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Os perigos do aconselhamento

Por Diego Nascimento

Antes de tudo se acalme: não quero jogar um balde de água fria naquele importante diálogo que você teve essa semana. Quero apenas alertar para quem e como você pede conselhos. Uma recomendação equivocada, por mais simples que pareça, poderá gerar consequências para o resto da vida.

O diálogo é a essência das relações humanas. Precisamos falar e ouvir. Mas a dica de hoje é para que tenhamos prudência ao buscar soluções para aqueles pontos de interrogação que agitam nossa mente e coração. Conheço diversos profissionais da psicologia, administração, comunicação e afins que se especializaram no aconselhamento e realizam um excelente trabalho. Vivemos em uma época confusa em que muitos necessitam de direção.

Em determinadas fases de nossa carreira no mercado de trabalho é comum nos depararmos com perguntas como: Será? Por que? Vou? E se eu não conseguir? Vale a pena? … e a lista continua por dias. Nessas horas não deixe de pedir ajuda. Como eu disse agora pouco há pessoas experientes no assunto e isso também inclui sua família. Não é à toa que temos dois ouvidos e apenas uma boca.

Ao mesmo tempo que vejo êxito em sessões de aconselhamento (sempre que posso, participo) também testemunho frustrações. Assuntos pessoais acabam circulando em corredores sem a menor necessidade. Tudo isso em virtude da ansiedade. Certa vez ouvi uma frase muito útil: “Quem faz fofoca para você, faz fofoca de você”.

Talvez você prefira buscar conselhos com aquele “amigo” ou “amiga” que aparentemente poderá mostrar a luz no fim do túnel. Cuidado. Uma amizade se constrói na convivência entre vitórias e desafios. Isso vale para tudo na vida.

Observe o histórico de vida de seu conselheiro. Veja se tudo o que é dito condiz com a realidade e, por último, recomendo: antes de tomar uma decisão, pense duas, quatro … dez milhões de vezes se for necessário. Certas coisas podem não ter volta.


So, what do you think ?