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Por que você está aqui?

Com Diego Nascimento

Certa vez um garotinho tímido tentou, sem sucesso, fazer amigos na escola. Quando encontrava coragem e se aproximava de colegas para ao menos conversar, era deixado sozinho em questão de segundos. Aquele menino sabia a razão:  “a turma já estava completa e não precisavam dele ali.” Mesmo na infância, o jovem estudante da educação básica era vítima da rejeição. O tempo passou e aquele garotinho se tornou o autor desse artigo que você está lendo agora.  Superei com tranquilidade essa fase e preciso dizer que minha vida foi salva. Continue comigo e entenda as razões.

Recentemente fui convidado para ministrar uma nova palestra nos Estados Unidos. Na audiência havia adolescentes, jovens e adultos de várias regiões daquele país incluindo o Canadá. A abordagem tratou do seguinte tema: “Não estamos aqui por acidente. Estamos aqui por um propósito.”  O que aparentemente é uma afirmação óbvia tem se tornado um dilema para a população mundial. Pergunte a qualquer profissional da psicologia e ficará assustado com os altos índices de pessoas que estão pedindo auxílio porque “não sabem para onde ir.” Professores universitários, recrutadores e consultores também poderão oferecer relatos semelhantes e que têm circulado em instituições de ensino, empresas e até em círculos familiares. Nossas emoções trazem oportunidades, no entanto, se não gerenciadas da maneira certa, podem trazer consequências drásticas para a nossa existência.

O que eu afirmei na palestra internacional também falarei para você: em nenhuma hipótese somos frutos do acaso. Ao entender isso fica muito mais fácil estabelecer metas e prazos para os seus SONHOS. Essa régua temporal e imaginária contendo o que você almeja para amanhã, ano que vem ou daqui a dez anos traz benefícios para a organização do lar, das tarefas escolares, das contas a pagar e até dos livros na estante. Triste ver quem “empurra tudo com a barriga.” Essa é uma expressão muito utilizada na minha terra, o estado de Minas Gerais, e é direcionada para quem não alimenta aquela vontade de voar alto.

Talvez esteja se perguntando: “Diego, por que você está aqui?” Minha resposta é: “para fazer a diferença.” Afirmo e reafirmo: sucesso não está necessariamente ligado à sua conta bancária ou à sua exposição como sendo famoso na TV, internet, revistas ou jornais. Fazer a diferença envolve somar com o outro, contribuir consigo e com o próximo, mesmo que isso implique em sacrifícios. A individualidade humana está matando a sociedade aos poucos. O respeito é considerado uma virtude quando deveria ser um atributo básico.

Encerro explicando o motivo pelo qual a aparente rejeição dos colegas de classe salvou a minha vida: foi por essa e outras experiências que comecei a observar mais, a descobrir os benefícios do ouvir e a aprimorar as técnicas de aprendizagem e ensino do Marketing Pessoal. Mas calma: cada caso é um caso. O grande livro de Provérbios, no capítulo 3, verso 13 diz: “Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento.” Tenho buscado seguir essa orientação em meu cotidiano. Longe da perfeição reconheço as minhas falhas, mas estou apto a responder as razões de eu estar aqui, logo agora, escrevendo para você.

Da próxima vez que te fizerem a mesma pergunta escolha o caminhe certo e faça a diferença! 


O mundo NÃO é dos espertos

Por Diego Nascimento

Simples assim: regras são regras. Sou parte do time daqueles que estão fartos de “jeitinho pra cá”, “jeitinho pra lá” e já escrevi antes sobre os malefícios do “jeitinho brasileiro.” Essa expressão, aparentemente tão inofensiva e lamentavelmente atribuída à cultura do nosso país, tem feito a sociedade inteira enfrentar problemas de ordem social, política, econômica, educacional e até espiritual por causa da quebra de regras. E não me venha dizer que “é só de vez em quando”, pois, toda árvore começa com uma pequena semente; pragas também.

Concordo que nunca atingiremos a perfeição em nossa vidas, no entanto, temos a responsabilidade de lutar pela excelência no que fazemos. É o meu e o seu nome que está envolvido. Não sou do tipo legalista e “cabeça dura”, mas estou cansado de quem discursa horas contra o sistema político e, ao chegar em casa, tem atitudes escandalosas e nojentas com a própria família. Isso inclui as inúmeras fraudes que enfrentamos na aquisição de produtos ou na prestação de serviços simplesmente porque o “fornecedor” optou por “dar um jeitinho” para sair na vantagem. Chega! É hora de darmos um basta!

Garanto que esteja se perguntando: “Qual a ligação disso com sua área de trabalho, Diego?” Atuo com Comunicação, Ética Profissional e Marketing Pessoal. São três pilares onde regras são regras e funcionam como uma balança entre as decisões a serem tomadas. A maioria dos leitores de meus artigos ou participantes de palestras e treinamentos não fazem ideia do que chega em meu e-mail ou WhatsApp: há pessoas perto de você que estão buscando atalhos perigosos, com base no jeitinho, e vão ter como destino o fundo do poço. Alguns conseguem ser alertados (às vezes somos uma placa de sinalização na vida de outros) e se salvam a tempo, mas infelizmente há quem ignora os chamados e enfrenta consequências drásticas e incalculáveis. O mais triste é que ninguém sofre sozinho: família, amigos, colegas de trabalho … todos são envolvidos de alguma forma.

Sei que em algumas situações as regras precisaram ser quebradas para salvar a vida de alguém. Ótimo! Eu faria o mesmo! Esse é o único caso em que eu ousaria sair dos limites; o que passar disso é puro amadorismo. Atendo a empresas nacionais e multinacionais e sempre abordo esse tema durante os diálogos com as mais variadas equipes. Avalio que o maior problema para a sobrevivência do “jeitinho brasileiro” seja o ego. Quem burla regras quer mostrar que sabe mais que outro ou “provar” alguma coisa e, no final … tudo se enrosca.

Termino pedindo calma e dizendo que o livro de Provérbios, capítulo 3, versos 5, 6 e 7 traz a receita certa para quem quer mudar o jeito de ser (para melhor, é claro). Lá diz: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.” Que tal fazer uma avaliação sobre tudo o que eu disse e estender essa mensagem a quem precisa de mudança?

Então, corra! O relógio está girando … TIC, TAC, TIC, TAC. 


Como interromper alguém?

Por Diego Nascimento

“Com licença: será que posso interromper por um instante?” Essa pergunta tão famosa já foi utilizada por você em algum momento e garanto que nem sempre a receptividade foi positiva. A experiência se torna ainda mais traumática quando esse evento se passa durante uma importante apresentação na escola, faculdade, trabalho e até em igrejas. Diante disso surge a questão: como e de que forma posso interromper alguém?

Seria muito bom se isso não acontecesse, mas as interferências sempre aparecerão nos momentos mais inesperados de seu cotidiano. Sou um comunicador e já fui interrompido durante aulas, palestras, reuniões e conferências. Com o passar do tempo aprendi que paciência é um pilar fundamental para o controle das emoções, no entanto, há limites que precisam ser respeitados.

Costumo dizer que o “termômetro” de uma interrupção é o tempo. Apenas situações de risco e emergenciais onde “cinco minutos podem ser tarde demais” merecem prioridade nas interrupções. Imagine se somássemos todas as pausas que damos ao longo do dia por causa de interrupções desnecessárias? O resultado mostraria que o giro do relógio é mais precioso do que calculamos. Pensando nisso trouxe algumas dicas de postura e educação:

  • Mantenha o foco em sua missão. Existe hora certa até para a descontração;
  • Use bilhetes para levar mensagens curtas e emergenciais;
  • Aprenda bater à porta: jamais gire a maçaneta para invadir um espaço sem necessidade;
  • Levante uma das mãos para receber autorização de fala;
  • Estabeleça prioridades: há assuntos que podem esperar;
  • Ouça mais e fale menos;
  • Observe a comunicação facial da pessoa ou grupo que pretende interromper: um breve olhar pode sinalizar a permissão de entrada ou um direto “volte depois”.

O exercício da ansiedade nos ensina a pensar dez vezes antes de manifestarmos algo. Conheço gente que não tem um pingo de bom senso para esperar e, em questão de segundos, cria conflitos interpessoais por fazerem da comunicação diária um monólogo (longa fala ou discurso pronunciado por uma só pessoa). Mas mantenha a calma: existe solução.

No próximo artigo aprenderemos sobre o que fazer quando somos interrompidos. Como agir? O que falar? Tenho absoluta certeza de que muita coisa melhorará em sua vida a partir dessa leitura.

Já interrompeu durante um momento inadequado? Conte-me a sua história e manterei segredo!


Custa caro, muito caro

Por Diego Nascimento

Você já parou para pensar que as falhas de comunicação custam muito caro para você, seu vizinho, sua família, empresa e para todos os demais setores da sociedade? Cometemos equívocos ao escrever bilhetes, pequenas mensagens no WhatsApp, em textos de e-mails pessoais, institucionais, áudios e até em propagandas. Um estudo recente mostrou que, só nos Estados Unidos, uma média de US$5 bilhões de dólares são desperdiçados anualmente por causa da comunicação feita de maneira errada nas organizações. Muita grana, não é?

Se engana quem pensa que para escrever ou falar bem é necessário cursar jornalismo, letras ou explorar um árido caminho pela gramática e pela oratória.  As boas práticas de comunicação começam dentro de casa quando deixamos um recadinho colado na geladeira com a vírgula no devido lugar. O hábito pela leitura, ferramenta essencial para a construção de um bom vocabulário, tem início por meio do nosso exemplo. E nem sempre nos atentamos para essa responsabilidade.

Por várias vezes testemunhei desentendimentos porque A não entendeu corretamente o recado dado por B. Como o resultado não foi o dos melhores, B deu o maior sermão em A por ter descumprido a tarefa. O que as pessoas não entendem é que quem deve garantir que o receptor compreenda por completo a mensagem é o emissor, ou seja, se minha mãe pede para eu retirar o bolo do forno às 16h15 é dever dela assegurar que, de fato, eu compreendi que o horário não é outro. O que passar disso é falta de compromisso, habilidade ou competência de quem recebeu a tarefa.

No início do artigo dei o exemplo monetário de quanto custa caro para empresas norte-americanas lidarem com as falhas de comunicação. Mas pense comigo: quantas coisas foram compradas desnecessariamente no supermercado por um erro bobo na transmissão do pedido/recado? Até o seu bolso sofre o impacto. Entende agora como o assunto é sério?

Quais os devidos cuidados para uma comunicação eficaz?

  • Seja escrevendo, falando ou digitando tenha absoluta certeza de que as palavras estão corretas;
  • A vírgula e o ponto final são seus amigos e não fazem mal a ninguém. Sempre que for necessário os convide a fazer parte de sua mensagem;
  • Se receber alguma informação compartilhada apure, sempre, se o conteúdo é verdadeiro e digno de ser “passado para a frente”;
  • Ouça mais e fale menos;
  • Fuja da fofoca e dos cuxixos de corredor;
  • Verifique se o canal de comunicação escolhido é o melhor caminho para a sua mensagem;
  • Garanta que o destinatário entendeu o seu recado;
  • Peça ajuda na revisão do texto/fala (se necessário);
  • Jamais tenha vergonha de reconhecer as limitações linguísticas e de buscar o aperfeiçoamento.

Finalmente, antes de ir embora, gostaria de ouvir e ler relatos de falhas de comunicação que direta ou indiretamente atingiram você. Comente no site www.diegonascimento.com.br ou responda ao e-mail, se preferir.  Tenho o dever de ser realista, prático e direto nos artigos e, por isso, sua participação é fundamental!

Até mais!


Será verdade?

Por Diego Nascimento

Sim! É a mais pura verdade que as intrigas ainda habitem corredores e salas mundo afora. Meus amigos consultores sempre compartilham dos problemas que empresas (e não importa se são públicas, privadas ou terceiro setor) enfrentam para “cortar pela raiz” as briguinhas entre colegas, comentários maldosos nos setores e ciúmes despertados por causa da promoção de A ou B. E se você for estudante, observe que isso acontece com frequência na educação básica (sim, até as crianças) e nas universidades. Mas onde tudo isso começa?

Dentro de nós. Simples assim. Na minha terra o hábito de incentivar desentendimentos é conhecido como “pôr lenha na fogueira” e acredite: tem gente craque nesse assunto e que demonstra um grande talento para o mal. Vivi isso de perto no ensino médio, na graduação, pós-graduação e em trabalhos exercidos. Não é por acaso que os processos seletivos para vagas no mercado de trabalho estão cada vez mais rigorosos e, mesmo assim, há quem dure pouco no serviço por causa do baixo aproveitamento da inteligência emocional.

O que vou contar agora é triste e baseado em fatos reais: a personagem X sempre se gabava de seus conhecimentos e fazia da soberba uma companheira fiel. Com frequência a personagem X, talvez frustrada com a monotonia de seus dias, pegava o telefone celular e fazia uma chamada para a personagem Y, inventando que a personagem Z havia contado segredos íntimos sobre ela. Tão logo o telefone era desligado X fazia o caminho contrário, ligando para Z e acusando Y de ter feito a mesma coisa.  Furiosas com essa revelação, Y e Z iniciavam uma verdadeira guerra na tentativa de tirar satisfação, proteger suas famílias e, enquanto isso, X assistia tudo de camarote e alimentando o péssimo hábito de criar intrigas.

Defendo a ideia de que o diálogo resolve muita coisa. Qualquer início proposital de desentendimento precisa ser analisado, corrigido e tratado. Conheço líderes que fazem vista grossa e deixam a bomba explodir. O tempo passa e as discórdias se tornam comuns naquele meio, influenciando o cotidiano do indivíduo, do setor, da empresa … é como uma pequena faísca caindo sobre um monte de palha. E se mesmo com o tratamento a pessoa continuar com essa ânsia de prejudicar os outros? Demissão. Algumas ervas daninhas são resistentes demais e precisam sair de cena.

Entendeu mal? Esclareça. Ficou triste com algum comentário? Manifeste com serenidade, mas não guarde rancor. Testemunhou uma intriga? Fique no time dos pacificadores. A própria Bíblia Sagrada nos alerta sobre o tema em Provérbios 15:18 “O homem irritável provoca dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão.”

Vejo você no próximo artigo!


30 horas depois …

Por Diego Nascimento

Na minha infância eu sempre assisti aos comerciais do Unibanco 30 horas e, a cada instante em que os vídeos eram veiculados, tentava fazer as contas para compreender como aquela empresa conseguia funcionar seis horas a mais do que a contagem de um dia normal. O que era mistério até os meus oito anos de idade se tornou claro quando ganhei maturidade e descobri que tudo não passava de uma estratégia de publicidade e propaganda.

O tempo passou e terminei a graduação, a pós-graduação e aos poucos fui ampliando a experiência no mercado de trabalho nacional e internacional. Novas responsabilidades foram chegando e parecia que 24 horas não eram suficientes para cumprir com todas as minhas obrigações. O resultado disso? Ansiedade! Essa emoção ou sentimento (entenda como quiser) tem se tornado um verdadeiro incômodo na vida de estudantes e profissionais das mais diversas áreas. Um estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017* aponta que o Brasil é o país mais ansioso do planeta (com cerca de 9,3% da população com algum transtorno vinculado a essa inconveniente companheira que insiste em rondar nossos planos).

Somos educados para o imediatismo. Prova disso é nossa agitação ao reiniciarmos um aparelho celular, um laptop ou qualquer outro sistema computadorizado. Os segundos de espera para abertura de um software ou leitura de uma mensagem no WhatsApp se tornam uma eternidade que traz sofrimento, angústia e descontrole (tem gente que fala até palavrão). E quanto mais essa “facilidade tecnológica” oferece comodidade assumimos novos compromissos que muitas vezes são desnecessários.

Sei do que estou falando. Tinha o péssimo hábito de ficar horas e mais horas CONECTADO quando, de fato, eu estava DESCONECTADO da realidade. Trabalhar é ótimo, estudar é excelente, mas há o tempo certo para tudo. A gestão equilibrada das atividades pessoais, estudantis e profissionais está ligada ao bom senso. Gosto de quem tem ambição (quer crescer na vida) e sabe que o mundo não irá acabar daqui a cinco minutos e faz o uso adequado de cada giro do relógio.

Graças ao soberano Deus fui sendo moldado para compartilhar com outras pessoas como encontrei a sintonia com a realidade e, por meio de palestras e artigos, cumprirei essa missão até o fim dos meus dias. E continuando a minha história … hoje pratico esportes (corrida diária), trabalho, estudo, escrevo artigos, ministro palestras, visito enfermos, ajudo na igreja, assisto bons filmes, ouço boas músicas, viajo e ainda sobra um tempinho para tomar café com biscoito. Que tal avaliar sua agenda e começar as mudanças? Tenha coragem e atitude!

  • Estudo da OMS disponível em http://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/254610/WHO-MSD-MER-2017.2-eng.pdf;jsessionid=5930D9F35F002DC50EA6BE24B41FFDF7?sequence=1

Tiro no escuro

Por Diego Nascimento

Quem já não teve a sensação de correr atrás de algo e, no fim, não chegar a lugar algum? Quantas empresas e indivíduos investiram pesado em projetos e tiveram a sensação de ‘morrer na praia’ ou ter quilos e mais quilos de material inutilizado? Prometer um milhão de oportunidades e entregar o dobro em decepções? A lista é ampla e precisamos ser honestos em reconhecer que, por algum momento, fizemos parte desse enredo ou corremos o risco de sermos personagens de uma jornada de fracasso. Mas esse cenário pode ser alterado ou evitado se claramente traçarmos objetivos para nossos sonhos. Isso mesmo: objetivos.

Vou ser prático nessa abordagem: tenho desenvolvido um projeto particular e resolvi pedir a opinião de uma rede de contatos internacional de profissionais do marketing. São cinco pessoas que, embora tenham a mesma formação acadêmica, estão situados em países diferentes, com culturas diversificadas e com um currículo vasto em “histórias pra contar.” Nem mesmo o fuso-horário é empecilho para nossos diálogos intermediados pelo idioma universal, o Inglês. Por Skype ou WhatsApp somos capazes de somar e trocar experiências inacreditáveis que nem mesmo os melhores artigos científicos poderiam oferecer. Nesse contexto, todos os membros do grupo, sem exceção, foram diretos ao perguntar: “Diego, o que você quer com isso? Quais os objetivos do projeto?” Um questionamento simples, mas com respostas que podem abrir portas ou evitar terríveis dores de cabeça.

Confesso que passei bons momentos refletindo sobre erros e acertos e qual (ou quais) é meu objetivo em cada projeto de vida para os próximos cinco anos. Marketing pessoal vai muito além de falar corretamente, cuidar da aparência e manter uma higiene impecável; abrange nossa capacidade de organização e de previsibilidade sobre nossos sonhos. Acontece muito em entrevistas de emprego: é fácil perceber quando o candidato está na estratosfera do exagero ou com os pés no chão.

Em seu livro Goals and Goal Settings (Metas e seu estabelecimento) o escritor Larrie Rouillard indica quatro elementos de fácil uso para traçarmos nossos objetivos. São eles: 1) Escolha um verbo de ação, 2) Escolha uma forma de medir o resultado, 3) Estabeleça prazos e 4) Estabeleça limites (zona de segurança). Não há mistério nenhum. O Professor Larrie, na verdade, reforça a necessidade de colocarmos na ponta do lápis cada fase, cada centavo, esforço e avaliarmos os prós, os contras e, se necessário, consultar alguém de sua confiança.

Diante de tudo isso, quero que entenda que nossa humanidade nos faz imperfeitos e nos traz a responsabilidade de vigiar a todo o instante. “Tiros no escuro” podem ferir quem não tem relação alguma com os acontecimentos e demonstra despreparo, medo ou resistência em ouvir por causa da pura e simples explosão do ego. Em tempos de tanta instabilidade no Brasil e mundo afora recomendo prudência e a imediata definição de objetivos. Dez minutos pensando hoje evitarão dias ou anos em busca de uma solução que talvez nunca chegue.


Por favor, não grite

Por Diego Nascimento

Confesso que tenho uma séria dificuldade em lidar com pessoas que gritam. Meu repúdio está ligado ao exercício exagerado das cordas vocais em situações de trabalho e relacionamento interpessoal. As observações que tenho feito ao longo do tempo mostram que o próximo degrau após o uso inadequado da voz é a agressão física. Para ilustrar a seriedade do tema contarei um fato vivenciado faz poucos dias.

Tarde de quarta-feira, Lavras, Minas Gerais. Fui até uma clínica médica e com toda tranquilidade aguardei pelo chamado na recepção. Ouvi os mais diversos “causos” dos que ali exercitavam a espera junto comigo. O que seria mais uma rotina se tornou uma das mais tenebrosas experiências para um consultor e comunicador corporativo. Notei uma certa movimentação no corredor ao lado: era a hora do famoso cafezinho. Nada demais se a educação e bom senso fizessem parte do currículo dos envolvidos que, motivados por alguma situação particular do final de semana, poluíram o ambiente com gargalhadas, vocabulário inapropriado e gritos e mais gritos. Parecia que estávamos na porta de um botequim mal frequentado, cheio de embriagados desrespeitosos e grosseiros. A cena foi tão alarmante que uma das médicas interrompeu uma consulta e em fúria clamou por ordem e silêncio, o que foi prontamente atendido.

Quem dera se fosse ficção, mas é a realidade. E sem fazer qualquer tipo de sondagem posso dizer que gritos são mais do que comuns em escritórios, lojas, praças … e dentro de casa. Costumo exemplificar relações familiares como um grande laboratório de ação/reação no cotidiano de qualquer ser humano. A teoria desse conjunto de atitudes foi registrada em um artigo* publicado pela The British Psychological Society (Sociedade Britânica de Psicologia) que diz que o “auto-controle depende de muitos processos e que mudanças na vida podem oferecer diferentes impactos dependendo da limitação da fonte de energia.” Em resumo é fácil entender que o domínio próprio continua a ser o segredo para o êxito nas relações.

Acima de qualquer teoria encontramos a Bíblia Sagrada. Nela, o apóstolo Paulo cita em carta aos Gálatas, capítulo 5, verso 22, o domínio próprio como uma característica dos frutos que vêm do Espírito. Ausência de relacionamento com Deus nos deixa mais confiantes em nós mesmos e desesperançosos, resultando em aflição e total falta de controle. É por isso que convido você, leitor/leitora, a compartilhar a importância da calma seja qual for o momento e o desafio. Que sua voz seja condutora de refrigério ao invés de sinônimo de agressão e mediocridade, a exemplo dos funcionários da clínica médica em que fui atendido.

Vivemos dias maus e absolutamente você pode compartilhar experiências em que pessoas “tentaram ganhar no grito.” No meu caso, mesmo que tenha laços sanguíneos, praticantes da gritaria perdem crédito comigo. A confiança é colocada em questão, afinal, como posso delegar responsabilidades para quem, no primeiro desafio, sai do eixo?

Concluo com um pedido simples, mas capaz de interferir profundamente em nossas relações: jamais grite comigo.

* Artigo disponível em https://thepsychologist.bps.org.uk/volume-25/edition-2/self-control-%E2%80%93-moral-muscle


Imagem deteriorada

Por Diego Nascimento

Sim, preocupo e muito com a imagem que transmitimos para as pessoas ao nosso redor. Um ato ou uma palavra falha hoje trará consequências danosas para a vida inteira. O mais lamentável disso é que tem gente que insiste no erro sabendo que está trilhando o caminho difícil, mas por orgulho prefere não se redimir ou reconhecer o penhasco em que está prestes a cair (se já não despencou).

Comparo esse raciocínio à uma viagem que fiz dias atrás.  Percorri centenas de quilômetros por uma rodovia pedagiada, mas repleta de buracos e remendos no asfalto. Para piorar enfrentei uma enorme enxurrada quando alcancei um trecho com muita chuva. Qual foi minha percepção a respeito da concessionária que administra a estrada? Péssima! E mesmo que consertem tudo o que relatei nesse parágrafo a má impressão continuará guardada em meu subconsciente.

Você pode fazer dez coisas boas mas, se falhar em uma, as pessoas manterão o foco no seu tropeço. Somos seres humanos inseridos em diferentes cenários e, com isso, todo o cuidado é pouco. Por outro lado, há quem cometa equívocos na tentativa de acertar e a humildade que carregam os fazem recomeçar ou mudar o percurso. Parabenizo quem faz parte desse grupo e deixo meu alerta para os que caminham na rota contrária e ficam eternamente marcados por atos cometidos não por ingenuidade, mas pelo melindroso senso de aventura misturado a arrogância.

Um currículo representa 50% de um profissional; o restante é demonstrando pela atitude com colegas, clientes e a instituição de forma geral. No livro “Se pudessem voltar no tempo, estas 500 pessoas não…” o escritor João José da Costa trata do arrependimento e as frustrações por decisões erradas que são comuns e que fazem parte do nosso processo de aprendizado. Na página 136 ele conta de um homem que era conhecido por sua capacidade em “enrolar” no ambiente de trabalho, até que conseguiu uma promoção e foi trabalhar no exterior. Depois de 15 meses em terras estrangeiras suas técnicas de manobra foram rapidamente identificadas e nosso “executivo” foi sumariamente demitido. Ao retornar ao país veio a surpresa: sua imagem estava completamente desgastada no mercado e ele foi obrigado a aceitar cargos inferiores em virtude de uma “esperteza” plantada no passado, mas com frutos amargos no futuro.

Você tem vidas: a pessoal, a profissional, a social … são fases das quais não conseguirá se desprender. Olhe à sua volta, busque rotas acertadas e fuja ao menor sinal do “jeitinho”. Conheço quem ficou com a imagem deteriorada por ter escolhido caminhos e companhias erradas ainda na mocidade. Muitas delas conversaram comigo em busca de uma nova oportunidade de trabalho e digo: o processo é lento, doloroso e pode não surtir o resultado desejado.

Merecemos uma segunda chance? Sim! Como profissional da comunicação tenho acompanhado casos muito interessantes de superação e, também, de recaída. Tudo está ligado às escolhas que não poderão ser ocultadas por muito tempo pelo melhor discurso ou currículo (máscaras caem). Como diria o presidente Abraham Lincoln: “Você pode enganar pessoas todo o tempo. Você pode também enganar todas as pessoas algum tempo. Mas você não pode enganar todas as pessoas o tempo todo.” 

Abra os olhos!

 


Reconheça seus erros

Por Diego Nascimento

Faz algum tempo que tenho raciocinado sobre uma frase traiçoeira e que tem se tornado comum em nosso dia a dia: “errar é humano.” Mas até que ponto uma afirmação dessas é uma eventualidade ou se torna uma constante nas responsabilidades que assumimos? Quantas vezes a “humanidade” ou o simples fato de sermos carne e osso respalda os deslizes que cometemos? Garanto que você, lendo esse pequeno trecho, trouxe à memória algum fato recente onde atuou como personagem principal. E para partilhar desse sentimento vou te contar o que aconteceu comigo.

Duas semanas atrás aceitei participar de um evento onde eu falaria a respeito da Bíblia (tenho o hábito de estudar as Sagradas Escrituras). Como de costume marquei data, horário e local na agenda eletrônica e com a devida antecedência prepararei o material. Cheguei a convidar familiares para irem comigo e com tranquilidade fui para a estrada rumo ao meu destino. Chegando lá percebi o local cheio e fiquei impressionado com o compromisso da comunidade. Ao mesmo tempo notei que o líder, que havia feito o convite quinze dias antes, também estava lá. Foi um misto de curiosidade e estranheza, pois, minha presença aconteceria em virtude da ausência dele naquela data. Para meu espanto eu era, de fato, aguardado para o estudo. A diferença estava no endereço: por um lapso eu registrei na agenda outro destino quando, na verdade, eu deveria estar a 20Km de onde havia estacionado meu carro. Uma verdadeira tragédia.

Preciso dizer que situações assim são injustificáveis. Minha falha causou desconforto e rendeu momentos de profunda preocupação com o grupo que certamente me aguardava em outra cidade. Na busca por um culpado (eu mesmo) só me restava um pedido de perdão futuro. Após o envio de algumas mensagens fui parcialmente acalentado ao saber que um membro da outra comunidade havia “assumido o controle” em meu lugar. Prontamente manifestei meu voto de louvor pela pró-atividade e reiterei meu lamento por toda a confusão. Embora eu entenda que não somos seres robotizados, programados para seguirmos uma sequência de códigos, é fundamental entender que há limites até mesmo para equívocos. A falta de sensibilidade para minimizar falhas tem resultado no sofrimento de indivíduos, famílias, empresas e até de países pelo mundo afora.

Recentemente li sobre um homem que mesmo na terceira idade tem sido alvo de inúmeras denúncias por crimes cometidos ao longo de sua vida. Ao que parece ele errou a primeira, a segunda…. a vigésima vez e por causa da falibilidade que já carregamos conosco ele optou por cair na armadilha do comodismo e fazer dos equívocos um costume. O mais lamentável é que não arcamos sozinhos com as consequências de nossos erros e pessoas do entorno acabam recebendo “estilhaços” dos nossos tombos.

No meu caso observamos uma clara falha de conferência. Mesmo tendo sido a primeira vez que isso tenha acontecido, meus esforços para que não se repita foram redobrados. Não vivemos por nós mesmos. Grandes oportunidades implicam em grandes responsabilidades. Que tal fazermos uma avaliação dos deslizes e traçarmos estratégias para que nossa caminhada seja mais firme e segura? Tenho a absoluta certeza de que muita coisa irá mudar … e para melhor!


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