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Imagem é tudo: será?

Por Diego Nascimento

Em recente viagem aos Estados Unidos tive a chance de encontrar com Hillary Clinton, pré-candidata à próxima corrida presidencial norte-americana. Em meio à agitação do público e da imprensa, Hillary manteve o mesmo tom de voz e figurino exibidos em debates e reuniões por todo o país. Atitudes assim são inconscientemente percebidas por quem assiste as transmissões ou visualiza fotos da campanha eleitoral. O que pouca gente sabe é que, por trás de toda “armadura”, existe uma profissão essencial nessa fase: a consultoria de imagem e marketing pessoal.

Vou explicar como funciona: muitas empresas investem quantias milionárias na formulação de embalagem, design e divulgação de um produto, principalmente os novos. Uma estratégia de marketing bem definida poderá trazer resultados positivos aos esforços para cativar ou mesmo manter clientes. É nesse mesmo ritmo que muitas figuras públicas investem no seu “jeito de ser”.  Gosto muito de observar isso na vida de atores, esportistas, empresários e até durante as campanhas políticas. No Brasil, por exemplo, há candidatos que parecem ter nascido de novo ao terem seus rostos transmitidos em “peças publicitárias”. Além da vestimenta, itens como o ritmo de fala, olhar e toda a comunicação corporal são lapidados por profissionais especializados na área.

E quanto a nós? Certamente investimos, não importa a quantia, em nossa imagem perante as pessoas, certo? Tenho o hábito de ensinar em palestras que a essência do bom profissional vai além das roupas de grife ou da marca do gel que é utilizado no cabelo. No cotidiano humano nem sempre a “casca” corresponde ao “recheio”. Ao longo de minha carreira como docente, consultor e observador tive lamentáveis encontros com profissionais que divulgaram mundos e fundos sobre o que poderiam fazer em determinado cargo mas, no final das contas, muito pouco ou nadacorresponderam à imagem que havia sido vendida.

Encerro dizendo o seguinte: invista em sua imagem exterior e não tenha medo ou vergonha disso. Se precisar busque o auxílio de profissionais da área. O mercado brasileiro possui experts nesse ramo e eles podem estar até mesmo na sua cidade. Mas faça o “impossível” para garantir que suas qualificações, competência e valores humanos correspondam ao “rótulo” que está “vendendo”. Embora pareça um grande desafio, as imagens externa e interna precisam caminhar juntas. Tem gente observando você! Faça a diferença em todos o sentidos!


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