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Glossofobia: sintomas e tratamento

Por Diego Nascimento

Fobia é um substantivo feminino originado do grego “fobos” que significa medo, aversão ou repulsa e está presente em algo muito comum entre as pessoas: o receio de falar em público. A palavra técnica para esse desconforto é Glossofobia. Alguns estudos iniciados na década de 1990 mostram que mais de 50% da população manifesta um completo pânico ao ter que apresentar um trabalho, projeto ou mesmo um simples discurso. De lá para cá as pesquisas continuam, mas é fácil perceber que a menos de cinco metros de onde estamos encontraremos gente assim.

Sou graduado em Comunicação Social e ministro vários treinamentos sobre Oratória. O melhor nisso tudo é observar a reação da plateia quando conto sobre minha profunda timidez; o ápice foi na adolescência e sofri muito com essa situação. Boca seca, vermelhidão no rosto, voz fraca, transpiração excessiva e medo de julgamentos eram alguns dos sintomas que surgiam em segundos. Já sei: você também tem histórias do tipo para compartilhar, certo? Todo esse contexto não está apenas atrelado à falta de treinamento. A própria psicologia comportamental tem nos presenteado com descobertas que atestam a ponte entre emoção e experiências vividas na infância, juventude e vida adulta. Confesso que o assunto é vasto e, quem sabe, podemos continuar em outra hora. Antes de ir quero oferecer a cada leitor algumas dicas para o início de um tratamento a médio e longo prazo:

  • Reconheça seus limites e peça ajuda para superá-los;
  • Seja simpático no início e no término da apresentação;
  • Jamais aceite falar sobre algo que não conhece;
  • Estude, estude e estude o material que irá apresentar;
  • Ensaie a sua apresentação. A medida que o tempo passar esse procedimento não será mais necessário;
  • Evite focar diretamente nos olhos da plateia (a menos que tenha liberdade para isso);
  • Cuidado com slides: excessos de texto e imagens cansam o público;
  • Administre o tempo: não fale demais e nem “fale de menos”;
  • Use roupas leves e sapatos confortáveis;
  • Fale pausadamente e com o mesmo tom de voz;
  • Arrisque: se lamentar não resolverá nada.

Ao longo dos meus treinamentos divido as tarefas entre conteúdo teórico e prático. Ver mudanças (para melhor) acontecerem é algo gratificante e mostra que, com esforço, uma parcela considerável dos sonhos pode ser alcançada. Mesmo que você não seja um palestrante profissional saiba que seu cotidiano estudantil, social e no mercado de trabalho exige ações de liderança e, por isso, assumir a posição como um bom orador é um ingrediente importante para bons resultados.

O cientista Isaac Newton certa vez disse que “O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.” Acho bom começar a se molhar!

Até o próximo artigo.


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