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Esqueça o medo de altura

Por diversas vezes conversei com pessoas que alegavam ter medo de altura. Evitavam chegar perto de sacadas, janelas e qualquer ambiente que as tirasse da proximidade do chão e que oferecesse risco de queda. Ainda recordo a primeira vez que, no aeroclube, participei de um exercício de estol ou, como se diz no Brasil, perda. Tudo se baseia em decolar o avião, chegar à uma altitude segura para a manobra e, segundos depois, sentir a aeronave mergulhar em direção ao solo. Nem preciso dizer que a adrenalina disparou a números inimagináveis, mas como pode perceber tudo ocorreu dentro dos padrões de segurança (estou vivo e inteiro para escrever o artigo de hoje – risos).

Na vida profissional o medo de altura traz sérios problemas. É por causa dele que muitos deixam de “subir na vida” e optam por ficar onde estão, sem qualquer desejo de aprender mais e contribuir com os outros. Afirmo e reafirmo: há um horizonte além do que está à sua frente. Aprendeu um segundo idioma? Corra atrás do terceiro. Aperfeiçoou suas habilidades na escrita? Faça um curso de oratória. Concluiu a graduação? Faça uma pós-graduação e assim por diante. Conheço gente que confunde estabilidade com acomodação e esse tipo de raciocínio é tóxico e capaz de “contaminar” outras pessoas.

O jornalista e escritor David Cohen no livro “Cultura de Excelência” comenta sobre uma pesquisa feita pela Drª Carol Dweck, professora da Universidade Stanford nos Estados Unidos. Dweck divide a mentalidade humana em dois grupos. No primeiro, intitulado mentalidade fixa, encontramos pessoas que acreditam ter um nível de crescimento constante e que seus talentos não mudam ao longo da vida. Já no segundo grupo, batizado de mentalidade de crescimento, reúne profissionais que creem na evolução da inteligência, que o cérebro pode ser moldado e que o talento é construído. Qual dos dois mais chama a minha atenção? O segundo, claro.

Mudar o mundo está muito mais ligado ao perfil empreendedor do cidadão do que com ideais políticos. A manobra de estol tão famosa no universo aeronáutico, exige um profundo conhecimento técnico do piloto e do co-piloto. Subir na vida também, mas muito mais do que a bagagem teórico-prática a humildade, a coragem e o trabalho de equipe são considerações básicas para qualquer pessoa, seja qual for o cargo ou a formação acadêmica.

Encerro compartilhando uma frase que criei recentemente e que pode tocar o seu coração: “O que é a tentativa? Uma palavra muito comum para aqueles que celebram os bons resultados. Não tenha medo!”

Saudações!


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