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Ontem estagiário, hoje CEO

Por Diego Nascimento

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“Eu comecei na empresa como estagiário e mantive sempre um relacionamento amistoso e sincero com todos os colegas do escritório. Com o passar do tempo, assumi novos desafios dentro da corporação e, décadas mais tarde, fui convidado a ser o Chief Executive Officer (CEO). Eu não planejei nada disso.” Ouvi esse breve relato do comandante de uma das maiores multinacionais do planeta. Pautado em um discurso que esbanjava acolhimento e simplicidade, aquele homem natural do interior de Minas Gerais (sim, ele é brasileiro) está hoje inserido entre os grandes executivos de sua área. Detalhe: ele não se refugiou debaixo do diploma da universidade/faculdade A ou B para exigir respeito e nem da arrogância que muitos insistem em construir. Simplesmente buscou a qualificação, concentrou esforços e trabalhou.

Nem sempre conseguiremos realizar o que sonhamos, mas podemos chegar perto. Em outros casos que conheço (e não são poucos), a determinação trouxe resultados inimagináveis e profissionais até pouco tempo ofuscados com as rotinas diárias se tornaram líderes capazes de transformar vidas. Embora o personagem do primeiro parágrafo disse nunca ter imaginado alçar um voo tão alto, recomendo que o planejamento seja um companheiro diário. É por meio dele que traçaremos uma linha do tempo para iniciar um curso ali, remodelar a forma de trabalhar aqui e, o mais importante: policiar nossas atitudes para nos tornarmos pessoas melhores. (Risos…) consigo enxergar do outro lado da tela sua expressão facial pensativa e reflexiva. Mas e agora?

Quem já não teve a sensação de que está fazendo tudo errado? Recentemente um amigo meu disse que sempre saía desapontado de palestras com casos de sucesso. Aparentemente, os preletores alcançaram o êxito simplesmente “apertando um botão” de siga em frente. Concordo com ele. O grande erro das palestras motivacionais é não mostrar as quedas, as decepções e as gotas de suor derramadas por TODOS. Daí aquele sentimento de frustração que pode estar batendo à sua porta justamente agora. Sim: quero que continue a ler, ouvir e assistir a fatos inspiradores, mas mantenha os pés no chão. Há pedras pelo caminho e você também precisará se desviar delas.

Finalmente, sugiro que não jogue a toalha e mantenha o curso rumo ao “infinito e ao além.” Vivemos em um planeta com mais de sete bilhões de pessoas e não somos apenas “mais um.” Somos aqueles que podem mudar muita coisa e até salvar vidas. Reflita, estude, se organize, trabalhe, sonhe, trace objetivos e, sempre que puder, compartilhe os erros e os acertos. Muita gente agradecerá, pode apostar.


Cuidado: material tóxico

Por Diego Nascimento

Os moradores de Pripyat/Chernobil na Ucrânia e de Goiânia, no Brasil, sabem o real significado de uma alerta desses: “Cuidado – material tóxico.” Ambos os locais foram palco de desastres nucleares que ceifaram vidas e deixaram consequências traumáticas até os dias hoje. Mesmo após três décadas, muitos objetos que tiveram contato com substâncias radioativas permanecem isolados sob um forte esquema de segurança para evitar que o pesadelo reapareça.

Meus leitores sabem o quanto gosto de analogias. Nesse contexto, tomarei a liberdade de alertar você sobre algo perigoso: gente tóxica. Isso mesmo: gente tóxica. E não venha pensar que as pessoas ao seu redor estejam manipulando material contaminado (quem sabe? Risos…). Na verdade, a toxicidade da qual falo está ligada a duas atitudes deploráveis e que fazem mal em questão de segundos: a arrogância e a fofoca. Calma, explicarei de forma bem fácil.

A arrogância é uma doença que precisa ser tratada e que tem envenenado famílias e relações de amizade e de trabalho. A pessoa contaminada apresenta sintomas como “olhar destruidor”, soberba, tom de voz agressivo e a falsa percepção de que tem controle sobre tudo, inclusive sobre a vida dos outros. Os efeitos são tão nocivos que os poucos “amigos” que existem estão ali em virtude da pena ou do medo.

Já a fofoca se origina de pessoas e situações que nem imaginamos. A decepção é o primeiro item de uma lista de danos colaterais que trazem lágrimas, palavras desnecessárias e podem até provocar a morte. O tratamento é doloroso, mas é capaz de resgatar vidas e reunir corações estraçalhados pelo “o que o fulano me falou.” A pessoa adepta à essa atitude nefasta deixa de respeitar a si mesmo quando esquece de si, envolve na vida alheia e semeia a discórdia. Digo e repito: quem faz fofoca PARA você, faz fofoca DE você.

Se você aguarda uma mensagem de conforto, aí vai: existe cura para esses dois problemas. Em ambos os casos, reconhecer que dependemos dos outros e que vivemos em comunidade é o primeiro passo. Ninguém vive sozinho. Se alguém pensa assim, que comece a recolher o lixo da rua, a fazer manutenção do sinal de TV, a atender pacientes nos postos de saúde, a transportar frutas e verduras para os supermercados, enfim, que volte ao mundo real e pare de pensar que é melhor do que A ou B. Podemos sim ter características diferentes, porém, estamos dentro de um sistema onde cada um faz a sua parte. Até a cadeira ou o sofá que utilizamos é fruto de um trabalho de equipe iniciado em lugares extremamente simples.

Consultando o livro de Provérbios, no capítulo 3, verso 13, encontramos a afirmação de que “Feliz o homem que encontra a sabedoria e adquire o conhecimento.” Por meio dessas duas importantes palavras (sabedoria e conhecimento) passamos a entender como é completamente desnecessário pensar que somos donos do mundo e que podemos agir de qualquer modo e falar o que vier à cabeça. Puro engano. Quando a sabedoria vem do alto, dada por Deus, é certo que nosso conjunto de ações será rico em compartilhamento do que é bom, na criação de oportunidades e no trabalho eficaz. Deixe que o Médico dos médicos, o Soberano, faça um tratamento completo. Fale com ELE: o único remédio eficiente contra a arrogância e a fofoca.

Pense nisso!


Data de abertura

Por Diego Nascimento

Era manhã de segunda-feira naquela grande cidade. Por semanas, veículos de comunicação divulgaram a data de abertura do empreendimento que traria produtos diversificados, um atendimento invejável e preços inigualáveis. Quem passava nas imediações daquele enorme prédio ficava perplexo com as gigantescas filas, sem contar quem havia visto o sol nascer ali mesmo para garantir os primeiros lugares. Na hora marcada as portas se abriram e os sentimentos se misturaram: satisfação de um lado, decepção de outro. Os sorrisos eram fruto de uma aparente vantagem nos preços, já os narizes torcidos vinham de uma percepção de que a longa espera não havia oferecido nada de diferente.

O relato acima não é uma mera coincidência, mas uma analogia prática do que acontece com nossas vidas. A cada virada de calendário marcamos uma “Data de Abertura” para mudanças (positivas) no emprego, estudo, relacionamento … e tudo se repete a cada 31 de dezembro. Há diversos fatores que influenciam o não cumprimento das metas estabelecidas, mas garanto que a falta de disciplina é o pilar principal. Nas palestras sobre Marketing Pessoal, deixo claro que a boa apresentação não se resume à um tipo de maquiagem ou etiqueta de roupa. O profissional do futuro sabe explorar determinação e pessoas assim tendem a voar alto independente das turbulências que o cotidiano ofereça.

Recentemente conversei com uma moça durante uma consultoria internacional. Ela estava aflita, desanimada e prestes a entregar os pontos. Além de recomendar um acompanhamento médico especializado, fiz uso dos meus conhecimentos de comunicação e relacionamento interpessoal para, de alguma forma, diagnosticar potenciais desafios no dia a dia da jovem. Rapidamente pude perceber que a desorganização estava diretamente conectada à falta de disciplina. Será que você já se enxergou nesse contexto ou, quem sabe, tem convivido com isso?

A mais importante empresa de todos os tempos é a nossa vida. Além de ser única, o seu nome é a estampa que divulga os investimentos que nela são feitos. Certa vez ouvi que “é errando que se aprende”, mas optar pelo incerto ou insistir no erro são escolhas amadoras e imaturas. O Rei Salomão, registrou em Provérbios 18: 9 que “O que é negligente na sua obra é também irmão do desperdiçador.”

Portanto, cuidado ao lançar as “Datas de abertura.”  Além de criar expectativas, lembre-se que tem gente te esperando!


O fim da Terceira Guerra Mundial

Por Diego Nascimento

Para início de conversa, acabo de chegar de um trajeto pelo centro da cidade onde moro e fico cada vez mais perplexo em como o egoísmo tem se tornado uma epidemia. A própria linguagem corporal do povo mostra que a apreensão e o rancor andam ‘colados’ no coração da maioria. E, assim, o ‘clima pesado’ vivenciado dentro de casa, naquele encontro inesperado ou no WhatsApp/Facebook bate à porta do trabalho. Tudo resultado de uma prática costumeira na sociedade pós-moderna: a falta de perdão que sorrateiramente declarou uma Terceira Guerra Mundial (relacionamentos).

Família, vida profissional e lazer se resumem à um substantivo simples, mas complicado: o relacionamento. Garanto que aquela festa do ano passado no departamento X, o olhar da secretária Y ou aquela mensagem do ‘fulano de tal’ já estão em sua mente, certo? Errado! Remoer o passado não é saudável: mente e corpo sofrem com isso. No que se trata de Ética Profissional e Convívio, defendo a ideia de que o perdão é o antídoto para um veneno chamado ressentimento. Sem esse ato nobre, as relações se tornam frias, as reuniões de brainstorming perdem a qualidade (seja por resistência no falar ou no ouvir o próximo), o individualismo se desenvolve e o trabalho de equipe entra em ruptura. Mas o que justifica o incentivo à prática do perdão no cotidiano profissional e demais áreas?

1) É uma recomendação bíblica: na carta de Paulo aos Colossenses (capítulo 3, verso 13), Paulo registra: “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.”;

2) Faz bem para a saúde: de acordo com a Dra. Karen Swartz, diretora da Clínica de Consulta Médica para Transtornos do Humor do Hospital Johns Hopkins[1], “Há um enorme fardo físico ao se manter ferido e desapontado. A raiva crônica nos coloca em um modo de luta ou fuga, que resulta em inúmeras mudanças de frequência cardíaca, pressão arterial e imunidade”;

3)  É uma questão de honra: Nelson Mandela, falecido em 2013, se tornou uma figura emblemática ao perdoar todos aqueles que o acusaram, atacaram e o levaram para a prisão, onde permaneceu por vinte e sete anos;

4) É um exercício de relacionamento interpessoal: o ato de perdoar independe de status social, escolaridade ou nacionalidade. Grandes líderes optaram por andar de mãos dadas com o perdão. Até o grande Rei Davi, que comandou o império de Israel por muitos anos, em um de seus registros escreveu sobre o quão “é bom deitar em paz e logo pegar no sono.”

Talvez esteja pensando: “Falar é fácil. Quero ver toda essa teoria se tornar prática.” O fim dessa guerra depende única e exclusivamente de você. Por mais desafiador que a situação tenha sido, perdoar envolve dar o primeiro passo mesmo que o outro lado não esteja disposto a ouvir. Aprendi que tudo tem o tempo certo e nas empresas em que a harmonia circula pelas salas e corredores o sucesso é garantido.

Minhas palestras acontecem em escolas, faculdades, universidades, igrejas, micro, médias, grandes empresas (até multinacionais) e em cada uma elas lanço esse desafio. Não será um crachá ou uma faixa salarial que isentará A ou B de perdoar ou alcançar perdão. Tome uma atitude e esclareça os fatos, pois, amanhã pode ser tarde.


O desastre aéreo

Por Diego Nascimento

Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth, Estados Unidos. Após duas horas de espera, um grupo de passageiros embarcou em um voo de conexão para o interior do país. Tudo parecia tranquilo se não fosse um evento quase catastrófico: por volta dos 45 minutos depois da decolagem, uma das turbinas apresentou problemas técnicos e a aeronave rapidamente perdeu altitude. A comunicação corporal da equipe de bordo, por mais que sugerisse tranquilidade, foi ineficiente. Pela janela, o chão se tornava cada vez mais próximo até que a voz do capitão surgiu nos alto falantes para avisar que o avião retornaria ao ponto de origem. De fato, a aeronave não tinha condições de seguir viagem e cada minuto de regresso ao aeroporto pareceu uma eternidade para quem estava dentro daquele objeto voador cilíndrico.

O relato acima não partiu de nenhum documentário de desastres aéreos ou, tampouco, de algum filme. Além do evento ter sido real, você conhece bem um dos passageiros que testemunhou o fato devidamente acomodado na poltrona do corredor: eu. Felizmente tudo acabou bem e trocamos de avião para continuar o percurso. Foram momentos de reflexão sobre família, passado, presente e futuro. Tão logo chegamos ao destino, pensei na responsabilidade que os pilotos tinham diante dos olhos. Aquele foi o momento de manter o foco na solução e, conhecendo os exigentes procedimentos de voo, sei que buscar culpados não resolveria em nada a vida de quem estava a bordo. E nós? Ficaríamos preocupados com a cor dos olhos de quem revisou as turbinas, talvez enviando um WhatsApp para o chefe da manutenção, ou colocaríamos a mente para funcionar e salvar vidas?

A palavra-chave é Solução. Esse importante substantivo foge entre os dedos de muitos profissionais mundo afora. Sinto dizer, mas lidaremos com problemas ao longo de toda a nossa jornada por aqui, porém, ter proatividade para resolver as coisas é uma questão de escolha. E a cada dia que passa percebo que apenas um pequeno grupo seleto de pessoas prefere desatar os nós ao invés de ficar lamentando que “a vida é assim mesmo.” Não, não é.  Imagine se, durante o trajeto, os pilotos seguissem essa forma de pensar. Certamente as avarias na turbina poderiam se intensificar e, na pior das hipóteses, diversos destroços seriam estampados em capas de revistas e jornais.

Uma frase atribuída ao cientista Benjamin Franklin diz que “Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença.” Conheço gente que adora “sofrer” mesmo que a solução esteja ao lado dela. Por apatia e acomodação, optam por “chorar” dia após dia. Em casa ou no trabalho, o comportamento se repete e tenho a responsabilidade de deixar um alerta: o mercado está se fechando para pessoas nesse perfil. Foco no problema gera discórdia; foco na solução traz desenvolvimento. Evidente que as causas precisam ser investigadas, diagnosticadas e tratadas, mas na maioria dos casos o tempo será seu inimigo e “pensar rápido” será mais do que necessário. Essa característica também faz parte de sua armadura no Marketing Pessoal, tema tão abordado em meus artigos.

Depois desse evento quase fatídico, fiz inúmeros voos pela imensidão azul. Enfrentei turbulências (calma, elas não derrubam o avião), atrasos na partida e mau tempo. Continuo vivo e observando os problemas que me rodeiam. São motivos para desistir? Jamais. Na verdade, cada um deles é combustível para minha “máquina de soluções.” É tudo uma questão de ótica e atitude.

Pense nisso.


O meu avô e o nome dele

Por Diego Nascimento

O Marketing Pessoal é um assunto muito sério e vai além do tradicional conjunto de dicas de aparência (externa) que aprendemos em cursos. Ao contrário do que talvez esteja pensando por causa do título do artigo, não oferecerei um plano miraculoso para retirada de nomes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa, mas compartilharei sobre a importância da sinceridade no relacionamento interpessoal. Você já teve a triste experiência de estar perto de pessoas que se destacam nos discursos e agem de forma contrária? Avalio que sim. O mercado de trabalho está cheio de gente com esse perfil e que mais cedo ou mais tarde colherão os frutos do que chamamos hipocrisia.

Recentemente fui convidado a ministrar uma palestra sobre Ética Empresarial e, ao longo de minha fala, contei de forma breve a história de meu avô materno. Dos 82 anos de vida, ele passou quase sete décadas como lavrador e capinando pés de café. A razão para tratar do Sr. Lázaro (Sô Lazo) naquela ocasião era óbvia: o evento em que participei foi organizado pela Associação Comercial e Empresarial do município onde ele nasceu, viveu e deu o último suspiro. Ao término da palestra, fui abordado por um homem que disse: “– Diego, você não me conhece pessoalmente, mas parte dos pés de café em que seu avô trabalhou aqui na cidade pertenciam à minha família. Sinto falta de nossas conversas e de seu exemplo como cidadão. Mesmo sem ter frequentado a escola e mal sabendo assinar o próprio nome, Sô Lazo jamais precisou de uma nota promissória para garantir o pagamento de suas contas. Era um homem de palavra dentro e fora de casa.”

Confesso que ouvir aquele testemunho encheu meu coração de alegria e, ao mesmo tempo, fez com que eu reafirmasse o que sempre digo: nosso nome é um bem precioso, único e pode abrir ou fechar portas. A maneira como tratamos as pessoas faz com que se aproximem ou se afastem. Prefiro mil vezes a simpatia ao invés do autoritarismo praticado por um determinado grupo que tenta (sem êxito) provar alguma coisa. Nenhum cargo, remuneração ou oportunidade na carreira justifica apontamento de dedos, abordagens humilhantes em público ou cara feia. Meu avô deixou saudade. E nós? Deixaremos o mesmo rastro?

Iniciei falando do Marketing Pessoal e terminarei com ele. A etiqueta de um terno ou vestido não representa absolutamente nada quando uma palavra não é cumprida, um discurso fica apenas na teoria e a maledicência (falar mal dos outros) faz parte do currículo de vida.

Que continuemos nadando contra a maré e fazendo a diferença!


O Google fracassou

Por Diego Nascimento

Calma! Hoje você conseguirá com tranquilidade fazer sua pesquisa escolar ou profissional no buscador do Google. O fracasso ao qual me refiro é o Google Plus, a rede social dessa gigante do Vale do Silício que chegou a tirar o sono de Mark Zuckerberg (um dos pais do Facebook). Lançada em 2011, a pouco conhecida plataforma de interação está longe de liderar o ranking de acessos no mundo e seu futuro ainda é incerto. Mas o que eu, Diego Nascimento, pretendo ensinar por meio da tecnologia computacional? Continue lendo e entenderá.

O empreendedorismo está ligado a erros e acertos. O fato de um indivíduo ou uma corporação terem amplos recursos financeiros nem sempre traz o sucesso como resultado final. Será que Zuckerberg e seus amigos imaginavam que a rede social desenvolvida na faculdade poderia alçar voos tão altos? Arrisco a dizer que não, mas a estratégia do negócio é constantemente revisada para que os ajustes aconteçam sempre que necessário. Evidente que isso também ocorra no Google, no entanto, a compra do Orkut ainda na primeira década do século 21 mostrava que a empresa queria expandir seus negócios (e ainda quer).  Muita coisa boa e funcional veio: Gmail, Google Drive e tantos outros recursos que literalmente facilitaram a vida de muita gente. Mas onde entra o fracasso nisso tudo?

Twitter, Instagram, Facebook e companhia ainda serão líderes de mercado por um tempo razoável, embora as mudanças de comportamento da sociedade estejam dando muito trabalho para a equipe de desenvolvedores e de marketing. Quem já não percebeu a mudança de layout e funcionalidades ao atualizar os aplicativos? Isso é mais do que necessário para a sobrevivência, porém, a prudência e a determinação exigidas no mundo digital ou em qualquer outro negócio também são itens importantes para você, leitor desse artigo. Por que?

A qualificação é obrigatória para qualquer pessoa. Admiro quem investe tempo em leitura, cursos e diálogos sadios e que trazem conhecimento. Também aplaudo quem acredita nos sonhos e busca colocá-los em prática, mas entenda que você não pode “abraçar o mundo” querendo dominar todas as áreas ou correr riscos fora de contexto. Além dos reflexos físicos (cansaço) e emocionais, a perda financeira também pode vir no pacote. Repito: empreendedorismo envolve acertos e erros, mas cada passo precisa ser devidamente calculado. É por isso que incentivo a especialização, ou seja, o foco em determinado produto e serviço. Você conhece a Coca-Cola por produzir um reconhecido refrigerante ou pela linha de água mineral que ela oferece? Entende agora onde quero chegar?

Quanto ao Google: é mais do que certo que a empresa crescerá ainda mais, no entanto, os últimos 10 anos já mostraram que rede social não é a praia dela (pelos menos por enquanto). Às vezes é necessário parar, tomar um fôlego, reconhecer as falhas, reavaliar as estratégias e seguir em frente. Se o Google está suscetível a equívocos imagina você e eu?

Assuma suas limitações e mude a rota, se necessário. Ainda há tempo!


Era a vírgula que faltava

Por Diego Nascimento

Semana passada, ao caminhar pelas ruas da cidade, fui atingido por um profundo golpe de decepção: perto do mais tradicional centro de comércio havia um cartaz que tratava da promoção de um determinado produto, mas esse não era o problema. A ausência de uma vírgula no texto mostrava uma afronta ao uso correto (e básico) da Língua Portuguesa. Imediatamente recordei de uma professora que tive, ainda no ensino fundamental, que era tão zelosa com a gramática que certamente estaria dentro de uma ambulância (risos) depois de ver aquela inocente propaganda.

O que pouca gente percebe no cotidiano profissional, relacional e acadêmico é que a comunicação falada e escrita exerce um impacto direto e indireto em tudo o que é feito. Conheço casos em que um bilhete mal escrito, colado na geladeira, quase resultou em divórcio. Tudo por causa de uma grande personagem: a vírgula. Amiga de alguns, inimiga de outros, esse sinal de pontuação exerce três missões básicas quando aparece: prevenir o vício de linguagem, separar ou mesmo dar ênfase em orações/frases e oferecer uma leitura com real sentido quando feita em voz alta.

O professor Richard Nordquist[1], renomado autor de livros-texto sobre gramática e composição, certa vez contou em um de seus artigos que o jornal Toronto’s Globe and Mail, na edição de 6 de agosto de 2006, trouxe uma matéria que falava de um erro gramatical no contrato de parceria de uma renomada empresa canadense. Uma vírgula colocada no local errado do documento abriu margem para um processo judicial que poderia resultar no prejuízo de US$ 2 milhões de dólares para a corporação. Tudo por causa de uma vírgula. Entende como o assunto é sério?

Para proteger a integridade da loja em que testemunhei o fato, oferecerei um exemplo fictício de como a dona vírgula pode mudar tudo. Veja:

Carlos Antônio e seus vizinhos estão conversando sobre a prefeitura.

Carlos, Antônio e seus vizinhos estão conversando sobre a prefeitura.

Na primeira frase, temos a ideia de que Carlos Antônio é apenas uma pessoa. Na segunda, pontuada de forma correta, entendemos que Carlos está na companhia de Antônio (são, na verdade, duas pessoas).

O próximo exemplo é clássico em grupos de WhatsApp:

Não queremos pagar.

Não, queremos pagar.

Na primeira alternativa, o interlocutor recebe uma afirmação de que o pagamento não será feito. Ao inserirmos a vírgula no lugar certo, percebemos que a intenção é contrária, ou seja, quitar o débito.

São situações assim que, recorrentes na comunicação escrita (bilhetes manuais, e-mails, textos digitados, postagens em redes sociais, etc.), trazem muita confusão para os relacionamentos. Chega a ser perigoso. Sendo assim, quero convidar você a manter os olhos abertos quando for se comunicar. O mundo já está bem conturbado e precisamos fazer a diferença em tudo. Na próxima vez que enviar uma mensagem de texto, leia e releia o conteúdo. Nem sempre você escreve da mesma maneira como fala.

Até breve!

 

[1] Disponível em <https://www.thoughtco.com/punctuation-matters-1691746?utm_campaign=grammartip&utm_medium=email&utm_source=cn_nl&utm_content=14389218&utm_term>= Acesso em: 18 de setembro 2018.


Fale do jeito certo

Por Diego Nascimento

Meus artigos são lidos nas versões Português/Inglês em mais de trinta países mundo afora (os gráficos do Google confirmam) e, por essa razão, tenho a tarefa de orientar meus leitores sobre diversos temas. Entre eles está o uso correto do idioma escrito e falado. O fato de eu ter amigos de diferentes nacionalidades tem mostrado que o uso excessivo e inadequado de gírias também tem dificultado a comunicação em variados cantos do planeta. É um problema que tem invadido o mercado de trabalho, salas de aula e, pasme, traz transtornos de comunicação até dentro das famílias. Daqui consigo ver sua expressão de espanto (risos…). Apenas peço que continue comigo e entenda as razões.

No Brasil, por exemplo, basta sair pelas ruas para ouvir palavras que soam estranhas aos ouvidos, mas que são comuns para novas gerações ou grupos mais antigos que ainda sustentam terminologias que pertencem ao passado e que criam barreiras nos diálogos de hoje. O pior é quando uma pessoa maltrata as palavras por meio de pronúncias completamente erradas, fora do contexto verbal e com zero de concordância. Um verdadeiro crime contra a língua materna que, se analisarmos, é um patrimônio público.

Já participei de inúmeras entrevistas de emprego (na figura de recrutador) em que candidatos tinham muita boa vontade e aparente esforço, mas quando começavam a falar jogavam por terra todas as expectativas apresentadas pelo currículo. Triste realidade. E com relação à escrita? Pior ainda. Oferecem “dia livre” para o ponto final, vírgula e outros sinais de pontuação que dão sentido ao texto. Como confiar tarefas de atendimento ao público (interno/externo) ou mesmo um emprego em vendas para quem faz questão de torturar o uso correto do idioma?

Concordo que existe uma parcela da população que apresenta limitações em virtude de uma defasagem escolar (e que pode ser recuperada), porém, sei de grupos que ignoram o bom vocabulário e que por preguiça ou modismo perdem grandes oportunidades simplesmente por optarem por palavras e expressões estranhas e deselegantes. De qualquer modo, deixo claro que não estou rogando pelo uso de um linguajar rebuscado; apenas clamo por bom senso e prática. Compreenda também que há determinadas comunidades que, por uma questão cultural e de longa data, fazem uso de um sistema de linguagem próprio e que deve ser respeitado. Em nenhuma hipótese o bullying é justificável.

Encerro dizendo o seguinte: talvez você pense que, para determinadas funções, o uso de um vocabulário inadequado e repleto de gírias não ofereça problemas. Engano seu. Somos seres humanos formados por hábitos e esse é o melhor momento para mudar o rumo de sua vida. O que é divertido hoje pode se tornar um assunto sério na hora de buscar trabalho, participar de um curso ou mesmo cumprir tarefas escolares/acadêmicas. Que tal repaginar a sua história? Comece falando do jeito certo!


Você é bom o suficiente?

Por Diego Nascimento

Acredite: já respondi essa pergunta algumas vezes e fui muito além do “Sim” e do “Não”. Argumentar faz parte da minha vida e, apesar do título ter um substantivo masculino, o questionamento é tanto para homens quanto para mulheres. Antes de oferecer dicas sobre como deve ser a sua postura diante de uma indagação dessas, quero deixar claro que falarei sobre habilidades e não da bondade para com o próximo (esse é um tema para outro momento).

Atualmente se fala que você precisa ser sempre o nº 1: atingir as melhores colocações no emprego, no esporte, nos estudos, na aparência, na internet … em tudo. Sem sombra de dúvidas, precisamos oferecer o nosso melhor no que fazemos, no entanto, temos praticamente sete bilhões de pessoas vivendo na superfície terrestre e colocar todas no topo do pódio é física e até matematicamente impossível. Temos limitações (sim, todos nós) e isso nos mostra que somos humanos e estamos debaixo das falhas e dificuldades. Por outro lado, esse cenário não justifica o desleixo, a procrastinação (deixar pra depois) ou qualquer outra falta de atitude que resulte na acomodação. Há um espaço aguardando por você e, se não se preparar, outra pessoa assumirá a vez.

Em minhas palestras sempre digo que o sucesso não está necessariamente ligado ao saldo bancário, a roupas de grife ou ao “carro do ano.” Sucesso é você ir dormir após um dia intenso de atividades sabendo que cumpriu suas obrigações da melhor maneira, tendo deixado as palavras arrogância, soberba, desonestidade e a expressão “jeitinho brasileiro” para trás. Se o seu trabalho resultar em ganhos financeiros e popularidade, excelente. Do contrário, o anonimato não faz de você inferior a ninguém.

Você é bom o suficiente? Busque os argumentos sinceros para essa resposta, mas se a dedicação for algo constante em sua vida é evidente que suas habilidades terão destaque. Lendo as Sagradas Escrituras aprendemos que fazer o melhor também é uma forma de agradar a Deus. O apóstolo Paulo, ao escrever uma carta para um grupo de pessoas na cidade de Colossos (Grécia), registrou o seguinte: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens … É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.” – Livro de Colossenses 3: 23 e 24. 

Até o próximo artigo.


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