. Quer se juntar ao time de defesa? Conto com você!


Entenda porque eu, Diego Nascimento, sou contra a Paralisação Nacional de 28/04

(Pensei nisso dirigindo de volta para casa em Lavras – MG):

1) O Brasil de hoje é completamente diferente do país de 40 anos atrás, quando ocorreu o primeiro evento do tipo. O número de habitantes aumentou e o perfil populacional é outro;

2) Infelizmente o texto-base para a Reforma Trabalhista já foi aprovado. Uma mobilização popular, que aparentemente não mais incomoda o escalão legislativo, traria talvez pequenas mudanças ou um breve adiamento do inevitável;

3) Sou de um município com diversas entidades públicas. As greves que testemunhei desde a minha infância trouxeram resultados mínimos;

4) Se engana quem pensa que os deputados da “esquerda” são os heróis por terem votado contra a proposta. Em algum momento alguns deles já agiram ou tomarão alguma decisão contrária aos seus interesses (de você que lê esse texto agora);

5) Apenas uma repaginação política voltaria a colocar o Brasil nos trilhos, se é que esteve “na linha” em algum momento. Desde o “Diretas Já” ninguém fez a diferença em favor da nação (exceto por interesses populistas) ou assumiu de forma digna e sincera a cadeira do presidencialismo;

6) Na famosa Era da Informação a ignorância se alastra. A futilidade tem se espalhado entre os formadores de opinião e votantes do futuro. Em um país onde há pessoas que mal sabem a data de celebração do Dia do Livro não se espante se houver notícias de que a violência tomou lugar do bom senso.

Importante: se você está lendo essa mensagem agora é por que faz parte do meu rol de amigos no Facebook e valorizo isso. Não se acanhe caso sua opinião seja contrária. Afinal de contas vivemos em um país regido pela democracia e respeito (será?) e considero o diálogo fundamental para um futuro melhor.


Páginas:1234567...36