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O jogo da aceitação

Por Diego Nascimento

Um cenário frequente nas relações sociais, corporativas e até acadêmicas é o que chamo de “jogo da aceitação.” Se baseia em pessoas capazes de reajustar ou fazer coisas que não gostam simplesmente para serem ACEITAS. Isso mesmo: vão no ritmo da maioria para não ficarem de fora do grupo A, B ou C. A qualquer custo (digo a qualquer custo) se sacrificam por “máscaras” que não conseguirão sustentar ao decorrer da vida.

Situações assim trazem sérias consequências emocionais e até físicas. Já escrevi diversos artigos tratando de mudanças, mas deixo claro que apoio iniciativas que mantenham a essência individual. Alcançar o tão sonhado emprego, graduação ou outros objetivos é uma decisão natural, promissora e sadia. O alerta que faço é que você não precisa abrir mão de valores confessionais, familiares e éticos para que esteja cercado de “amigos”, convites, promoções ou atinja status social. O sucesso necessita estar aliado à originalidade. Currículos mentirosos, trabalhos acadêmicos plagiados e endividamento para mostrar uma “realidade alternativa” são traiçoeiros e oferecerão problemas mais cedo ou mais tarde.

Amadureci muito ao longo dos anos. Aperfeiçoei o jeito de falar e escrever, ampliei minha qualificação profissional, ganhei mais amigos, adquiri bens … a vida é assim: uma roda que gira e, a cada volta, um novo capítulo surge. Ainda estou na mocidade e espero que os verbos que registrei nesse parágrafo continuem a existir em meu cotidiano. Ao mesmo tempo concentro esforços para que a essência jamais se dissipe. Independente de sua faixa etária sugiro que reflita sobre o “jogo da aceitação.”

Quando concluo palestras sobre Carreira sempre separo alguns minutos para ouvir depoimentos. Inúmeras são as pessoas que estão sem rumo, se sentem solitárias na sociedade e se refugiam na “onda dos outros.” Engano de quem  pensa que o que acabei de dizer se resume à vida corporativa. O jogo pode começar na infância, atravessar a adolescência e, se não for encerrado, prosseguir até os último dias. Crescer na vida é bom, muito bom. Envolve esforço e sou fã de quem abraça essa causa. Vencer o “jogo da aceitação” significa reconhecer as limitações, manter a essência, cultivar a originalidade e ficar perto de quem realmente se importa.

O Rei Salomão, inspirado por Deus, certa vez registrou:

“Prefiram a minha instrução à prata, e o conhecimento ao ouro puro, pois a sabedoria é mais preciosa do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela. “ Provérbios 8: 10 e 11 – Bíblia Sagrada.

Pensemos nisso!


So, what do you think ?