:::: MENU ::::

Onde mora o perigo?

Por Diego Nascimento

Com frequência sou convidado a assistir palestras e demonstrações diversas. Nesse universo percebo como as pessoas cometem equívocos desnecessários a começar pela vestimenta, postura corporal, tom de voz, concordância gramatical e, por fim, os slides que são projetados para vislumbre da audiência. É aqui que mora o perigo.

Uma apresentação preparada no tradicional Power Point ou qualquer outro recurso é apenas um suporte. Jamais deposite sua confiança nas cores, animações ou outra ferramenta oferecida pelo software. Seja no ambiente acadêmico ou no trabalho saiba que detalhes fazem a diferença. Compartilharei a seguir dicas rápidas e úteis para você:

  1. Textos longos são para livros, cartas e manuais. Slides/lâminas foram feitos para textos/imagens objetivas;
  2. Cuidado com o escândalo visual. Cores em excesso tiram o foco do espectador; o inverso também;
  3. Ao digitar as informações opte por fontes sem serifa. Ex.: Arial, Calibri, Tahoma, etc.;
  4. Faça a revisão ortográfica de todo o conteúdo;
  5. Mantenha o foco em seu discurso verbal. A leitura contínua do slide demonstra despreparo e desmotiva o ouvinte;
  6. Sintetize o número de slides/lâminas de acordo com o tempo de apresentação. O equilíbrio entre exibição e a fala cria mais interação com o público;
  7. Domine o assunto que for falar. A primeira impressão é fundamental para o seu futuro;
  8. Subestimar o público é coisa para amadores. Surpreenda!;
  9. Treine, treine e treine. Tentativas estão ligadas aos bons resultados.

A Oratória é uma das minhas especialidades e as técnicas de apresentação profissional/acadêmica contemplam a grade curricular dos treinamentos que ofereço. Tenho um dever moral em compartilhar o que tenho observado ao longo de minha carreira e sugiro que você faça o mesmo. O trabalho em equipe é capaz de mudar vidas. 


O impostor

Por Diego Nascimento

Enquanto você inicia a leitura desse artigo existe alguém por aí fingindo ser o que não é. A começar pelo currículo o mercado de trabalho está cheio de gente boa em fazer promessas, mas péssimas em cumprir o divulgado ou o acordado. Essa configuração está presente nas áreas emocional, social, religiosa, acadêmica e profissional. O assunto é amplo e, por isso, manteremos nosso foco em Carreira.

Frédéric Bourdin é um francês conhecido pela mídia como “O Camaleão.” Ficou famoso após ter assumido a identidade de um garoto texano desaparecido na década de 1990 e, por um tempo considerável, conseguir enganar os familiares, amigos e vizinhos do jovem. Um investigador local suspeitou da história e resolveu pesquisar o caso. Meses após o “miraculoso” reaparecimento a verdade veio à tona e Frédéric foi preso acusado de fraude no passaporte e perjúrio. Ficou seis anos preso até ser deportado para a França. Já a família enganada continua a aguardar por informações do filho que saiu para brincar e nunca mais foi visto.

Utilizei esse caso verídico para alertar sobre impostores da vida profissional. São pessoas insinceras consigo mesmas e que não cumprem o mínimo que é exigido no cargo em que assumiram. Optam por enganar os colegas de trabalho, clientes e a empresa de forma geral ao justificar a falta de pró-atividade e compromisso nas tarefas diárias por meio de mentiras arquitetadas meticulosamente. No vocabulário informal são chamados de “enroladores”. A boa notícia nisso tudo é que a profissionalização da gestão empresarial nas instituições, não importa o tamanho ou a natureza (pública, privada ou terceiro setor), tem facilitado a identificação desses elementos ainda no Processo Seletivo. Mas não confunda o assunto de hoje com o efeito Dunning-Kruger que trata de pessoas com pouco conhecimento sobre alguma área ou assunto e se julgam superiores aos outros. Esse será um tema para outro artigo.

Recentemente ministrei uma palestra sobre Ética Empresarial para associados do Rotary Club International, e pude compartilhar uma receita básica de postura para o Profissional do Futuro baseada em cinco itens: Referência, Controle Emocional, Pontualidade, Assiduidade e Responsabilidade Social. Ao longo de minha fala exemplifiquei de forma prática o que faço para somar com os que estão ao meu redor, principalmente na família e no trabalho.

A observação é uma ferramenta básica para avaliar a ação dos “impostores profissionais”. Eles contribuem consideravelmente para a baixa em resultados do mês e no posicionamento ou reposicionamento de um produto ou prestação de serviços.  São aqueles que apenas fazem o registro do ponto no início do expediente e fingem trabalhar ansiosos pela hora de ir embora. Não se engane pensando que isso acontece apenas em determinadas funções, pelo contrário, cargos de liderança também são “premiados” com gente assim.

Termino com uma recomendação direta: faça o melhor independente de onde e como; é uma questão de honra. Um trecho bíblico enfatiza essa missão por meio do livro de Eclesiastes, capítulo 9, verso 10: “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força,”.  Sigamos em frente e trabalhemos com força e garra!


Esqueça o medo de altura

Por diversas vezes conversei com pessoas que alegavam ter medo de altura. Evitavam chegar perto de sacadas, janelas e qualquer ambiente que as tirasse da proximidade do chão e que oferecesse risco de queda. Ainda recordo a primeira vez que, no aeroclube, participei de um exercício de estol ou, como se diz no Brasil, perda. Tudo se baseia em decolar o avião, chegar à uma altitude segura para a manobra e, segundos depois, sentir a aeronave mergulhar em direção ao solo. Nem preciso dizer que a adrenalina disparou a números inimagináveis, mas como pode perceber tudo ocorreu dentro dos padrões de segurança (estou vivo e inteiro para escrever o artigo de hoje – risos).

Na vida profissional o medo de altura traz sérios problemas. É por causa dele que muitos deixam de “subir na vida” e optam por ficar onde estão, sem qualquer desejo de aprender mais e contribuir com os outros. Afirmo e reafirmo: há um horizonte além do que está à sua frente. Aprendeu um segundo idioma? Corra atrás do terceiro. Aperfeiçoou suas habilidades na escrita? Faça um curso de oratória. Concluiu a graduação? Faça uma pós-graduação e assim por diante. Conheço gente que confunde estabilidade com acomodação e esse tipo de raciocínio é tóxico e capaz de “contaminar” outras pessoas.

O jornalista e escritor David Cohen no livro “Cultura de Excelência” comenta sobre uma pesquisa feita pela Drª Carol Dweck, professora da Universidade Stanford nos Estados Unidos. Dweck divide a mentalidade humana em dois grupos. No primeiro, intitulado mentalidade fixa, encontramos pessoas que acreditam ter um nível de crescimento constante e que seus talentos não mudam ao longo da vida. Já no segundo grupo, batizado de mentalidade de crescimento, reúne profissionais que creem na evolução da inteligência, que o cérebro pode ser moldado e que o talento é construído. Qual dos dois mais chama a minha atenção? O segundo, claro.

Mudar o mundo está muito mais ligado ao perfil empreendedor do cidadão do que com ideais políticos. A manobra de estol tão famosa no universo aeronáutico, exige um profundo conhecimento técnico do piloto e do co-piloto. Subir na vida também, mas muito mais do que a bagagem teórico-prática a humildade, a coragem e o trabalho de equipe são considerações básicas para qualquer pessoa, seja qual for o cargo ou a formação acadêmica.

Encerro compartilhando uma frase que criei recentemente e que pode tocar o seu coração: “O que é a tentativa? Uma palavra muito comum para aqueles que celebram os bons resultados. Não tenha medo!”

Saudações!


Carreira Galaxy

Qual a ligação entre a Lava Jato e a sua jornada profissional? A resposta é simples: não pode existir qualquer elo. Se engana quem pensa que estou tratando da possibilidade de ter seu nome envolvido nesse escândalo digno do adjetivo “nojento”. Ao fazermos uma análise profunda sobre todas as ocorrências que falam do tema, a palavra que melhor representa esse cenário é a desonestidade. O dicionário Houaiss traz alguns sinônimos de “doer a alma” para esse substantivo: falseamento da verdade; insinceridade, má-fé

Conhece a Carreira Galaxy, aquela onde se busca o sucesso além das estrelas? É o termo que criei para pessoas que, no mercado de trabalho, alcançam cargos de enorme representatividade e que por meio do livre-arbítrio, para o bem ou para o mal, impactam a vida de várias pessoas. O mais lamentável é que existem “profissionais” desonestos com os outros e consigo mesmos. Mas como isso é possível? Calma, vou explicar! Atitudes de autoritarismo, soberba, arrogância, individualismo e auto-suficiência para com líderes e liderados ou para quem tem o mesmo “poder” na hierarquia já exibem um indivíduo com pobreza de espírito, a ponto de mostrar de forma prática o “eu me basto”. Gente assim sofre por dentro e por fora oferecendo consequências drásticas a curto, médio e longo prazo.

A sensação de impunidade nem sempre envolve a corrupção monetária. A insinceridade presente no “ganhar a confiança” dos outros via uma aparente simpatia teatral é totalmente tóxica e abre margem para a fofoca, para o “jeitinho” e para um estilo desequilibrado de relacionamento humano. Não estou aqui para clamar por um mundo perfeito, afinal, em plena pós-modernidade as coisas parecem estar mais desalinhadas do que na Idade da Pedra. Mas podemos fazer a diferença numa fase em que saudar alguém com um BOM DIA verdadeiro é virtude!

Voltando a falar da Lava Jato: alguns personagens da Carreira Galaxy da política e do empreendedorismo nacional, que há pouco tempo atrás eram referências em Congressos, Simpósios e Mega Eventos no Brasil e no exterior passaram a ser peças-chave em um esquema que estremece toda uma nação. Do que adianta pegar atalhos para subir na vida, se o item mais precioso (SEU NOME) é jogado na lama? E pouco me importa se temos memória curta. O  que vale é a sinceridade consigo mesmo.

O Dr. Phil McGraw, autor de inúmeras publicações ligadas ao comportamento humano, registra em “O Código da Vida” uma frase digna de reflexão. Ele diz: “Ser uma vítima, no entanto, é diferente de ser uma agente de mudança.” Se pararmos para pensar tem muita gente se fazendo de vítima apenas para justificar a insinceridade e a má-fé. E lembre que isso não tem haver apenas com assaltos milionários, mas com a maneira como você se relaciona com seus colegas de departamento, não o importa o cargo que você ocupe. 

Ser humilde é entender que você não existe sozinho. É saber que o tão desafiador “Clima Organizacional” precisa de muito pouco para funcionar como se espera. É perceber que sucesso tem mais ligação com o exemplo que é dado do que com a quantidade de zeros na conta bancária. Pensemos nisso!


A falsidade mata; entenda o motivo

Por Diego Nascimento

O fato de eu estudar e ensinar sobre Marketing Pessoal faz com que eu cumpra uma nobre missão: mostrar às pessoas os malefícios de uma palavra corrosiva e mortal: a falsidade. Lamentavelmente esse tipo de atitude está presente em culturas e idades diversas, além de ser diretamente conectada à mentira. Seja na vida pessoal ou profissional a falsidade tem sido responsável pelo apodrecimento de grandes oportunidades.

Meus estudos sobre as relações humanas ultrapassam uma década. Por meio da literatura científica e observação adquiri algumas habilidades importantes para um simples diálogo dentro de casa ou para o ensino de uma matéria na universidade. A cultura da “mentirinha sadia” é velha e pode abrir margem para outras práticas nojentas e vergonhosas. Isso envolve desde uma saudação artificial (aquela que é feita quando não há como escapar de ver a pessoa A ou B) ou a aprovação superficial de costumes errados simplesmente para uma “aceitação no grupo. ”

O Dr. Paul Ekman, um dos pioneiros no estudo científico da Psicologia da Emoção, realizou uma bateria de testes para apontar as reações da falta de sinceridade no cotidiano humano. Há quem viva de máscaras para única e exclusivamente buscar benefícios próprios. O perigo é que isso não funciona com todas as pessoas e quando o descrédito surge, a falsidade age como um veneno social.  Nas palavras do próprio Ekman “A frequência de nossos episódios emocionais é outra característica crucial para o entendimento de nosso perfil individual. ” Resumindo: temos controle sobre quando e como agir e não agir.

Por mais que essa situação seja delicada eu defendo o uso da sinceridade em tudo. Compreendo perfeitamente que há muita gente ressentida por aí, mas a falta de sinceridade pode criar armadilhas dolorosas. A situação está insustentável? Crie coragem e dialogue para resolver o problema; jamais tape o sol com a peneira. Mais cedo ou mais tarde suas emoções poderão te trair e o perdão, por exemplo, se tornará algo cada vez mais distante (se for esse o caso).

Confesso que hoje tenho um amadurecimento muito maior na leitura das expressões corporais e verbais no trabalho, na família e até em discursos televisivos. Será que você, leitor desse texto, já foi alvo de minhas observações em diálogos face a face? Bem provável que sim. Opto por ligar meu “detector de mentiras/falsidade” quando é realmente necessário. Por outro lado, digo que essa habilidade pode funcionar em até 80% dos casos para quem realmente é comprometido com esse estudo. O que for fora disso pode levar o “observador” ao julgamento e isso não é nem um pouco sadio.

Costumo dizer que a falsidade é amarga e a sinceridade é doce. A Bíblia Sagrada registra em Provérbios 24:26 o seguinte versículo: “A resposta sincera é como beijo nos lábios. ” O mesmo livro mostra que não vale a pena crescer na vida por meio dessa prática tão medíocre: “É melhor ter pouco com retidão do que muito com injustiça. “ Provérbios 16:8.

A falsidade, que eu tanto repudio, mata amizades antigas, oportunidades de negócio e a capacidade de enxergarmos o mundo como ele é. O fato de eu ter condições de detectar essa característica nas outras pessoas (consigo ler um sorriso mecânico, um olhar vazio e ouras reações inimagináveis) me obriga a ser um soldado com sede de fazer a diferença. Quer se juntar ao time de defesa? Conto com você!


Entenda porque eu, Diego Nascimento, sou contra a Paralisação Nacional de 28/04

(Pensei nisso dirigindo de volta para casa em Lavras – MG):

1) O Brasil de hoje é completamente diferente do país de 40 anos atrás, quando ocorreu o primeiro evento do tipo. O número de habitantes aumentou e o perfil populacional é outro;

2) Infelizmente o texto-base para a Reforma Trabalhista já foi aprovado. Uma mobilização popular, que aparentemente não mais incomoda o escalão legislativo, traria talvez pequenas mudanças ou um breve adiamento do inevitável;

3) Sou de um município com diversas entidades públicas. As greves que testemunhei desde a minha infância trouxeram resultados mínimos;

4) Se engana quem pensa que os deputados da “esquerda” são os heróis por terem votado contra a proposta. Em algum momento alguns deles já agiram ou tomarão alguma decisão contrária aos seus interesses (de você que lê esse texto agora);

5) Apenas uma repaginação política voltaria a colocar o Brasil nos trilhos, se é que esteve “na linha” em algum momento. Desde o “Diretas Já” ninguém fez a diferença em favor da nação (exceto por interesses populistas) ou assumiu de forma digna e sincera a cadeira do presidencialismo;

6) Na famosa Era da Informação a ignorância se alastra. A futilidade tem se espalhado entre os formadores de opinião e votantes do futuro. Em um país onde há pessoas que mal sabem a data de celebração do Dia do Livro não se espante se houver notícias de que a violência tomou lugar do bom senso.

Importante: se você está lendo essa mensagem agora é por que faz parte do meu rol de amigos no Facebook e valorizo isso. Não se acanhe caso sua opinião seja contrária. Afinal de contas vivemos em um país regido pela democracia e respeito (será?) e considero o diálogo fundamental para um futuro melhor.


Conta-gotas da corrupção

Por Diego Nascimento

Desde que iniciei a produção de artigos sobre Ética Profissional, tive um “pressentimento” de que “bombas” poderiam explodir. Longe de dar qualquer lição de moral, sempre busco trazer experiências pessoais para mostrar que a honestidade vale a pena. Atitudes individuais ou de grupo passam pelo processo da escolha e, mesmo sabendo das consequências, há os que preferem atalhos perigosos e traumáticos.

Se engana quem pensa que a corrupção esteja atrelada a grandes somas de dinheiro ou a negociações profundas. Com muito pesar digo que esse tipo de ocorrência começa dentro da casa de muita gente. Burlar o pagamento de serviços que são tarifados, ocupar um espaço de garagem que não te pertence, “furar” a fila, estacionar o carro em vagas destinadas aos idosos (quando você está longe da terceira idade), cometer plágio e praticar a tão famosa ‘mentirinha’ são alguns dos pontos que enchem uma lista imensa e que oferecem porta aberta ao péssimo hábito apelidado de “jeitinho brasileiro.” São aparentes besteiras que dão o pontapé para a corrupção, não importa a escala ou a classe social.

Recentemente encontrei com um amigo e a sede por “crescer na empresa” era visível. Meu conselho foi firme e direto: “Jamais abra mão de seus valores familiares e da honestidade para alçar voos mais altos. Melhor uma decolagem segura do que uma queda iminente e fatal. ” O fator corrupção é antigo, a exemplo do que é citado no livro Culture Matters (A Cultura Importa) escrito por Lawrence E. Harrison e Samuel P. Huntington em 2000, ambos professores da Universidade de Harvard. Em um dos capítulos encontramos um relato que mostra a relação de fatores culturais a essa prática triste e decepcionante. Estudos complementares também mostram que a honestidade permite a criação de valores sustentáveis entre empresas e pessoas e que há caminhos para lutarmos contra essa prática nociva que é a corrupção.

Integridade não faz mal a ninguém. Tente imaginar quantas discussões não teriam ocorrido se a verdade absoluta e o bom senso fossem características comuns dentro e fora do ambiente de trabalho. Sei que o mundo feliz, onde todos sorriem e cantam alegres e saltitantes é uma utopia, mas podemos fazer nossa parte para que o cotidiano da geração atual seja diferente e digno de ser copiado. Independentemente de sua idade, profissão, tempo de empresa ou endereço residencial sugiro a prática de uma recomendação bíblica, registrada há quase dois mil anos: “Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membro de um mesmo corpo. ” Livro Efésios, capítulo 4, verso 25.

A corrupção começa devagar e quase inofensiva e, como eu disse no início do texto, com ações “insignificantes” dentro de casa. Corra dela.

Saudações empreendedoras!


O jovem chefe

Por Diego Nascimento

Meu histórico profissional é repleto de capítulos que renderiam artigos e mais artigos sobre a conduta no trabalho. É fácil recordar alguns episódios onde o domínio próprio e a mansidão foram atitudes marcantes em cenários tempestuosos. Dos 21 aos 23 anos de idade recebi duas promoções no emprego: na primeira fui nomeado coordenador de um importante departamento e, na segunda, assumi a gerência geral. Aparentemente algo simples se não fosse o curto intervalo e, também, minha faixa etária.

Talvez você esteja pensando que essa situação é atípica, mas não é. A chegada de líderes cada vez mais jovens ao mercado de trabalho é uma tendência em escala global e que pode bater à nossa porta quando menos imaginarmos. No meu caso havia pessoas com o dobro da minha idade e confesso que não foi uma tarefa simples. Por outro lado, posso dizer que a harmonia era uma característica comum na minha gestão e atribuo esse resultado ao trabalho em equipe e aos valores de vida que aprendi ao longo da infância e da mocidade.

Há quem diga que a liderança jovem traz mais energia às atividades; do lado oposto existe o grupo que defende uma administração mais experiente e atribui essa característica a idade. Não estou aqui para discutir sobre quem deve ganhar a queda de braço mas saiba que nem sempre o empreendedorismo e a sabedoria estão atrelados à data de nascimento. É aqui que entra a famosa Gestão Participativa, que permite o envolvimento dos colegas de trabalho nas tomadas de decisão. Diante disso quero registrar cinco dicas para quem lidera e para os que são liderados:

  • Ações autoritárias e centralizadoras fragilizam sua interação com a equipe. Sendo um líder jovem ou mais experiente mostre sua disponibilidade em ouvir os outros;
  • O que aprendemos no ambiente acadêmico serve de direção para o cotidiano profissional, mas nem sempre a solução dos problemas estará nas páginas dos livros ou artigos acadêmicos;
  • A posição de líder e liderado pode se inverter a qualquer momento. Esteja pronto a assumir ambas;
  • Henry Ford, aos 33 anos, teve seu primeiro modelo de automóvel aprovado. Senor Abravanel, o Sílvio Santos, ainda é um grande exemplo de persistência aos 85 anos de idade;
  • O respeito é capaz de romper barreiras. Seja de qual lado estiver (liderando ou sob liderança) entenda que há limites.

Se estamos no mercado de trabalho é por uma causa nobre e não tenho dúvidas disso. Existimos para servir ao próximo (pelo menos deveria ser assim). Encerrarei meu artigo com a fala do maior líder de todos os tempos: Cristo. Busco seguir o exemplo Dele, afinal, toda ação gera uma reação. Jesus os chamou e disse: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” – Mateus 20, 25 a 28.


Saiba o que o WhatsApp fez comigo

Por Diego Nascimento

Liberdade! Essa é a palavra que resume os 30 dias que decidi ficar afastado do WhatsApp, um dos mais famosos aplicativos de comunicação nos dias de hoje. Talvez você tenha franzido a testa ao ler a abertura desse artigo. Isso porque a declaração parte de um profissional que trabalha com mensagens, textos e que também faz da interação um instrumento de trabalho. Optei por ser a cobaia nesse experimento que gerou muita polêmica. Continue comigo e mergulhe em minhas observações.

Tenho diversos contatos em meu smartphone e sem sombra de dúvidas essa lista imensa reflete no WhatsApp. De minuto a minuto recebo alertas que tratam da chegada de uma pergunta, aviso, links, áudios ou vídeos. Por outro lado, conheço pessoas e empresas que fazem do aplicativo um canal de atendimento ao consumidor. Em uma era onde a instantaneidade virou uma rotina, nada melhor do que uma ferramenta que envie mensagens em tempo real e de forma gratuita. No meu caso, utilizo o App* para atender a determinados grupos de conversação e compartilhar links com os textos que produzo. Mas o simples fato de desconectar minha mente dessa maravilha da tecnologia nas últimas semanas fez com que eu vivenciasse algumas experiências e faço questão de listar cada uma delas para refletirmos juntos. Se prepare:

  • Dores de cabeça e postura: a incidência de dores de cabeça que surgiam de forma repentina chegou a quase zero. Incômodos na base do pescoço também diminuíram. Sempre apareciam quando eu ficava um longo período “olhando para baixo” para responder a todas as demandas que chegavam no WhatsApp;
  • Gerenciamento do tempo: consegui organizar a leitura de capítulos de livro, produção de textos, projetos e itens do cotidiano;
  • Acolhimento: sem a “responsabilidade” de ficar grudado ao celular para atender aos chamados eu pude oferecer mais tempo de diálogo face a face para minha família e amigos;
  • Planejamento: em função do tempo melhor aproveitado eu pude planejar minhas atividades diárias com muito mais cuidado e sem a tão agonia de correr com as anotações para mergulhar no aplicativo.

Em nenhuma hipótese estou fazendo campanha para abandonarmos a ferramenta. Para se ter uma ideia retornei ao uso agora pouco e já estou usufruindo dos benefícios dessa tão revolucionária forma de comunicação. Minha experiência aconteceu para mostrar que não podemos resumir nossa vida à tela de um smartphone, tablet ou computador. Nessa jornada de 30 dias off-line avaliei meu afastamento do WhatsApp mas poderia ser com qualquer outro software disponibilizado por empresas concorrentes. Prova disso é quando a justiça faz o bloqueio do aplicativo: em questões de segundos uma migração gigante acontece para outros serviços similares. Avalio esse evento à um resultado da era pós-moderna e, se observarmos com o devido cuidado, temos inventado coisas para ganharmos tempo, mas, na verdade, estamos ficando sem esse precioso recurso a cada dia. Garanto que você em algum momento disse que 24 horas não são suficientes para fazer tudo o que precisa. Por isso te pergunto: uma análise estratégica de seus compromissos mostrará um acúmulo de tarefas (sei que isso é realidade para alguns) ou o mal-uso do tempo?

Formulei uma polêmica opinião sobre o século 21: temos o privilégio de testemunhar e acessar as facilidades da tecnologia, mas não temos a devida maturidade para lidar com tanta inovação. A surpresa é tamanha que valorizamos a máquina e esquecemos do ser humano, não importa a idade. Meu alerta não é contra a chegada da informatização e sim quanto a maneira como recebemos e vivemos com elas. É uma questão de prioridade. Se você faz uso dessa “nova onda” para o trabalho, parabéns! Use e abuse daquilo que pode minimizar seus custos e ampliar a captação de clientes, mas recomendo que coloque um horário para viver a vida. Se você está no grupo dos que ficam diariamente plugados, perdendo tempo lendo, assistindo e ouvindo coisas que banalizam até mesmo os valores familiares, cuidado. Conheço clínicas que além de receberem viciados em narcóticos cuidam de dependentes da web e isso inclui o uso mais do que anormal de ferramentas vinculadas a internet. Uma rápida busca no Google exibirá matérias jornalísticas que tratam do tema em todos os continentes, sem exceção.

Jamais escondi minha admiração pelos ensinamentos bíblicos. Cerca de três mil anos atrás o grande Rei Salomão, inspirado por Deus, registrou que há o tempo certo para tudo. Esse famoso trecho está no livro de Eclesiastes, capítulo 3, versos de 1 a 8. É uma mensagem tão apropriada que fiz uso dela em outros textos.  Recomendo a releitura, reflexão e prática.

Quer ser uma pessoa que faz a diferença na vida dos outros? Entenda que há um mundo de oportunidades que extrapolam a distância entre seus olhos e a tela do celular. Tudo em excesso faz mal. Pense nisso!

Glossário:

App*: sigla para a palavra Aplicativo.


Dupla cidadania

Por Diego Nascimento

A história da minha família é cercada de muitas aventuras e uma delas envolve a imigração da Europa para o Brasil de um dos meus antepassados. Por causa dessa saga eu, alguns primos e tios poderemos ter uma dupla cidadania. Antes de chegarmos ao Consulado foi necessária a reunião de documentos que revelaram capítulos dignos de um filme. Interessante saber como ações de hoje podem, literalmente, influenciar episódios do amanhã. É sobre isso que quero falar.

Apesar da pouca idade estou próximo de duas décadas de vida profissional e possuo diversas lembranças de líderes e colegas de trabalho que tive e tenho. Essa jornada reforça cada vez mais uma frase de extremo impacto: as pessoas vão e as instituições ficam. Diante disso pergunto: o que você e eu temos feito para que as recordações a nosso respeito sejam marcantes, a ponto de podermos oferecer o mínimo de referência possível? Você tem duas opções: perceber que a resposta a essa pergunta é uma besteira e abandonar a leitura desse texto ou prosseguir comigo para entender a importância de um legado.

Não há dúvidas de que a Bíblia Sagrada ofereça grandes ensinamentos de liderança e faço questão de aproveitar todos. Certa vez o apóstolo Paulo decidiu escrever uma carta para algumas pessoas que se candidataram a assumir cargos. Em um dos trechos da epístola, precisamente em I Timóteo, capítulo 3, verso 7, foi registrado um dos requisitos para quem almejava o serviço:“Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito.” Fantástico saber que essa recomendação foi dita dois milênios atrás.

No começo do texto falei sobre família; uma verdadeira fábrica de legados. Muito além da condição da dupla nacionalidade eu recebi algo sem preço: exemplos de determinação, bom testemunho, mansidão e domino próprio. Itens que jamais encontraremos em gondolas de supermercado pois são passados de pai para filho. Talvez você jamais seja capa de revista. Talvez não receba uma estrela na calçada da fama de Hollywood. Não ligue para isso. Se sua herança aos que estão à sua volta for silenciosa, mas capaz de influenciar positivamente as pessoas, parabéns! É disso que estou falando. Seu nome vale muito e, por meio dele, muita coisa pode acontecer. Encarecidamente peço: não desperdice tempo em fazer o bem.


Páginas:1234567...21