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Queda livre

Por Diego Nascimento

Não. Não irei falar sobre saltos de paraquedas ou bungee jumping. Minha preocupação mais recente é sobre o que você fez mais cedo: curtir uma postagem nas redes sociais. Por meio de um laptop, computador pessoal, celular ou tablet essa ação contribuiu para mudanças no significado da palavra relacionamento. A instantaneidade das informações e o vislumbre diante das telas têm um preço muito alto.

A cada minuto mais e mais pessoas perdem a capacidade de dialogar face a face. Tenho feito essa constatação por meio de palestras com estudantes, entrevistas de recrutamento e constantes artigos científicos e jornalísticos que evidenciam essa realidade. Já vi comportamentos arredios não serem fruto de timidez, mas de individualismo. Quantas vezes você tentou conversar com alguém que divide o olhar entre o interlocutor e a tela do smartphone? Será que essa manifestação demonstra uma pessoa multifuncional? Eu discordo. Do jeito que as coisas andam a próxima geração lerá nos livros que, antigamente, a sociedade tinha o hábito de se reunir para bater um papo, tomar sorvete ou mesmo saborear um delicioso café.

Por outro lado, preciso ser honesto: faço uso das ferramentas tecnológicas. A internet tem me conectado a leitores, clientes, facilitado reuniões intercontinentais, divulgado meu trabalho (a exemplo desse artigo) e oferecido informação séria em tempo real. A diferença é que busco equilibrar necessidade com prioridade e, nesse último quesito, as relações humanas vêm em primeiro lugar. O mundo corporativo tem sentido isso na pele. Está cada vez mais difícil encontrar candidatos dispostos a se doar pela empresa, com escrita e fala equilibradas e aptos para o trabalho em equipe e para a liderança.

A maré da conectividade veio para ficar e estamos navegando por ela. O segredo é a forma como conduzimos nossa “jornada” nesse mar tão revolto e com ondas tão repentinas. A artificialidade não pode tomar lugar do bom senso. O modelo tradicional de estabelecer relacionamentos está em queda livre e não duvido disso. Entrevistas de emprego que seguem um parâmetro sério de avaliação medem, de forma profunda, as habilidades de interação dos candidatos. A boa notícia é que já temos, no mínimo, duas pessoas aptas a oferecer um ponto de equilíbrio entre tecnologia e vida real: você e eu. Pense nisso!


Pise no freio

Por Diego Nascimento

Eu preciso confessar algo: gosto muito de dirigir. Seja na cidade ou pelas estradas assumir o comando de um automóvel faz com que eu desfrute de uma fantástica sensação de conforto. Por outro lado, liderar uma máquina sobre quatro rodas que ao menor descuido pode ferir outras pessoas é uma grande responsabilidade. Já perdi a conta de quantas vezes precisei frear por causa da imprudência de uns e ousadia de outros. É a famosa direção defensiva.

A vida profissional reflete a mesma intensidade do trânsito e para que haja um bom fluxo na tomada de decisões existe o momento certo para acionar os pedais do acelerador ou do freio. Durante uma fase de minha carreira atingi altas velocidades em meus serviços, a ponto de fechar os olhos para coisas simples ao meu redor. Após muita reflexão percebi que era um workaholic, ou seja, um viciado em trabalho.

Engana quem pensa que escrevo esse artigo sentando em uma cadeira de praia à beira mar. Continuo trabalhando muito. Exerço funções novas e, a cada dia, tenho recebido mais desafios como jornalista, gerente, professor, consultor e palestrante. A única diferença é que aprendi a conduzir minha jornada dentro de uma velocidade onde tenho conseguido oferecer atenção a detalhes pequenos da minha existência. Meu organismo deu um sonoro “Obrigado” por meio de resultados de exames que disseram estar “tudo em ordem”.

Ter a oportunidade de praticar o verbo trabalhar é uma honra. Sabe aquele sentimento de prazer que você sente quando está comendo chocolate? Acontece comigo, mas quando estou atuando. A diferença é que aprendi a “pisar no freio” e manter uma direção sadia, segura e constante no meu conjunto diário de profissões. O mais importante disso tudo é que continuo a correr atrás de meus sonhos, projetos e criando oportunidades que espero ter a chance de contar aos meus netos.

A Bíblia, no livro de Provérbios 16:32 diz,mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade. ”  A ambição (no sentido positivo da palavra) é minha companheira e me incentiva a passos mais largos. Mas ter equilíbrio é o segredo para uma carreira de sucesso e uma vida saudável. Você está conduzindo seu cotidiano em alta velocidade, a ponto de não perceber quem está a sua volta? Tenho uma grande recomendação: vá com calma!


Plano de voo: organize sua vida, estudos e carreira

Por Diego Nascimento

Faço parte do aeroclube de minha cidade desde os meus 22 anos. Já perdi a conta de quantas vezes sobrevoei a região e observei cada detalhe visto lá de cima. Confesso que preciso retomar essa prática que tanto aprecio, principalmente porque foi a bordo de um monomotor modelo Cessna que aprendi uma das maiores lições de empreendedorismo e comunicação: quanto maior a altitude mais ampla é a visão. Embora eu não tenha me tornado um piloto, necessitei colocar em prática uma série de comandos que garantissem a estabilidade da rota de voo mais interessante que já conheci: a minha própria vida. É nessa trajetória que convido você a pensar comigo.

Tomamos decisões a todo instante. Algumas involuntárias; outras totalmente conscientes. Irei comparar esse momento à decolagem de uma aeronave. Qualquer falha de cálculo pode gerar consequências sérias e ameaçar a segurança do condutor e dos passageiros. Será que por impulso ou pela emoção você disse ou fez algo que a curto ou médio prazo trará dores de cabeça para sua família, clientes e colegas de trabalho? Atitudes individuais refletem em grupos que você nem imagina.

Mesmo com tantos equipamentos na cabine todo piloto enfrentará uma turbulência. É um fenômeno que a natureza explica. Balança o avião por inteiro, mas a perícia do comandante faz toda a diferença para que essa fase da viagem seja, digamos, imperceptível em alguns casos. Você tem passado por alguma turbulência? Discutiu na empresa ou em casa? Reconheceu seus erros? O que tem feito para retomar o equilíbrio e o bom senso?

Por último vem o pouso, um dos momentos mais desafiadores da arte de voar. Sempre vejo gente agarrada nos braços das poltronas na mais pura manifestação do medo. Quando menos percebem já estão em terra firme. Mas um procedimento aparentemente simples é fruto de uma série de regras que fazem da cabine do avião um enorme centro de operações, de sintonia e inteligência. Seguindo essa ideia quero fazer duas perguntas:

  1. Aquela decisão que você tomou teve um “pouso de sucesso”, ou seja, trouxe os resultados que você esperava?
  2. Está pronto a “pousar” seus sonhos e objetivos com tranquilidade? Precisa de ajuda ou você se basta?

Criei esse cenário para mostrar como nossa jornada de estudante universitário, profissional do mercado de trabalho, aposentado, etc… exige prudência, sabedoria e limites. No início do texto eu disse que “quanto maior a altitude, maior a visão. ” Embora eu tenha experiência em certas situações sempre peço ajuda para AQUELE que tem a mais ampla visão mesmo quando as aeronaves não passavam de um rascunho no caderno de cientistas. A Bíblia ensina que Deus é sabedor de todas as coisas e conhece você e eu desde quando estávamos no ventre de nossas mães. É NELE que deposito minha confiança e direção quando tenho que preparar um texto na função de jornalista, um ensinamento no cargo de professor/palestrante/consultor, quando tenho que tomar uma decisão no papel de gerente ou simplesmente quando tenho que perdoar e amar alguém na função de ser humano.

Seja qual for seu cargo, área de atuação, idade ou endereço saiba que no voo da vida as turbulências virão. Muitas serão fruto de deslizes vindos de nós mesmos. Se o texto de hoje tocou seu coração e mente peço que reavalie suas atitudes e voe alto. Mas lembre-se de preparar seu Plano de Voo conforme o que está escrito no livro de Isaías, capítulo 40, verso 31 (Bíblia Sagrada): “Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.”

Quer repensar algo que tenha feito no calor da emoção? Aja! Pode ser que ainda tenha conserto!


A Inteligência começa pela boca

Por Diego Nascimento

Semana passada fui até a farmácia. O que seria uma ação simples se tornou, em segundos, um trágico episódio para quem atua com vendas e atendimento. Acompanhe meu relato e não se acanhe caso lágrimas comecem a rolar por sua face. É triste mesmo. Pessoas comprometidas costumam se emocionar (risos…).

Estacionei o carro e debaixo de uma abóboda celeste, repleta de estrelas e com uma lua inesquecível, caminhei pelo centro da cidade até alcançar a porta de entrada daquele “estabelecimento da cura”. As gôndolas estavam cheias de medicamentos, shampoos, cosméticos e placas promocionais distribuídas em diversos pontos. Cheguei ao balcão e pedi pelo remédio: para minha sorte havia caixas em estoque. Foi nesse exato instante em que a bomba foi armada. Percebi que uma das funcionárias a quem chamarei de X estava muito empolgada com assuntos da vida alheia e falava com as colegas de turno como se estivesse dentro de um boteco. Minha observação foi interrompida pelo balconista que perguntou: “O Sr. tem o cartão da farmácia para desconto? ” Enquanto isso a funcionária X encerrou provisoriamente a exibição e caminhou para a frente da loja. Eu fiz o mesmo, afinal, é lá onde os caixas ficam.  Quando cheguei à fila percebi que X estava conversando com outra colega sobre uma possibilidade de folga. De forma exaltada a X soltou um palavrão de doer os ouvidos e que jamais pertencerá ao vocabulário corporativo, tão pouco humano. Minhas pupilas dilataram e senti minha frequência cardíaca aumentar consideravelmente. Logo em seguida ouvi a chamada “Próximo! ”. Não resisti e disse para a funcionária do caixa: “Sua colega está fora do bom senso. ” Visivelmente envergonhada com toda a cena a garota respondeu: “Não liga não. Ela está empolgada. ” Devolvi dizendo: “Que ótimo. Se estivesse trabalhando comigo seria demitida nesse exato momento. ” Agradeci o atendimento e fui embora.

Quero esclarecer que doses de irritabilidade são normais a qualquer ser humano, porém, domínio próprio é uma recomendação bíblica e que se aplica a qualquer área da nossa vida. No relato acima mostrei minha perplexidade como cliente. Imagine se eu fosse um dos sócios-proprietários da rede e estivesse de passagem pela cidade. Demissão na certa! Quanta gente não perdeu aquela venda ou “queimou o filme” da empresa, da marca e do resto da equipe por causa de uma falta de postura? E não se espante: mesmo em 2016, na chamada era pós-moderna, você encontrará no interior e em grandes centros pessoas com essa “habilidade” de manchar o currículo sem, ao menos, ter o trabalho de entender que cordialidade e equilíbrio fazem parte do Pacote da Obrigação.

Vendas e atendimento andam juntos, seja por meio de produtos ou pela prestação de serviços. Trabalho com essa área faz tempo e acredite: você não faz ideia de quanto ainda o mundo carece de melhorias. Quer uma dica para iniciar uma reflexão que pode mudar vidas e fidelizar os seus clientes? Comece pelo seu discurso: avalie o que fala e o que você não fala. Será que tocar nesse ou naquele assunto realmente vale a pena?

Um dos primeiros sinais de inteligência começa pela boca! Pense nisso!


O silêncio das heroínas

Por Diego Nascimento

Rute, a personagem bíblica, enfrentou o sol escaldante para cuidar dela e da sogra que na oportunidade eram viúvas. Leonor da Aquitânia faleceu aos oitenta e dois anos e foi uma das rainhas mais proeminentes da Idade Média, onde exerceu um governo histórico e marcado por sua inteligência (era fluente em oito idiomas). A Rainha Vitória I, da Inglaterra, governou o Reino Unido por mais de sessenta anos durante o século 19 e fez da Revolução Industrial um de seus maiores legados. A Princesa Isabel, regente brasileira, assinou a Lei Áurea em 1888 e assumiu o Império durante um período muito desafiador. Carlota Kemper foi uma educadora e empreendedora norte-americana que mudou a vida de muitos brasileiros. Em 1869 fundou um dos mais antigos educandários do país; morreu aos 90 anos de idade no interior de Minas Gerais com o coração alegre pelo dever cumprido. Amelia Earhart foi a primeira mulher a voar o Oceano Atlântico em 1928; desapareceu com seu avião em 1937 tentando dar a volta ao mundo. Winnie the Welder foi uma das 2 mil mulheres que trabalharam em navios durante a Segunda Guerra Mundial. Rachel de Queiroz, escritora, foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras. A catarinense Zilda Arns quebrou todos os paradigmas ao assumir um projeto de dimensão internacional: perdeu a vida durante um terremoto no Haiti em 2010. Maria da Penha lidera movimentos em defesa do direito da mulher e dá nome à lei que aumenta o rigor das punições em casos de violência contra o público feminino; se desloca em uma cadeira de rodas em virtude de uma agressão pelo seu cônjuge. Nilza é minha mãe. Hoje acordou cedo para preparar o café, “acordar a casa” e ir trabalhar.

Concordo com você: a lista é grande mas poderia ser muito, muito maior. Ao longo desse mês tenho gravado vídeos e preparado mensagens que tratam do papel do homem e da mulher no mercado de trabalho. Durante uma recente transmissão mostrei como o empreendedorismo tem uma participação ativa do público feminino, comprovado em números e até estudos internacionais. Meu objetivo não é dizer quem é melhor ou quem sai na frente: a ideia é entendermos que o mercado de trabalho anseia por talentos e, nesse caso, homens e mulheres são iguais. Há espaço para todos.

Recentemente ministrei uma palestra sobre “Trabalho em equipe” para uma associação de artesãos. 90% do público presente era composto por mulheres donas de casa, que exerciam um papel de liderança e em alguns casos de provedoras do lar. Esse cenário se repete em todos os cantos do país. Se formos para a esfera executiva veremos cada vez mais a mulherada assumindo o comando de grandes negociações, fusões, etc… Evidente que cada grupo tem suas particularidades, porém, se perde muito tempo em discussões desnecessárias em virtude do preconceito (digo para ambos os lados).

Nos meus 15 anos de atuação no mercado de trabalho preciso dizer e reconhecer que as mulheres contribuíram de forma significativa para meu crescimento profissional. Elas fazem parte da minha vida e isso inclui aquelas que estão em minha família. Sei perfeitamente que a maioria jamais será capa de revista ou temas de reportagem. Por isso intitulei esse artigo de o “Silêncio das heroínas. ” Há muitas que lutam caladas em prol da família, do desenvolvimento, da harmonia e no mais profundo abismo enxugam as lágrimas originadas do assédio, da agressão verbal, física ou simplesmente pela indiferença.

Encerro tomando a liberdade de, mais uma vez, alterar uma tradicional frase citada em discursos: não é atrás de todo grande homem que existe uma grande mulher; é ao lado e, muitas vezes, à frente!

Meus caros colegas da massa masculina: façamos a diferença!


As sete técnicas da conquista

Por Diego Nascimento

Acho que muita gente abriu esse artigo esperando dicas de paquera. Sinto muito, mas não falarei a respeito de romance. A conquista da qual falo está ligada ao mundo das vendas. Qual o segredo para eu vender mais? A resposta é mais complexa do que se imagina. Caminhe comigo nessa leitura e entenderá.

Preciso confessar que sou fã de supermercados. O simples fato de andar pelas gôndolas, mesmo que eu não compre nada, costuma ser mais refrescante do que banho de piscina em dia de sol quente. É um dos maiores aprendizados para quem vende produtos ou prestação de serviço. É nesse cenário que aconteceu uma das mais trágicas situações da minha vida como consumidor (que drama hein?? Rs…). Fui comprar um simples refrigerante e a fome sugeriu que eu ampliasse a lista. Eu não tinha muito domínio da estrutura da loja e perguntei à uma funcionária onde ficava “o produto tal”. Sem olhar em minha direção ela disse: “acho que do outro lado. ” Estranhei a reação mas segui dica. Para variar era alarme falso. Gastei um tempo precioso para descobrir que lá não tinha o “tal produto. ” Para completar a jornada cheguei ao caixa e me deparei com uma cena esquisita: a funcionária não percebeu minha chegada pois estava muito ocupada contando para uma colega onde havia ido no final de semana (lembro até o nome da balada rs…) … Acho que sou paciente até demais: “avancei” até a esteira, fiz com que minha presença fosse notada, embalei o refrigerante e fui embora para nunca mais voltar. O pior é que isso se repetiu antes, na mesma rede de supermercados.

Cenas assim são mais comuns do que se imagina. Podem ocorrer na farmácia, no salão de beleza, na pastelaria, na loja de móveis, na concessionária de veículos e assim por diante. O segredo da conquista está conectado na tão famosa manutenção do cliente. Atender bem não é virtude, é obrigação. Oferecer o efeito de ‘continuidade’ é o grande trunfo do vendedor. Imagine que você represente uma empresa de maquiagens. Certamente quer que aquele batom produza, no futuro, pedidos maiores abrangendo cremes, perfumes …. Concordo que a qualidade do produto ou serviço contribua e muito para uma nova aquisição, porém, a atitude de venda antes, durante e depois fala alto. Pensando nisso sugiro:

  • Observe e avalie seu potencial cliente. Traçar o perfil ajudará na abordagem;
  • Cumpra o horário. Em um mundo onde tudo é urgente saiba que o tempo é precioso;
  • Fale a verdade, acima de tudo. Confiança é difícil de ganhar e fácil de perder;
  • Tenha limites: evite contatos quando seu cliente está no trabalho, a menos que tenha autorização e ferramentas para isso (SMS,
  • Seja discreto: conduza o diálogo para captar quais oportunidades futuras podem surgir (novas vendas);
  • Pró-atividade: jamais espere o cliente manifestar necessidade de compra. Mantenha um diálogo sincero e atento à próxima demanda;
  • Tenha mansidão: nunca tente ganhar no grito. Grandes negociações são marcadas pela serenidade.

Encerro dizendo que o segredo da conquista está associado à boa conduta. O livro bíblico de Provérbios, capítulo 22, verso 1 diz: “A boa reputação vale mais que grandes riquezas; desfrutar de boa estima vale mais que prata e ouro. ”

Boas vendas!


Totalmente “sem noção”

Por Diego Nascimento

Por diversas vezes escrevi em meus artigos que a conduta nas redes sociais pode trazer consequências sérias. Seja na vida ou no mercado de trabalho confirmo que determinadas postagens costumam manchar o seu currículo. Quero listar algumas das gafes de tirar o sono de qualquer pessoa:

1) Erros gramaticais: a Língua Portuguesa é um desafio e sei disso. Mas tem gente que lança no Facebook, Twitter, Instagram (e a lista continua…) palavras e frases totalmente erradas na concordância e na ortografia. Tenho que dizer que isso é muito triste;

2) “Uma imagem vale mais do que mil palavras”: em alguns casos isso funciona, mas é preciso ter o máximo de cuidado. Estamos na “era do visual”, mas isso não significa que você tem o direito de postar tudo o que registra pela frente. Sua privacidade está incluída nessa afirmação. Recentemente fiquei perplexo ao ver que um casal resolveu simular o “Jardim do Éden” e fizeram fotos de si mesmos, atrás de arbustos, brincando de Adão e Eva. Não preciso dizer que esse fato já é uma das pérolas do mundo digital;

3) Leia antes: o conteúdo de um simples bilhete que levava semanas ou até meses para chegar ao Japão, por exemplo, reduziu a viagem para apenas alguns segundos em escala mundial. Preste muita atenção ao que digitou/gravou. Depois que você apertar ou clicar no botão “Enviar”sua carreira pode estar em jogo em virtude de algo feito por impulso;

4) Gerencie seu tempo: o aparelho celular deixou de ser apenas uma ferramenta para fazer ligações ou trocar SMS. Por meio dele pagamos contas no aplicativo bancário, trabalhamos, observamos o trânsito, assistimos filme e por aí vai…. mas certas funções não exigem uma dedicação exclusiva que te faça ficar “pendurado” na timeline dos outros o dia inteiro. Conheço casos de pessoas que se enrolaram no atendimento a clientes ou atrasaram a preparação de relatórios pois se distraíram navegando nas redes sociais no horário de trabalho. Há o tempo certo para tudo!

5) Falta de prudência: expor tudo o que faz ao longo do dia não fará de você mais especial ou com o rótulo de “plugado na rede”. Nada contra os compartilhamentos, muitos são saudáveis, mas há situações que dizem respeito unicamente a você, sua família, seu casamento e que não necessitam de audiência.

Eu poderia ampliar a lista mas prefiro manter os cinco pontos. Computador é benção; internet também. Redes sociais fazem parte do meu cotidiano, aliás, são minhas ferramentas de trabalho. Seja feliz compartilhando momentos felizes. Seja reflexivo ao postar convites à reflexão. O problema maior não está na conexão a cabo ou wifi, no aparelho tablet ou laptop; o problema é quem está atrás da tela. Lamentavelmente, mesmo na era pós-moderna, encontramos muitas pessoas intransigentes e, como dizem por aí, “sem noção”. Fuja disso. Façamos a diferença, de uma maneira simples, em um mundo onde a aparente normalidade tem levado as pessoas à um ritmo de vida onde a felicidade momentânea acaba depois da ressaca de atitudes “sem pensar”.

Provérbios 21:23 diz o seguinte: “O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma das angústias.” Pensemos nisso


Rota 66

Por Diego Nascimento

São vários os filmes que assisto em que a Rota 66 surge como caminho para viajantes e fugitivos. Hollywood tem uma grande responsabilidade por fazer essa tão lendária estrada permanecer na mente de pessoas por todo o mundo. O que pouca gente sabe é que a Rota 66 teve seu declínio por volta de 1956, quando o presidente Dwight D. Eisenhower assinou o ato pela construção das autoestradas interestaduais, oferecendo 66 mil quilômetros de acesso entre várias localidades nos Estados Unidos. Enquanto isso a Rota 66 permaneceu com sua estrutura original e, em muitos trechos, carecendo de reparos. Décadas mais tarde uma associação criada por residentes e admiradores da estrada iniciou a busca de recursos financeiros pela manutenção de vários trechos, o que teve apoio do governo federal. Mesmo sendo peça de museu, a Rota 66 permanecerá com seu glamour e importância para a história norte-americana.

O que acabei de relatar pode servir como reflexão para sua vida profissional e até pessoal. Imagine sua existência como uma estrada. Decisões erradas causam feridas profundas e que levam tempo para serem curadas; por outro lado existem aquelas que facilitam seu “deslocamento” na progressão da carreira. No caso da Rota 66, os trechos desgastados foram reformados com concreto e asfalto. Sua vida é diferente: o misto de emoção e razão exige sabedoria e diálogo para que finais felizes possam vir à tona. Faz pouco tempo que conversei com uma pessoa que se sentiu excluída no ambiente de trabalho.  Durante a entrevista ela me contou que a outra pessoa, sem qualquer motivo aparente, evitava diálogos, cumprimentos e até olhares. Após uma profunda avaliação descobri que a “vítima de exclusão” incomodava a tal colega em virtude de suas habilidades no serviço, fazendo com que houvesse certo destaque entre os demais. Agora avalie comigo: a pessoa que se sentia incomodada poderia, por iniciativa própria, optar por “uma estrada de boa convivência”, sabendo que somos limitados e que podemos aprender com os demais.  Isso pode ser traduzido por humildade.

O livro de Colossenses, capítulo 3, verso 12 diz: “Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.” A Ética dos Negócios deve refletir esse ensinamento. Seja onde estiver, lembre que traçar rotas é muito importante para uma viagem tranquila e saudável.


Digo com todas as letras

Por Diego Nascimento

Para muitos o trabalho em equipe está no DNA humano e ponto final. Aparentemente é uma regra fácil de ser seguida e, nos lugares onde ocorre, a harmonia e o sorriso nos rostos é algo constante e natural o tempo todo, certo? Nem sempre! O trabalho de grupo é um desafio diário e exige paciência, humildade, pontualidade e preocupação com o próximo. Prova disso são os milhões de televisores e/ou dispositivos móveis que estão sintonizados nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Uma parcela considerável desse público certamente viu o que uma atitude de individualismo pode causar dentro de uma competição e fazer com que anos de trabalho sejam destruídos em segundos.

As atletas Ingrid Oliveira e Giovanna Pedroso, da equipe de saltos ornamentais, foram tema de reportagens em vários veículos de comunicação. Uma briga entre as duas, antecedente as Olimpíadas e agravada durante o evento, fez com que ambas “olhassem para si próprias” e esquecessem que estavam representando quase 250 milhões de brasileiros. Embora o motivo principal do desentendimento eu não aborde no texto de hoje, quero chamar nossa atenção sobre ação e reação. Calma: não vou ministrar uma aula de física; vamos falar de relacionamento.

Por mais que vivamos em uma sociedade democrática é fundamental entendermos que a conquista e a manutenção de clientes é algo relacional e não especificamente material. Quantas pessoas não optam por pagar um pouco mais caro em certo produto ou prestação de serviços simplesmente para receberem um atendimento de qualidade? Ou se caminharmos na direção oposta e refletirmos sobre quantos potenciais clientes deixaram de concretizar uma compra porque o funcionário lá na “ponta do balcão” fez com que um árduo serviço de venda fosse por água abaixo. Isso acontece todos os dias em qualquer lugar (enquanto você lê esse conteúdo alguém está sofrendo com isso). No caso das atletas o resultado já era esperado: ficaram em última posição no ranking e anunciaram a separação.

Sejamos realistas: com crise ou sem crise não temos o direito de andar na contra mão do bom senso. Sempre digo que o que você faz tem impacto sobre um grupo muito maior, com  consequências positivas ou negativas a curto, médio e longo prazo. Trabalho em equipe é algo sério e promove crescimento, desenvolvimento, rentabilidade e boa impressão, desde que realizado da maneira certa.

Encerro citando o mais espetacular conjunto de livros já lançando: a Bíblia. Na Carta aos Efésios, capítulo 6, versos 7 e 8 diz: “Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens, porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre.”

Por isso digo com todas as letras: abra os olhos enquanto há tempo. Tem gente te observando!


O segredo começa com R

Por Diego Nascimento

Fui convidado a falar sobre internacionalização para um grupo de formandos de uma tradicional universidade brasileira. Aceitei no ato. Jamais escondi minha satisfação em tratar desse tema; lido com esse trabalho todos os dias e acredito fortemente nos benefícios da globalização e do Inglês como segundo idioma. Confesso que tive boas memórias da faculdade quando ingressei na sala, fiz uso de uma das carteiras e fiquei sob os olhares atentos e curiosos daqueles futuros administradores.

O fato de eu também atuar como professor universitário permitiu uma participação extremamente harmoniosa no evento. Diferente de uma palestra onde há o momento de explanação e o período para esclarecimento de dúvidas, toda a minha fala foi conduzida por perguntas feitas pelos estudantes à medida que eu tratava dos benefícios e dos desafios de trabalhar internacionalmente.

A quarta questão veio de uma moça muito gentil. Com um sorriso no rosto ela perguntou qual era a principal dica para o sucesso das relações exteriores. Imediatamente eu disse que “O segredo começa com R.”. Seja qual for o idioma, geografia, sistema político e religião evidenciei que o RESPEITO não escolhe continente. A ausência desse atributo foi e continua sendo responsável por inúmeros transtornos ao redor do planeta. Deixei claro que essa atitude começa dentro de casa e reflete diretamente no cotidiano profissional. O RESPEITO se encaixa em toda e qualquer situação.

É possível que você esteja pensando: “Hoje o Diego está tratando de algo que não é novidade para ninguém.” Sim, se esse foi o seu raciocínio, parabéns! Está totalmente correto. Meu alerta não é sobre o significado dessa palavra, mas sobre a prática. Vivemos em uma sociedade onde ser educado é uma virtude. Isso não é normal. Educação é item básico e a partir do momento que é considerada um diferencial significa que algo está errado.

Após um bom momento relatando experiências sobre a internacionalização e o relacionamento com diferentes povos, enfatizei que o combate ao individualismo é um dos grandes desafios da atualidade. O pensar em si e esquecer-se do outro já explica o motivo de tantas empresas enfrentarem problemas internos e de alguns grupos ainda perderem oportunidades de intercâmbio cultural, empresarial e social. Após quase sessenta minutos com aqueles estudantes percebi que numa era em que a internet redefiniu o significado de distância, precisamos abrir os olhos para as atitudes que transformam.

Encerro pedindo que reflita comigo. O exercício do RESPEITO começa com aqueles que moram debaixo do mesmo teto que você, se expande para as relações de trabalho, estudos, fila do banco, da casa lotérica e até na igreja. Da próxima vez que alguém te perguntar se há um caminho para o sucesso diga que “O segredo começa com R.”.

 


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