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Rota 66

Por Diego Nascimento

São vários os filmes que assisto em que a Rota 66 surge como caminho para viajantes e fugitivos. Hollywood tem uma grande responsabilidade por fazer essa tão lendária estrada permanecer na mente de pessoas por todo o mundo. O que pouca gente sabe é que a Rota 66 teve seu declínio por volta de 1956, quando o presidente Dwight D. Eisenhower assinou o ato pela construção das autoestradas interestaduais, oferecendo 66 mil quilômetros de acesso entre várias localidades nos Estados Unidos. Enquanto isso a Rota 66 permaneceu com sua estrutura original e, em muitos trechos, carecendo de reparos. Décadas mais tarde uma associação criada por residentes e admiradores da estrada iniciou a busca de recursos financeiros pela manutenção de vários trechos, o que teve apoio do governo federal. Mesmo sendo peça de museu, a Rota 66 permanecerá com seu glamour e importância para a história norte-americana.

O que acabei de relatar pode servir como reflexão para sua vida profissional e até pessoal. Imagine sua existência como uma estrada. Decisões erradas causam feridas profundas e que levam tempo para serem curadas; por outro lado existem aquelas que facilitam seu “deslocamento” na progressão da carreira. No caso da Rota 66, os trechos desgastados foram reformados com concreto e asfalto. Sua vida é diferente: o misto de emoção e razão exige sabedoria e diálogo para que finais felizes possam vir à tona. Faz pouco tempo que conversei com uma pessoa que se sentiu excluída no ambiente de trabalho.  Durante a entrevista ela me contou que a outra pessoa, sem qualquer motivo aparente, evitava diálogos, cumprimentos e até olhares. Após uma profunda avaliação descobri que a “vítima de exclusão” incomodava a tal colega em virtude de suas habilidades no serviço, fazendo com que houvesse certo destaque entre os demais. Agora avalie comigo: a pessoa que se sentia incomodada poderia, por iniciativa própria, optar por “uma estrada de boa convivência”, sabendo que somos limitados e que podemos aprender com os demais.  Isso pode ser traduzido por humildade.

O livro de Colossenses, capítulo 3, verso 12 diz: “Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.” A Ética dos Negócios deve refletir esse ensinamento. Seja onde estiver, lembre que traçar rotas é muito importante para uma viagem tranquila e saudável.


Digo com todas as letras

Por Diego Nascimento

Para muitos o trabalho em equipe está no DNA humano e ponto final. Aparentemente é uma regra fácil de ser seguida e, nos lugares onde ocorre, a harmonia e o sorriso nos rostos é algo constante e natural o tempo todo, certo? Nem sempre! O trabalho de grupo é um desafio diário e exige paciência, humildade, pontualidade e preocupação com o próximo. Prova disso são os milhões de televisores e/ou dispositivos móveis que estão sintonizados nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Uma parcela considerável desse público certamente viu o que uma atitude de individualismo pode causar dentro de uma competição e fazer com que anos de trabalho sejam destruídos em segundos.

As atletas Ingrid Oliveira e Giovanna Pedroso, da equipe de saltos ornamentais, foram tema de reportagens em vários veículos de comunicação. Uma briga entre as duas, antecedente as Olimpíadas e agravada durante o evento, fez com que ambas “olhassem para si próprias” e esquecessem que estavam representando quase 250 milhões de brasileiros. Embora o motivo principal do desentendimento eu não aborde no texto de hoje, quero chamar nossa atenção sobre ação e reação. Calma: não vou ministrar uma aula de física; vamos falar de relacionamento.

Por mais que vivamos em uma sociedade democrática é fundamental entendermos que a conquista e a manutenção de clientes é algo relacional e não especificamente material. Quantas pessoas não optam por pagar um pouco mais caro em certo produto ou prestação de serviços simplesmente para receberem um atendimento de qualidade? Ou se caminharmos na direção oposta e refletirmos sobre quantos potenciais clientes deixaram de concretizar uma compra porque o funcionário lá na “ponta do balcão” fez com que um árduo serviço de venda fosse por água abaixo. Isso acontece todos os dias em qualquer lugar (enquanto você lê esse conteúdo alguém está sofrendo com isso). No caso das atletas o resultado já era esperado: ficaram em última posição no ranking e anunciaram a separação.

Sejamos realistas: com crise ou sem crise não temos o direito de andar na contra mão do bom senso. Sempre digo que o que você faz tem impacto sobre um grupo muito maior, com  consequências positivas ou negativas a curto, médio e longo prazo. Trabalho em equipe é algo sério e promove crescimento, desenvolvimento, rentabilidade e boa impressão, desde que realizado da maneira certa.

Encerro citando o mais espetacular conjunto de livros já lançando: a Bíblia. Na Carta aos Efésios, capítulo 6, versos 7 e 8 diz: “Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens, porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre.”

Por isso digo com todas as letras: abra os olhos enquanto há tempo. Tem gente te observando!


O segredo começa com R

Por Diego Nascimento

Fui convidado a falar sobre internacionalização para um grupo de formandos de uma tradicional universidade brasileira. Aceitei no ato. Jamais escondi minha satisfação em tratar desse tema; lido com esse trabalho todos os dias e acredito fortemente nos benefícios da globalização e do Inglês como segundo idioma. Confesso que tive boas memórias da faculdade quando ingressei na sala, fiz uso de uma das carteiras e fiquei sob os olhares atentos e curiosos daqueles futuros administradores.

O fato de eu também atuar como professor universitário permitiu uma participação extremamente harmoniosa no evento. Diferente de uma palestra onde há o momento de explanação e o período para esclarecimento de dúvidas, toda a minha fala foi conduzida por perguntas feitas pelos estudantes à medida que eu tratava dos benefícios e dos desafios de trabalhar internacionalmente.

A quarta questão veio de uma moça muito gentil. Com um sorriso no rosto ela perguntou qual era a principal dica para o sucesso das relações exteriores. Imediatamente eu disse que “O segredo começa com R.”. Seja qual for o idioma, geografia, sistema político e religião evidenciei que o RESPEITO não escolhe continente. A ausência desse atributo foi e continua sendo responsável por inúmeros transtornos ao redor do planeta. Deixei claro que essa atitude começa dentro de casa e reflete diretamente no cotidiano profissional. O RESPEITO se encaixa em toda e qualquer situação.

É possível que você esteja pensando: “Hoje o Diego está tratando de algo que não é novidade para ninguém.” Sim, se esse foi o seu raciocínio, parabéns! Está totalmente correto. Meu alerta não é sobre o significado dessa palavra, mas sobre a prática. Vivemos em uma sociedade onde ser educado é uma virtude. Isso não é normal. Educação é item básico e a partir do momento que é considerada um diferencial significa que algo está errado.

Após um bom momento relatando experiências sobre a internacionalização e o relacionamento com diferentes povos, enfatizei que o combate ao individualismo é um dos grandes desafios da atualidade. O pensar em si e esquecer-se do outro já explica o motivo de tantas empresas enfrentarem problemas internos e de alguns grupos ainda perderem oportunidades de intercâmbio cultural, empresarial e social. Após quase sessenta minutos com aqueles estudantes percebi que numa era em que a internet redefiniu o significado de distância, precisamos abrir os olhos para as atitudes que transformam.

Encerro pedindo que reflita comigo. O exercício do RESPEITO começa com aqueles que moram debaixo do mesmo teto que você, se expande para as relações de trabalho, estudos, fila do banco, da casa lotérica e até na igreja. Da próxima vez que alguém te perguntar se há um caminho para o sucesso diga que “O segredo começa com R.”.

 


A dor de cabeça

A dor de cabeça

Por Diego Nascimento

Na minha infância eu tinha constantes crises de dor de cabeça. Fui ao médico e após vários exames nada foi constatado. À medida que fui crescendo os intervalos de dor diminuíram e hoje, na casa dos 30 anos, tenho uma perfeita saúde mas quando o incômodo chega, sei que é fruto de uma noite mal dormida, excessos na frente da tela do computador ou mesmo uma má digestão. Uma boa soneca (quando possível) e um tradicional remedinho (de conhecimento do médico) são capazes de deixar minha mente novinha em folha. Mesmo assim sei de casos mais delicados que exigem um diagnóstico detalhado e tratamento. Mas se você pensa que o artigo de hoje é sobre saúde, se engana.

Ao exemplificar minha dor de cabeça, mostrei que ela é passageira e tratável. Mas essa mesma expressão está presente em cenas do cotidiano pessoal e profissional. Quem já não disse: “Nossa, essa situação está gerando uma dor de cabeça…” ou “Jamais imaginei que a decisão que tomei geraria tamanha dor de cabeça”. Nesse caso, a dor tão citada não é física, mas emocional. É causada por escolhas feitas no impulso e sob uma aparente justificativa de liberdade e autonomia. O que mais pode te deixar perplexo é que muitos desses sintomas não são fruto de uma “inocência” mas de falta de sabedoria. É nesse ritmo que ocorrem os chamados tropeços na liderança de uma equipe, na formulação de uma regra de atendimento, na expansão de atividades sem o devido preparo ou mesmo na expedição de uma ordem que pode gerar muito desconforto entre os colegas de trabalho, sem necessidade. É literalmente “agir sem pensar”.

Um dos mais brilhantes livros de administração pessoal e profissional que leio é Provérbios, parte integrante da Bíblia Sagrada. O Rei Salomão, reconhecido como o líder mais sábio que já existiu, deixou um registro marcante totalmente inspirado por Deus. No capítulo 3, versos 5 e 6 está: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.” Isso nada mais é buscar uma referência digna de ser seguida, planejar e antecipar potenciais riscos. Mesmo em 2016, na chamada era pós-digital, há pessoas que insistem em se aventurar por meio de diálogos inadequados, de um estilo de vida guiado pela “maioria” e subtraindo do cargo e da responsabilidade os valores morais tão clamados por uma sociedade fragilizada por tombos e tropeços.

Seja no trabalho ou em sua vida pense “um milhão de vezes” antes de falar algo, tomar alguma decisão ou conduzir qualquer projeto. Integridade é um valor apreciado e precisa ser refletido por todos os lados: da liderança para a equipe e da equipe para a liderança e acredite: isso influencia até nos resultados financeiros da empresa. Independente de onde esteja faça o melhor. Você é observado. Esteja atento: há dores de cabeça que duram uma vida inteira.


Você pode

Por Diego Nascimento

Hoje quero ser objetivo ao registrar dicas que podem mudar o rumo de sua vida profissional. Conheço gente que tem “escalado uma montanha cheia de obstáculos” mas que são recompensadas com uma grande vista ao chegar ao topo. Por outro lado, há pessoas que têm mergulhado de ponta em incertezas e riscos completamente desnecessários; algumas aventuras não valem a pena. Foi pensando nisso que criei uma lista TOP10 do “Você pode”. Pare, avalie, planeje e tome uma atitude:

1)Você pode achar que investir tempo e recursos financeiros em qualificação profissional seja desnecessário, afinal, você já coleciona diplomas e certificados. Cuidado: a arrogância intelectual costuma provocar tombos desastrosos;

2)Você pode achar que está no caminho certo até descobrir que um aparente êxito (fama, finanças…) exija o abandono de valores nobres como honestidade e respeito. Se isso ocorrer, sugiro que faça o retorno e pegue outra rota;

3)Você pode pensar que autoritarismo e prepotência oferecem uma imagem de domínio e liderança, mas, no final das contas, perceberá que o mercado de trabalho e os ciclos sociais não sustentam relacionamentos duradouros com indivíduos que se bastam;

4)Você pode achar que estudar um segundo idioma é luxo e ostentação, pelo contrario: é uma necessidade e quando menos imaginar se lembrará dessa advertência;

5)Você pode achar que uma grande soma monetária em sua conta bancária resolverá todos os seus problemas. Triste engano: grandes soluções registradas na história não tiveram custo algum; foram sanadas por meio de uma conversa franca e sincera;

6)Você pode justificar postagens indevidas e descontroladas nas redes sociais com base na liberdade de expressão prevista em lei. Na prática a possibilidade de “queimar o filme” ou perder amizades são muito comuns em ocasiões dentro e fora do ambiente profissional.

7)Você pode achar que o que acabou de ler no item 5 não é verdade. Entenda que muitos recrutadores observam os perfis on line para avaliação de currículos. Eu sou um deles;

8)Você pode pensar que seguir as regras faz parte de modelos de liderança do passado. Pensamento errado: até as grandes corporações reconhecidas internacionalmente por momentos de ludicidade ao longo da jornada de trabalho fazem questão de programar os “deveres do profissional”;

9)Você pode achar que fofoca é algo corriqueiro e inocente. Grande mentira: semear discórdias é uma ação negativa e condenada na própria Bíblia Sagrada;

10)Você pode optar por fugir dos livros e abraçar formas de entretenimento fúteis e momentâneas. Depois não reclame de “passar aperto” ao redigir textos mais complexos em processos de vendas, atendimento, concursos públicos, etc…

Você pode refletir sobre esses pontos ou simplesmente ignorar esse texto. É uma questão de escolha. Confesso que não sou o dono da razão, porém, quinze anos no mercado de trabalho têm oferecido oportunidades únicas de observação, aprendizagem e prática. Crescer na vida exige tempo e inclui uma longa jornada em prol de uma mente branda com respostas sábias. Optei por essa estrada. Vamos caminhar juntos?


Uma questão de sabedoria

Por Diego Nascimento

O silêncio pode ser manifestado de diferentes formas e não importa a idade: cada ser humano tem a chance de fazer da comunicação verbal uma segunda opção. Já escrevi sobre fofoca na vida e no ambiente de trabalho, a respeito de discórdias onde palavras não foram medidas durante o diálogo e até contei aventuras de alguns leitores que se depararam com recados totalmente sem sentido e divulgados por meio de outdoors, placas, etc…  Se hoje você está esperando um ensinamento nessa linha, acalme os ânimos e raciocine comigo.

Vou resumir o que chamarei de “Prática do Silêncio” em quatro grupos. Todas as definições são minhas e baseadas em observações do cotidiano:

  • O Silêncio do Respeito: é tradicional e geralmente encontrado em igrejas, peças de teatro, óperas e eventos onde uma ou mais pessoas coordenam atividades que exigem atenção e concentração (a menos que o interlocutor peça a interação do público);
  • O Silêncio da Cumplicidade: é perigoso, nocivo e mais comum do que se imagina. Faz parte da realidade de pessoas que sabem que são cúmplices ou praticantes de algo errado e, quando confrontadas sobre o problema, optam por “calar a boca” e deixar rolar mesmo que a situação conflite com princípios familiares e até confessionais;
  • O Silêncio da Reflexão: acontece em momentos de alegria ou amargura. É quando você precisa ficar só, para pensar sobre uma excelente notícia, uma vitória alcançada ou desafio a ser enfrentado;
  • O Silêncio Corporativo: longe de abranger profissionais apáticos no ambiente profissional (esse é assunto para outro dia), o Silêncio Corporativo está ligado à concentração, rendimento do trabalho e respeito mútuo. Uma conversa ao longo do expediente faz bem, desde que seja na hora certa, no devido tom de voz para o local e com assuntos que valham a pena. Fora isso, o silêncio é uma atitude que em muitos casos rende bons frutos para a empresa e para o profissional (tarefas feitas com mais atenção, cumprimento de prazos … e a lista continua).

Faço parte de um grupo de empreendedores que escreve a ministra palestras sobre diversos assuntos. A internet é rica em materiais que tratam do foco no trabalho mas o Rei Salomão, que segundo a Bíblia foi o homem mais sábio na face da Terra, buscou a inspiração divina para registrar um ensinamento a respeito do tempo certo, incluindo o silêncio na lista de prioridades. Eclesiastes, capítulo 3, versículo 7 diz: “tempo de calar, tempo de falar.” O livro de Provérbios,  capítulo 17, verso 18 enfatiza: “Até o insensato passará por sábio se ficar quieto e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento.”

Sugiro que visite os tipos de silêncio que registrei e avalie se você conhece alguém que precisa de um pequeno ajuste por falar demais, provocando o desentendimento nas relações humanas ou mesmo sendo instrumento para a falta de concentração dentro da empresa. Sabedoria não se encontra em livros: ela é fruto de vivência e observação. Que a boa Conduta no Mundo Corporativo e na Vida possa impactar pessoas a todo instante.


O peso da responsabilidade

Por Diego Nascimento

Você sabe que a ministração de palestras e treinamentos faz parte de minha jornada profissional. Certa vez, quando perguntei a um grupo sobre o real motivo do esforço no trabalho, recebi várias respostas. Uma delas marcou muito: um homem de meia idade disse que gostaria de conquistar o maior número de bens para garantir uma vida confortável aos filhos no futuro. Os demais ofereceram justificativas semelhantes, mas ninguém entendeu a essência da mensagem. Dei um desconto, afinal, eu estava no início do treinamento e muita água ainda correria embaixo da ponte.

O motivo de minha preocupação é abstrato e não concreto. Mas antes quero dizer algo: vejo como louváveis atitudes similares ao personagem do primeiro parágrafo. Trabalhamos paraconquistas diversas e isso inclui aquela casa dos sonhos, um carro ou moto na garagem, uma viagem inesquecível e sim: o bem estar dos filhos.

Voltando ao assunto de minha preocupação: considero um legado ainda maior o conjunto de valores e situações que as pessoas trazem à mente quando seu nome é pronunciado.Certamente você já ouviu: “Fulano de tal foi exemplo… a forma como lidava com os desafios era incrível…” ou coisas assim: “Faz tempo que não vejo ciclano… ainda bem… só fala besteira”. E não venha dizer que desconhece essas expressões. O ambiente de trabalho também não foge de cenários assim. Entendeu agora a importância das referências no momento de uma contratação? Recrutadores são expert nessa missão.

Dizem que a esperança é a última que morre; prefiro acreditar nisso ao invés de “jogar a toalha”, no exato tempo em que você e eu temos que fazer a diferença. É por isso que sigo com os treinamentos, palestras, consultorias. Independente da função que ocupe, seja profissional autônomo ou dentro de uma empresa, lembre: o peso da responsabilidade está sobre o seus ombros. Faça e diga algo que valha a pena. Simples assim!


Eu leria se fosse você

Por Diego Nascimento

Na última semana fui ao supermercado comprar alguns itens. Ao caminhar pelas gôndolas fiquei assustado por dois motivos: o primeiro foi o preço das mercadorias; mostrando de forma prática a instabilidade econômica. O segundo foi uma exibição gratuita de má educação e total ausência de liderança. Vou contar como foi: ao comparar o preço de pacotes de pipoca (gosto das tradicionais, preparadas sem o uso de micro-ondas), percebi a silhueta de uma mulher ao meu lado. Poucos metros adiante um funcionário, que organizava os produtos nas prateleiras, fitou os olhos naquela jovem e passou a ouvir palavras de baixo nível. Em poucos segundos percebi que ambos já se conheciam previamente (atuavam no mesmo supermercado mas em setores diferentes) e, por algum desentendimento, decidiram alinhar a conversa ali mesmo. A falta de decência foi encerrada logo em seguida, quando os dois perceberam minha presença.

Numa fração de tempo fiz uma reflexão que quero compartilhar com você:

  • Postura: faça chuva ou faça sol seu local de trabalho não é seu quarto. Assuntos delicados são (ou deveriam ser) tratados longe do ambiente profissional. Por mais que alguém pense ter o controle da situação, não vale a pena arriscar;
  • Vocabulário: felizmente fui criado em um ambiente familiar em que os ditos palavrões passam longe. Alguns até desconheço. Tenho certeza de que essa é uma realidade de muita gente. Defendo que até uma “boa discussão” entre os interlocutores exige classe;
  • Bom senso: cada vez mais raro hoje em dia. A demonstração gratuita de agressividade e falta de auto controle exibiram uma necessidade de qualificação ou mesmo de substituição de ambos os funcionários;
  • Liderança: a gerente do estabelecimento, alertada com o “calor da emoção” do casal descontente, foi até o local mas agiu com indiferença. A pergunta que surgiu em minha mente foi: “Será que é algo corriqueiro por aqui?”

Esse fatídico relato mostra que, de fato, muitas empresas, independente do tamanho, ainda abrigam pessoas que se esquecem dos limites. Ao mesmo tempo acredito na lapidação e muitos podem “se salvar” de comportamentos assim. É por isso que continuo minha jornada ministrando palestras e cursos.Transformar o status quo de um profissional, para o lado do bem, não tem preço.

Encerro esse artigo citando Zig Ziglar, autor de Automotivação, Alta Perfomance: “Os otimistas são cheios de paixão. Eles acreditam que estão nesta terra por causa de um propósito e não têm a menor intenção de parar enquanto esse propósito não for cumprido. As atitudes dos otimistas são positivas. Sua perspectiva é para a eternidade, e o entusiasmo que demonstram é contagiante!”

Ao infinito e além!


Você e eu

Por Diego Nascimento

Eu tinha 22 anos de idade quando subi a Cordilheira dos Andes pela primeira vez. À medida que a estrada atingia níveis mais altos, o frio se tornava mais intenso. Os picos tomados pela neve exibiam um espetáculo natural mas alertavam sobre os perigos da ousadia. Em certo trecho da jornada avistei uma casa feita de pedras, em estilo rústico. Uma pequena construção visivelmente antiga e que guardava um significado profundo.

Assim que atingi três mil metros de altitude perguntei aos nativos que estavam próximos do meu grupo o que aquela cabana de pedras fazia ali. A resposta foi marcante: a casa servia de refúgio a quaisquer pessoas que optassem por seguir viagem ou que precisassem de guarida, principalmente em períodos de nevasca. O mais impressionante é que os hóspedes temporários tinham o hábito de deixar cobertores e comida para os próximos viajantes ou esportistas que necessitassem do abrigo. Um verdadeiro e profundo senso de coletividade.

O relato que acabo de fazer mostra uma atitude cada vez mais escassa no ambiente profissional. O “eu” supera o “nós”. O mercado de trabalho não tem espaço para “pessoas que se bastam”. Ninguém vive sozinho. Somos parte de uma cadeia de ações conjuntas. Independente do tamanho da empresa ou do projeto a ser desenvolvido, é fundamental pensarmos que atividades em equipe são peças-chave para o sucesso. Lamentavelmente há pessoas que não pensam assim e que fazem do individualismo uma marca registrada. Vejam o exemplo que eu trouxe: os forasteiros que fazem uso da cabana não fazem ideia de quem será o próximo hóspede mas mesmo assim fazem questão de dividir o mantimento. Pudera toda empresa ter equipes que seguissem o mesmo ritmo. Quantos casos de vitória não compartilharíamos diariamente?

O mais triste nisso tudo é que o individualismo profissional tem avançado para dentro das famílias. Conheço gente que é capaz de trapacear a própria mãe simplesmente por um desejo egoísta, esquecendo que família também é trabalho em equipe.

Sou observador. Alguns minutos de conversa são claramente capazes de mostrar o senso de individualismo ou coletividade das pessoas. As palavras transmitem sentimentos e a linguagem corporal também. Que tenhamos cuidado em nosso cotidiano. O mercado de trabalho é muito precioso e constante para perdermos tempo com sentimentos de orgulho e egoísmo.


Acidente ou proposital?

Por Diego Nascimento

Uma amiga conversou comigo essa semana sobre um interesse fato: ao visitar uma loja, ela percebeu que a empresa havia reformulado o logotipo por meio da distribuição aleatória das letras. A ideia era clara: por meio da junção das sílabas o cliente veria o nome completo do estabelecimento. Sem sombra de dúvidas uma ideia moderna e artística. O mais curioso é que além da identificação da loja, duas vogais e duas consoantes foram posicionadas aparentemente sem uma apuração e se destacaram no centro da “marca”. O pior é que, somando todas as quatro letras, a palavra que apareceu foi ERRO. Isso mesmo, ERRO.

Isso é mais comum do que se imagina. Muita gente, ao tentar inovar acaba “pulando de um precipício”. Criatividade é fundamental para o sucesso nos negócios e na vida pessoal, porém, precisa surgir com base em planejamento. No caso da loja citada, a aparição da palavra ERRO dentro da marca da empresa pode ter sido acidental ou proposital. Prefiro pensar na primeira opção, pois, se foi proposital, as consequências poderão ser sérias. O desejo de compra tem total conexão com a psicologia. Cores, formas, sons e imagens são capazes de atrair pessoas ou fazer com que nunca mais voltem. Visitar um local onde a mente se vê ligada ao ERRO pode, de forma automática, espantar potenciais consumidores sem que eles percebam como tomaram essa decisão.

E não pense que isso ocorre apenas com empresas. Diariamente publicizamos ideias por meio de nossas roupas, mensagens em camisetas, fala, escrita, gestos…. determinadas ações são uma verdadeira ponte quebrada prestes a desmoronar. Cuidado para não agir de forma precipitada com alguém que, amanhã, pode ser a pessoa que irá entrevistar você para aquela tão sonhada vaga de emprego.

Em resumo: preste muita atenção antes de divulgar qualquer item. Há quem diga que uma imagem vale mais do que mil palavras mas o contrário também pode acontecer.


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