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Reconheça seus erros

Por Diego Nascimento

Faz algum tempo que tenho raciocinado sobre uma frase traiçoeira e que tem se tornado comum em nosso dia a dia: “errar é humano.” Mas até que ponto uma afirmação dessas é uma eventualidade ou se torna uma constante nas responsabilidades que assumimos? Quantas vezes a “humanidade” ou o simples fato de sermos carne e osso respalda os deslizes que cometemos? Garanto que você, lendo esse pequeno trecho, trouxe à memória algum fato recente onde atuou como personagem principal. E para partilhar desse sentimento vou te contar o que aconteceu comigo.

Duas semanas atrás aceitei participar de um evento onde eu falaria a respeito da Bíblia (tenho o hábito de estudar as Sagradas Escrituras). Como de costume marquei data, horário e local na agenda eletrônica e com a devida antecedência prepararei o material. Cheguei a convidar familiares para irem comigo e com tranquilidade fui para a estrada rumo ao meu destino. Chegando lá percebi o local cheio e fiquei impressionado com o compromisso da comunidade. Ao mesmo tempo notei que o líder, que havia feito o convite quinze dias antes, também estava lá. Foi um misto de curiosidade e estranheza, pois, minha presença aconteceria em virtude da ausência dele naquela data. Para meu espanto eu era, de fato, aguardado para o estudo. A diferença estava no endereço: por um lapso eu registrei na agenda outro destino quando, na verdade, eu deveria estar a 20Km de onde havia estacionado meu carro. Uma verdadeira tragédia.

Preciso dizer que situações assim são injustificáveis. Minha falha causou desconforto e rendeu momentos de profunda preocupação com o grupo que certamente me aguardava em outra cidade. Na busca por um culpado (eu mesmo) só me restava um pedido de perdão futuro. Após o envio de algumas mensagens fui parcialmente acalentado ao saber que um membro da outra comunidade havia “assumido o controle” em meu lugar. Prontamente manifestei meu voto de louvor pela pró-atividade e reiterei meu lamento por toda a confusão. Embora eu entenda que não somos seres robotizados, programados para seguirmos uma sequência de códigos, é fundamental entender que há limites até mesmo para equívocos. A falta de sensibilidade para minimizar falhas tem resultado no sofrimento de indivíduos, famílias, empresas e até de países pelo mundo afora.

Recentemente li sobre um homem que mesmo na terceira idade tem sido alvo de inúmeras denúncias por crimes cometidos ao longo de sua vida. Ao que parece ele errou a primeira, a segunda…. a vigésima vez e por causa da falibilidade que já carregamos conosco ele optou por cair na armadilha do comodismo e fazer dos equívocos um costume. O mais lamentável é que não arcamos sozinhos com as consequências de nossos erros e pessoas do entorno acabam recebendo “estilhaços” dos nossos tombos.

No meu caso observamos uma clara falha de conferência. Mesmo tendo sido a primeira vez que isso tenha acontecido, meus esforços para que não se repita foram redobrados. Não vivemos por nós mesmos. Grandes oportunidades implicam em grandes responsabilidades. Que tal fazermos uma avaliação dos deslizes e traçarmos estratégias para que nossa caminhada seja mais firme e segura? Tenho a absoluta certeza de que muita coisa irá mudar … e para melhor!


Estamos vigiando você

Por Diego Nascimento

Informação é algo valioso em toda situação da vida. Por meio dela empresas abrem ou fecham, pessoas se aproximam ou vão embora, guerras começam e terminam e a conta bancária de observadores fica cada vez maior. A cada canal visitado na televisão, compras online ou pesquisas no computador um perfil sobre nós é construído. Mas como isso funciona?

“Quem tem informação, tem o poder.” Já ouviu ou leu essa frase? Pouca gente imagina, mas a Segunda Guerra Mundial foi ganha em meio à captação de dados durante uma verdadeira queda de braço entre o regime nazista e o exército aliado, que se opunha totalmente às propostas de Hitler. Os britânicos tinham um brilhante time de cientistas incluindo matemáticos e estatísticos para decodificar quaisquer comunicação sonora e impressa interceptada em transmissões inimigas. Sete décadas depois da rendição da Alemanha a informação continua sendo alvo de disputas, mas dessa vez são empreendedores e grandes corporações que querem os mínimos detalhes sobre VOCÊ. E não adianta se isolar no meio de um deserto pois, se está lendo esse texto agora, seus rastros já foram gravados por uma robusta malha computacional.

O tráfego de informações que circula na internet nesse exato momento é absurdo. De acordo com o portal Statista, um dos líderes mundiais na apuração de dados estatísticos, mais de 3 milhões e 600 mil buscas foram feitas por dia no Google em 2017. Além disso, mais de 4 milhões de vídeos foram assistidos a cada sessenta segundos no Youtube. Chegamos à uma fase de conexão que não tem mais volta. Uma pequena mercearia é ponte de captação de informações de um simples cliente quando ele resolve pagar o pãozinho e o café com leite no cartão de débito ou crédito. Tudo armazenado, tudo interligado.

Para quem atua com marketing esse novo perfil mundial traz benefícios e, também, muitos desafios. O novo conceito de “urgente” e as constantes ofertas de novos produtos e serviços fazem com que os hábitos comportamentais se alterem com mais intensidade, exigindo um monitoramento mais apurado de qualquer movimentação. Uma prova disso são os cartões fidelidade, ofertados em sua maioria por lojas de atacado e varejo (supermercados em geral). O que aparentemente é uma benefício ao cliente abastece os sistemas de informática com suas preferências de compra (marca, tamanho …) e até os intervalos em que você retorna ao estabelecimento para cumprir uma missão básica de consumidor quando, na verdade, sua presença é fonte de estudo para melhorias na aproximação com os fornecedores.

Por diversas vezes manifestei em textos e palestras meu fascínio pelo comportamento humano. Com tranquilidade digo que observo as pessoas com as quais converso e associo movimento facial, argumentação, tom de voz e modo de vestir ao meu sistema mental de decodificação. Mesmo com anos de estudo confesso que estou em fase de aperfeiçoamento, mas um certo conhecimento na área já permitiu experiências muito interessantes. Agora imagine tudo isso gerenciado por um mega sistema de informática que imprime, em poucos segundos, seu perfil de consumo. Entende agora a razão de alguns lançamentos divulgados na TV e web parecerem ter sido moldados  exclusivamente para você?

Encerro alertando para a importância desse conjunto de acontecimentos envolvendo a sua vida. Em trinta anos vimos mais novidades tecnológicas do que o mundo inteiro durante um período de 100 anos na Idade Média. O relógio está a todo vapor e quero tranquilizar os leitores sobre essas transformações. Por mais que não consigamos fugir delas, podemos manter uma posição firme no que diz respeito ao lixo informacional que toda essa propaganda produz. Explore o ambiente online, faça boas amizades, reencontre familiares, aproveite as promoções nas lojas virtuais, mas jamais deixe que essa aparente “porta da oportunidade” desapareça com seus valores morais e éticos.

E se as máquinas falassem eu acredito que a primeira frase que diriam é: “estamos vigiando você.”

 


Que cheiro é esse?

Por Diego Nascimento

Quem já não respondeu essa pergunta? Ao longo da vida somos impactados por aromas diversos que alertam para um saboroso almoço, um rio poluído, um belo buquê e até uma colônia ou perfume recém-comprados. O Marketing Pessoal é um tema tão vasto que inclui até o cheiro. Garanto que para muitos leitores esse assunto é delicado principalmente dentro de casa e no círculo de trabalho.  Com o receio de ferir sentimentos muita gente sofre com o excesso ou a falta de um “cheirinho harmonioso.”

Lidar com pessoas exige um cuidado especial em nossa aparência. Mesmo de forma indireta temos o hábito de observar o contexto do ambiente e dos profissionais envolvidos no atendimento. Certa vez fui à um loja para avaliar um produto e voltei para casa com uma tremenda dor de cabeça. Isso porque a vendedora (por sinal muito bonita) exagerou na dose do perfume e contagiou o estabelecimento (talvez o quarteirão) com um aroma inadequado (forte) para aquele local e evento. Em outra situação o contrário também veio à tona: a falta de um banho ou de um desodorante fez muita diferença em meu diálogo com outro atendente que havia declarado guerra ao bom cheiro.  Mas o que fazer em ambos os casos? Eis algumas dicas importantes para auxiliar nós mesmos e outros indivíduos:

  • Somos seres humanos e, por essa razão, transpiramos o tempo todo. O contato do suor com bactérias da pele nos presenteia com aquele odor forte, desagradável, que os médicos chamam de bromidrose. Escolher um bom desodorante (roll-on, spray, creme…) para uso diário vale a pena;
  • Evitar a repetição de roupas sem a devida lavagem; o suor seco também traz consequências ruins;
  • Fazer do banho um exercício contínuo. Entrar no chuveiro apenas “aos sábados” não funciona;
  • Optar por aromas menos concentrados no ambiente empresarial. Os chamados “Eau de toilette” e “Eau de cologne” são ideais para o cotidiano na empresa, ao contrário dos produtos “Eau de parfum” que são mais concentrados e fortes;
  • Saber que quanto mais quente e úmida está a temperatura, mais intenso e forte será o cheiro do perfume. Se o tempo estiver frio o aroma é mais discreto. Respeitar essa regra é um bom termômetro;
  • Entender que um local agradável se reflete no respeito aos colegas de profissão, sem exageros (mesmo no cheiro);
  • Buscar auxílio de consultores ou mesmo lojas especializadas quando for adquirir um desodorante, perfume…

Sei que muitos jamais pararam um instante para pensar no efeitos desse tema no Marketing Pessoal. Como estudioso da área é meu dever compartilhar conhecimentos que podem prevenir transtornos e salvar carreiras. Já publiquei artigos tratando de voz, uso de redes sociais, currículo, escrita, qualificação profissional e muitos outros títulos que, se somados, formam a linha do tempo de quem acabou de chegar ao mercado de trabalho ou de quem está celebrando aniversários nesse ou naquele departamento.

Bom senso é para todos!


Oops, erramos!

Por Diego Nascimento

Certa vez conheci uma pessoa que batia no peito dizendo: “Eu jamais cometo erros.” Essa frase era compartilhada com todos no escritório dia após dia e, infelizmente, incomodava os colegas por uma razão simples: somos humanos e falíveis. Agir contra esse princípio natural demonstra uma clara soberba e arrogância de quem subestima as limitações da mente e do corpo. E falando de Ética Profissional caminhe comigo nas linhas que “escreverei” a seguir.

A excelência é uma palavra muito disseminada na atualidade. Reuniões e treinamentos dentro e fora das empresas tratam do aperfeiçoamento, da qualificação e do planejamento nos níveis operacional e estratégico. O que quero deixar claro é que mesmo com as inovações tecnológicas e pesquisas que resultam em Prêmios Nobel, não teremos condições de cercar todos os equívocos que venham a surgir na prestação de serviços e/ou na oferta dos mais diversos produtos.

Mas o que fazer em casos assim? Minha primeira recomendação é o diálogo. Por meio dele sabemos se gestores e comandados sabem exercitar o ouvir e o falar de maneira produtiva e equilibrada. É conversando que teremos a uma visão ainda mais ampla do processo e dar/receber um voto de confiança, além de apurar o que de fato ocasionou o erro. A segunda dica é organizar (mesmo que isso exija tempo) a rotina de trabalho da equipe, dos setores … saiba que do mais simples estabelecimento comercial à uma gigante da indústria essa prática funciona e muito bem (claro que customizada conforme o tamanho da organização, número de funcionários e abrangência de mercado). A evolução é uma constante e jamais podemos cair na armadilha do comodismo.

Em seu livro “O poder do hábito” o  jornalista Charles Duhigg, repórter investigativo do New York Times, traz inúmeros exemplos sobre do que praticamos na vida, nos estudos e nos negócios. Ao longo de quase 400 páginas a publicação foca em padrões que moldam cada aspecto de nosso cotidiano e, sem sombra de dúvidas, falhas de pequena ou grande proporção que podem ser tratadas para que não se repitam. A humildade não está ligada apenas a condições financeiras desfavoráveis, mas à nossa capacidade de sempre aprender.

Por último, esclareço que aceitar nossa falibilidade não justifica nossa permanência no erro. Ao mesmo tempo reitero que o Super-Homem e a Mulher-Maravilha ainda são personagens exclusivos da DC Comics e seus superpoderes não representam nossa realidade humana. Mesmo assim se empenhe em fortalecer suas habilidades e ampliar sua atenção para que a excelência seja uma marca registrada em seu currículo profissional.


Nada de especial

Por Diego Nascimento

Sempre escrevo sobre dicas de comunicação e marketing pessoal, mas hoje quero tratar de força de vontade. Isso mesmo: sair da zona de conforto e fazer algo que valha a pena. A cada dia percebo uma terceirização de responsabilidades que gradualmente abre uma “cratera” entre teoria e prática. Vivemos na época do “falar muito” e “fazer pouco.” Discordo dessa forma de pensar e vou explicar os motivos.

Qualquer coisa na atualidade gira em torno das gerações X, Y e Z (categorias que dividem as pessoas nascidas a partir de 1980). Eu faço parte desse grupo e afirmo com a maior tranquilidade: não temos nada de especial. É visível os paparicos que recebemos da mídia e de outros setores da sociedade que insistem em dizer que necessitamos de um tratamento diferenciado e que somos fruto da era da conectividade. Tudo bem. O mundo mudou e, de fato, nossa visão sobre determinadas áreas pode ser mais abrangente, como também pode ser restrita em virtude de uma certa inexperiência. Não há dúvida de que as metodologias de ensino, do exercício do empreendedorismo e até de consumo precisaram fazer muita ginástica para uma adaptação ao “nosso” jeito de ver o universo e, também, para captar “nossa” atenção. Esse é o futuro.

Por outro lado, todo esse movimento de renovação me incomoda quando vejo alguns jovens na posição de semideuses, simplesmente porque a certidão de nascimento os coloca nas gerações que falei agora pouco. Chega a ser patética a maneira como muitos justificam o comodismo e um cotidiano baseado exclusivamente em curtição (afinal de contas são especiais). Querendo ou não somos fruto de uma era que antecede o boom dos X, Y e Z e que tem sustentado a economia mundial até hoje (sobreviveram por longos anos sem internet e celular) e, mesmo assim, é lamentavelmente alvo de críticas profundas.

Encerro dizendo mais uma vez que não temos nada de especial. Somos seres humanos nascidos em uma época diferente e ponto. Ao invés de terceirizarmos responsabilidades, sob a simples e ridícula afirmação de que somos X,  Y e Z, precisamos sustentar o presente em prol do amanhã que, sem sombra de dúvidas, será muito mais desafiador. Não importa a letra do alfabeto que te representa, saiba que a ausência de força de vontade é danosa para qualquer geração. Saia do lugar! Jogue o prazer do comodismo pela janela! E como diria o grande economista Milton Friedman: “Não existe almoço grátis.”


Peça ajuda

Por Diego Nascimento

  • “Estou atolado de coisas para fazer…”
  • “Me liga mais tarde … minha agenda tá cheia…”
  • “Pudera o dia ter mais de 24 horas…”

Já ouviu essas frases antes? Eu também! São comuns a profissionais, estudantes e até para aqueles que já desfrutam de um descanso mas estão envolvidos nos desafios do cotidiano. Existem diversos livros e artigos com dicas sobre como gerenciar seu tempo em prol da qualidade de vida. Recordo que na minha adolescência as pessoas diziam que a informática facilitaria as tarefas e tudo seria melhor: acho que ainda esperam ansiosos por isso. Pura ilusão!

Após vivenciar a “falta de tempo” e testemunhar o desespero de muita gente com o acúmulo de tarefas cheguei à conclusão de que pedir ajuda e delegar funções são os primeiros passos em busca de uma pré-organização da agenda profissional, acadêmica ou mesmo particular. Reconhecer nossas limitações é o início da cura. Fui um workaholic (viciado em trabalho) e sei como funciona. Foram muitas as crises de abstinência antes de entender a necessidade de equilíbrio. Embora eu tenha avançado significativamente ainda preciso melhorar muito.

A primeira sugestão para “desatolar” é capacitar alguém que possa auxiliar você em momentos de sufoco. Uma pessoa de confiança, que saiba respeitar seus limites e que seja pró-ativa a ponto de trazer refrigério para suas preocupações. O segundo passo é organizar cada item, na escala de urgente, importante, não-urgente e menos importante. Por último, passe a valorizar coisas simples ao seu redor (mesmo que isso implique em desfrutar de um diálogo ao telefone com um amigo ou familiar). Quando ficamos ocupados ao extremo conseguimos afastar as pessoas que mais se importam conosco.

A mente ocupada traz resultados interessantes, mas tudo em excesso é prejudicial e oferece riscos à nossa saúde em muitos aspectos. Encerro sugerindo que faça uma análise cuidadosa sobre o seu TEMPO e, se o desespero for um sentimento prestes a bater à sua porta, siga em frente e peça ajuda! 


Evite deslizes

Por Diego Nascimento

O Facebook é um ambiente muito interessante. Digo isso não apenas por determinadas postagens que testemunho, mas pela forma como algumas pessoas passam longe das regras de escrita. A redação de uma simples frase, parágrafo ou texto mais amplo exige o respeito às noções básicas de gramática e ortografia. O mais surpreendente é que deslizes do tipo são praticados por um expressivo número de jovens e adultos (alguns até com titulação acadêmica).

Quero deixar claro que todas as pessoas reúnem limitações em determinadas áreas. Ao mesmo tempo concordo que a Língua Portuguesa, em especial, oferece um desafio maior em virtude das amplas regras de sintaxe e assim por diante. Por outro lado alguns pequenos desabafos, homenagens, agradecimentos ou quaisquer manifestações em redes sociais pedem um cuidado especial. O motivo é simples: é a sua imagem que está associada ao conteúdo. Se você é um profissional do mercado de trabalho o perigo é ainda maior: o aumento ou diminuição de credibilidade também podem estar associados à maneira como você escreve.

O aprendizado é diário e a acomodação é uma escolha. Na internet é fácil encontrar inúmeras dicas de Português (vídeos, áudios, exercícios…) e arrisco dizer que há muita gente por aí que prefere “perder tempo” deslizando a tela do celular em conteúdos que não levam a lugar algum. Se você conhece alguém que se enquadra nesse cenário “assustador” sugira treinamento, qualificação. Não tenha medo de dizer a verdade por algo bom. O crescimento pessoal e profissional envolve lapidação e bom senso.

Certa vez alguém me perguntou qual seria o melhor caminho para a aprendizagem. Minha resposta incluiu duas palavras: repetição e disciplina. Produzir pequenos textos em períodos regulares exercitará a mente para a argumentação, gramática, etc… Faço isso para minha língua materna e para outros idiomas que estudo. Mas essa estratégia não valerá de nada se não houver disciplina ou, indo direto ao ponto, criar o hábito de exercitar essa habilidade de escrita. Peça ajuda quando for preciso e não se acanhe; somos humanos e aprendemos dia após dia!


Glossofobia: sintomas e tratamento

Por Diego Nascimento

Fobia é um substantivo feminino originado do grego “fobos” que significa medo, aversão ou repulsa e está presente em algo muito comum entre as pessoas: o receio de falar em público. A palavra técnica para esse desconforto é Glossofobia. Alguns estudos iniciados na década de 1990 mostram que mais de 50% da população manifesta um completo pânico ao ter que apresentar um trabalho, projeto ou mesmo um simples discurso. De lá para cá as pesquisas continuam, mas é fácil perceber que a menos de cinco metros de onde estamos encontraremos gente assim.

Sou graduado em Comunicação Social e ministro vários treinamentos sobre Oratória. O melhor nisso tudo é observar a reação da plateia quando conto sobre minha profunda timidez; o ápice foi na adolescência e sofri muito com essa situação. Boca seca, vermelhidão no rosto, voz fraca, transpiração excessiva e medo de julgamentos eram alguns dos sintomas que surgiam em segundos. Já sei: você também tem histórias do tipo para compartilhar, certo? Todo esse contexto não está apenas atrelado à falta de treinamento. A própria psicologia comportamental tem nos presenteado com descobertas que atestam a ponte entre emoção e experiências vividas na infância, juventude e vida adulta. Confesso que o assunto é vasto e, quem sabe, podemos continuar em outra hora. Antes de ir quero oferecer a cada leitor algumas dicas para o início de um tratamento a médio e longo prazo:

  • Reconheça seus limites e peça ajuda para superá-los;
  • Seja simpático no início e no término da apresentação;
  • Jamais aceite falar sobre algo que não conhece;
  • Estude, estude e estude o material que irá apresentar;
  • Ensaie a sua apresentação. A medida que o tempo passar esse procedimento não será mais necessário;
  • Evite focar diretamente nos olhos da plateia (a menos que tenha liberdade para isso);
  • Cuidado com slides: excessos de texto e imagens cansam o público;
  • Administre o tempo: não fale demais e nem “fale de menos”;
  • Use roupas leves e sapatos confortáveis;
  • Fale pausadamente e com o mesmo tom de voz;
  • Arrisque: se lamentar não resolverá nada.

Ao longo dos meus treinamentos divido as tarefas entre conteúdo teórico e prático. Ver mudanças (para melhor) acontecerem é algo gratificante e mostra que, com esforço, uma parcela considerável dos sonhos pode ser alcançada. Mesmo que você não seja um palestrante profissional saiba que seu cotidiano estudantil, social e no mercado de trabalho exige ações de liderança e, por isso, assumir a posição como um bom orador é um ingrediente importante para bons resultados.

O cientista Isaac Newton certa vez disse que “O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.” Acho bom começar a se molhar!

Até o próximo artigo.


O jogo da aceitação

Por Diego Nascimento

Um cenário frequente nas relações sociais, corporativas e até acadêmicas é o que chamo de “jogo da aceitação.” Se baseia em pessoas capazes de reajustar ou fazer coisas que não gostam simplesmente para serem ACEITAS. Isso mesmo: vão no ritmo da maioria para não ficarem de fora do grupo A, B ou C. A qualquer custo (digo a qualquer custo) se sacrificam por “máscaras” que não conseguirão sustentar ao decorrer da vida.

Situações assim trazem sérias consequências emocionais e até físicas. Já escrevi diversos artigos tratando de mudanças, mas deixo claro que apoio iniciativas que mantenham a essência individual. Alcançar o tão sonhado emprego, graduação ou outros objetivos é uma decisão natural, promissora e sadia. O alerta que faço é que você não precisa abrir mão de valores confessionais, familiares e éticos para que esteja cercado de “amigos”, convites, promoções ou atinja status social. O sucesso necessita estar aliado à originalidade. Currículos mentirosos, trabalhos acadêmicos plagiados e endividamento para mostrar uma “realidade alternativa” são traiçoeiros e oferecerão problemas mais cedo ou mais tarde.

Amadureci muito ao longo dos anos. Aperfeiçoei o jeito de falar e escrever, ampliei minha qualificação profissional, ganhei mais amigos, adquiri bens … a vida é assim: uma roda que gira e, a cada volta, um novo capítulo surge. Ainda estou na mocidade e espero que os verbos que registrei nesse parágrafo continuem a existir em meu cotidiano. Ao mesmo tempo concentro esforços para que a essência jamais se dissipe. Independente de sua faixa etária sugiro que reflita sobre o “jogo da aceitação.”

Quando concluo palestras sobre Carreira sempre separo alguns minutos para ouvir depoimentos. Inúmeras são as pessoas que estão sem rumo, se sentem solitárias na sociedade e se refugiam na “onda dos outros.” Engano de quem  pensa que o que acabei de dizer se resume à vida corporativa. O jogo pode começar na infância, atravessar a adolescência e, se não for encerrado, prosseguir até os último dias. Crescer na vida é bom, muito bom. Envolve esforço e sou fã de quem abraça essa causa. Vencer o “jogo da aceitação” significa reconhecer as limitações, manter a essência, cultivar a originalidade e ficar perto de quem realmente se importa.

O Rei Salomão, inspirado por Deus, certa vez registrou:

“Prefiram a minha instrução à prata, e o conhecimento ao ouro puro, pois a sabedoria é mais preciosa do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela. “ Provérbios 8: 10 e 11 – Bíblia Sagrada.

Pensemos nisso!


Imprudência mata

Por Diego Nascimento

Dirigindo de volta para minha cidade natal testemunhei um trágico acidente. Ao longe percebi um automóvel capotando e uma pessoa estirada no acostamento. Imediatamente parei meu carro em um local seguro e corri para socorrer quem havia sido jogado para fora do veículo. Era uma jovem garota que lamentavelmente deu o último suspiro tão logo cheguei perto dela.  Atravessei a pista e retirei os demais ocupantes que estavam feridos e em estado de choque; o carro estava destruído e saindo fumaça. Para meu espanto havia sete pessoas dentro de um automóvel planejado para cinco ocupantes sem contar a garrafa de whisky praticamente vazia que encontrei no assoalho do motorista. Parte de minha família que viajava comigo ofereceu assistência aos sobreviventes enquanto chamávamos o resgate e a polícia. O que causou aquela cena terrível? Imprudência. Uma mistura de velocidade e álcool.

Fiz uso dessa experiência para tratar da imprudência profissional. Ela é mais comum do que se imagina e pode ser praticada por novatos e veteranos. Se fala muito em uma nova geração que ignora regras e que precisa ser bajulada; de certa forma faço parte dela e não vejo graça alguma nessa configuração. Entendo perfeitamente que os tempos mudam, mas pró-atividade, honestidade, pontualidade e bom senso são características essenciais na vida de um estagiário, gerente, diretor, CEO… não importa a posição.

A imprudência pode ser vista na entrega de um relatório incompleto, na desvalorização da empresa em que atua (mesmo quando se recebe condições e benefícios de “dar inveja”), na semeadura de discórdia entre colegas de departamento, na ociosidade ou procrastinação, na prática do “jeitinho”, nos constantes atrasos de chegada ao expediente, na arrogância ou soberba teoricamente sustentadas pelo seu cargo ou na simples falta de fazer a diferença sem esperar algo em troca.

Sou da famosa Geração Y que engloba os nascidos a partir de 1980 e que assistiram ao boom da internet e da instantaneidade da comunicação. Isso não me faz melhor do que ninguém e, por essa razão, realizo o meu melhor em busca do desenvolvimento profissional. O trabalho duro é algo que cultivo desde a minha adolescência e pude equilibrar com a graduação, pós-graduação e ministração de diversos treinamentos. Prefiro ser prudente do que viver uma “imprudência” justificada por muitos com base na data de nascimento. Jamais concordarei com essa forma de pensar do “deitado eternamente em berço esplêndido.”

A Bíblia é repleta de orientações a respeito desse tema. Sou um profissional do mundo corporativo e que baseia as escolhas na confessionalidade. O livro de Tiago no capítulo 3, verso 17 diz: “Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.” A imprudência no trânsito é capaz de tirar vidas. A imprudência profissional (ou mesmo para quem ainda está na vida estudantil) mata oportunidades, destrói relacionamentos e apaga a possibilidade de um bom futuro. Cuidado com a forma como dirige seus passos.


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