:::: MENU ::::
Browsing posts in: Artigos

O jovem chefe

Por Diego Nascimento

Meu histórico profissional é repleto de capítulos que renderiam artigos e mais artigos sobre a conduta no trabalho. É fácil recordar alguns episódios onde o domínio próprio e a mansidão foram atitudes marcantes em cenários tempestuosos. Dos 21 aos 23 anos de idade recebi duas promoções no emprego: na primeira fui nomeado coordenador de um importante departamento e, na segunda, assumi a gerência geral. Aparentemente algo simples se não fosse o curto intervalo e, também, minha faixa etária.

Talvez você esteja pensando que essa situação é atípica, mas não é. A chegada de líderes cada vez mais jovens ao mercado de trabalho é uma tendência em escala global e que pode bater à nossa porta quando menos imaginarmos. No meu caso havia pessoas com o dobro da minha idade e confesso que não foi uma tarefa simples. Por outro lado, posso dizer que a harmonia era uma característica comum na minha gestão e atribuo esse resultado ao trabalho em equipe e aos valores de vida que aprendi ao longo da infância e da mocidade.

Há quem diga que a liderança jovem traz mais energia às atividades; do lado oposto existe o grupo que defende uma administração mais experiente e atribui essa característica a idade. Não estou aqui para discutir sobre quem deve ganhar a queda de braço mas saiba que nem sempre o empreendedorismo e a sabedoria estão atrelados à data de nascimento. É aqui que entra a famosa Gestão Participativa, que permite o envolvimento dos colegas de trabalho nas tomadas de decisão. Diante disso quero registrar cinco dicas para quem lidera e para os que são liderados:

  • Ações autoritárias e centralizadoras fragilizam sua interação com a equipe. Sendo um líder jovem ou mais experiente mostre sua disponibilidade em ouvir os outros;
  • O que aprendemos no ambiente acadêmico serve de direção para o cotidiano profissional, mas nem sempre a solução dos problemas estará nas páginas dos livros ou artigos acadêmicos;
  • A posição de líder e liderado pode se inverter a qualquer momento. Esteja pronto a assumir ambas;
  • Henry Ford, aos 33 anos, teve seu primeiro modelo de automóvel aprovado. Senor Abravanel, o Sílvio Santos, ainda é um grande exemplo de persistência aos 85 anos de idade;
  • O respeito é capaz de romper barreiras. Seja de qual lado estiver (liderando ou sob liderança) entenda que há limites.

Se estamos no mercado de trabalho é por uma causa nobre e não tenho dúvidas disso. Existimos para servir ao próximo (pelo menos deveria ser assim). Encerrarei meu artigo com a fala do maior líder de todos os tempos: Cristo. Busco seguir o exemplo Dele, afinal, toda ação gera uma reação. Jesus os chamou e disse: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” – Mateus 20, 25 a 28.


Saiba o que o WhatsApp fez comigo

Por Diego Nascimento

Liberdade! Essa é a palavra que resume os 30 dias que decidi ficar afastado do WhatsApp, um dos mais famosos aplicativos de comunicação nos dias de hoje. Talvez você tenha franzido a testa ao ler a abertura desse artigo. Isso porque a declaração parte de um profissional que trabalha com mensagens, textos e que também faz da interação um instrumento de trabalho. Optei por ser a cobaia nesse experimento que gerou muita polêmica. Continue comigo e mergulhe em minhas observações.

Tenho diversos contatos em meu smartphone e sem sombra de dúvidas essa lista imensa reflete no WhatsApp. De minuto a minuto recebo alertas que tratam da chegada de uma pergunta, aviso, links, áudios ou vídeos. Por outro lado, conheço pessoas e empresas que fazem do aplicativo um canal de atendimento ao consumidor. Em uma era onde a instantaneidade virou uma rotina, nada melhor do que uma ferramenta que envie mensagens em tempo real e de forma gratuita. No meu caso, utilizo o App* para atender a determinados grupos de conversação e compartilhar links com os textos que produzo. Mas o simples fato de desconectar minha mente dessa maravilha da tecnologia nas últimas semanas fez com que eu vivenciasse algumas experiências e faço questão de listar cada uma delas para refletirmos juntos. Se prepare:

  • Dores de cabeça e postura: a incidência de dores de cabeça que surgiam de forma repentina chegou a quase zero. Incômodos na base do pescoço também diminuíram. Sempre apareciam quando eu ficava um longo período “olhando para baixo” para responder a todas as demandas que chegavam no WhatsApp;
  • Gerenciamento do tempo: consegui organizar a leitura de capítulos de livro, produção de textos, projetos e itens do cotidiano;
  • Acolhimento: sem a “responsabilidade” de ficar grudado ao celular para atender aos chamados eu pude oferecer mais tempo de diálogo face a face para minha família e amigos;
  • Planejamento: em função do tempo melhor aproveitado eu pude planejar minhas atividades diárias com muito mais cuidado e sem a tão agonia de correr com as anotações para mergulhar no aplicativo.

Em nenhuma hipótese estou fazendo campanha para abandonarmos a ferramenta. Para se ter uma ideia retornei ao uso agora pouco e já estou usufruindo dos benefícios dessa tão revolucionária forma de comunicação. Minha experiência aconteceu para mostrar que não podemos resumir nossa vida à tela de um smartphone, tablet ou computador. Nessa jornada de 30 dias off-line avaliei meu afastamento do WhatsApp mas poderia ser com qualquer outro software disponibilizado por empresas concorrentes. Prova disso é quando a justiça faz o bloqueio do aplicativo: em questões de segundos uma migração gigante acontece para outros serviços similares. Avalio esse evento à um resultado da era pós-moderna e, se observarmos com o devido cuidado, temos inventado coisas para ganharmos tempo, mas, na verdade, estamos ficando sem esse precioso recurso a cada dia. Garanto que você em algum momento disse que 24 horas não são suficientes para fazer tudo o que precisa. Por isso te pergunto: uma análise estratégica de seus compromissos mostrará um acúmulo de tarefas (sei que isso é realidade para alguns) ou o mal-uso do tempo?

Formulei uma polêmica opinião sobre o século 21: temos o privilégio de testemunhar e acessar as facilidades da tecnologia, mas não temos a devida maturidade para lidar com tanta inovação. A surpresa é tamanha que valorizamos a máquina e esquecemos do ser humano, não importa a idade. Meu alerta não é contra a chegada da informatização e sim quanto a maneira como recebemos e vivemos com elas. É uma questão de prioridade. Se você faz uso dessa “nova onda” para o trabalho, parabéns! Use e abuse daquilo que pode minimizar seus custos e ampliar a captação de clientes, mas recomendo que coloque um horário para viver a vida. Se você está no grupo dos que ficam diariamente plugados, perdendo tempo lendo, assistindo e ouvindo coisas que banalizam até mesmo os valores familiares, cuidado. Conheço clínicas que além de receberem viciados em narcóticos cuidam de dependentes da web e isso inclui o uso mais do que anormal de ferramentas vinculadas a internet. Uma rápida busca no Google exibirá matérias jornalísticas que tratam do tema em todos os continentes, sem exceção.

Jamais escondi minha admiração pelos ensinamentos bíblicos. Cerca de três mil anos atrás o grande Rei Salomão, inspirado por Deus, registrou que há o tempo certo para tudo. Esse famoso trecho está no livro de Eclesiastes, capítulo 3, versos de 1 a 8. É uma mensagem tão apropriada que fiz uso dela em outros textos.  Recomendo a releitura, reflexão e prática.

Quer ser uma pessoa que faz a diferença na vida dos outros? Entenda que há um mundo de oportunidades que extrapolam a distância entre seus olhos e a tela do celular. Tudo em excesso faz mal. Pense nisso!

Glossário:

App*: sigla para a palavra Aplicativo.


Dupla cidadania

Por Diego Nascimento

A história da minha família é cercada de muitas aventuras e uma delas envolve a imigração da Europa para o Brasil de um dos meus antepassados. Por causa dessa saga eu, alguns primos e tios poderemos ter uma dupla cidadania. Antes de chegarmos ao Consulado foi necessária a reunião de documentos que revelaram capítulos dignos de um filme. Interessante saber como ações de hoje podem, literalmente, influenciar episódios do amanhã. É sobre isso que quero falar.

Apesar da pouca idade estou próximo de duas décadas de vida profissional e possuo diversas lembranças de líderes e colegas de trabalho que tive e tenho. Essa jornada reforça cada vez mais uma frase de extremo impacto: as pessoas vão e as instituições ficam. Diante disso pergunto: o que você e eu temos feito para que as recordações a nosso respeito sejam marcantes, a ponto de podermos oferecer o mínimo de referência possível? Você tem duas opções: perceber que a resposta a essa pergunta é uma besteira e abandonar a leitura desse texto ou prosseguir comigo para entender a importância de um legado.

Não há dúvidas de que a Bíblia Sagrada ofereça grandes ensinamentos de liderança e faço questão de aproveitar todos. Certa vez o apóstolo Paulo decidiu escrever uma carta para algumas pessoas que se candidataram a assumir cargos. Em um dos trechos da epístola, precisamente em I Timóteo, capítulo 3, verso 7, foi registrado um dos requisitos para quem almejava o serviço:“Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito.” Fantástico saber que essa recomendação foi dita dois milênios atrás.

No começo do texto falei sobre família; uma verdadeira fábrica de legados. Muito além da condição da dupla nacionalidade eu recebi algo sem preço: exemplos de determinação, bom testemunho, mansidão e domino próprio. Itens que jamais encontraremos em gondolas de supermercado pois são passados de pai para filho. Talvez você jamais seja capa de revista. Talvez não receba uma estrela na calçada da fama de Hollywood. Não ligue para isso. Se sua herança aos que estão à sua volta for silenciosa, mas capaz de influenciar positivamente as pessoas, parabéns! É disso que estou falando. Seu nome vale muito e, por meio dele, muita coisa pode acontecer. Encarecidamente peço: não desperdice tempo em fazer o bem.


Um sentimento medíocre

Por Diego Nascimento

Dominar o inglês como segundo idioma tem permitido que eu dialogue com profissionais de vários países. Em meio a essa diversidade cultural descobri que há um sentimento comum nesse mundo pós-moderno e que preocupa meus colegas de trabalho, independente da nacionalidade ou posição geográfica: a inveja. Essa característica é mais comum do que se pensa. Ao passo que deveríamos ter mais maturidade nas falas e atitudes, parecemos estar caminhando rumo ao abismo da perdição. E você não precisa ir longe para atestar isso, posso garantir.

Mediocridade: essa é a palavra que uso para caracterizar os que fazem da inveja uma aliada diária. Essa característica corrói a alma, machuca o corpo. Celebra desavenças e constrói os mais sórdidos cenários no trabalho e até dentro de casa. Fico imaginando quem alimenta esse sentimento: passa a vida correndo atrás do vento e nunca está satisfeito com nada. A boa notícia é que existe cura para esse mal que atravessa eras na história humana e que tem espaço garantido em lugares inimagináveis.

A inveja é acompanhada do orgulho; aquela sensação de soberania que lamentavelmente alguns profissionais têm. O grande livro de Provérbios, que não canso de dizer que é parte da base fiel e sagrada de ensinamentos para o relacionamento humano, registra no capítulo 14, verso 23, um profundo alerta: “O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos. ” Como eu disse, a saúde emocional é capaz de apontar caminhos para o sucesso ou para o fracasso. A cura para os “profissionalmente doentes” está na humildade, na mansidão e na busca pela referência em quem deu a maior prova de amor ao próximo.

Você conhece alguém com esses sintomas? Embora eu saiba a sua resposta sugiro que aja com misericórdia em casos assim. Mas saiba que ninguém é inocente a ponto de ser praticante ocasional desse sentimento que tem destruído carreiras e até famílias. Se houver abertura, dialogue. Do contrário, apenas observe. A cada dia que passa o mercado de trabalho se fecha para gente que gosta de ser medíocre. 


Vou contar só para você

Por Diego Nascimento

Tenho o hábito de dizer que a palavra Comunicação está em minha sequência de DNA. Nos últimos quinze anos tenho estudado vários segmentos dessa ciência tão vasta. Um deles trata da interação com os clientes por meio do e-mail. Um correio eletrônico bem produzido é capaz de oferecer oportunidades inimagináveis. Pensando nisso oferecerei cinco dicas para que o sucesso seja uma característica marcante quando fizer uso dessa ferramenta.

O que vem antes do @: sempre recebo currículos com apelidos antes do @. Não faça isso. Palavras pejorativas ou sem seriedade empobrecem a sua imagem e fogem das boas práticas do Marketing Pessoal. Sugiro que use seu nome e sobrenome e, no caso de empresas, uma sequência curta e fácil de guardar na mente;

Título: seja objetivo. Dependendo do que inserir no campo “Assunto” sua mensagem será prioridade ou “algo pra depois. ” ;

Ortografia/Gramática: sempre correta. Não importa se o destinatário é seu irmão ou seu patrão. Lembre que a leitura é o único exercício para aperfeiçoar sua escrita;

Assinatura: coloque seu nome completo, endereço de e-mail e telefone (de preferência que funcione). No mundo corporativo a facilidade de retorno é mais do que necessária para o “fechamento” de negócios;

E agora por último, mas não menos importante:

Feedback: responda aos seus e-mails. Que seja um “confirmado, recebi…” não mate o remetente de angústia para saber se a mensagem chegou corretamente. O tráfego de informações na rede é muito alto e, acredite, congestionamentos e desvios de rota podem acontecer. Além do mais a resposta ao e-mail é um exemplo claro de respeito mesmo que resulte em um diálogo face a face.

Faça a diferença! Esteja atento aos pequenos detalhes!


Não fez mais do que a sua obrigação

Por Diego Nascimento

Ao longo de minha vida tenho exercido a prática do agradecimento. Tudo bem: sei que essa é uma regra básica do cotidiano para o bom relacionamento interpessoal. Pelo menos na teoria. Conheço gente que é afiliada ao grupo que diz “não fez mais do que a sua obrigação. ” Eu repudio esse tipo de pensamento. Seja na linha da gentileza ou parte da agenda diária de atividades no trabalho, um “Muito obrigado” é a ponte para o senso de acolhimento tão necessário na era pós-moderna.

Contarei de duas experiências: uma antiga e outra recente. A primeira trata de uma tarde de diálogos que tive com o ex-goleiro Taffarel. Isso mesmo. Taffarel foi aquele atleta que defendeu os pênaltis na Copa do Mundo de 1994 e fez parte do elenco tetracampeão no futebol de campo. Recordo, como se fosse ontem, a atitude de companheirismo e liderança exercida por ele. Isso foi fundamental para o trabalho em equipe que resultou em mais um título para o Brasil. Anos mais tarde, em certo momento de nossa conversa, expressei o meu “Muito obrigado” ao homem que viu de perto o jogador italiano Roberto Baggio errar um chute histórico e que poderia redefinir a coleção de estrelas no lado esquerdo da camisa da Seleção Brasileira de Futebol.

A segunda experiência envolve algo inédito. Aos sete anos de idade sofri uma queda no intervalo das aulas. Como toda criança eu gostava de correr pelo pátio. Mas nesse dia choquei o joelho esquerdo violentamente contra o chão e instantaneamente lágrimas e muita dor decidiram fazer companhia à minha pessoa. Com total instinto materno uma das funcionárias da cantina me conduziu para um local mais calmo e, com métodos caseiros, preparou um refrescante líquido que contribuiu significativamente para minha calmaria e cura. Essa cena ficou marcada em minha mente. Mudei de escola e nunca mais vi aquela senhora. Vinte e três anos mais tarde, ao caminhar pela rua em minha cidade, reconheci um rosto no ponto de ônibus. Com a idade avançada a funcionária da cantina estava aguardando a condução para retornar ao lar. Não pensei duas vezes: fui até ela e disse: “Certamente a senhora não se recorda de quem sou. Duas décadas atrás sua atitude trouxe paz ao coração de um garotinho que chorava copiosamente depois de um tombo na escola. O menino cresceu e está agora conversando contigo para dizer o mais sincero “Muito obrigado. ” Foi uma cena emocionante.

Se no mercado de trabalho a gentileza sincera pode se tornar um diferencial, o que dizer da própria Bíblia que nos orienta a agradecer sempre? O livro de Tessalonicenses, capítulo 5, verso 18, inicia com um direto e profundo “Em tudo dai graças …”. Avalio que esse tipo de atitude esteja nas pessoas que fazem do bom senso um parceiro diário. Quer uma dica que vale a pena? Conscientize os que estão à sua volta sobre os benefícios do verbo agradecer. As recompensas serão inimagináveis. Pratique essa ideia!


O exemplo do cardume

Por Diego Nascimento

Recentemente fiz um trajeto de barco para conhecer uma área de mata fechada; a única forma de acesso era por meio de um rio largo e profundo. Além dos equipamentos de segurança disponíveis na embarcação havia um sonar que exibia com detalhes o movimento de qualquer coisa que estivesse submersa. Fiquei perplexo ao ver o elevado número de cardumes que se deslocava sob nós realizando uma série de cadências de nado sincronizado. Embora eu não estivesse praticando mergulho aquele equipamento ofereceu uma visão clara da quantidade de peixes que havia naquela região e, além disso, trouxe a confirmação de que até a natureza tem exemplos práticos do trabalho em equipe.

Sem sombra de dúvidas a biologia tem estudos que detalham os efeitos dos cardumes para a sobrevivência de determinadas comunidades marinhas. Trazendo esse cenário para o cotidiano profissional podemos refletir sobre qual é nosso papel no “cardume”. Será que nossa equipe caminha unida na busca de bons resultados para a empresa? Ou ainda há aqueles que insistem em se isolar dos esforços do grupo sob a desculpa do “eu trabalho sozinho?…” Imagine qual seria o resultado de certas batalhas históricas caso os pelotões optassem por atuar individualmente. O Brasil reuniria cinco títulos em Copas do Mundo se os jogadores estivessem cada um por si? Uma equipe médica teria êxito em uma complexa cirurgia caso não houvesse diálogo entre eles? Na sua casa há união ou uma disputa desnecessária que faz as pessoas “patinarem no gelo? ”

O trabalhador multifuncional tem grandes chances de progressão de carreira se observada uma série de características. Uma delas é a habilidade de compartilhar conhecimento, instruções e fazer da equipe o reflexo prático da sintonia. Nessa forma de análise quero sugerir o seguinte:

  • Ouça. Aprender a ouvir é uma atitude básica para oferecer direcionamento;
  • Fale. Compartilhe seu conhecimento tendo a humildade como balança para cada palavra emitida;
  • Sinta. Temos sentimentos e precisamos ter tato para lidar com o próximo;
  • Reveja seu potencial. Você tem muito a oferecer e uma avaliação sincera pode revelar habilidades que jamais imaginou.

Jesus é outro grande exemplo de liderança pautada na equipe: seu grupo realizou um trabalho tão extraordinário que mesmo após dois mil anos temos muito a aprender com os discípulos de Cristo. O livro de Lucas, capítulo 6, versos de 12 a 16 traz informações sobre como ELE os chamou.

Que esse seja um ano onde o individualismo configure algo do passado e que o trabalho em equipe esteja cada vez mais presente e visível em nossas vidas. Contamos com você nessa jornada.


Queda livre

Por Diego Nascimento

Não. Não irei falar sobre saltos de paraquedas ou bungee jumping. Minha preocupação mais recente é sobre o que você fez mais cedo: curtir uma postagem nas redes sociais. Por meio de um laptop, computador pessoal, celular ou tablet essa ação contribuiu para mudanças no significado da palavra relacionamento. A instantaneidade das informações e o vislumbre diante das telas têm um preço muito alto.

A cada minuto mais e mais pessoas perdem a capacidade de dialogar face a face. Tenho feito essa constatação por meio de palestras com estudantes, entrevistas de recrutamento e constantes artigos científicos e jornalísticos que evidenciam essa realidade. Já vi comportamentos arredios não serem fruto de timidez, mas de individualismo. Quantas vezes você tentou conversar com alguém que divide o olhar entre o interlocutor e a tela do smartphone? Será que essa manifestação demonstra uma pessoa multifuncional? Eu discordo. Do jeito que as coisas andam a próxima geração lerá nos livros que, antigamente, a sociedade tinha o hábito de se reunir para bater um papo, tomar sorvete ou mesmo saborear um delicioso café.

Por outro lado, preciso ser honesto: faço uso das ferramentas tecnológicas. A internet tem me conectado a leitores, clientes, facilitado reuniões intercontinentais, divulgado meu trabalho (a exemplo desse artigo) e oferecido informação séria em tempo real. A diferença é que busco equilibrar necessidade com prioridade e, nesse último quesito, as relações humanas vêm em primeiro lugar. O mundo corporativo tem sentido isso na pele. Está cada vez mais difícil encontrar candidatos dispostos a se doar pela empresa, com escrita e fala equilibradas e aptos para o trabalho em equipe e para a liderança.

A maré da conectividade veio para ficar e estamos navegando por ela. O segredo é a forma como conduzimos nossa “jornada” nesse mar tão revolto e com ondas tão repentinas. A artificialidade não pode tomar lugar do bom senso. O modelo tradicional de estabelecer relacionamentos está em queda livre e não duvido disso. Entrevistas de emprego que seguem um parâmetro sério de avaliação medem, de forma profunda, as habilidades de interação dos candidatos. A boa notícia é que já temos, no mínimo, duas pessoas aptas a oferecer um ponto de equilíbrio entre tecnologia e vida real: você e eu. Pense nisso!


Pise no freio

Por Diego Nascimento

Eu preciso confessar algo: gosto muito de dirigir. Seja na cidade ou pelas estradas assumir o comando de um automóvel faz com que eu desfrute de uma fantástica sensação de conforto. Por outro lado, liderar uma máquina sobre quatro rodas que ao menor descuido pode ferir outras pessoas é uma grande responsabilidade. Já perdi a conta de quantas vezes precisei frear por causa da imprudência de uns e ousadia de outros. É a famosa direção defensiva.

A vida profissional reflete a mesma intensidade do trânsito e para que haja um bom fluxo na tomada de decisões existe o momento certo para acionar os pedais do acelerador ou do freio. Durante uma fase de minha carreira atingi altas velocidades em meus serviços, a ponto de fechar os olhos para coisas simples ao meu redor. Após muita reflexão percebi que era um workaholic, ou seja, um viciado em trabalho.

Engana quem pensa que escrevo esse artigo sentando em uma cadeira de praia à beira mar. Continuo trabalhando muito. Exerço funções novas e, a cada dia, tenho recebido mais desafios como jornalista, gerente, professor, consultor e palestrante. A única diferença é que aprendi a conduzir minha jornada dentro de uma velocidade onde tenho conseguido oferecer atenção a detalhes pequenos da minha existência. Meu organismo deu um sonoro “Obrigado” por meio de resultados de exames que disseram estar “tudo em ordem”.

Ter a oportunidade de praticar o verbo trabalhar é uma honra. Sabe aquele sentimento de prazer que você sente quando está comendo chocolate? Acontece comigo, mas quando estou atuando. A diferença é que aprendi a “pisar no freio” e manter uma direção sadia, segura e constante no meu conjunto diário de profissões. O mais importante disso tudo é que continuo a correr atrás de meus sonhos, projetos e criando oportunidades que espero ter a chance de contar aos meus netos.

A Bíblia, no livro de Provérbios 16:32 diz,mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade. ”  A ambição (no sentido positivo da palavra) é minha companheira e me incentiva a passos mais largos. Mas ter equilíbrio é o segredo para uma carreira de sucesso e uma vida saudável. Você está conduzindo seu cotidiano em alta velocidade, a ponto de não perceber quem está a sua volta? Tenho uma grande recomendação: vá com calma!


Plano de voo: organize sua vida, estudos e carreira

Por Diego Nascimento

Faço parte do aeroclube de minha cidade desde os meus 22 anos. Já perdi a conta de quantas vezes sobrevoei a região e observei cada detalhe visto lá de cima. Confesso que preciso retomar essa prática que tanto aprecio, principalmente porque foi a bordo de um monomotor modelo Cessna que aprendi uma das maiores lições de empreendedorismo e comunicação: quanto maior a altitude mais ampla é a visão. Embora eu não tenha me tornado um piloto, necessitei colocar em prática uma série de comandos que garantissem a estabilidade da rota de voo mais interessante que já conheci: a minha própria vida. É nessa trajetória que convido você a pensar comigo.

Tomamos decisões a todo instante. Algumas involuntárias; outras totalmente conscientes. Irei comparar esse momento à decolagem de uma aeronave. Qualquer falha de cálculo pode gerar consequências sérias e ameaçar a segurança do condutor e dos passageiros. Será que por impulso ou pela emoção você disse ou fez algo que a curto ou médio prazo trará dores de cabeça para sua família, clientes e colegas de trabalho? Atitudes individuais refletem em grupos que você nem imagina.

Mesmo com tantos equipamentos na cabine todo piloto enfrentará uma turbulência. É um fenômeno que a natureza explica. Balança o avião por inteiro, mas a perícia do comandante faz toda a diferença para que essa fase da viagem seja, digamos, imperceptível em alguns casos. Você tem passado por alguma turbulência? Discutiu na empresa ou em casa? Reconheceu seus erros? O que tem feito para retomar o equilíbrio e o bom senso?

Por último vem o pouso, um dos momentos mais desafiadores da arte de voar. Sempre vejo gente agarrada nos braços das poltronas na mais pura manifestação do medo. Quando menos percebem já estão em terra firme. Mas um procedimento aparentemente simples é fruto de uma série de regras que fazem da cabine do avião um enorme centro de operações, de sintonia e inteligência. Seguindo essa ideia quero fazer duas perguntas:

  1. Aquela decisão que você tomou teve um “pouso de sucesso”, ou seja, trouxe os resultados que você esperava?
  2. Está pronto a “pousar” seus sonhos e objetivos com tranquilidade? Precisa de ajuda ou você se basta?

Criei esse cenário para mostrar como nossa jornada de estudante universitário, profissional do mercado de trabalho, aposentado, etc… exige prudência, sabedoria e limites. No início do texto eu disse que “quanto maior a altitude, maior a visão. ” Embora eu tenha experiência em certas situações sempre peço ajuda para AQUELE que tem a mais ampla visão mesmo quando as aeronaves não passavam de um rascunho no caderno de cientistas. A Bíblia ensina que Deus é sabedor de todas as coisas e conhece você e eu desde quando estávamos no ventre de nossas mães. É NELE que deposito minha confiança e direção quando tenho que preparar um texto na função de jornalista, um ensinamento no cargo de professor/palestrante/consultor, quando tenho que tomar uma decisão no papel de gerente ou simplesmente quando tenho que perdoar e amar alguém na função de ser humano.

Seja qual for seu cargo, área de atuação, idade ou endereço saiba que no voo da vida as turbulências virão. Muitas serão fruto de deslizes vindos de nós mesmos. Se o texto de hoje tocou seu coração e mente peço que reavalie suas atitudes e voe alto. Mas lembre-se de preparar seu Plano de Voo conforme o que está escrito no livro de Isaías, capítulo 40, verso 31 (Bíblia Sagrada): “Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.”

Quer repensar algo que tenha feito no calor da emoção? Aja! Pode ser que ainda tenha conserto!


Páginas:1234567...20