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O desastre aéreo

Por Diego Nascimento

Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth, Estados Unidos. Após duas horas de espera, um grupo de passageiros embarcou em um voo de conexão para o interior do país. Tudo parecia tranquilo se não fosse um evento quase catastrófico: por volta dos 45 minutos depois da decolagem, uma das turbinas apresentou problemas técnicos e a aeronave rapidamente perdeu altitude. A comunicação corporal da equipe de bordo, por mais que sugerisse tranquilidade, foi ineficiente. Pela janela, o chão se tornava cada vez mais próximo até que a voz do capitão surgiu nos alto falantes para avisar que o avião retornaria ao ponto de origem. De fato, a aeronave não tinha condições de seguir viagem e cada minuto de regresso ao aeroporto pareceu uma eternidade para quem estava dentro daquele objeto voador cilíndrico.

O relato acima não partiu de nenhum documentário de desastres aéreos ou, tampouco, de algum filme. Além do evento ter sido real, você conhece bem um dos passageiros que testemunhou o fato devidamente acomodado na poltrona do corredor: eu. Felizmente tudo acabou bem e trocamos de avião para continuar o percurso. Foram momentos de reflexão sobre família, passado, presente e futuro. Tão logo chegamos ao destino, pensei na responsabilidade que os pilotos tinham diante dos olhos. Aquele foi o momento de manter o foco na solução e, conhecendo os exigentes procedimentos de voo, sei que buscar culpados não resolveria em nada a vida de quem estava a bordo. E nós? Ficaríamos preocupados com a cor dos olhos de quem revisou as turbinas, talvez enviando um WhatsApp para o chefe da manutenção, ou colocaríamos a mente para funcionar e salvar vidas?

A palavra-chave é Solução. Esse importante substantivo foge entre os dedos de muitos profissionais mundo afora. Sinto dizer, mas lidaremos com problemas ao longo de toda a nossa jornada por aqui, porém, ter proatividade para resolver as coisas é uma questão de escolha. E a cada dia que passa percebo que apenas um pequeno grupo seleto de pessoas prefere desatar os nós ao invés de ficar lamentando que “a vida é assim mesmo.” Não, não é.  Imagine se, durante o trajeto, os pilotos seguissem essa forma de pensar. Certamente as avarias na turbina poderiam se intensificar e, na pior das hipóteses, diversos destroços seriam estampados em capas de revistas e jornais.

Uma frase atribuída ao cientista Benjamin Franklin diz que “Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença.” Conheço gente que adora “sofrer” mesmo que a solução esteja ao lado dela. Por apatia e acomodação, optam por “chorar” dia após dia. Em casa ou no trabalho, o comportamento se repete e tenho a responsabilidade de deixar um alerta: o mercado está se fechando para pessoas nesse perfil. Foco no problema gera discórdia; foco na solução traz desenvolvimento. Evidente que as causas precisam ser investigadas, diagnosticadas e tratadas, mas na maioria dos casos o tempo será seu inimigo e “pensar rápido” será mais do que necessário. Essa característica também faz parte de sua armadura no Marketing Pessoal, tema tão abordado em meus artigos.

Depois desse evento quase fatídico, fiz inúmeros voos pela imensidão azul. Enfrentei turbulências (calma, elas não derrubam o avião), atrasos na partida e mau tempo. Continuo vivo e observando os problemas que me rodeiam. São motivos para desistir? Jamais. Na verdade, cada um deles é combustível para minha “máquina de soluções.” É tudo uma questão de ótica e atitude.

Pense nisso.


So, what do you think ?