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O exemplo do cardume

Por Diego Nascimento

Recentemente fiz um trajeto de barco para conhecer uma área de mata fechada; a única forma de acesso era por meio de um rio largo e profundo. Além dos equipamentos de segurança disponíveis na embarcação havia um sonar que exibia com detalhes o movimento de qualquer coisa que estivesse submersa. Fiquei perplexo ao ver o elevado número de cardumes que se deslocava sob nós realizando uma série de cadências de nado sincronizado. Embora eu não estivesse praticando mergulho aquele equipamento ofereceu uma visão clara da quantidade de peixes que havia naquela região e, além disso, trouxe a confirmação de que até a natureza tem exemplos práticos do trabalho em equipe.

Sem sombra de dúvidas a biologia tem estudos que detalham os efeitos dos cardumes para a sobrevivência de determinadas comunidades marinhas. Trazendo esse cenário para o cotidiano profissional podemos refletir sobre qual é nosso papel no “cardume”. Será que nossa equipe caminha unida na busca de bons resultados para a empresa? Ou ainda há aqueles que insistem em se isolar dos esforços do grupo sob a desculpa do “eu trabalho sozinho?…” Imagine qual seria o resultado de certas batalhas históricas caso os pelotões optassem por atuar individualmente. O Brasil reuniria cinco títulos em Copas do Mundo se os jogadores estivessem cada um por si? Uma equipe médica teria êxito em uma complexa cirurgia caso não houvesse diálogo entre eles? Na sua casa há união ou uma disputa desnecessária que faz as pessoas “patinarem no gelo? ”

O trabalhador multifuncional tem grandes chances de progressão de carreira se observada uma série de características. Uma delas é a habilidade de compartilhar conhecimento, instruções e fazer da equipe o reflexo prático da sintonia. Nessa forma de análise quero sugerir o seguinte:

  • Ouça. Aprender a ouvir é uma atitude básica para oferecer direcionamento;
  • Fale. Compartilhe seu conhecimento tendo a humildade como balança para cada palavra emitida;
  • Sinta. Temos sentimentos e precisamos ter tato para lidar com o próximo;
  • Reveja seu potencial. Você tem muito a oferecer e uma avaliação sincera pode revelar habilidades que jamais imaginou.

Jesus é outro grande exemplo de liderança pautada na equipe: seu grupo realizou um trabalho tão extraordinário que mesmo após dois mil anos temos muito a aprender com os discípulos de Cristo. O livro de Lucas, capítulo 6, versos de 12 a 16 traz informações sobre como ELE os chamou.

Que esse seja um ano onde o individualismo configure algo do passado e que o trabalho em equipe esteja cada vez mais presente e visível em nossas vidas. Contamos com você nessa jornada.


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