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Data de abertura

Por Diego Nascimento

Era manhã de segunda-feira naquela grande cidade. Por semanas, veículos de comunicação divulgaram a data de abertura do empreendimento que traria produtos diversificados, um atendimento invejável e preços inigualáveis. Quem passava nas imediações daquele enorme prédio ficava perplexo com as gigantescas filas, sem contar quem havia visto o sol nascer ali mesmo para garantir os primeiros lugares. Na hora marcada as portas se abriram e os sentimentos se misturaram: satisfação de um lado, decepção de outro. Os sorrisos eram fruto de uma aparente vantagem nos preços, já os narizes torcidos vinham de uma percepção de que a longa espera não havia oferecido nada de diferente.

O relato acima não é uma mera coincidência, mas uma analogia prática do que acontece com nossas vidas. A cada virada de calendário marcamos uma “Data de Abertura” para mudanças (positivas) no emprego, estudo, relacionamento … e tudo se repete a cada 31 de dezembro. Há diversos fatores que influenciam o não cumprimento das metas estabelecidas, mas garanto que a falta de disciplina é o pilar principal. Nas palestras sobre Marketing Pessoal, deixo claro que a boa apresentação não se resume à um tipo de maquiagem ou etiqueta de roupa. O profissional do futuro sabe explorar determinação e pessoas assim tendem a voar alto independente das turbulências que o cotidiano ofereça.

Recentemente conversei com uma moça durante uma consultoria internacional. Ela estava aflita, desanimada e prestes a entregar os pontos. Além de recomendar um acompanhamento médico especializado, fiz uso dos meus conhecimentos de comunicação e relacionamento interpessoal para, de alguma forma, diagnosticar potenciais desafios no dia a dia da jovem. Rapidamente pude perceber que a desorganização estava diretamente conectada à falta de disciplina. Será que você já se enxergou nesse contexto ou, quem sabe, tem convivido com isso?

A mais importante empresa de todos os tempos é a nossa vida. Além de ser única, o seu nome é a estampa que divulga os investimentos que nela são feitos. Certa vez ouvi que “é errando que se aprende”, mas optar pelo incerto ou insistir no erro são escolhas amadoras e imaturas. O Rei Salomão, registrou em Provérbios 18: 9 que “O que é negligente na sua obra é também irmão do desperdiçador.”

Portanto, cuidado ao lançar as “Datas de abertura.”  Além de criar expectativas, lembre-se que tem gente te esperando!


O fim da Terceira Guerra Mundial

Por Diego Nascimento

Para início de conversa, acabo de chegar de um trajeto pelo centro da cidade onde moro e fico cada vez mais perplexo em como o egoísmo tem se tornado uma epidemia. A própria linguagem corporal do povo mostra que a apreensão e o rancor andam ‘colados’ no coração da maioria. E, assim, o ‘clima pesado’ vivenciado dentro de casa, naquele encontro inesperado ou no WhatsApp/Facebook bate à porta do trabalho. Tudo resultado de uma prática costumeira na sociedade pós-moderna: a falta de perdão que sorrateiramente declarou uma Terceira Guerra Mundial (relacionamentos).

Família, vida profissional e lazer se resumem à um substantivo simples, mas complicado: o relacionamento. Garanto que aquela festa do ano passado no departamento X, o olhar da secretária Y ou aquela mensagem do ‘fulano de tal’ já estão em sua mente, certo? Errado! Remoer o passado não é saudável: mente e corpo sofrem com isso. No que se trata de Ética Profissional e Convívio, defendo a ideia de que o perdão é o antídoto para um veneno chamado ressentimento. Sem esse ato nobre, as relações se tornam frias, as reuniões de brainstorming perdem a qualidade (seja por resistência no falar ou no ouvir o próximo), o individualismo se desenvolve e o trabalho de equipe entra em ruptura. Mas o que justifica o incentivo à prática do perdão no cotidiano profissional e demais áreas?

1) É uma recomendação bíblica: na carta de Paulo aos Colossenses (capítulo 3, verso 13), Paulo registra: “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.”;

2) Faz bem para a saúde: de acordo com a Dra. Karen Swartz, diretora da Clínica de Consulta Médica para Transtornos do Humor do Hospital Johns Hopkins[1], “Há um enorme fardo físico ao se manter ferido e desapontado. A raiva crônica nos coloca em um modo de luta ou fuga, que resulta em inúmeras mudanças de frequência cardíaca, pressão arterial e imunidade”;

3)  É uma questão de honra: Nelson Mandela, falecido em 2013, se tornou uma figura emblemática ao perdoar todos aqueles que o acusaram, atacaram e o levaram para a prisão, onde permaneceu por vinte e sete anos;

4) É um exercício de relacionamento interpessoal: o ato de perdoar independe de status social, escolaridade ou nacionalidade. Grandes líderes optaram por andar de mãos dadas com o perdão. Até o grande Rei Davi, que comandou o império de Israel por muitos anos, em um de seus registros escreveu sobre o quão “é bom deitar em paz e logo pegar no sono.”

Talvez esteja pensando: “Falar é fácil. Quero ver toda essa teoria se tornar prática.” O fim dessa guerra depende única e exclusivamente de você. Por mais desafiador que a situação tenha sido, perdoar envolve dar o primeiro passo mesmo que o outro lado não esteja disposto a ouvir. Aprendi que tudo tem o tempo certo e nas empresas em que a harmonia circula pelas salas e corredores o sucesso é garantido.

Minhas palestras acontecem em escolas, faculdades, universidades, igrejas, micro, médias, grandes empresas (até multinacionais) e em cada uma elas lanço esse desafio. Não será um crachá ou uma faixa salarial que isentará A ou B de perdoar ou alcançar perdão. Tome uma atitude e esclareça os fatos, pois, amanhã pode ser tarde.


O desastre aéreo

Por Diego Nascimento

Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth, Estados Unidos. Após duas horas de espera, um grupo de passageiros embarcou em um voo de conexão para o interior do país. Tudo parecia tranquilo se não fosse um evento quase catastrófico: por volta dos 45 minutos depois da decolagem, uma das turbinas apresentou problemas técnicos e a aeronave rapidamente perdeu altitude. A comunicação corporal da equipe de bordo, por mais que sugerisse tranquilidade, foi ineficiente. Pela janela, o chão se tornava cada vez mais próximo até que a voz do capitão surgiu nos alto falantes para avisar que o avião retornaria ao ponto de origem. De fato, a aeronave não tinha condições de seguir viagem e cada minuto de regresso ao aeroporto pareceu uma eternidade para quem estava dentro daquele objeto voador cilíndrico.

O relato acima não partiu de nenhum documentário de desastres aéreos ou, tampouco, de algum filme. Além do evento ter sido real, você conhece bem um dos passageiros que testemunhou o fato devidamente acomodado na poltrona do corredor: eu. Felizmente tudo acabou bem e trocamos de avião para continuar o percurso. Foram momentos de reflexão sobre família, passado, presente e futuro. Tão logo chegamos ao destino, pensei na responsabilidade que os pilotos tinham diante dos olhos. Aquele foi o momento de manter o foco na solução e, conhecendo os exigentes procedimentos de voo, sei que buscar culpados não resolveria em nada a vida de quem estava a bordo. E nós? Ficaríamos preocupados com a cor dos olhos de quem revisou as turbinas, talvez enviando um WhatsApp para o chefe da manutenção, ou colocaríamos a mente para funcionar e salvar vidas?

A palavra-chave é Solução. Esse importante substantivo foge entre os dedos de muitos profissionais mundo afora. Sinto dizer, mas lidaremos com problemas ao longo de toda a nossa jornada por aqui, porém, ter proatividade para resolver as coisas é uma questão de escolha. E a cada dia que passa percebo que apenas um pequeno grupo seleto de pessoas prefere desatar os nós ao invés de ficar lamentando que “a vida é assim mesmo.” Não, não é.  Imagine se, durante o trajeto, os pilotos seguissem essa forma de pensar. Certamente as avarias na turbina poderiam se intensificar e, na pior das hipóteses, diversos destroços seriam estampados em capas de revistas e jornais.

Uma frase atribuída ao cientista Benjamin Franklin diz que “Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença.” Conheço gente que adora “sofrer” mesmo que a solução esteja ao lado dela. Por apatia e acomodação, optam por “chorar” dia após dia. Em casa ou no trabalho, o comportamento se repete e tenho a responsabilidade de deixar um alerta: o mercado está se fechando para pessoas nesse perfil. Foco no problema gera discórdia; foco na solução traz desenvolvimento. Evidente que as causas precisam ser investigadas, diagnosticadas e tratadas, mas na maioria dos casos o tempo será seu inimigo e “pensar rápido” será mais do que necessário. Essa característica também faz parte de sua armadura no Marketing Pessoal, tema tão abordado em meus artigos.

Depois desse evento quase fatídico, fiz inúmeros voos pela imensidão azul. Enfrentei turbulências (calma, elas não derrubam o avião), atrasos na partida e mau tempo. Continuo vivo e observando os problemas que me rodeiam. São motivos para desistir? Jamais. Na verdade, cada um deles é combustível para minha “máquina de soluções.” É tudo uma questão de ótica e atitude.

Pense nisso.


O meu avô e o nome dele

Por Diego Nascimento

O Marketing Pessoal é um assunto muito sério e vai além do tradicional conjunto de dicas de aparência (externa) que aprendemos em cursos. Ao contrário do que talvez esteja pensando por causa do título do artigo, não oferecerei um plano miraculoso para retirada de nomes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa, mas compartilharei sobre a importância da sinceridade no relacionamento interpessoal. Você já teve a triste experiência de estar perto de pessoas que se destacam nos discursos e agem de forma contrária? Avalio que sim. O mercado de trabalho está cheio de gente com esse perfil e que mais cedo ou mais tarde colherão os frutos do que chamamos hipocrisia.

Recentemente fui convidado a ministrar uma palestra sobre Ética Empresarial e, ao longo de minha fala, contei de forma breve a história de meu avô materno. Dos 82 anos de vida, ele passou quase sete décadas como lavrador e capinando pés de café. A razão para tratar do Sr. Lázaro (Sô Lazo) naquela ocasião era óbvia: o evento em que participei foi organizado pela Associação Comercial e Empresarial do município onde ele nasceu, viveu e deu o último suspiro. Ao término da palestra, fui abordado por um homem que disse: “– Diego, você não me conhece pessoalmente, mas parte dos pés de café em que seu avô trabalhou aqui na cidade pertenciam à minha família. Sinto falta de nossas conversas e de seu exemplo como cidadão. Mesmo sem ter frequentado a escola e mal sabendo assinar o próprio nome, Sô Lazo jamais precisou de uma nota promissória para garantir o pagamento de suas contas. Era um homem de palavra dentro e fora de casa.”

Confesso que ouvir aquele testemunho encheu meu coração de alegria e, ao mesmo tempo, fez com que eu reafirmasse o que sempre digo: nosso nome é um bem precioso, único e pode abrir ou fechar portas. A maneira como tratamos as pessoas faz com que se aproximem ou se afastem. Prefiro mil vezes a simpatia ao invés do autoritarismo praticado por um determinado grupo que tenta (sem êxito) provar alguma coisa. Nenhum cargo, remuneração ou oportunidade na carreira justifica apontamento de dedos, abordagens humilhantes em público ou cara feia. Meu avô deixou saudade. E nós? Deixaremos o mesmo rastro?

Iniciei falando do Marketing Pessoal e terminarei com ele. A etiqueta de um terno ou vestido não representa absolutamente nada quando uma palavra não é cumprida, um discurso fica apenas na teoria e a maledicência (falar mal dos outros) faz parte do currículo de vida.

Que continuemos nadando contra a maré e fazendo a diferença!


O Google fracassou

Por Diego Nascimento

Calma! Hoje você conseguirá com tranquilidade fazer sua pesquisa escolar ou profissional no buscador do Google. O fracasso ao qual me refiro é o Google Plus, a rede social dessa gigante do Vale do Silício que chegou a tirar o sono de Mark Zuckerberg (um dos pais do Facebook). Lançada em 2011, a pouco conhecida plataforma de interação está longe de liderar o ranking de acessos no mundo e seu futuro ainda é incerto. Mas o que eu, Diego Nascimento, pretendo ensinar por meio da tecnologia computacional? Continue lendo e entenderá.

O empreendedorismo está ligado a erros e acertos. O fato de um indivíduo ou uma corporação terem amplos recursos financeiros nem sempre traz o sucesso como resultado final. Será que Zuckerberg e seus amigos imaginavam que a rede social desenvolvida na faculdade poderia alçar voos tão altos? Arrisco a dizer que não, mas a estratégia do negócio é constantemente revisada para que os ajustes aconteçam sempre que necessário. Evidente que isso também ocorra no Google, no entanto, a compra do Orkut ainda na primeira década do século 21 mostrava que a empresa queria expandir seus negócios (e ainda quer).  Muita coisa boa e funcional veio: Gmail, Google Drive e tantos outros recursos que literalmente facilitaram a vida de muita gente. Mas onde entra o fracasso nisso tudo?

Twitter, Instagram, Facebook e companhia ainda serão líderes de mercado por um tempo razoável, embora as mudanças de comportamento da sociedade estejam dando muito trabalho para a equipe de desenvolvedores e de marketing. Quem já não percebeu a mudança de layout e funcionalidades ao atualizar os aplicativos? Isso é mais do que necessário para a sobrevivência, porém, a prudência e a determinação exigidas no mundo digital ou em qualquer outro negócio também são itens importantes para você, leitor desse artigo. Por que?

A qualificação é obrigatória para qualquer pessoa. Admiro quem investe tempo em leitura, cursos e diálogos sadios e que trazem conhecimento. Também aplaudo quem acredita nos sonhos e busca colocá-los em prática, mas entenda que você não pode “abraçar o mundo” querendo dominar todas as áreas ou correr riscos fora de contexto. Além dos reflexos físicos (cansaço) e emocionais, a perda financeira também pode vir no pacote. Repito: empreendedorismo envolve acertos e erros, mas cada passo precisa ser devidamente calculado. É por isso que incentivo a especialização, ou seja, o foco em determinado produto e serviço. Você conhece a Coca-Cola por produzir um reconhecido refrigerante ou pela linha de água mineral que ela oferece? Entende agora onde quero chegar?

Quanto ao Google: é mais do que certo que a empresa crescerá ainda mais, no entanto, os últimos 10 anos já mostraram que rede social não é a praia dela (pelos menos por enquanto). Às vezes é necessário parar, tomar um fôlego, reconhecer as falhas, reavaliar as estratégias e seguir em frente. Se o Google está suscetível a equívocos imagina você e eu?

Assuma suas limitações e mude a rota, se necessário. Ainda há tempo!


Era a vírgula que faltava

Por Diego Nascimento

Semana passada, ao caminhar pelas ruas da cidade, fui atingido por um profundo golpe de decepção: perto do mais tradicional centro de comércio havia um cartaz que tratava da promoção de um determinado produto, mas esse não era o problema. A ausência de uma vírgula no texto mostrava uma afronta ao uso correto (e básico) da Língua Portuguesa. Imediatamente recordei de uma professora que tive, ainda no ensino fundamental, que era tão zelosa com a gramática que certamente estaria dentro de uma ambulância (risos) depois de ver aquela inocente propaganda.

O que pouca gente percebe no cotidiano profissional, relacional e acadêmico é que a comunicação falada e escrita exerce um impacto direto e indireto em tudo o que é feito. Conheço casos em que um bilhete mal escrito, colado na geladeira, quase resultou em divórcio. Tudo por causa de uma grande personagem: a vírgula. Amiga de alguns, inimiga de outros, esse sinal de pontuação exerce três missões básicas quando aparece: prevenir o vício de linguagem, separar ou mesmo dar ênfase em orações/frases e oferecer uma leitura com real sentido quando feita em voz alta.

O professor Richard Nordquist[1], renomado autor de livros-texto sobre gramática e composição, certa vez contou em um de seus artigos que o jornal Toronto’s Globe and Mail, na edição de 6 de agosto de 2006, trouxe uma matéria que falava de um erro gramatical no contrato de parceria de uma renomada empresa canadense. Uma vírgula colocada no local errado do documento abriu margem para um processo judicial que poderia resultar no prejuízo de US$ 2 milhões de dólares para a corporação. Tudo por causa de uma vírgula. Entende como o assunto é sério?

Para proteger a integridade da loja em que testemunhei o fato, oferecerei um exemplo fictício de como a dona vírgula pode mudar tudo. Veja:

Carlos Antônio e seus vizinhos estão conversando sobre a prefeitura.

Carlos, Antônio e seus vizinhos estão conversando sobre a prefeitura.

Na primeira frase, temos a ideia de que Carlos Antônio é apenas uma pessoa. Na segunda, pontuada de forma correta, entendemos que Carlos está na companhia de Antônio (são, na verdade, duas pessoas).

O próximo exemplo é clássico em grupos de WhatsApp:

Não queremos pagar.

Não, queremos pagar.

Na primeira alternativa, o interlocutor recebe uma afirmação de que o pagamento não será feito. Ao inserirmos a vírgula no lugar certo, percebemos que a intenção é contrária, ou seja, quitar o débito.

São situações assim que, recorrentes na comunicação escrita (bilhetes manuais, e-mails, textos digitados, postagens em redes sociais, etc.), trazem muita confusão para os relacionamentos. Chega a ser perigoso. Sendo assim, quero convidar você a manter os olhos abertos quando for se comunicar. O mundo já está bem conturbado e precisamos fazer a diferença em tudo. Na próxima vez que enviar uma mensagem de texto, leia e releia o conteúdo. Nem sempre você escreve da mesma maneira como fala.

Até breve!

 

[1] Disponível em <https://www.thoughtco.com/punctuation-matters-1691746?utm_campaign=grammartip&utm_medium=email&utm_source=cn_nl&utm_content=14389218&utm_term>= Acesso em: 18 de setembro 2018.


Fale do jeito certo

Por Diego Nascimento

Meus artigos são lidos nas versões Português/Inglês em mais de trinta países mundo afora (os gráficos do Google confirmam) e, por essa razão, tenho a tarefa de orientar meus leitores sobre diversos temas. Entre eles está o uso correto do idioma escrito e falado. O fato de eu ter amigos de diferentes nacionalidades tem mostrado que o uso excessivo e inadequado de gírias também tem dificultado a comunicação em variados cantos do planeta. É um problema que tem invadido o mercado de trabalho, salas de aula e, pasme, traz transtornos de comunicação até dentro das famílias. Daqui consigo ver sua expressão de espanto (risos…). Apenas peço que continue comigo e entenda as razões.

No Brasil, por exemplo, basta sair pelas ruas para ouvir palavras que soam estranhas aos ouvidos, mas que são comuns para novas gerações ou grupos mais antigos que ainda sustentam terminologias que pertencem ao passado e que criam barreiras nos diálogos de hoje. O pior é quando uma pessoa maltrata as palavras por meio de pronúncias completamente erradas, fora do contexto verbal e com zero de concordância. Um verdadeiro crime contra a língua materna que, se analisarmos, é um patrimônio público.

Já participei de inúmeras entrevistas de emprego (na figura de recrutador) em que candidatos tinham muita boa vontade e aparente esforço, mas quando começavam a falar jogavam por terra todas as expectativas apresentadas pelo currículo. Triste realidade. E com relação à escrita? Pior ainda. Oferecem “dia livre” para o ponto final, vírgula e outros sinais de pontuação que dão sentido ao texto. Como confiar tarefas de atendimento ao público (interno/externo) ou mesmo um emprego em vendas para quem faz questão de torturar o uso correto do idioma?

Concordo que existe uma parcela da população que apresenta limitações em virtude de uma defasagem escolar (e que pode ser recuperada), porém, sei de grupos que ignoram o bom vocabulário e que por preguiça ou modismo perdem grandes oportunidades simplesmente por optarem por palavras e expressões estranhas e deselegantes. De qualquer modo, deixo claro que não estou rogando pelo uso de um linguajar rebuscado; apenas clamo por bom senso e prática. Compreenda também que há determinadas comunidades que, por uma questão cultural e de longa data, fazem uso de um sistema de linguagem próprio e que deve ser respeitado. Em nenhuma hipótese o bullying é justificável.

Encerro dizendo o seguinte: talvez você pense que, para determinadas funções, o uso de um vocabulário inadequado e repleto de gírias não ofereça problemas. Engano seu. Somos seres humanos formados por hábitos e esse é o melhor momento para mudar o rumo de sua vida. O que é divertido hoje pode se tornar um assunto sério na hora de buscar trabalho, participar de um curso ou mesmo cumprir tarefas escolares/acadêmicas. Que tal repaginar a sua história? Comece falando do jeito certo!


Você é bom o suficiente?

Por Diego Nascimento

Acredite: já respondi essa pergunta algumas vezes e fui muito além do “Sim” e do “Não”. Argumentar faz parte da minha vida e, apesar do título ter um substantivo masculino, o questionamento é tanto para homens quanto para mulheres. Antes de oferecer dicas sobre como deve ser a sua postura diante de uma indagação dessas, quero deixar claro que falarei sobre habilidades e não da bondade para com o próximo (esse é um tema para outro momento).

Atualmente se fala que você precisa ser sempre o nº 1: atingir as melhores colocações no emprego, no esporte, nos estudos, na aparência, na internet … em tudo. Sem sombra de dúvidas, precisamos oferecer o nosso melhor no que fazemos, no entanto, temos praticamente sete bilhões de pessoas vivendo na superfície terrestre e colocar todas no topo do pódio é física e até matematicamente impossível. Temos limitações (sim, todos nós) e isso nos mostra que somos humanos e estamos debaixo das falhas e dificuldades. Por outro lado, esse cenário não justifica o desleixo, a procrastinação (deixar pra depois) ou qualquer outra falta de atitude que resulte na acomodação. Há um espaço aguardando por você e, se não se preparar, outra pessoa assumirá a vez.

Em minhas palestras sempre digo que o sucesso não está necessariamente ligado ao saldo bancário, a roupas de grife ou ao “carro do ano.” Sucesso é você ir dormir após um dia intenso de atividades sabendo que cumpriu suas obrigações da melhor maneira, tendo deixado as palavras arrogância, soberba, desonestidade e a expressão “jeitinho brasileiro” para trás. Se o seu trabalho resultar em ganhos financeiros e popularidade, excelente. Do contrário, o anonimato não faz de você inferior a ninguém.

Você é bom o suficiente? Busque os argumentos sinceros para essa resposta, mas se a dedicação for algo constante em sua vida é evidente que suas habilidades terão destaque. Lendo as Sagradas Escrituras aprendemos que fazer o melhor também é uma forma de agradar a Deus. O apóstolo Paulo, ao escrever uma carta para um grupo de pessoas na cidade de Colossos (Grécia), registrou o seguinte: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens … É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.” – Livro de Colossenses 3: 23 e 24. 

Até o próximo artigo.


Por que você está aqui?

Com Diego Nascimento

Certa vez um garotinho tímido tentou, sem sucesso, fazer amigos na escola. Quando encontrava coragem e se aproximava de colegas para ao menos conversar, era deixado sozinho em questão de segundos. Aquele menino sabia a razão:  “a turma já estava completa e não precisavam dele ali.” Mesmo na infância, o jovem estudante da educação básica era vítima da rejeição. O tempo passou e aquele garotinho se tornou o autor desse artigo que você está lendo agora.  Superei com tranquilidade essa fase e preciso dizer que minha vida foi salva. Continue comigo e entenda as razões.

Recentemente fui convidado para ministrar uma nova palestra nos Estados Unidos. Na audiência havia adolescentes, jovens e adultos de várias regiões daquele país incluindo o Canadá. A abordagem tratou do seguinte tema: “Não estamos aqui por acidente. Estamos aqui por um propósito.”  O que aparentemente é uma afirmação óbvia tem se tornado um dilema para a população mundial. Pergunte a qualquer profissional da psicologia e ficará assustado com os altos índices de pessoas que estão pedindo auxílio porque “não sabem para onde ir.” Professores universitários, recrutadores e consultores também poderão oferecer relatos semelhantes e que têm circulado em instituições de ensino, empresas e até em círculos familiares. Nossas emoções trazem oportunidades, no entanto, se não gerenciadas da maneira certa, podem trazer consequências drásticas para a nossa existência.

O que eu afirmei na palestra internacional também falarei para você: em nenhuma hipótese somos frutos do acaso. Ao entender isso fica muito mais fácil estabelecer metas e prazos para os seus SONHOS. Essa régua temporal e imaginária contendo o que você almeja para amanhã, ano que vem ou daqui a dez anos traz benefícios para a organização do lar, das tarefas escolares, das contas a pagar e até dos livros na estante. Triste ver quem “empurra tudo com a barriga.” Essa é uma expressão muito utilizada na minha terra, o estado de Minas Gerais, e é direcionada para quem não alimenta aquela vontade de voar alto.

Talvez esteja se perguntando: “Diego, por que você está aqui?” Minha resposta é: “para fazer a diferença.” Afirmo e reafirmo: sucesso não está necessariamente ligado à sua conta bancária ou à sua exposição como sendo famoso na TV, internet, revistas ou jornais. Fazer a diferença envolve somar com o outro, contribuir consigo e com o próximo, mesmo que isso implique em sacrifícios. A individualidade humana está matando a sociedade aos poucos. O respeito é considerado uma virtude quando deveria ser um atributo básico.

Encerro explicando o motivo pelo qual a aparente rejeição dos colegas de classe salvou a minha vida: foi por essa e outras experiências que comecei a observar mais, a descobrir os benefícios do ouvir e a aprimorar as técnicas de aprendizagem e ensino do Marketing Pessoal. Mas calma: cada caso é um caso. O grande livro de Provérbios, no capítulo 3, verso 13 diz: “Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.” Tenho buscado seguir essa orientação em meu cotidiano. Longe da perfeição reconheço as minhas falhas, mas estou apto a responder as razões de eu estar aqui, logo agora, escrevendo para você.

Da próxima vez que te fizerem a mesma pergunta escolha o caminhe certo e faça a diferença! 


O mundo NÃO é dos espertos

Por Diego Nascimento

Simples assim: regras são regras. Sou parte do time daqueles que estão fartos de “jeitinho pra cá”, “jeitinho pra lá” e já escrevi antes sobre os malefícios do “jeitinho brasileiro.” Essa expressão, aparentemente tão inofensiva e lamentavelmente atribuída à cultura do nosso país, tem feito a sociedade inteira enfrentar problemas de ordem social, política, econômica, educacional e até espiritual por causa da quebra de regras. E não me venha dizer que “é só de vez em quando”, pois, toda árvore começa com uma pequena semente; pragas também.

Concordo que nunca atingiremos a perfeição em nossa vidas, no entanto, temos a responsabilidade de lutar pela excelência no que fazemos. É o meu e o seu nome que está envolvido. Não sou do tipo legalista e “cabeça dura”, mas estou cansado de quem discursa horas contra o sistema político e, ao chegar em casa, tem atitudes escandalosas e nojentas com a própria família. Isso inclui as inúmeras fraudes que enfrentamos na aquisição de produtos ou na prestação de serviços simplesmente porque o “fornecedor” optou por “dar um jeitinho” para sair na vantagem. Chega! É hora de darmos um basta!

Garanto que esteja se perguntando: “Qual a ligação disso com sua área de trabalho, Diego?” Atuo com Comunicação, Ética Profissional e Marketing Pessoal. São três pilares onde regras são regras e funcionam como uma balança entre as decisões a serem tomadas. A maioria dos leitores de meus artigos ou participantes de palestras e treinamentos não fazem ideia do que chega em meu e-mail ou WhatsApp: há pessoas perto de você que estão buscando atalhos perigosos, com base no jeitinho, e vão ter como destino o fundo do poço. Alguns conseguem ser alertados (às vezes somos uma placa de sinalização na vida de outros) e se salvam a tempo, mas infelizmente há quem ignora os chamados e enfrenta consequências drásticas e incalculáveis. O mais triste é que ninguém sofre sozinho: família, amigos, colegas de trabalho … todos são envolvidos de alguma forma.

Sei que em algumas situações as regras precisaram ser quebradas para salvar a vida de alguém. Ótimo! Eu faria o mesmo! Esse é o único caso em que eu ousaria sair dos limites; o que passar disso é puro amadorismo. Atendo a empresas nacionais e multinacionais e sempre abordo esse tema durante os diálogos com as mais variadas equipes. Avalio que o maior problema para a sobrevivência do “jeitinho brasileiro” seja o ego. Quem burla regras quer mostrar que sabe mais que outro ou “provar” alguma coisa e, no final … tudo se enrosca.

Termino pedindo calma e dizendo que o livro de Provérbios, capítulo 3, versos 5, 6 e 7 traz a receita certa para quem quer mudar o jeito de ser (para melhor, é claro). Lá diz: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.” Que tal fazer uma avaliação sobre tudo o que eu disse e estender essa mensagem a quem precisa de mudança?

Então, corra! O relógio está girando … TIC, TAC, TIC, TAC. 


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