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Mediocridade, jamais!

Por Diego Nascimento

Sou um observador das reações humanas dentro e fora do ambiente de trabalho. Uma das características que mais prezo é a educação. Esqueça os títulos universitários por um instante e foque no “jeito de ser” gentil com as pessoas. É desse tipo de educação que estou falando.

Já teve a chance de conviver com pessoas que enfrentam problemas externos e enxergam você como um verdadeiro para-raios para descarregarem toda a amargura, mau humor e indecisão? Por incrível que pareça isso é mais comum do que se imagine. Há quem pense que falta de simpatia e educação simboliza autoridade ou superioridade. Triste engano. Ao contrário do que muitos imaginam atitudes assim refletem indivíduos que lidam com algum incômodo de longa data. E o pior: afasta as pessoas seja em casa, no trabalho ou mesmo em uma compra no supermercado. Costumo chamar isso de mediocridade.

Com frequência sou requisitado para indicar pessoas a assumirem cargos em empresas. Além de requisitos como postura, habilidades de comunicação e pró-atividade, a capacidade de relacionamento é um fator básico. A Inteligência Emocional tem um valor incalculável e jamais será comprovada por meio de um currículo. Convivência é a única alternativa para um diagnóstico certeiro.

Recentemente li um artigo científico produzido pelo Professor Jean-François Chanlat, da Ecole des Hautes Etudes Commerciales de Montreal, Canadá. Embora tenha sido publicado em 1992, o estudo traz uma afirmação que ainda permanece atualizada em nosso cotidiano nas relações humanas: “O mundo se transforma em um reflexo deles mesmos. As relações que eles desenvolvem com os outros são impregnadas de frieza, desligamento e instrumentalidade. Tais atitudes têm muito em comum com as características dos universos tecnoburocráticos onde a impessoalidade, o funcional e o cálculo reinam como mestres.”

Agir com educação, principalmente no trabalho, contribui significativamente para a harmonia ao longo de horas e mais horas de atividades. Procure ser lembrado por ser ponte entre as pessoas, jamais barreira ou sinônimo de apreensão. Seja qual for seu cargo, salário ou tempo de casa, sugiro o seguinte: sorria! Fugir de um estilo de vida medíocre é uma questão de escolha!


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