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Oops, erramos!

Por Diego Nascimento

Certa vez conheci uma pessoa que batia no peito dizendo: “Eu jamais cometo erros.” Essa frase era compartilhada com todos no escritório dia após dia e, infelizmente, incomodava os colegas por uma razão simples: somos humanos e falíveis. Agir contra esse princípio natural demonstra uma clara soberba e arrogância de quem subestima as limitações da mente e do corpo. E falando de Ética Profissional caminhe comigo nas linhas que “escreverei” a seguir.

A excelência é uma palavra muito disseminada na atualidade. Reuniões e treinamentos dentro e fora das empresas tratam do aperfeiçoamento, da qualificação e do planejamento nos níveis operacional e estratégico. O que quero deixar claro é que mesmo com as inovações tecnológicas e pesquisas que resultam em Prêmios Nobel, não teremos condições de cercar todos os equívocos que venham a surgir na prestação de serviços e/ou na oferta dos mais diversos produtos.

Mas o que fazer em casos assim? Minha primeira recomendação é o diálogo. Por meio dele sabemos se gestores e comandados sabem exercitar o ouvir e o falar de maneira produtiva e equilibrada. É conversando que teremos a uma visão ainda mais ampla do processo e dar/receber um voto de confiança, além de apurar o que de fato ocasionou o erro. A segunda dica é organizar (mesmo que isso exija tempo) a rotina de trabalho da equipe, dos setores … saiba que do mais simples estabelecimento comercial à uma gigante da indústria essa prática funciona e muito bem (claro que customizada conforme o tamanho da organização, número de funcionários e abrangência de mercado). A evolução é uma constante e jamais podemos cair na armadilha do comodismo.

Em seu livro “O poder do hábito” o  jornalista Charles Duhigg, repórter investigativo do New York Times, traz inúmeros exemplos sobre do que praticamos na vida, nos estudos e nos negócios. Ao longo de quase 400 páginas a publicação foca em padrões que moldam cada aspecto de nosso cotidiano e, sem sombra de dúvidas, falhas de pequena ou grande proporção que podem ser tratadas para que não se repitam. A humildade não está ligada apenas a condições financeiras desfavoráveis, mas à nossa capacidade de sempre aprender.

Por último, esclareço que aceitar nossa falibilidade não justifica nossa permanência no erro. Ao mesmo tempo reitero que o Super-Homem e a Mulher-Maravilha ainda são personagens exclusivos da DC Comics e seus superpoderes não representam nossa realidade humana. Mesmo assim se empenhe em fortalecer suas habilidades e ampliar sua atenção para que a excelência seja uma marca registrada em seu currículo profissional.


Nada de especial

Por Diego Nascimento

Sempre escrevo sobre dicas de comunicação e marketing pessoal, mas hoje quero tratar de força de vontade. Isso mesmo: sair da zona de conforto e fazer algo que valha a pena. A cada dia percebo uma terceirização de responsabilidades que gradualmente abre uma “cratera” entre teoria e prática. Vivemos na época do “falar muito” e “fazer pouco.” Discordo dessa forma de pensar e vou explicar os motivos.

Qualquer coisa na atualidade gira em torno das gerações X, Y e Z (categorias que dividem as pessoas nascidas a partir de 1980). Eu faço parte desse grupo e afirmo com a maior tranquilidade: não temos nada de especial. É visível os paparicos que recebemos da mídia e de outros setores da sociedade que insistem em dizer que necessitamos de um tratamento diferenciado e que somos fruto da era da conectividade. Tudo bem. O mundo mudou e, de fato, nossa visão sobre determinadas áreas pode ser mais abrangente, como também pode ser restrita em virtude de uma certa inexperiência. Não há dúvida de que as metodologias de ensino, do exercício do empreendedorismo e até de consumo precisaram fazer muita ginástica para uma adaptação ao “nosso” jeito de ver o universo e, também, para captar “nossa” atenção. Esse é o futuro.

Por outro lado, todo esse movimento de renovação me incomoda quando vejo alguns jovens na posição de semideuses, simplesmente porque a certidão de nascimento os coloca nas gerações que falei agora pouco. Chega a ser patética a maneira como muitos justificam o comodismo e um cotidiano baseado exclusivamente em curtição (afinal de contas são especiais). Querendo ou não somos fruto de uma era que antecede o boom dos X, Y e Z e que tem sustentado a economia mundial até hoje (sobreviveram por longos anos sem internet e celular) e, mesmo assim, é lamentavelmente alvo de críticas profundas.

Encerro dizendo mais uma vez que não temos nada de especial. Somos seres humanos nascidos em uma época diferente e ponto. Ao invés de terceirizarmos responsabilidades, sob a simples e ridícula afirmação de que somos X,  Y e Z, precisamos sustentar o presente em prol do amanhã que, sem sombra de dúvidas, será muito mais desafiador. Não importa a letra do alfabeto que te representa, saiba que a ausência de força de vontade é danosa para qualquer geração. Saia do lugar! Jogue o prazer do comodismo pela janela! E como diria o grande economista Milton Friedman: “Não existe almoço grátis.”


Peça ajuda

Por Diego Nascimento

  • “Estou atolado de coisas para fazer…”
  • “Me liga mais tarde … minha agenda tá cheia…”
  • “Pudera o dia ter mais de 24 horas…”

Já ouviu essas frases antes? Eu também! São comuns a profissionais, estudantes e até para aqueles que já desfrutam de um descanso mas estão envolvidos nos desafios do cotidiano. Existem diversos livros e artigos com dicas sobre como gerenciar seu tempo em prol da qualidade de vida. Recordo que na minha adolescência as pessoas diziam que a informática facilitaria as tarefas e tudo seria melhor: acho que ainda esperam ansiosos por isso. Pura ilusão!

Após vivenciar a “falta de tempo” e testemunhar o desespero de muita gente com o acúmulo de tarefas cheguei à conclusão de que pedir ajuda e delegar funções são os primeiros passos em busca de uma pré-organização da agenda profissional, acadêmica ou mesmo particular. Reconhecer nossas limitações é o início da cura. Fui um workaholic (viciado em trabalho) e sei como funciona. Foram muitas as crises de abstinência antes de entender a necessidade de equilíbrio. Embora eu tenha avançado significativamente ainda preciso melhorar muito.

A primeira sugestão para “desatolar” é capacitar alguém que possa auxiliar você em momentos de sufoco. Uma pessoa de confiança, que saiba respeitar seus limites e que seja pró-ativa a ponto de trazer refrigério para suas preocupações. O segundo passo é organizar cada item, na escala de urgente, importante, não-urgente e menos importante. Por último, passe a valorizar coisas simples ao seu redor (mesmo que isso implique em desfrutar de um diálogo ao telefone com um amigo ou familiar). Quando ficamos ocupados ao extremo conseguimos afastar as pessoas que mais se importam conosco.

A mente ocupada traz resultados interessantes, mas tudo em excesso é prejudicial e oferece riscos à nossa saúde em muitos aspectos. Encerro sugerindo que faça uma análise cuidadosa sobre o seu TEMPO e, se o desespero for um sentimento prestes a bater à sua porta, siga em frente e peça ajuda! 


Evite deslizes

Por Diego Nascimento

O Facebook é um ambiente muito interessante. Digo isso não apenas por determinadas postagens que testemunho, mas pela forma como algumas pessoas passam longe das regras de escrita. A redação de uma simples frase, parágrafo ou texto mais amplo exige o respeito às noções básicas de gramática e ortografia. O mais surpreendente é que deslizes do tipo são praticados por um expressivo número de jovens e adultos (alguns até com titulação acadêmica).

Quero deixar claro que todas as pessoas reúnem limitações em determinadas áreas. Ao mesmo tempo concordo que a Língua Portuguesa, em especial, oferece um desafio maior em virtude das amplas regras de sintaxe e assim por diante. Por outro lado alguns pequenos desabafos, homenagens, agradecimentos ou quaisquer manifestações em redes sociais pedem um cuidado especial. O motivo é simples: é a sua imagem que está associada ao conteúdo. Se você é um profissional do mercado de trabalho o perigo é ainda maior: o aumento ou diminuição de credibilidade também podem estar associados à maneira como você escreve.

O aprendizado é diário e a acomodação é uma escolha. Na internet é fácil encontrar inúmeras dicas de Português (vídeos, áudios, exercícios…) e arrisco dizer que há muita gente por aí que prefere “perder tempo” deslizando a tela do celular em conteúdos que não levam a lugar algum. Se você conhece alguém que se enquadra nesse cenário “assustador” sugira treinamento, qualificação. Não tenha medo de dizer a verdade por algo bom. O crescimento pessoal e profissional envolve lapidação e bom senso.

Certa vez alguém me perguntou qual seria o melhor caminho para a aprendizagem. Minha resposta incluiu duas palavras: repetição e disciplina. Produzir pequenos textos em períodos regulares exercitará a mente para a argumentação, gramática, etc… Faço isso para minha língua materna e para outros idiomas que estudo. Mas essa estratégia não valerá de nada se não houver disciplina ou, indo direto ao ponto, criar o hábito de exercitar essa habilidade de escrita. Peça ajuda quando for preciso e não se acanhe; somos humanos e aprendemos dia após dia!


Glossofobia: sintomas e tratamento

Por Diego Nascimento

Fobia é um substantivo feminino originado do grego “fobos” que significa medo, aversão ou repulsa e está presente em algo muito comum entre as pessoas: o receio de falar em público. A palavra técnica para esse desconforto é Glossofobia. Alguns estudos iniciados na década de 1990 mostram que mais de 50% da população manifesta um completo pânico ao ter que apresentar um trabalho, projeto ou mesmo um simples discurso. De lá para cá as pesquisas continuam, mas é fácil perceber que a menos de cinco metros de onde estamos encontraremos gente assim.

Sou graduado em Comunicação Social e ministro vários treinamentos sobre Oratória. O melhor nisso tudo é observar a reação da plateia quando conto sobre minha profunda timidez; o ápice foi na adolescência e sofri muito com essa situação. Boca seca, vermelhidão no rosto, voz fraca, transpiração excessiva e medo de julgamentos eram alguns dos sintomas que surgiam em segundos. Já sei: você também tem histórias do tipo para compartilhar, certo? Todo esse contexto não está apenas atrelado à falta de treinamento. A própria psicologia comportamental tem nos presenteado com descobertas que atestam a ponte entre emoção e experiências vividas na infância, juventude e vida adulta. Confesso que o assunto é vasto e, quem sabe, podemos continuar em outra hora. Antes de ir quero oferecer a cada leitor algumas dicas para o início de um tratamento a médio e longo prazo:

  • Reconheça seus limites e peça ajuda para superá-los;
  • Seja simpático no início e no término da apresentação;
  • Jamais aceite falar sobre algo que não conhece;
  • Estude, estude e estude o material que irá apresentar;
  • Ensaie a sua apresentação. A medida que o tempo passar esse procedimento não será mais necessário;
  • Evite focar diretamente nos olhos da plateia (a menos que tenha liberdade para isso);
  • Cuidado com slides: excessos de texto e imagens cansam o público;
  • Administre o tempo: não fale demais e nem “fale de menos”;
  • Use roupas leves e sapatos confortáveis;
  • Fale pausadamente e com o mesmo tom de voz;
  • Arrisque: se lamentar não resolverá nada.

Ao longo dos meus treinamentos divido as tarefas entre conteúdo teórico e prático. Ver mudanças (para melhor) acontecerem é algo gratificante e mostra que, com esforço, uma parcela considerável dos sonhos pode ser alcançada. Mesmo que você não seja um palestrante profissional saiba que seu cotidiano estudantil, social e no mercado de trabalho exige ações de liderança e, por isso, assumir a posição como um bom orador é um ingrediente importante para bons resultados.

O cientista Isaac Newton certa vez disse que “O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.” Acho bom começar a se molhar!

Até o próximo artigo.


O jogo da aceitação

Por Diego Nascimento

Um cenário frequente nas relações sociais, corporativas e até acadêmicas é o que chamo de “jogo da aceitação.” Se baseia em pessoas capazes de reajustar ou fazer coisas que não gostam simplesmente para serem ACEITAS. Isso mesmo: vão no ritmo da maioria para não ficarem de fora do grupo A, B ou C. A qualquer custo (digo a qualquer custo) se sacrificam por “máscaras” que não conseguirão sustentar ao decorrer da vida.

Situações assim trazem sérias consequências emocionais e até físicas. Já escrevi diversos artigos tratando de mudanças, mas deixo claro que apoio iniciativas que mantenham a essência individual. Alcançar o tão sonhado emprego, graduação ou outros objetivos é uma decisão natural, promissora e sadia. O alerta que faço é que você não precisa abrir mão de valores confessionais, familiares e éticos para que esteja cercado de “amigos”, convites, promoções ou atinja status social. O sucesso necessita estar aliado à originalidade. Currículos mentirosos, trabalhos acadêmicos plagiados e endividamento para mostrar uma “realidade alternativa” são traiçoeiros e oferecerão problemas mais cedo ou mais tarde.

Amadureci muito ao longo dos anos. Aperfeiçoei o jeito de falar e escrever, ampliei minha qualificação profissional, ganhei mais amigos, adquiri bens … a vida é assim: uma roda que gira e, a cada volta, um novo capítulo surge. Ainda estou na mocidade e espero que os verbos que registrei nesse parágrafo continuem a existir em meu cotidiano. Ao mesmo tempo concentro esforços para que a essência jamais se dissipe. Independente de sua faixa etária sugiro que reflita sobre o “jogo da aceitação.”

Quando concluo palestras sobre Carreira sempre separo alguns minutos para ouvir depoimentos. Inúmeras são as pessoas que estão sem rumo, se sentem solitárias na sociedade e se refugiam na “onda dos outros.” Engano de quem  pensa que o que acabei de dizer se resume à vida corporativa. O jogo pode começar na infância, atravessar a adolescência e, se não for encerrado, prosseguir até os último dias. Crescer na vida é bom, muito bom. Envolve esforço e sou fã de quem abraça essa causa. Vencer o “jogo da aceitação” significa reconhecer as limitações, manter a essência, cultivar a originalidade e ficar perto de quem realmente se importa.

O Rei Salomão, inspirado por Deus, certa vez registrou:

“Prefiram a minha instrução à prata, e o conhecimento ao ouro puro, pois a sabedoria é mais preciosa do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela. “ Provérbios 8: 10 e 11 – Bíblia Sagrada.

Pensemos nisso!


Imprudência mata

Por Diego Nascimento

Dirigindo de volta para minha cidade natal testemunhei um trágico acidente. Ao longe percebi um automóvel capotando e uma pessoa estirada no acostamento. Imediatamente parei meu carro em um local seguro e corri para socorrer quem havia sido jogado para fora do veículo. Era uma jovem garota que lamentavelmente deu o último suspiro tão logo cheguei perto dela.  Atravessei a pista e retirei os demais ocupantes que estavam feridos e em estado de choque; o carro estava destruído e saindo fumaça. Para meu espanto havia sete pessoas dentro de um automóvel planejado para cinco ocupantes sem contar a garrafa de whisky praticamente vazia que encontrei no assoalho do motorista. Parte de minha família que viajava comigo ofereceu assistência aos sobreviventes enquanto chamávamos o resgate e a polícia. O que causou aquela cena terrível? Imprudência. Uma mistura de velocidade e álcool.

Fiz uso dessa experiência para tratar da imprudência profissional. Ela é mais comum do que se imagina e pode ser praticada por novatos e veteranos. Se fala muito em uma nova geração que ignora regras e que precisa ser bajulada; de certa forma faço parte dela e não vejo graça alguma nessa configuração. Entendo perfeitamente que os tempos mudam, mas pró-atividade, honestidade, pontualidade e bom senso são características essenciais na vida de um estagiário, gerente, diretor, CEO… não importa a posição.

A imprudência pode ser vista na entrega de um relatório incompleto, na desvalorização da empresa em que atua (mesmo quando se recebe condições e benefícios de “dar inveja”), na semeadura de discórdia entre colegas de departamento, na ociosidade ou procrastinação, na prática do “jeitinho”, nos constantes atrasos de chegada ao expediente, na arrogância ou soberba teoricamente sustentadas pelo seu cargo ou na simples falta de fazer a diferença sem esperar algo em troca.

Sou da famosa Geração Y que engloba os nascidos a partir de 1980 e que assistiram ao boom da internet e da instantaneidade da comunicação. Isso não me faz melhor do que ninguém e, por essa razão, realizo o meu melhor em busca do desenvolvimento profissional. O trabalho duro é algo que cultivo desde a minha adolescência e pude equilibrar com a graduação, pós-graduação e ministração de diversos treinamentos. Prefiro ser prudente do que viver uma “imprudência” justificada por muitos com base na data de nascimento. Jamais concordarei com essa forma de pensar do “deitado eternamente em berço esplêndido.”

A Bíblia é repleta de orientações a respeito desse tema. Sou um profissional do mundo corporativo e que baseia as escolhas na confessionalidade. O livro de Tiago no capítulo 3, verso 17 diz: “Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.” A imprudência no trânsito é capaz de tirar vidas. A imprudência profissional (ou mesmo para quem ainda está na vida estudantil) mata oportunidades, destrói relacionamentos e apaga a possibilidade de um bom futuro. Cuidado com a forma como dirige seus passos.


Onde mora o perigo?

Por Diego Nascimento

Com frequência sou convidado a assistir palestras e demonstrações diversas. Nesse universo percebo como as pessoas cometem equívocos desnecessários a começar pela vestimenta, postura corporal, tom de voz, concordância gramatical e, por fim, os slides que são projetados para vislumbre da audiência. É aqui que mora o perigo.

Uma apresentação preparada no tradicional Power Point ou qualquer outro recurso é apenas um suporte. Jamais deposite sua confiança nas cores, animações ou outra ferramenta oferecida pelo software. Seja no ambiente acadêmico ou no trabalho saiba que detalhes fazem a diferença. Compartilharei a seguir dicas rápidas e úteis para você:

  1. Textos longos são para livros, cartas e manuais. Slides/lâminas foram feitos para textos/imagens objetivas;
  2. Cuidado com o escândalo visual. Cores em excesso tiram o foco do espectador; o inverso também;
  3. Ao digitar as informações opte por fontes sem serifa. Ex.: Arial, Calibri, Tahoma, etc.;
  4. Faça a revisão ortográfica de todo o conteúdo;
  5. Mantenha o foco em seu discurso verbal. A leitura contínua do slide demonstra despreparo e desmotiva o ouvinte;
  6. Sintetize o número de slides/lâminas de acordo com o tempo de apresentação. O equilíbrio entre exibição e a fala cria mais interação com o público;
  7. Domine o assunto que for falar. A primeira impressão é fundamental para o seu futuro;
  8. Subestimar o público é coisa para amadores. Surpreenda!;
  9. Treine, treine e treine. Tentativas estão ligadas aos bons resultados.

A Oratória é uma das minhas especialidades e as técnicas de apresentação profissional/acadêmica contemplam a grade curricular dos treinamentos que ofereço. Tenho um dever moral em compartilhar o que tenho observado ao longo de minha carreira e sugiro que você faça o mesmo. O trabalho em equipe é capaz de mudar vidas. 


O impostor

Por Diego Nascimento

Enquanto você inicia a leitura desse artigo existe alguém por aí fingindo ser o que não é. A começar pelo currículo o mercado de trabalho está cheio de gente boa em fazer promessas, mas péssimas em cumprir o divulgado ou o acordado. Essa configuração está presente nas áreas emocional, social, religiosa, acadêmica e profissional. O assunto é amplo e, por isso, manteremos nosso foco em Carreira.

Frédéric Bourdin é um francês conhecido pela mídia como “O Camaleão.” Ficou famoso após ter assumido a identidade de um garoto texano desaparecido na década de 1990 e, por um tempo considerável, conseguir enganar os familiares, amigos e vizinhos do jovem. Um investigador local suspeitou da história e resolveu pesquisar o caso. Meses após o “miraculoso” reaparecimento a verdade veio à tona e Frédéric foi preso acusado de fraude no passaporte e perjúrio. Ficou seis anos preso até ser deportado para a França. Já a família enganada continua a aguardar por informações do filho que saiu para brincar e nunca mais foi visto.

Utilizei esse caso verídico para alertar sobre impostores da vida profissional. São pessoas insinceras consigo mesmas e que não cumprem o mínimo que é exigido no cargo em que assumiram. Optam por enganar os colegas de trabalho, clientes e a empresa de forma geral ao justificar a falta de pró-atividade e compromisso nas tarefas diárias por meio de mentiras arquitetadas meticulosamente. No vocabulário informal são chamados de “enroladores”. A boa notícia nisso tudo é que a profissionalização da gestão empresarial nas instituições, não importa o tamanho ou a natureza (pública, privada ou terceiro setor), tem facilitado a identificação desses elementos ainda no Processo Seletivo. Mas não confunda o assunto de hoje com o efeito Dunning-Kruger que trata de pessoas com pouco conhecimento sobre alguma área ou assunto e se julgam superiores aos outros. Esse será um tema para outro artigo.

Recentemente ministrei uma palestra sobre Ética Empresarial para associados do Rotary Club International, e pude compartilhar uma receita básica de postura para o Profissional do Futuro baseada em cinco itens: Referência, Controle Emocional, Pontualidade, Assiduidade e Responsabilidade Social. Ao longo de minha fala exemplifiquei de forma prática o que faço para somar com os que estão ao meu redor, principalmente na família e no trabalho.

A observação é uma ferramenta básica para avaliar a ação dos “impostores profissionais”. Eles contribuem consideravelmente para a baixa em resultados do mês e no posicionamento ou reposicionamento de um produto ou prestação de serviços.  São aqueles que apenas fazem o registro do ponto no início do expediente e fingem trabalhar ansiosos pela hora de ir embora. Não se engane pensando que isso acontece apenas em determinadas funções, pelo contrário, cargos de liderança também são “premiados” com gente assim.

Termino com uma recomendação direta: faça o melhor independente de onde e como; é uma questão de honra. Um trecho bíblico enfatiza essa missão por meio do livro de Eclesiastes, capítulo 9, verso 10: “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força,”.  Sigamos em frente e trabalhemos com força e garra!


Esqueça o medo de altura

Por diversas vezes conversei com pessoas que alegavam ter medo de altura. Evitavam chegar perto de sacadas, janelas e qualquer ambiente que as tirasse da proximidade do chão e que oferecesse risco de queda. Ainda recordo a primeira vez que, no aeroclube, participei de um exercício de estol ou, como se diz no Brasil, perda. Tudo se baseia em decolar o avião, chegar à uma altitude segura para a manobra e, segundos depois, sentir a aeronave mergulhar em direção ao solo. Nem preciso dizer que a adrenalina disparou a números inimagináveis, mas como pode perceber tudo ocorreu dentro dos padrões de segurança (estou vivo e inteiro para escrever o artigo de hoje – risos).

Na vida profissional o medo de altura traz sérios problemas. É por causa dele que muitos deixam de “subir na vida” e optam por ficar onde estão, sem qualquer desejo de aprender mais e contribuir com os outros. Afirmo e reafirmo: há um horizonte além do que está à sua frente. Aprendeu um segundo idioma? Corra atrás do terceiro. Aperfeiçoou suas habilidades na escrita? Faça um curso de oratória. Concluiu a graduação? Faça uma pós-graduação e assim por diante. Conheço gente que confunde estabilidade com acomodação e esse tipo de raciocínio é tóxico e capaz de “contaminar” outras pessoas.

O jornalista e escritor David Cohen no livro “Cultura de Excelência” comenta sobre uma pesquisa feita pela Drª Carol Dweck, professora da Universidade Stanford nos Estados Unidos. Dweck divide a mentalidade humana em dois grupos. No primeiro, intitulado mentalidade fixa, encontramos pessoas que acreditam ter um nível de crescimento constante e que seus talentos não mudam ao longo da vida. Já no segundo grupo, batizado de mentalidade de crescimento, reúne profissionais que creem na evolução da inteligência, que o cérebro pode ser moldado e que o talento é construído. Qual dos dois mais chama a minha atenção? O segundo, claro.

Mudar o mundo está muito mais ligado ao perfil empreendedor do cidadão do que com ideais políticos. A manobra de estol tão famosa no universo aeronáutico, exige um profundo conhecimento técnico do piloto e do co-piloto. Subir na vida também, mas muito mais do que a bagagem teórico-prática a humildade, a coragem e o trabalho de equipe são considerações básicas para qualquer pessoa, seja qual for o cargo ou a formação acadêmica.

Encerro compartilhando uma frase que criei recentemente e que pode tocar o seu coração: “O que é a tentativa? Uma palavra muito comum para aqueles que celebram os bons resultados. Não tenha medo!”

Saudações!


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