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A falsidade mata; entenda o motivo

Por Diego Nascimento

O fato de eu estudar e ensinar sobre Marketing Pessoal faz com que eu cumpra uma nobre missão: mostrar às pessoas os malefícios de uma palavra corrosiva e mortal: a falsidade. Lamentavelmente esse tipo de atitude está presente em culturas e idades diversas, além de ser diretamente conectada à mentira. Seja na vida pessoal ou profissional a falsidade tem sido responsável pelo apodrecimento de grandes oportunidades.

Meus estudos sobre as relações humanas ultrapassam uma década. Por meio da literatura científica e observação adquiri algumas habilidades importantes para um simples diálogo dentro de casa ou para o ensino de uma matéria na universidade. A cultura da “mentirinha sadia” é velha e pode abrir margem para outras práticas nojentas e vergonhosas. Isso envolve desde uma saudação artificial (aquela que é feita quando não há como escapar de ver a pessoa A ou B) ou a aprovação superficial de costumes errados simplesmente para uma “aceitação no grupo. ”

O Dr. Paul Ekman, um dos pioneiros no estudo científico da Psicologia da Emoção, realizou uma bateria de testes para apontar as reações da falta de sinceridade no cotidiano humano. Há quem viva de máscaras para única e exclusivamente buscar benefícios próprios. O perigo é que isso não funciona com todas as pessoas e quando o descrédito surge, a falsidade age como um veneno social.  Nas palavras do próprio Ekman “A frequência de nossos episódios emocionais é outra característica crucial para o entendimento de nosso perfil individual. ” Resumindo: temos controle sobre quando e como agir e não agir.

Por mais que essa situação seja delicada eu defendo o uso da sinceridade em tudo. Compreendo perfeitamente que há muita gente ressentida por aí, mas a falta de sinceridade pode criar armadilhas dolorosas. A situação está insustentável? Crie coragem e dialogue para resolver o problema; jamais tape o sol com a peneira. Mais cedo ou mais tarde suas emoções poderão te trair e o perdão, por exemplo, se tornará algo cada vez mais distante (se for esse o caso).

Confesso que hoje tenho um amadurecimento muito maior na leitura das expressões corporais e verbais no trabalho, na família e até em discursos televisivos. Será que você, leitor desse texto, já foi alvo de minhas observações em diálogos face a face? Bem provável que sim. Opto por ligar meu “detector de mentiras/falsidade” quando é realmente necessário. Por outro lado, digo que essa habilidade pode funcionar em até 80% dos casos para quem realmente é comprometido com esse estudo. O que for fora disso pode levar o “observador” ao julgamento e isso não é nem um pouco sadio.

Costumo dizer que a falsidade é amarga e a sinceridade é doce. A Bíblia Sagrada registra em Provérbios 24:26 o seguinte versículo: “A resposta sincera é como beijo nos lábios. ” O mesmo livro mostra que não vale a pena crescer na vida por meio dessa prática tão medíocre: “É melhor ter pouco com retidão do que muito com injustiça. “ Provérbios 16:8.

A falsidade, que eu tanto repudio, mata amizades antigas, oportunidades de negócio e a capacidade de enxergarmos o mundo como ele é. O fato de eu ter condições de detectar essa característica nas outras pessoas (consigo ler um sorriso mecânico, um olhar vazio e ouras reações inimagináveis) me obriga a ser um soldado com sede de fazer a diferença. Quer se juntar ao time de defesa? Conto com você!


Entenda porque eu, Diego Nascimento, sou contra a Paralisação Nacional de 28/04

(Pensei nisso dirigindo de volta para casa em Lavras – MG):

1) O Brasil de hoje é completamente diferente do país de 40 anos atrás, quando ocorreu o primeiro evento do tipo. O número de habitantes aumentou e o perfil populacional é outro;

2) Infelizmente o texto-base para a Reforma Trabalhista já foi aprovado. Uma mobilização popular, que aparentemente não mais incomoda o escalão legislativo, traria talvez pequenas mudanças ou um breve adiamento do inevitável;

3) Sou de um município com diversas entidades públicas. As greves que testemunhei desde a minha infância trouxeram resultados mínimos;

4) Se engana quem pensa que os deputados da “esquerda” são os heróis por terem votado contra a proposta. Em algum momento alguns deles já agiram ou tomarão alguma decisão contrária aos seus interesses (de você que lê esse texto agora);

5) Apenas uma repaginação política voltaria a colocar o Brasil nos trilhos, se é que esteve “na linha” em algum momento. Desde o “Diretas Já” ninguém fez a diferença em favor da nação (exceto por interesses populistas) ou assumiu de forma digna e sincera a cadeira do presidencialismo;

6) Na famosa Era da Informação a ignorância se alastra. A futilidade tem se espalhado entre os formadores de opinião e votantes do futuro. Em um país onde há pessoas que mal sabem a data de celebração do Dia do Livro não se espante se houver notícias de que a violência tomou lugar do bom senso.

Importante: se você está lendo essa mensagem agora é por que faz parte do meu rol de amigos no Facebook e valorizo isso. Não se acanhe caso sua opinião seja contrária. Afinal de contas vivemos em um país regido pela democracia e respeito (será?) e considero o diálogo fundamental para um futuro melhor.


Conta-gotas da corrupção

Por Diego Nascimento

Desde que iniciei a produção de artigos sobre Ética Profissional, tive um “pressentimento” de que “bombas” poderiam explodir. Longe de dar qualquer lição de moral, sempre busco trazer experiências pessoais para mostrar que a honestidade vale a pena. Atitudes individuais ou de grupo passam pelo processo da escolha e, mesmo sabendo das consequências, há os que preferem atalhos perigosos e traumáticos.

Se engana quem pensa que a corrupção esteja atrelada a grandes somas de dinheiro ou a negociações profundas. Com muito pesar digo que esse tipo de ocorrência começa dentro da casa de muita gente. Burlar o pagamento de serviços que são tarifados, ocupar um espaço de garagem que não te pertence, “furar” a fila, estacionar o carro em vagas destinadas aos idosos (quando você está longe da terceira idade), cometer plágio e praticar a tão famosa ‘mentirinha’ são alguns dos pontos que enchem uma lista imensa e que oferecem porta aberta ao péssimo hábito apelidado de “jeitinho brasileiro.” São aparentes besteiras que dão o pontapé para a corrupção, não importa a escala ou a classe social.

Recentemente encontrei com um amigo e a sede por “crescer na empresa” era visível. Meu conselho foi firme e direto: “Jamais abra mão de seus valores familiares e da honestidade para alçar voos mais altos. Melhor uma decolagem segura do que uma queda iminente e fatal. ” O fator corrupção é antigo, a exemplo do que é citado no livro Culture Matters (A Cultura Importa) escrito por Lawrence E. Harrison e Samuel P. Huntington em 2000, ambos professores da Universidade de Harvard. Em um dos capítulos encontramos um relato que mostra a relação de fatores culturais a essa prática triste e decepcionante. Estudos complementares também mostram que a honestidade permite a criação de valores sustentáveis entre empresas e pessoas e que há caminhos para lutarmos contra essa prática nociva que é a corrupção.

Integridade não faz mal a ninguém. Tente imaginar quantas discussões não teriam ocorrido se a verdade absoluta e o bom senso fossem características comuns dentro e fora do ambiente de trabalho. Sei que o mundo feliz, onde todos sorriem e cantam alegres e saltitantes é uma utopia, mas podemos fazer nossa parte para que o cotidiano da geração atual seja diferente e digno de ser copiado. Independentemente de sua idade, profissão, tempo de empresa ou endereço residencial sugiro a prática de uma recomendação bíblica, registrada há quase dois mil anos: “Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membro de um mesmo corpo. ” Livro Efésios, capítulo 4, verso 25.

A corrupção começa devagar e quase inofensiva e, como eu disse no início do texto, com ações “insignificantes” dentro de casa. Corra dela.

Saudações empreendedoras!


O jovem chefe

Por Diego Nascimento

Meu histórico profissional é repleto de capítulos que renderiam artigos e mais artigos sobre a conduta no trabalho. É fácil recordar alguns episódios onde o domínio próprio e a mansidão foram atitudes marcantes em cenários tempestuosos. Dos 21 aos 23 anos de idade recebi duas promoções no emprego: na primeira fui nomeado coordenador de um importante departamento e, na segunda, assumi a gerência geral. Aparentemente algo simples se não fosse o curto intervalo e, também, minha faixa etária.

Talvez você esteja pensando que essa situação é atípica, mas não é. A chegada de líderes cada vez mais jovens ao mercado de trabalho é uma tendência em escala global e que pode bater à nossa porta quando menos imaginarmos. No meu caso havia pessoas com o dobro da minha idade e confesso que não foi uma tarefa simples. Por outro lado, posso dizer que a harmonia era uma característica comum na minha gestão e atribuo esse resultado ao trabalho em equipe e aos valores de vida que aprendi ao longo da infância e da mocidade.

Há quem diga que a liderança jovem traz mais energia às atividades; do lado oposto existe o grupo que defende uma administração mais experiente e atribui essa característica a idade. Não estou aqui para discutir sobre quem deve ganhar a queda de braço mas saiba que nem sempre o empreendedorismo e a sabedoria estão atrelados à data de nascimento. É aqui que entra a famosa Gestão Participativa, que permite o envolvimento dos colegas de trabalho nas tomadas de decisão. Diante disso quero registrar cinco dicas para quem lidera e para os que são liderados:

  • Ações autoritárias e centralizadoras fragilizam sua interação com a equipe. Sendo um líder jovem ou mais experiente mostre sua disponibilidade em ouvir os outros;
  • O que aprendemos no ambiente acadêmico serve de direção para o cotidiano profissional, mas nem sempre a solução dos problemas estará nas páginas dos livros ou artigos acadêmicos;
  • A posição de líder e liderado pode se inverter a qualquer momento. Esteja pronto a assumir ambas;
  • Henry Ford, aos 33 anos, teve seu primeiro modelo de automóvel aprovado. Senor Abravanel, o Sílvio Santos, ainda é um grande exemplo de persistência aos 85 anos de idade;
  • O respeito é capaz de romper barreiras. Seja de qual lado estiver (liderando ou sob liderança) entenda que há limites.

Se estamos no mercado de trabalho é por uma causa nobre e não tenho dúvidas disso. Existimos para servir ao próximo (pelo menos deveria ser assim). Encerrarei meu artigo com a fala do maior líder de todos os tempos: Cristo. Busco seguir o exemplo Dele, afinal, toda ação gera uma reação. Jesus os chamou e disse: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” – Mateus 20, 25 a 28.


Saiba o que o WhatsApp fez comigo

Por Diego Nascimento

Liberdade! Essa é a palavra que resume os 30 dias que decidi ficar afastado do WhatsApp, um dos mais famosos aplicativos de comunicação nos dias de hoje. Talvez você tenha franzido a testa ao ler a abertura desse artigo. Isso porque a declaração parte de um profissional que trabalha com mensagens, textos e que também faz da interação um instrumento de trabalho. Optei por ser a cobaia nesse experimento que gerou muita polêmica. Continue comigo e mergulhe em minhas observações.

Tenho diversos contatos em meu smartphone e sem sombra de dúvidas essa lista imensa reflete no WhatsApp. De minuto a minuto recebo alertas que tratam da chegada de uma pergunta, aviso, links, áudios ou vídeos. Por outro lado, conheço pessoas e empresas que fazem do aplicativo um canal de atendimento ao consumidor. Em uma era onde a instantaneidade virou uma rotina, nada melhor do que uma ferramenta que envie mensagens em tempo real e de forma gratuita. No meu caso, utilizo o App* para atender a determinados grupos de conversação e compartilhar links com os textos que produzo. Mas o simples fato de desconectar minha mente dessa maravilha da tecnologia nas últimas semanas fez com que eu vivenciasse algumas experiências e faço questão de listar cada uma delas para refletirmos juntos. Se prepare:

  • Dores de cabeça e postura: a incidência de dores de cabeça que surgiam de forma repentina chegou a quase zero. Incômodos na base do pescoço também diminuíram. Sempre apareciam quando eu ficava um longo período “olhando para baixo” para responder a todas as demandas que chegavam no WhatsApp;
  • Gerenciamento do tempo: consegui organizar a leitura de capítulos de livro, produção de textos, projetos e itens do cotidiano;
  • Acolhimento: sem a “responsabilidade” de ficar grudado ao celular para atender aos chamados eu pude oferecer mais tempo de diálogo face a face para minha família e amigos;
  • Planejamento: em função do tempo melhor aproveitado eu pude planejar minhas atividades diárias com muito mais cuidado e sem a tão agonia de correr com as anotações para mergulhar no aplicativo.

Em nenhuma hipótese estou fazendo campanha para abandonarmos a ferramenta. Para se ter uma ideia retornei ao uso agora pouco e já estou usufruindo dos benefícios dessa tão revolucionária forma de comunicação. Minha experiência aconteceu para mostrar que não podemos resumir nossa vida à tela de um smartphone, tablet ou computador. Nessa jornada de 30 dias off-line avaliei meu afastamento do WhatsApp mas poderia ser com qualquer outro software disponibilizado por empresas concorrentes. Prova disso é quando a justiça faz o bloqueio do aplicativo: em questões de segundos uma migração gigante acontece para outros serviços similares. Avalio esse evento à um resultado da era pós-moderna e, se observarmos com o devido cuidado, temos inventado coisas para ganharmos tempo, mas, na verdade, estamos ficando sem esse precioso recurso a cada dia. Garanto que você em algum momento disse que 24 horas não são suficientes para fazer tudo o que precisa. Por isso te pergunto: uma análise estratégica de seus compromissos mostrará um acúmulo de tarefas (sei que isso é realidade para alguns) ou o mal-uso do tempo?

Formulei uma polêmica opinião sobre o século 21: temos o privilégio de testemunhar e acessar as facilidades da tecnologia, mas não temos a devida maturidade para lidar com tanta inovação. A surpresa é tamanha que valorizamos a máquina e esquecemos do ser humano, não importa a idade. Meu alerta não é contra a chegada da informatização e sim quanto a maneira como recebemos e vivemos com elas. É uma questão de prioridade. Se você faz uso dessa “nova onda” para o trabalho, parabéns! Use e abuse daquilo que pode minimizar seus custos e ampliar a captação de clientes, mas recomendo que coloque um horário para viver a vida. Se você está no grupo dos que ficam diariamente plugados, perdendo tempo lendo, assistindo e ouvindo coisas que banalizam até mesmo os valores familiares, cuidado. Conheço clínicas que além de receberem viciados em narcóticos cuidam de dependentes da web e isso inclui o uso mais do que anormal de ferramentas vinculadas a internet. Uma rápida busca no Google exibirá matérias jornalísticas que tratam do tema em todos os continentes, sem exceção.

Jamais escondi minha admiração pelos ensinamentos bíblicos. Cerca de três mil anos atrás o grande Rei Salomão, inspirado por Deus, registrou que há o tempo certo para tudo. Esse famoso trecho está no livro de Eclesiastes, capítulo 3, versos de 1 a 8. É uma mensagem tão apropriada que fiz uso dela em outros textos.  Recomendo a releitura, reflexão e prática.

Quer ser uma pessoa que faz a diferença na vida dos outros? Entenda que há um mundo de oportunidades que extrapolam a distância entre seus olhos e a tela do celular. Tudo em excesso faz mal. Pense nisso!

Glossário:

App*: sigla para a palavra Aplicativo.


Dupla cidadania

Por Diego Nascimento

A história da minha família é cercada de muitas aventuras e uma delas envolve a imigração da Europa para o Brasil de um dos meus antepassados. Por causa dessa saga eu, alguns primos e tios poderemos ter uma dupla cidadania. Antes de chegarmos ao Consulado foi necessária a reunião de documentos que revelaram capítulos dignos de um filme. Interessante saber como ações de hoje podem, literalmente, influenciar episódios do amanhã. É sobre isso que quero falar.

Apesar da pouca idade estou próximo de duas décadas de vida profissional e possuo diversas lembranças de líderes e colegas de trabalho que tive e tenho. Essa jornada reforça cada vez mais uma frase de extremo impacto: as pessoas vão e as instituições ficam. Diante disso pergunto: o que você e eu temos feito para que as recordações a nosso respeito sejam marcantes, a ponto de podermos oferecer o mínimo de referência possível? Você tem duas opções: perceber que a resposta a essa pergunta é uma besteira e abandonar a leitura desse texto ou prosseguir comigo para entender a importância de um legado.

Não há dúvidas de que a Bíblia Sagrada ofereça grandes ensinamentos de liderança e faço questão de aproveitar todos. Certa vez o apóstolo Paulo decidiu escrever uma carta para algumas pessoas que se candidataram a assumir cargos. Em um dos trechos da epístola, precisamente em I Timóteo, capítulo 3, verso 7, foi registrado um dos requisitos para quem almejava o serviço:“Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito.” Fantástico saber que essa recomendação foi dita dois milênios atrás.

No começo do texto falei sobre família; uma verdadeira fábrica de legados. Muito além da condição da dupla nacionalidade eu recebi algo sem preço: exemplos de determinação, bom testemunho, mansidão e domino próprio. Itens que jamais encontraremos em gondolas de supermercado pois são passados de pai para filho. Talvez você jamais seja capa de revista. Talvez não receba uma estrela na calçada da fama de Hollywood. Não ligue para isso. Se sua herança aos que estão à sua volta for silenciosa, mas capaz de influenciar positivamente as pessoas, parabéns! É disso que estou falando. Seu nome vale muito e, por meio dele, muita coisa pode acontecer. Encarecidamente peço: não desperdice tempo em fazer o bem.


Um sentimento medíocre

Por Diego Nascimento

Dominar o inglês como segundo idioma tem permitido que eu dialogue com profissionais de vários países. Em meio a essa diversidade cultural descobri que há um sentimento comum nesse mundo pós-moderno e que preocupa meus colegas de trabalho, independente da nacionalidade ou posição geográfica: a inveja. Essa característica é mais comum do que se pensa. Ao passo que deveríamos ter mais maturidade nas falas e atitudes, parecemos estar caminhando rumo ao abismo da perdição. E você não precisa ir longe para atestar isso, posso garantir.

Mediocridade: essa é a palavra que uso para caracterizar os que fazem da inveja uma aliada diária. Essa característica corrói a alma, machuca o corpo. Celebra desavenças e constrói os mais sórdidos cenários no trabalho e até dentro de casa. Fico imaginando quem alimenta esse sentimento: passa a vida correndo atrás do vento e nunca está satisfeito com nada. A boa notícia é que existe cura para esse mal que atravessa eras na história humana e que tem espaço garantido em lugares inimagináveis.

A inveja é acompanhada do orgulho; aquela sensação de soberania que lamentavelmente alguns profissionais têm. O grande livro de Provérbios, que não canso de dizer que é parte da base fiel e sagrada de ensinamentos para o relacionamento humano, registra no capítulo 14, verso 23, um profundo alerta: “O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos. ” Como eu disse, a saúde emocional é capaz de apontar caminhos para o sucesso ou para o fracasso. A cura para os “profissionalmente doentes” está na humildade, na mansidão e na busca pela referência em quem deu a maior prova de amor ao próximo.

Você conhece alguém com esses sintomas? Embora eu saiba a sua resposta sugiro que aja com misericórdia em casos assim. Mas saiba que ninguém é inocente a ponto de ser praticante ocasional desse sentimento que tem destruído carreiras e até famílias. Se houver abertura, dialogue. Do contrário, apenas observe. A cada dia que passa o mercado de trabalho se fecha para gente que gosta de ser medíocre. 


Vou contar só para você

Por Diego Nascimento

Tenho o hábito de dizer que a palavra Comunicação está em minha sequência de DNA. Nos últimos quinze anos tenho estudado vários segmentos dessa ciência tão vasta. Um deles trata da interação com os clientes por meio do e-mail. Um correio eletrônico bem produzido é capaz de oferecer oportunidades inimagináveis. Pensando nisso oferecerei cinco dicas para que o sucesso seja uma característica marcante quando fizer uso dessa ferramenta.

O que vem antes do @: sempre recebo currículos com apelidos antes do @. Não faça isso. Palavras pejorativas ou sem seriedade empobrecem a sua imagem e fogem das boas práticas do Marketing Pessoal. Sugiro que use seu nome e sobrenome e, no caso de empresas, uma sequência curta e fácil de guardar na mente;

Título: seja objetivo. Dependendo do que inserir no campo “Assunto” sua mensagem será prioridade ou “algo pra depois. ” ;

Ortografia/Gramática: sempre correta. Não importa se o destinatário é seu irmão ou seu patrão. Lembre que a leitura é o único exercício para aperfeiçoar sua escrita;

Assinatura: coloque seu nome completo, endereço de e-mail e telefone (de preferência que funcione). No mundo corporativo a facilidade de retorno é mais do que necessária para o “fechamento” de negócios;

E agora por último, mas não menos importante:

Feedback: responda aos seus e-mails. Que seja um “confirmado, recebi…” não mate o remetente de angústia para saber se a mensagem chegou corretamente. O tráfego de informações na rede é muito alto e, acredite, congestionamentos e desvios de rota podem acontecer. Além do mais a resposta ao e-mail é um exemplo claro de respeito mesmo que resulte em um diálogo face a face.

Faça a diferença! Esteja atento aos pequenos detalhes!


Não fez mais do que a sua obrigação

Por Diego Nascimento

Ao longo de minha vida tenho exercido a prática do agradecimento. Tudo bem: sei que essa é uma regra básica do cotidiano para o bom relacionamento interpessoal. Pelo menos na teoria. Conheço gente que é afiliada ao grupo que diz “não fez mais do que a sua obrigação. ” Eu repudio esse tipo de pensamento. Seja na linha da gentileza ou parte da agenda diária de atividades no trabalho, um “Muito obrigado” é a ponte para o senso de acolhimento tão necessário na era pós-moderna.

Contarei de duas experiências: uma antiga e outra recente. A primeira trata de uma tarde de diálogos que tive com o ex-goleiro Taffarel. Isso mesmo. Taffarel foi aquele atleta que defendeu os pênaltis na Copa do Mundo de 1994 e fez parte do elenco tetracampeão no futebol de campo. Recordo, como se fosse ontem, a atitude de companheirismo e liderança exercida por ele. Isso foi fundamental para o trabalho em equipe que resultou em mais um título para o Brasil. Anos mais tarde, em certo momento de nossa conversa, expressei o meu “Muito obrigado” ao homem que viu de perto o jogador italiano Roberto Baggio errar um chute histórico e que poderia redefinir a coleção de estrelas no lado esquerdo da camisa da Seleção Brasileira de Futebol.

A segunda experiência envolve algo inédito. Aos sete anos de idade sofri uma queda no intervalo das aulas. Como toda criança eu gostava de correr pelo pátio. Mas nesse dia choquei o joelho esquerdo violentamente contra o chão e instantaneamente lágrimas e muita dor decidiram fazer companhia à minha pessoa. Com total instinto materno uma das funcionárias da cantina me conduziu para um local mais calmo e, com métodos caseiros, preparou um refrescante líquido que contribuiu significativamente para minha calmaria e cura. Essa cena ficou marcada em minha mente. Mudei de escola e nunca mais vi aquela senhora. Vinte e três anos mais tarde, ao caminhar pela rua em minha cidade, reconheci um rosto no ponto de ônibus. Com a idade avançada a funcionária da cantina estava aguardando a condução para retornar ao lar. Não pensei duas vezes: fui até ela e disse: “Certamente a senhora não se recorda de quem sou. Duas décadas atrás sua atitude trouxe paz ao coração de um garotinho que chorava copiosamente depois de um tombo na escola. O menino cresceu e está agora conversando contigo para dizer o mais sincero “Muito obrigado. ” Foi uma cena emocionante.

Se no mercado de trabalho a gentileza sincera pode se tornar um diferencial, o que dizer da própria Bíblia que nos orienta a agradecer sempre? O livro de Tessalonicenses, capítulo 5, verso 18, inicia com um direto e profundo “Em tudo dai graças …”. Avalio que esse tipo de atitude esteja nas pessoas que fazem do bom senso um parceiro diário. Quer uma dica que vale a pena? Conscientize os que estão à sua volta sobre os benefícios do verbo agradecer. As recompensas serão inimagináveis. Pratique essa ideia!


O exemplo do cardume

Por Diego Nascimento

Recentemente fiz um trajeto de barco para conhecer uma área de mata fechada; a única forma de acesso era por meio de um rio largo e profundo. Além dos equipamentos de segurança disponíveis na embarcação havia um sonar que exibia com detalhes o movimento de qualquer coisa que estivesse submersa. Fiquei perplexo ao ver o elevado número de cardumes que se deslocava sob nós realizando uma série de cadências de nado sincronizado. Embora eu não estivesse praticando mergulho aquele equipamento ofereceu uma visão clara da quantidade de peixes que havia naquela região e, além disso, trouxe a confirmação de que até a natureza tem exemplos práticos do trabalho em equipe.

Sem sombra de dúvidas a biologia tem estudos que detalham os efeitos dos cardumes para a sobrevivência de determinadas comunidades marinhas. Trazendo esse cenário para o cotidiano profissional podemos refletir sobre qual é nosso papel no “cardume”. Será que nossa equipe caminha unida na busca de bons resultados para a empresa? Ou ainda há aqueles que insistem em se isolar dos esforços do grupo sob a desculpa do “eu trabalho sozinho?…” Imagine qual seria o resultado de certas batalhas históricas caso os pelotões optassem por atuar individualmente. O Brasil reuniria cinco títulos em Copas do Mundo se os jogadores estivessem cada um por si? Uma equipe médica teria êxito em uma complexa cirurgia caso não houvesse diálogo entre eles? Na sua casa há união ou uma disputa desnecessária que faz as pessoas “patinarem no gelo? ”

O trabalhador multifuncional tem grandes chances de progressão de carreira se observada uma série de características. Uma delas é a habilidade de compartilhar conhecimento, instruções e fazer da equipe o reflexo prático da sintonia. Nessa forma de análise quero sugerir o seguinte:

  • Ouça. Aprender a ouvir é uma atitude básica para oferecer direcionamento;
  • Fale. Compartilhe seu conhecimento tendo a humildade como balança para cada palavra emitida;
  • Sinta. Temos sentimentos e precisamos ter tato para lidar com o próximo;
  • Reveja seu potencial. Você tem muito a oferecer e uma avaliação sincera pode revelar habilidades que jamais imaginou.

Jesus é outro grande exemplo de liderança pautada na equipe: seu grupo realizou um trabalho tão extraordinário que mesmo após dois mil anos temos muito a aprender com os discípulos de Cristo. O livro de Lucas, capítulo 6, versos de 12 a 16 traz informações sobre como ELE os chamou.

Que esse seja um ano onde o individualismo configure algo do passado e que o trabalho em equipe esteja cada vez mais presente e visível em nossas vidas. Contamos com você nessa jornada.


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