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O meu avô e o nome dele

Por Diego Nascimento

O Marketing Pessoal é um assunto muito sério e vai além do tradicional conjunto de dicas de aparência (externa) que aprendemos em cursos. Ao contrário do que talvez esteja pensando por causa do título do artigo, não oferecerei um plano miraculoso para retirada de nomes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa, mas compartilharei sobre a importância da sinceridade no relacionamento interpessoal. Você já teve a triste experiência de estar perto de pessoas que se destacam nos discursos e agem de forma contrária? Avalio que sim. O mercado de trabalho está cheio de gente com esse perfil e que mais cedo ou mais tarde colherão os frutos do que chamamos hipocrisia.

Recentemente fui convidado a ministrar uma palestra sobre Ética Empresarial e, ao longo de minha fala, contei de forma breve a história de meu avô materno. Dos 82 anos de vida, ele passou quase sete décadas como lavrador e capinando pés de café. A razão para tratar do Sr. Lázaro (Sô Lazo) naquela ocasião era óbvia: o evento em que participei foi organizado pela Associação Comercial e Empresarial do município onde ele nasceu, viveu e deu o último suspiro. Ao término da palestra, fui abordado por um homem que disse: “– Diego, você não me conhece pessoalmente, mas parte dos pés de café em que seu avô trabalhou aqui na cidade pertenciam à minha família. Sinto falta de nossas conversas e de seu exemplo como cidadão. Mesmo sem ter frequentado a escola e mal sabendo assinar o próprio nome, Sô Lazo jamais precisou de uma nota promissória para garantir o pagamento de suas contas. Era um homem de palavra dentro e fora de casa.”

Confesso que ouvir aquele testemunho encheu meu coração de alegria e, ao mesmo tempo, fez com que eu reafirmasse o que sempre digo: nosso nome é um bem precioso, único e pode abrir ou fechar portas. A maneira como tratamos as pessoas faz com que se aproximem ou se afastem. Prefiro mil vezes a simpatia ao invés do autoritarismo praticado por um determinado grupo que tenta (sem êxito) provar alguma coisa. Nenhum cargo, remuneração ou oportunidade na carreira justifica apontamento de dedos, abordagens humilhantes em público ou cara feia. Meu avô deixou saudade. E nós? Deixaremos o mesmo rastro?

Iniciei falando do Marketing Pessoal e terminarei com ele. A etiqueta de um terno ou vestido não representa absolutamente nada quando uma palavra não é cumprida, um discurso fica apenas na teoria e a maledicência (falar mal dos outros) faz parte do currículo de vida.

Que continuemos nadando contra a maré e fazendo a diferença!


O Google fracassou

Por Diego Nascimento

Calma! Hoje você conseguirá com tranquilidade fazer sua pesquisa escolar ou profissional no buscador do Google. O fracasso ao qual me refiro é o Google Plus, a rede social dessa gigante do Vale do Silício que chegou a tirar o sono de Mark Zuckerberg (um dos pais do Facebook). Lançada em 2011, a pouco conhecida plataforma de interação está longe de liderar o ranking de acessos no mundo e seu futuro ainda é incerto. Mas o que eu, Diego Nascimento, pretendo ensinar por meio da tecnologia computacional? Continue lendo e entenderá.

O empreendedorismo está ligado a erros e acertos. O fato de um indivíduo ou uma corporação terem amplos recursos financeiros nem sempre traz o sucesso como resultado final. Será que Zuckerberg e seus amigos imaginavam que a rede social desenvolvida na faculdade poderia alçar voos tão altos? Arrisco a dizer que não, mas a estratégia do negócio é constantemente revisada para que os ajustes aconteçam sempre que necessário. Evidente que isso também ocorra no Google, no entanto, a compra do Orkut ainda na primeira década do século 21 mostrava que a empresa queria expandir seus negócios (e ainda quer).  Muita coisa boa e funcional veio: Gmail, Google Drive e tantos outros recursos que literalmente facilitaram a vida de muita gente. Mas onde entra o fracasso nisso tudo?

Twitter, Instagram, Facebook e companhia ainda serão líderes de mercado por um tempo razoável, embora as mudanças de comportamento da sociedade estejam dando muito trabalho para a equipe de desenvolvedores e de marketing. Quem já não percebeu a mudança de layout e funcionalidades ao atualizar os aplicativos? Isso é mais do que necessário para a sobrevivência, porém, a prudência e a determinação exigidas no mundo digital ou em qualquer outro negócio também são itens importantes para você, leitor desse artigo. Por que?

A qualificação é obrigatória para qualquer pessoa. Admiro quem investe tempo em leitura, cursos e diálogos sadios e que trazem conhecimento. Também aplaudo quem acredita nos sonhos e busca colocá-los em prática, mas entenda que você não pode “abraçar o mundo” querendo dominar todas as áreas ou correr riscos fora de contexto. Além dos reflexos físicos (cansaço) e emocionais, a perda financeira também pode vir no pacote. Repito: empreendedorismo envolve acertos e erros, mas cada passo precisa ser devidamente calculado. É por isso que incentivo a especialização, ou seja, o foco em determinado produto e serviço. Você conhece a Coca-Cola por produzir um reconhecido refrigerante ou pela linha de água mineral que ela oferece? Entende agora onde quero chegar?

Quanto ao Google: é mais do que certo que a empresa crescerá ainda mais, no entanto, os últimos 10 anos já mostraram que rede social não é a praia dela (pelos menos por enquanto). Às vezes é necessário parar, tomar um fôlego, reconhecer as falhas, reavaliar as estratégias e seguir em frente. Se o Google está suscetível a equívocos imagina você e eu?

Assuma suas limitações e mude a rota, se necessário. Ainda há tempo!


Era a vírgula que faltava

Por Diego Nascimento

Semana passada, ao caminhar pelas ruas da cidade, fui atingido por um profundo golpe de decepção: perto do mais tradicional centro de comércio havia um cartaz que tratava da promoção de um determinado produto, mas esse não era o problema. A ausência de uma vírgula no texto mostrava uma afronta ao uso correto (e básico) da Língua Portuguesa. Imediatamente recordei de uma professora que tive, ainda no ensino fundamental, que era tão zelosa com a gramática que certamente estaria dentro de uma ambulância (risos) depois de ver aquela inocente propaganda.

O que pouca gente percebe no cotidiano profissional, relacional e acadêmico é que a comunicação falada e escrita exerce um impacto direto e indireto em tudo o que é feito. Conheço casos em que um bilhete mal escrito, colado na geladeira, quase resultou em divórcio. Tudo por causa de uma grande personagem: a vírgula. Amiga de alguns, inimiga de outros, esse sinal de pontuação exerce três missões básicas quando aparece: prevenir o vício de linguagem, separar ou mesmo dar ênfase em orações/frases e oferecer uma leitura com real sentido quando feita em voz alta.

O professor Richard Nordquist[1], renomado autor de livros-texto sobre gramática e composição, certa vez contou em um de seus artigos que o jornal Toronto’s Globe and Mail, na edição de 6 de agosto de 2006, trouxe uma matéria que falava de um erro gramatical no contrato de parceria de uma renomada empresa canadense. Uma vírgula colocada no local errado do documento abriu margem para um processo judicial que poderia resultar no prejuízo de US$ 2 milhões de dólares para a corporação. Tudo por causa de uma vírgula. Entende como o assunto é sério?

Para proteger a integridade da loja em que testemunhei o fato, oferecerei um exemplo fictício de como a dona vírgula pode mudar tudo. Veja:

Carlos Antônio e seus vizinhos estão conversando sobre a prefeitura.

Carlos, Antônio e seus vizinhos estão conversando sobre a prefeitura.

Na primeira frase, temos a ideia de que Carlos Antônio é apenas uma pessoa. Na segunda, pontuada de forma correta, entendemos que Carlos está na companhia de Antônio (são, na verdade, duas pessoas).

O próximo exemplo é clássico em grupos de WhatsApp:

Não queremos pagar.

Não, queremos pagar.

Na primeira alternativa, o interlocutor recebe uma afirmação de que o pagamento não será feito. Ao inserirmos a vírgula no lugar certo, percebemos que a intenção é contrária, ou seja, quitar o débito.

São situações assim que, recorrentes na comunicação escrita (bilhetes manuais, e-mails, textos digitados, postagens em redes sociais, etc.), trazem muita confusão para os relacionamentos. Chega a ser perigoso. Sendo assim, quero convidar você a manter os olhos abertos quando for se comunicar. O mundo já está bem conturbado e precisamos fazer a diferença em tudo. Na próxima vez que enviar uma mensagem de texto, leia e releia o conteúdo. Nem sempre você escreve da mesma maneira como fala.

Até breve!

 

[1] Disponível em <https://www.thoughtco.com/punctuation-matters-1691746?utm_campaign=grammartip&utm_medium=email&utm_source=cn_nl&utm_content=14389218&utm_term>= Acesso em: 18 de setembro 2018.


Fale do jeito certo

Por Diego Nascimento

Meus artigos são lidos nas versões Português/Inglês em mais de trinta países mundo afora (os gráficos do Google confirmam) e, por essa razão, tenho a tarefa de orientar meus leitores sobre diversos temas. Entre eles está o uso correto do idioma escrito e falado. O fato de eu ter amigos de diferentes nacionalidades tem mostrado que o uso excessivo e inadequado de gírias também tem dificultado a comunicação em variados cantos do planeta. É um problema que tem invadido o mercado de trabalho, salas de aula e, pasme, traz transtornos de comunicação até dentro das famílias. Daqui consigo ver sua expressão de espanto (risos…). Apenas peço que continue comigo e entenda as razões.

No Brasil, por exemplo, basta sair pelas ruas para ouvir palavras que soam estranhas aos ouvidos, mas que são comuns para novas gerações ou grupos mais antigos que ainda sustentam terminologias que pertencem ao passado e que criam barreiras nos diálogos de hoje. O pior é quando uma pessoa maltrata as palavras por meio de pronúncias completamente erradas, fora do contexto verbal e com zero de concordância. Um verdadeiro crime contra a língua materna que, se analisarmos, é um patrimônio público.

Já participei de inúmeras entrevistas de emprego (na figura de recrutador) em que candidatos tinham muita boa vontade e aparente esforço, mas quando começavam a falar jogavam por terra todas as expectativas apresentadas pelo currículo. Triste realidade. E com relação à escrita? Pior ainda. Oferecem “dia livre” para o ponto final, vírgula e outros sinais de pontuação que dão sentido ao texto. Como confiar tarefas de atendimento ao público (interno/externo) ou mesmo um emprego em vendas para quem faz questão de torturar o uso correto do idioma?

Concordo que existe uma parcela da população que apresenta limitações em virtude de uma defasagem escolar (e que pode ser recuperada), porém, sei de grupos que ignoram o bom vocabulário e que por preguiça ou modismo perdem grandes oportunidades simplesmente por optarem por palavras e expressões estranhas e deselegantes. De qualquer modo, deixo claro que não estou rogando pelo uso de um linguajar rebuscado; apenas clamo por bom senso e prática. Compreenda também que há determinadas comunidades que, por uma questão cultural e de longa data, fazem uso de um sistema de linguagem próprio e que deve ser respeitado. Em nenhuma hipótese o bullying é justificável.

Encerro dizendo o seguinte: talvez você pense que, para determinadas funções, o uso de um vocabulário inadequado e repleto de gírias não ofereça problemas. Engano seu. Somos seres humanos formados por hábitos e esse é o melhor momento para mudar o rumo de sua vida. O que é divertido hoje pode se tornar um assunto sério na hora de buscar trabalho, participar de um curso ou mesmo cumprir tarefas escolares/acadêmicas. Que tal repaginar a sua história? Comece falando do jeito certo!


Você é bom o suficiente?

Por Diego Nascimento

Acredite: já respondi essa pergunta algumas vezes e fui muito além do “Sim” e do “Não”. Argumentar faz parte da minha vida e, apesar do título ter um substantivo masculino, o questionamento é tanto para homens quanto para mulheres. Antes de oferecer dicas sobre como deve ser a sua postura diante de uma indagação dessas, quero deixar claro que falarei sobre habilidades e não da bondade para com o próximo (esse é um tema para outro momento).

Atualmente se fala que você precisa ser sempre o nº 1: atingir as melhores colocações no emprego, no esporte, nos estudos, na aparência, na internet … em tudo. Sem sombra de dúvidas, precisamos oferecer o nosso melhor no que fazemos, no entanto, temos praticamente sete bilhões de pessoas vivendo na superfície terrestre e colocar todas no topo do pódio é física e até matematicamente impossível. Temos limitações (sim, todos nós) e isso nos mostra que somos humanos e estamos debaixo das falhas e dificuldades. Por outro lado, esse cenário não justifica o desleixo, a procrastinação (deixar pra depois) ou qualquer outra falta de atitude que resulte na acomodação. Há um espaço aguardando por você e, se não se preparar, outra pessoa assumirá a vez.

Em minhas palestras sempre digo que o sucesso não está necessariamente ligado ao saldo bancário, a roupas de grife ou ao “carro do ano.” Sucesso é você ir dormir após um dia intenso de atividades sabendo que cumpriu suas obrigações da melhor maneira, tendo deixado as palavras arrogância, soberba, desonestidade e a expressão “jeitinho brasileiro” para trás. Se o seu trabalho resultar em ganhos financeiros e popularidade, excelente. Do contrário, o anonimato não faz de você inferior a ninguém.

Você é bom o suficiente? Busque os argumentos sinceros para essa resposta, mas se a dedicação for algo constante em sua vida é evidente que suas habilidades terão destaque. Lendo as Sagradas Escrituras aprendemos que fazer o melhor também é uma forma de agradar a Deus. O apóstolo Paulo, ao escrever uma carta para um grupo de pessoas na cidade de Colossos (Grécia), registrou o seguinte: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens … É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.” – Livro de Colossenses 3: 23 e 24. 

Até o próximo artigo.


Por que você está aqui?

Com Diego Nascimento

Certa vez um garotinho tímido tentou, sem sucesso, fazer amigos na escola. Quando encontrava coragem e se aproximava de colegas para ao menos conversar, era deixado sozinho em questão de segundos. Aquele menino sabia a razão:  “a turma já estava completa e não precisavam dele ali.” Mesmo na infância, o jovem estudante da educação básica era vítima da rejeição. O tempo passou e aquele garotinho se tornou o autor desse artigo que você está lendo agora.  Superei com tranquilidade essa fase e preciso dizer que minha vida foi salva. Continue comigo e entenda as razões.

Recentemente fui convidado para ministrar uma nova palestra nos Estados Unidos. Na audiência havia adolescentes, jovens e adultos de várias regiões daquele país incluindo o Canadá. A abordagem tratou do seguinte tema: “Não estamos aqui por acidente. Estamos aqui por um propósito.”  O que aparentemente é uma afirmação óbvia tem se tornado um dilema para a população mundial. Pergunte a qualquer profissional da psicologia e ficará assustado com os altos índices de pessoas que estão pedindo auxílio porque “não sabem para onde ir.” Professores universitários, recrutadores e consultores também poderão oferecer relatos semelhantes e que têm circulado em instituições de ensino, empresas e até em círculos familiares. Nossas emoções trazem oportunidades, no entanto, se não gerenciadas da maneira certa, podem trazer consequências drásticas para a nossa existência.

O que eu afirmei na palestra internacional também falarei para você: em nenhuma hipótese somos frutos do acaso. Ao entender isso fica muito mais fácil estabelecer metas e prazos para os seus SONHOS. Essa régua temporal e imaginária contendo o que você almeja para amanhã, ano que vem ou daqui a dez anos traz benefícios para a organização do lar, das tarefas escolares, das contas a pagar e até dos livros na estante. Triste ver quem “empurra tudo com a barriga.” Essa é uma expressão muito utilizada na minha terra, o estado de Minas Gerais, e é direcionada para quem não alimenta aquela vontade de voar alto.

Talvez esteja se perguntando: “Diego, por que você está aqui?” Minha resposta é: “para fazer a diferença.” Afirmo e reafirmo: sucesso não está necessariamente ligado à sua conta bancária ou à sua exposição como sendo famoso na TV, internet, revistas ou jornais. Fazer a diferença envolve somar com o outro, contribuir consigo e com o próximo, mesmo que isso implique em sacrifícios. A individualidade humana está matando a sociedade aos poucos. O respeito é considerado uma virtude quando deveria ser um atributo básico.

Encerro explicando o motivo pelo qual a aparente rejeição dos colegas de classe salvou a minha vida: foi por essa e outras experiências que comecei a observar mais, a descobrir os benefícios do ouvir e a aprimorar as técnicas de aprendizagem e ensino do Marketing Pessoal. Mas calma: cada caso é um caso. O grande livro de Provérbios, no capítulo 3, verso 13 diz: “Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.” Tenho buscado seguir essa orientação em meu cotidiano. Longe da perfeição reconheço as minhas falhas, mas estou apto a responder as razões de eu estar aqui, logo agora, escrevendo para você.

Da próxima vez que te fizerem a mesma pergunta escolha o caminhe certo e faça a diferença! 


O mundo NÃO é dos espertos

Por Diego Nascimento

Simples assim: regras são regras. Sou parte do time daqueles que estão fartos de “jeitinho pra cá”, “jeitinho pra lá” e já escrevi antes sobre os malefícios do “jeitinho brasileiro.” Essa expressão, aparentemente tão inofensiva e lamentavelmente atribuída à cultura do nosso país, tem feito a sociedade inteira enfrentar problemas de ordem social, política, econômica, educacional e até espiritual por causa da quebra de regras. E não me venha dizer que “é só de vez em quando”, pois, toda árvore começa com uma pequena semente; pragas também.

Concordo que nunca atingiremos a perfeição em nossa vidas, no entanto, temos a responsabilidade de lutar pela excelência no que fazemos. É o meu e o seu nome que está envolvido. Não sou do tipo legalista e “cabeça dura”, mas estou cansado de quem discursa horas contra o sistema político e, ao chegar em casa, tem atitudes escandalosas e nojentas com a própria família. Isso inclui as inúmeras fraudes que enfrentamos na aquisição de produtos ou na prestação de serviços simplesmente porque o “fornecedor” optou por “dar um jeitinho” para sair na vantagem. Chega! É hora de darmos um basta!

Garanto que esteja se perguntando: “Qual a ligação disso com sua área de trabalho, Diego?” Atuo com Comunicação, Ética Profissional e Marketing Pessoal. São três pilares onde regras são regras e funcionam como uma balança entre as decisões a serem tomadas. A maioria dos leitores de meus artigos ou participantes de palestras e treinamentos não fazem ideia do que chega em meu e-mail ou WhatsApp: há pessoas perto de você que estão buscando atalhos perigosos, com base no jeitinho, e vão ter como destino o fundo do poço. Alguns conseguem ser alertados (às vezes somos uma placa de sinalização na vida de outros) e se salvam a tempo, mas infelizmente há quem ignora os chamados e enfrenta consequências drásticas e incalculáveis. O mais triste é que ninguém sofre sozinho: família, amigos, colegas de trabalho … todos são envolvidos de alguma forma.

Sei que em algumas situações as regras precisaram ser quebradas para salvar a vida de alguém. Ótimo! Eu faria o mesmo! Esse é o único caso em que eu ousaria sair dos limites; o que passar disso é puro amadorismo. Atendo a empresas nacionais e multinacionais e sempre abordo esse tema durante os diálogos com as mais variadas equipes. Avalio que o maior problema para a sobrevivência do “jeitinho brasileiro” seja o ego. Quem burla regras quer mostrar que sabe mais que outro ou “provar” alguma coisa e, no final … tudo se enrosca.

Termino pedindo calma e dizendo que o livro de Provérbios, capítulo 3, versos 5, 6 e 7 traz a receita certa para quem quer mudar o jeito de ser (para melhor, é claro). Lá diz: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.” Que tal fazer uma avaliação sobre tudo o que eu disse e estender essa mensagem a quem precisa de mudança?

Então, corra! O relógio está girando … TIC, TAC, TIC, TAC. 


Como interromper alguém?

Por Diego Nascimento

“Com licença: será que posso interromper por um instante?” Essa pergunta tão famosa já foi utilizada por você em algum momento e garanto que nem sempre a receptividade foi positiva. A experiência se torna ainda mais traumática quando esse evento se passa durante uma importante apresentação na escola, faculdade, trabalho e até em igrejas. Diante disso surge a questão: como e de que forma posso interromper alguém?

Seria muito bom se isso não acontecesse, mas as interferências sempre aparecerão nos momentos mais inesperados de seu cotidiano. Sou um comunicador e já fui interrompido durante aulas, palestras, reuniões e conferências. Com o passar do tempo aprendi que paciência é um pilar fundamental para o controle das emoções, no entanto, há limites que precisam ser respeitados.

Costumo dizer que o “termômetro” de uma interrupção é o tempo. Apenas situações de risco e emergenciais onde “cinco minutos podem ser tarde demais” merecem prioridade nas interrupções. Imagine se somássemos todas as pausas que damos ao longo do dia por causa de interrupções desnecessárias? O resultado mostraria que o giro do relógio é mais precioso do que calculamos. Pensando nisso trouxe algumas dicas de postura e educação:

  • Mantenha o foco em sua missão. Existe hora certa até para a descontração;
  • Use bilhetes para levar mensagens curtas e emergenciais;
  • Aprenda bater à porta: jamais gire a maçaneta para invadir um espaço sem necessidade;
  • Levante uma das mãos para receber autorização de fala;
  • Estabeleça prioridades: há assuntos que podem esperar;
  • Ouça mais e fale menos;
  • Observe a comunicação facial da pessoa ou grupo que pretende interromper: um breve olhar pode sinalizar a permissão de entrada ou um direto “volte depois”.

O exercício da ansiedade nos ensina a pensar dez vezes antes de manifestarmos algo. Conheço gente que não tem um pingo de bom senso para esperar e, em questão de segundos, cria conflitos interpessoais por fazerem da comunicação diária um monólogo (longa fala ou discurso pronunciado por uma só pessoa). Mas mantenha a calma: existe solução.

No próximo artigo aprenderemos sobre o que fazer quando somos interrompidos. Como agir? O que falar? Tenho absoluta certeza de que muita coisa melhorará em sua vida a partir dessa leitura.

Já interrompeu durante um momento inadequado? Conte-me a sua história e manterei segredo!


Tiro no escuro

Por Diego Nascimento

Quem já não teve a sensação de correr atrás de algo e, no fim, não chegar a lugar algum? Quantas empresas e indivíduos investiram pesado em projetos e tiveram a sensação de ‘morrer na praia’ ou ter quilos e mais quilos de material inutilizado? Prometer um milhão de oportunidades e entregar o dobro em decepções? A lista é ampla e precisamos ser honestos em reconhecer que, por algum momento, fizemos parte desse enredo ou corremos o risco de sermos personagens de uma jornada de fracasso. Mas esse cenário pode ser alterado ou evitado se claramente traçarmos objetivos para nossos sonhos. Isso mesmo: objetivos.

Vou ser prático nessa abordagem: tenho desenvolvido um projeto particular e resolvi pedir a opinião de uma rede de contatos internacional de profissionais do marketing. São cinco pessoas que, embora tenham a mesma formação acadêmica, estão situados em países diferentes, com culturas diversificadas e com um currículo vasto em “histórias pra contar.” Nem mesmo o fuso-horário é empecilho para nossos diálogos intermediados pelo idioma universal, o Inglês. Por Skype ou WhatsApp somos capazes de somar e trocar experiências inacreditáveis que nem mesmo os melhores artigos científicos poderiam oferecer. Nesse contexto, todos os membros do grupo, sem exceção, foram diretos ao perguntar: “Diego, o que você quer com isso? Quais os objetivos do projeto?” Um questionamento simples, mas com respostas que podem abrir portas ou evitar terríveis dores de cabeça.

Confesso que passei bons momentos refletindo sobre erros e acertos e qual (ou quais) é meu objetivo em cada projeto de vida para os próximos cinco anos. Marketing pessoal vai muito além de falar corretamente, cuidar da aparência e manter uma higiene impecável; abrange nossa capacidade de organização e de previsibilidade sobre nossos sonhos. Acontece muito em entrevistas de emprego: é fácil perceber quando o candidato está na estratosfera do exagero ou com os pés no chão.

Em seu livro Goals and Goal Settings (Metas e seu estabelecimento) o escritor Larrie Rouillard indica quatro elementos de fácil uso para traçarmos nossos objetivos. São eles: 1) Escolha um verbo de ação, 2) Escolha uma forma de medir o resultado, 3) Estabeleça prazos e 4) Estabeleça limites (zona de segurança). Não há mistério nenhum. O Professor Larrie, na verdade, reforça a necessidade de colocarmos na ponta do lápis cada fase, cada centavo, esforço e avaliarmos os prós, os contras e, se necessário, consultar alguém de sua confiança.

Diante de tudo isso, quero que entenda que nossa humanidade nos faz imperfeitos e nos traz a responsabilidade de vigiar a todo o instante. “Tiros no escuro” podem ferir quem não tem relação alguma com os acontecimentos e demonstra despreparo, medo ou resistência em ouvir por causa da pura e simples explosão do ego. Em tempos de tanta instabilidade no Brasil e mundo afora recomendo prudência e a imediata definição de objetivos. Dez minutos pensando hoje evitarão dias ou anos em busca de uma solução que talvez nunca chegue.


Por favor, não grite

Por Diego Nascimento

Confesso que tenho uma séria dificuldade em lidar com pessoas que gritam. Meu repúdio está ligado ao exercício exagerado das cordas vocais em situações de trabalho e relacionamento interpessoal. As observações que tenho feito ao longo do tempo mostram que o próximo degrau após o uso inadequado da voz é a agressão física. Para ilustrar a seriedade do tema contarei um fato vivenciado faz poucos dias.

Tarde de quarta-feira, Lavras, Minas Gerais. Fui até uma clínica médica e com toda tranquilidade aguardei pelo chamado na recepção. Ouvi os mais diversos “causos” dos que ali exercitavam a espera junto comigo. O que seria mais uma rotina se tornou uma das mais tenebrosas experiências para um consultor e comunicador corporativo. Notei uma certa movimentação no corredor ao lado: era a hora do famoso cafezinho. Nada demais se a educação e bom senso fizessem parte do currículo dos envolvidos que, motivados por alguma situação particular do final de semana, poluíram o ambiente com gargalhadas, vocabulário inapropriado e gritos e mais gritos. Parecia que estávamos na porta de um botequim mal frequentado, cheio de embriagados desrespeitosos e grosseiros. A cena foi tão alarmante que uma das médicas interrompeu uma consulta e em fúria clamou por ordem e silêncio, o que foi prontamente atendido.

Quem dera se fosse ficção, mas é a realidade. E sem fazer qualquer tipo de sondagem posso dizer que gritos são mais do que comuns em escritórios, lojas, praças … e dentro de casa. Costumo exemplificar relações familiares como um grande laboratório de ação/reação no cotidiano de qualquer ser humano. A teoria desse conjunto de atitudes foi registrada em um artigo* publicado pela The British Psychological Society (Sociedade Britânica de Psicologia) que diz que o “auto-controle depende de muitos processos e que mudanças na vida podem oferecer diferentes impactos dependendo da limitação da fonte de energia.” Em resumo é fácil entender que o domínio próprio continua a ser o segredo para o êxito nas relações.

Acima de qualquer teoria encontramos a Bíblia Sagrada. Nela, o apóstolo Paulo cita em carta aos Gálatas, capítulo 5, verso 22, o domínio próprio como uma característica dos frutos que vêm do Espírito. Ausência de relacionamento com Deus nos deixa mais confiantes em nós mesmos e desesperançosos, resultando em aflição e total falta de controle. É por isso que convido você, leitor/leitora, a compartilhar a importância da calma seja qual for o momento e o desafio. Que sua voz seja condutora de refrigério ao invés de sinônimo de agressão e mediocridade, a exemplo dos funcionários da clínica médica em que fui atendido.

Vivemos dias maus e absolutamente você pode compartilhar experiências em que pessoas “tentaram ganhar no grito.” No meu caso, mesmo que tenha laços sanguíneos, praticantes da gritaria perdem crédito comigo. A confiança é colocada em questão, afinal, como posso delegar responsabilidades para quem, no primeiro desafio, sai do eixo?

Concluo com um pedido simples, mas capaz de interferir profundamente em nossas relações: jamais grite comigo.

* Artigo disponível em https://thepsychologist.bps.org.uk/volume-25/edition-2/self-control-%E2%80%93-moral-muscle


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