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Olho por olho

Por Diego Nascimento

Você já teve a oportunidade de conversar com uma pessoa que, ao invés de encarar o diálogo, permanece fazendo outra atividade no celular ou no computador? Incômodo, não é mesmo? É sobre isso que falarei hoje.

Fui conversar com uma amiga e ouvi a célebre frase: “Pode falar que estou ouvindo…”. Ela estava no celular e interagindo com outras pessoas pela rede social. Confesso que preferi esperar e aguardei outra oportunidade para o diálogo.

Situações do tipo se repetem todos os dias em casa, no escritório, no clube, na praça … não tem saída. Em alguns casos o obstáculo pode não ser um celular mas um tablet, um programa na TV ou até uma revista interessante.

Sou fã da tecnologia e tento acompanhar os novos lançamentos e as tendências de mercado, porém, percebo que muitas pessoas que admiram os mega celulares ou super laptops ainda sentem falta da conversa olho no olho. Por meio dela o interlocutor observa as reações, sentimentos e oferece uma condição de confiança para quem fala.

Vou revelar um segredo: já cometi esse equívoco algumas vezes. Na ânsia de concluir um e-mail ou analisar um texto, mantive os olhos fitos no computador enquanto a outra pessoa falava. Confesso que precisei redobrar as energias para tentar “dar conta do recado” e, ao final de tudo, percebi que uma das tarefas não era cumprida com o rendimento esperado. Por essas e outras decidi mudar a postura e manter o foco total no diálogo.

Nosso cérebro é um grande computador e não tenho dúvidas disso. Mas no relacionamento interpessoal precisamos ter o famoso feeling. Sugiro que não faça duas coisas ao mesmo tempo: se for conversar com o cliente ou seu colega de trabalho concentre esforços para que a comunicação ocorra de forma completa (sem desvios de atenção). Digamos que a pessoa que está do outro lado, a que está falando contigo, se sentirá mais respeitada quando tiver sua total atenção. Lembre que essa dica é para diálogos face a face! O mesmo deve ocorrer em comunicações digitais ou por correspondência mas falaremos desse assunto em outra hora.

E quanto a essa nova geração que por meio dos celulares e tablets passa o dia inteiro com os olhos fixos nos itens projetados na tela? Precisaremos pensar em alguma estratégia para que a arte do diálogo não seja extinta. Que tal começar dando o bom exemplo?

Quer compartilhar experiências? Esteja a vontade. Estou pronto para ouvir!


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